quinta-feira, 20 de abril de 2017

Aparentemente feliz.

Muitas pessoas erroneamente pensam que ser famoso as  fará automaticamente feliz.

A felicidade depende do que se passa em sua mente e não o que acontece "lá fora". Portanto, se você está pensando pensamentos negativos, procurando defeitos em outros, reclamando e coisas parecidas, você vai ficar triste, mesmo se todo mundo está falando sobre o quão grande você é. Por outro lado, se você pensar pensamentos positivos, você vai se sentir bem, mesmo que ninguém lhe dá honra.

A felicidade depende de seus pensamentos e não do que as outras pessoas dizem sobre você, a menos que você diga a si mesmo que não pode ser feliz sem a aprovação e honra dos outros. Mas quando tal é o caso, o principal problema não é que outros não lhe dão honra, mas que você diga a si mesmo que é horrível que outras pessoas não lhe dão a honra que você exige arbitrariamente.

Baseado nos livros de Rabino Zelig Pliskin.

Rabino Reuven Segal

Compaixão

Este me fez chorar.

Certa vez, um carneiro que era levado para o matadouro escapou e se escondeu debaixo das vestes de Rabbi Yehuda, que exclamou: Vá, pois foste criado para isso.
Então, uma voz vinda dos céus sentenciou: "Já que não tem compaixão por minhas criaturas, também não haverá para ti." Desde aquele dia, seu corpo se cobriu de chagas.
Certo dia, sua empregada estava limpando a casa e em um canto encontrou a cria de uma doninha. A mulher já estava disposta a varrer o filhote, quando escutou a voz de Rabbi Yehuda dizer: Pobrezinho, deixe-o ficar.
Então, escutou-se uma voz vinda dos céus: Tú tens compaixão por minhas criaturas e, por isso, mereces a mesma compaixão. Desde aquele dia se curou por completo.
(Tratado Bava Metzía)
Atila Drelich.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Na Última Fila.

Em uma reunião de vizinhos, os Rabinos se sentaram na primeira fila. Rabbi Nachum ben Itzchak, chegou uns minutos mais tarde e se sentou na última fila. Um dos Rabinos ao vê-lo, chamou-lhe para que se sentasse ao lado deles, uma vez que uma pessoa como ele não deveria se sentar ali.
Rabbi Nachum respondeu:
Agradeço o convite, seria uma grande honra sentar-me com vocês, porém, estou contente com este lugar. Depois de tudo, ainda não aprendeste que não é o lugar que proporciona honra a pessoa, mas que é a pessoa que confere honra ao lugar?
Desta maneira, Rabbi Nachum ratificava o que requeria: A humildade é o que afirma a grandeza.
(Tratado Taanit 7a)
Atila Drelich

terça-feira, 18 de abril de 2017

O orgulho


"David foi ao barbeiro para cortar o cabelo, como sempre fazia todo mês. Ele começou a conversar com o barbeiro sobre vários assuntos. A conversa então tomou um rumo mais espiritual e eles começaram a falar sobre D'us. Enquanto David era uma pessoa de imensa Emuná (fé) em D'us, o barbeiro era um ateu convicto. O barbeiro disse:

- Eu não preciso deste seu D'us para nada. Através do meu esforço eu consigo garantir meu sustento e manter minha família e minha saúde. Além disso, eu não acredito que seu D'us realmente exista. Você só precisa sair na rua para ver que D'us não existe. Se D'us existisse, você acha que haveria tantas pessoas doentes? Haveria crianças abandonadas? Haveria dor e sofrimento? Eu não consigo imaginar um D'us que permite todas essas coisas.

David não quis dar imediatamente uma resposta, para evitar uma discussão mais acalorada. Quando o barbeiro terminou o corte e David se preparava para sair, passou na rua um homem com barba e cabelos longos. Ele tinha uma aparência péssima, parecia que não cortava o cabelo ou fazia a barba há um bom tempo. Então David disse ao barbeiro:

- Sabe de uma coisa, acho que são os barbeiros que não existem.

- Como assim os barbeiros não existem? - perguntou o barbeiro - Eu estou aqui e sou um barbeiro!!!

- Não! - afirmou David - Os barbeiros não existem, porque se existissem, não haveria pessoas com barba e cabelos tão longos como aquele homem que está andando ali na rua. Veja, que homem de aparência horrível! Se os barbeiros existissem, eles permitiriam uma pessoa andar pela rua desta maneira?

- Que argumento mais tolo - disse o barbeiro para David - é óbvio que barbeiros existem, mas há pessoas não procuram os barbeiros. Isto é uma opção delas. Se a pessoa quer ficar com a aparência desleixada como este jovem que passou na rua, isto é uma escolha dela, não tem nada a ver com a existência dos barbeiros.

- Que seus ouvidos escutem o que diz a sua boca! - respondeu David - Suas palavras são a resposta ao seu questionamento. D'us existe, mas há muitas pessoas não O procuram, por opção delas. Pessoas como você, que acham que tem tudo na vida por seu próprio esforço e mérito. E é justamente por isso que há tanta dor e sofrimento no mundo.
 Fonte: Blog do Rav Efraim Birbojm

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O pequeno colibri.

Você conhece a história do Colibri?

Eis a história: Um dia, um grande incêndio ameaçou destruir a floresta. Todos os animais, exceto o pequeno colibri, ficaram apavorados, desesperados com o desastre. Porém, o pequeno Colibri não se rendeu e corajosamente ele pegava algumas gotas com seu biquinho e jogava uma por uma sobre o fogo.

Depois de algum tempo, sem ver nenhuma mudança e irritado com essa agitação insignificante, o Tatu disse a ele:  “Você está louco, pequeno Colibri? Você sabe que jamais poderá apagar o fogo com algumas gotas de água!”.


E o pequeno Colibri disse: “Eu sei. Mas estou fazendo a minha parte!”.

Pois se as gotas de água fazem os oceanos, as mesmas gotas poderiam enfrentar o incêndio! Quem acredita e honra a vida, jamais deve ficar de braços cruzados assistindo impotente o desastre, venha de onde vier. Mas deve, ao contrário, fazer sua parte, por mais modesta que seja, combater os incêndios da mente e escapar das manobras daqueles que desejam prejudicar a Terra!

Essa lenda revisitada por muitos contadores de histórias do mundo todo é um estímulo para todos que acreditam no poder da vida. Porque nada jamais está perdido e enquanto há vida há esperança.

domingo, 16 de abril de 2017

Me vendo por dentro.

Aprendi a me olhar todos os dias e a buscar dentro de mim o que ninguém por mais que tenha tentado nunca encontrou,
meu próprio valor. D'us me fez perfeita
aos olhos dele, com uma capacidade incrível
de sonhar e uma sensibilidade linda de amar.
Embora eu seja tão falha, tão inconsequente
as vezes , sinto ele do meu lado, me cuidando, me guardando, me protegendo, me exortando,
me ensinando e acima de tudo me amando.
Confesso que as vezes tropeço, mas não me justifico de maneira alguma, porque sei que na
maioria das vezes sou culpada. Mas procuro a cada dia ser como ele quer , andar nos caminhos que
ele desenhou para mim e se algum dia eu me desviar dele, que ele me quebre como um vaso totalmente
seu e me faça de novo, e de novo e quantas vezes
for necessário até que em mim não haja trincas. Por que sou falha.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Enquanto Arde a vela.

Rabbi Israel Salant, levou seus sapatos ao sapateiro para que os concertasse. Estava escurecendo e o homem trabalhava a luz de uma tênue vela.  Incomodado por ver o sapateiro trabalhando naquelas condições, o Rabbi tentou sacar os sapatos e voltar no dia seguinte. Porém, o sapateiro disse: Sente-se, pois enquanto a vela arde, se pode consertar.
Rabbi Israel escutou o homem e uma vez terminado o trabalho, saiu correndo a Yeshivá e disse a seus discípulos:
Hoje aprendi uma grande lição: Enquanto a vela arde, podemos corrigir.
Fonte: Atila Drelich.

Pêssach, ano 5777. (10/04/2017).

Nova Aliança SP.
momento de recordar as tradições judaicas de Pessach e o que elas representam. Vamos relembrar nossa história em família!

O que é Afikoman? (אפיקומן)

Afikoman é o nome de uma porção de Matsá que é comido no final do jantar de Pêssach (Páscoa judaica).  É um costume que o pai leva esconda o Aficoman  e a criança que o encontrar recebe um presente!
Quem quer encontrar o Afikoman?

Pêssach

Os nossos sábios estabeleceram que se deve iniciar o estudo das leis de Pêssach trinta dias antes da festa, para que a pessoa chegue preparada para o chag (festa), ou seja, bem informada sobre as inúmeras regras vigentes nesses dias.

A proibição de chamêtz (fermentados das cinco espécies – trigo, cevada, aveia, centeio e espelta) em Pêssach aparece quatro vezes na Torá, resultando em quatro modalidades: • Não comer ou ter proveito do chamêtz em Pêssach.

• Que não haja chamêtz na propriedade de um judeu em Pêssach.
• Que um judeu não veja chamêtz em sua propriedade em Pêssach.
• Anular todo chamêtz e levedura da propriedade do judeu antes de Pêssach.

Mulher.

Um aroma suave
exalou das mãos do Criador,
quando seus olhos contemplaram
a solidão do homem no Jardim!
Foi assim:
o Senhor desenhou
o ser gracioso, meigo e forte,
que Sua imaginação perfeita produziu.
Um novo milagre:
fez-se carne,
fez-se bela,
fez-se amor,
fez-se na verdade como Ele quer!
O homem colheu a flor,
beijou-a, com ternura,
chamando-a, simplesmente,
Mulher!

Ivone Boechat

domingo, 2 de abril de 2017

Bondade e egoísmo.

"Jonas era uma pessoa muito esforçada e trabalhadora, mas não tinha muito sucesso na vida. Não passava necessidades, mas o dinheiro estava sempre contado. Pelo menos ele se alegrava por ter um maravilhoso casamento, no qual havia muito respeito mútuo. Mesmo nas épocas de maiores dificuldades era muito raro o casal discutir.

Certa vez, quando Jonas estava viajando, voltando de uma tentativa frustrada de negócios, ele resolveu fazer uma visita a um famoso rabino, cuja santidade e força de suas Brachót (Bençãos) eram muito conhecidas. Esperançoso, Jonas entrou na sala do rabino e pediu para ele uma Brachá. O rabino segurou a mão de Jonas e, com muita concentração, falou:

- Que seja a vontade de D'us que a primeira coisa que você fizer em casa prospere e dure para sempre.

Jonas ficou muito contente com a Brachá do rabino. Conhecendo a sua santidade, Jonas sabia que aquelas palavras certamente se cumpririam. Então ele começou a refletir sobre qual deveria ser seu primeiro ato quando chegasse em casa. Decidiu que contaria várias vezes todo o dinheiro que tivesse em casa, pois assim a Brachá do rabino recairia sobre o seu dinheiro e ele ficaria rico.

Já sonhando com os milhões que ganharia, Jonas entrou em casa e mal cumprimentou sua esposa. Ele então pediu, em tom de urgência, que ela imediatamente trouxesse todo dinheiro que havia em casa. Um pouco assustada com o estranho pedido repentino do marido e se sentindo muito pressionada, a esposa não conseguia lembrar-se onde estavam guardadas as economias que eles haviam juntado. Após a insistência e o mau-humor de Jonas, a esposa começou a desconfiar que havia algo de errado e se recusou a entregar a ele qualquer dinheiro.

Revoltado com a atitude da esposa, Jonas perdeu a cabeça e esqueceu-se completamente das palavras do rabino. O que estava destinado a ser uma Brachá transformou-se então em uma maldição. Jonas já nem se lembrava que havia voltado para casa para procurar seu dinheiro e  começou a gritar com a esposa, iniciando uma troca de acusações e ofensas. As palavras do rabino se cumpriram e, a partir daquele dia, naquela casa o que prosperou e durou para sempre foram as brigas e discussões. Jonas continuou tão pobre quanto era antes, e agora não tinha nem mesmo uma casa com paz e tranquilidade"

Explica o Maguid MiDuvno que às vezes esquecemos nossas prioridades. Quando focamos apenas nas nossas próprias necessidades, de maneira egoísta, podemos perder as coisas mais importantes da vida.
Fonte: Atila Drelich.