terça-feira, 28 de maio de 2013

Por: Tila Dubrawsky

Uma mulher “feminista” indaga a um rabino renomado de barba longa e chapéu preto, o que é que a esposa dele faz. O rabino responde que ela cuida de um lar para oito crianças carentes, dedicando-se inteiramente às suas necessidades, preenchendo para elas o papel de mãe, conselheira, professora e assistente social. A mulher fica impressionada. Finalmente ela encontra uma esposa de rabino que foge do estereotipo, que não é “presa” em casa, que tem uma carreira.
A conversa continua e a mulher percebe que as oito crianças são do rabino e sua esposa e o lar que ela cuida é o seu próprio. Ela fica indignada. Sente-se iludida. O rabino ouve e sorri. Ele diz: “Enquanto pensa que minha esposa dirige um lar para outros, está tudo bem, você a admira. Já quando sabe que o lar que ela administra é o seu próprio, sua estima por ela diminui. Isso é lógico?”
Edificar um lar e ser mãe é uma carreira digna de louvor. Trazer filhos ao mundo e educá-los para serem sãos, íntegros e bem equilibrados de corpo e espírito é contribuir concretamente e positivamente para o bem da humanidade. E quer saber de uma coisa? Satisfaz de verdade a nossa necessidade e desejo de realizar algo importante nesta vida.
Não confundamos a edificação de um lar com o governo de uma casa. Enquanto dá para contratar ajuda para limpar e arrumar uma casa, fazer um lar significa determinar o ambiente, impulso e caráter da casa e é um desafio que cada indivíduo tem que enfrentar pessoalmente. Uma mulher pode querer ou precisar ter uma carreira fora de casa, isso não é problema. No entanto ela tem que saber que o sucesso do seu lar vai depender do quanto do seu potencial ela investir dentro de seu lar.
Biná yeteira nitna baisha. (Nida 45 b). Nossos sábios dizem que mulheres foram dotadas com mais compreensão. Esta qualidade lhes dá a habilidade de conectar idéias e tecer valores abstratos e princípios espirituais dentro da palpável textura do ambiente do lar. Sem minimizar o papel do marido em cultivar o judaísmo no lar, é a mulher, a akeret habayit (alicerce do lar) que nutre e molda esta atmosfera no dia-a-dia.

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