segunda-feira, 15 de julho de 2013

Adultério

Pergunta:

Se uma pessoa tem um caso com 
uma pessoa casada e esta resulta
 numa gravidez e um deles, para 
preservar seu casamento, deseja 
optar pelo aborto, como fica esta
 situação perante o judaísmo?

Resposta:

Segundo o judaísmo, o aborto não é uma opção. A não ser em casos extremos e raros, como doenças ou perigo de vida para a mãe, onde um rabino sempre deverá ser consultado, não se permite o aborto em nenhuma instância. Isto porque o feto já é considerado um ser vivo, que possui alma. Impedir um aborto é equivalente a salvar uma vida. O fato da criança estar ainda na barriga da mãe em nada altera a proibição de tirarem-lhe a vida.

Uma criança que foi concebida fora do casamento é considerada um mamzer, ou bastardo. No que se refere à relação dos pais com o filho nascido fora do casamento, não há diferença nenhuma: eles têm a mesma obrigação de cuidar dele e zelar por seu bem como para qualquer filho.
No entanto, um filho mamzer, ou bastardo, encontrará dificuldades em sua vida. De acordo com o judaísmo, a relação fora do casamento deve ser algo impensável. O lar é o núcleo da vida judaica, e deve ser permeado por lealdade e amor. Um filho nascido de uma relação extra-matrimonial carrega a marca das circunstâncias nas quais foi gerado. O mamzer possui restrições quanto a pessoas com quem poderá casar.
Cabe aos adultos o dever de manterem-se fiéis e honestos dentro do seu casamento, não só pela obrigação religiosa e moral, mas inclusive pelo dever de zelar pelo destino de uma criança para que não seja concebida, fruto de uma relação ilícita.

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