quinta-feira, 25 de julho de 2013

Qual das traduções da Bíblia é a mais confiável?

A Língua Hebraica é a mais antiga do mundo. Foi nesta língua que o Eterno vocalizou: “Yehi Or”, que traduzido é “Seja Luz”. A Tanach (Bíblia Hebraica), como é sobejamente sabido, foi escrita em Hebraico. A primeira tradução da Tanach para outro idioma foi a Septuaginta,também chamada de “Tradução dos Setenta”. Foi feita por volta do ano 168 antes da Era Comum, por setenta eruditos Judeus que viviam em Alexandria, no Egito. Ptolomeu, um helenista que arbitrariamente reinava no Egito após a morte de Alexandre Magno, o conquistador grego, contratou por “bom dinheiro”, os setenta mercenários para traduzir as Escrituras Hebraicas para o Grego. Uma fantasiosa história é contada com a finalidade de testificar a inspiração divina dos setenta tradutores. Conta-se que o Rei Ptolomeu colocou os setenta em celas separadas, isolando-os uns dos outros, até que a tradução ficasse pronta. Assim se fez setenta traduções em separado. Depois de prontas, o Rei Ptolomeu os reuniu e, “milagre”, ao se comparar umas com as outras, eram minuciosamente iguais, nos mínimos detalhes. Assim surgiu a Septuaginta, amparada por uma “história” que não tem a mínima possibilidade de ser verdadeira. Consta-se que quando os Rabinos de Yerushalaim (Jerusalém) souberam da façanha, se reuniram as rasgaram suas vestes como se estivesse de luto e disseram: “Ergueram um bezerro de ouro em Alexandria”.
O fato é que as Escrituras Hebraicas da Tanach, especialmente os cinco primeiros livros que formam a Torah, jamais eram para serem traduzidos para qualquer idioma. As pessoas que, com sinceridade, quiserem aprender Torah, devem primeiro apreender Hebraico. A Torah é para Israel. As nações tem o Livro da Natureza com os registros Akhásicos e as Sheva Mitzvot (Sete Leis). Mais uma palavrinha sobre a tradução grega da Tanach (Bíblia Hebraica), é que Ptolomeu desejava uma tradução com tendências helenistas, dando apoio cultural à filosofia grega, e de fato aconteceu. Uma tradução tendenciosa. Além disso a famosa Septuaginta sofreu revisão: “Por volta de 310 da (Era Comum), Luciano de Antioquia preparou uma edição do Novo Testamento (além de uma revisão da Septuaginta), trabalhos críticos que, segundo o Sr. Jerônimo, eram conhecido como exemplaria Lucianea (exemplares de Luciano). Foi o texto de Luciano que, apesar da oposição que lhe fizeram seus contemporâneos, se tornou base fundamental do texto bizantino, donde procede o textus receptus (texto transmitido)”. Encilopédia Mirador Internacional, pág. 1.349.
A segunda empreitada significativa para se fazer uma tradução da Bíblia (aqui já não é mais a Tanach, que é exclusivamente a Hebraica; aqui já é Bíblia Cristã), foi assumida por S. Jerônimo, sob as ordens do Papa Dâmaso I. Jerônimo fez a sua tradução para o Latim, utilizando-se a Septuaginta revisada por Luciano, e do Novo Testamento preparado pelo mesmo. A versão de Jerônimo veio a se tornar a versão oficial da Igreja de Roma, chamada "Vulgata Latina". Ele se serviu ainda, para dar um “arremate requintado” na sua versão latina, dos “Cânones”, que no grego já haviam sido remexidos por Clemente de Alexandria, Orígenes, Apolônio de Tiana, Numênio e principalmente Luciano. Quero deixar claro ao leitor que, dedico minha atenção, especialmente à Bíblia Hebraica, que se convencionou chamar de Velho Testamento, já que o Novo Testamento é desde o princípio, um verdadeiro abismo de confusão, sobre o qual temos muito a falar em um capítulo dedicado só a ele. Jerônimo tinha uma dívida de obediência para com o Papa devido aos seus votos de Ordenação Sacerdotal. O Papa Dâmaso I deu ordens explícitas a ele, que fizesse a tradução das Escrituras segundo certas "diretrizes", sobre as quais foi muito bem instruído a que não cometesse “erros”. A tradução de S. Jerônimo devia ser feita de tal forma, que se amoldasse bem aos “interesses” e “propósitos” de Roma. Assim, por ordem do Papa, Jerônimo fez mudanças, correções e por aí afora. Tanto é que o próprio Jerônimo, tendo completado a sua empreitada, no ano 384 da Era Comum, escreveu uma carta ao Papa, na qual desabafou a sua angústia de espírito e o seu drama de consciência pelo que acabara de fazer. Assim diz a carta: “Jerônimo ao Beato Papa Dâmaso:
"Obrigas-me a fazer obra nova duma antiga, assim que depois de já espalhadas cópias das Escrituras por todo o mundo, me vejo na contingência de tomar assento, feito um árbitro. Trabalho que me é imposto pela piedade filial para contigo, mas que não deixa de ser uma presunção: a de mudar (as palavras bíblicas a que já se acostumou) a língua do ancião – é forçar um mundo já entrado em anos a retornar aos rudimentos próprios da infância!... Pois qual será o douto – ou igualmente o indouto que, havendo tomado nas mãos o volume e percebido que o que aí vai lendo é de sabor diferente daquele a que uma vez se habituou para sempre, não há de prorromper em imediato protesto, gritando que eu, falsário, sou um sacrílego, cuja ousadia chega ao ponto de em livros tradicionais (como as Escrituras) fazer acréscimos, mudanças e correções?” Extraído de: Introdução à Bíblia, de Caetano M. Perrela, C.M. e Luigi Vagaggini, C.M. edição da Editora Vozes Ltda.
Jerônimo, após esta famosa façanha; a tradução da Bíblia para o Latim, a qual se transformou, no Concílio de Trento, na tradução oficial da igreja, foi para Yerushalaim (Jerusalém), onde viveu o resto de seus dias em clausura total; não queria ver nem falar com ninguém.
A terceira tarefa significativa de tradução da Bíblia foi a empreendida por Martinho Luthero. Ele era um Monge Beneditino que só tinha oportunidade de ler a Bíblia em um grande volume das escrituras, existente no mosteiro em que ele vivia, em Roma. No salão central do mosteiro, a Bíblia enorme, estava acorrentada em um esteio onde ele podia ler, sem poder, no entanto, tomar notas ou copiar nada. Na época, era proibido à qualquer pessoa ler a Bíblia, a não ser os membros do clero, e mesmo assim, com as restrições que acabamos de mencionar, do caso de Luthero, que era vigiado ao ler uma Bíblia acorrentada no mosteiro. Alguns anos se passaram; Luthero foi enviado para atender uma paróquia em sua terra natal, na Alemanha. Por acaso, veio parar em suas mãos um exemplar da Vulgata Latina e ele, muito feliz por possuir uma Bíblia, se dedicou a estudá-la. Pouco tempo depois ele pregou no pórtico de sua paróquia, um papel que veio revolucionar o mundo cristão. O papel continha as famosas 95 teses de Luthero. Estava dado o primeiro passo para o protestantismo do século dezesseis. Logo em seguida começou a traduzir a Bíblia para o Alemão, se servindo para isto, da Vulgata Latina, de Jerônimo, é claro, pois era a única que possuía. O protestantismo se alastrou como um rastilho de pólvora, apesar das severas e cruéis perseguições movidas por Roma e o seu fatídico "Tribunal do Santo Ofício", a Inquisição. Não demorou e o movimento protestante chegou à Grã Bretanha. Um inteligente jovem inglês, Tyndale, se interessou e viajou imediatamente para a Alemanha, a fim de conhecer Luthero e aprender com ele a fé protestante. Isto produziu frutos!. A quarta tradução da Bíblia foi feita por Tyndale, a partir da tradução Alemã de Luthero. Ele traduziu do Alemão para o Inglês. O movimento cristão protestante terminou por alcançar a Casa Real Britânica, e aí a Inglaterra rompeu oficialmente com Roma. Enquanto isso, a famigerada inquisição assolava parte da Europa, queimando Xamãs Celtas, Judeus, Ciganos e protestantes Hereges, principalmente na Espanha, Itália, Portugal e França. Chegou o tempo, que o movimento protestante na Inglaterra tornou-se Igreja do Estado: A Igreja Episcopal Anglicana. O Rei Jaime reuniu e assalariou 36 eruditos para fazer uma tradução da Bíblia. Foi assim que surgiu uma tradução fortemente tendenciosa, pró-teologia protestante: a famosa Bíblia King James (Bíblia do Rei Jaime). Esta foi uma experiência de certa forma semelhante à Septuaginta, com o Rei Ptolomeu, como já foi dito acima. A King James veio a se tornar base da maioria das traduções protestantes mundo a fora. Como os protestantes incentivavam o estudo da Bíblia por todos os crentes, a difusão da mesma se tornou muito grande nos países onde os protestantes eram a maioria (Inglaterra, com a Igreja Anglicana, Alemanha, com a Igreja Luterana, etc). Por outro lado, a Igreja Católica, de Roma proibia o estudo da Bíblia aos seus fiéis e levava para a fogueira quem fosse encontrado com uma Bíblia, mesmo que fosse um católico fiel, era acusado de heresia e queimado vivo. Só o Clero podia ler a Bíblia e mesmo assim, com muito sérias restrições. O problemamais sério destas traduções da Bíblia, é que os manuscritos do Novo Testamento (Codex), não foram consultados, na confecção das mesmas, e muito menos a Bíblia Hebraica (Tanach). Uma parte importante deste problema, se deve ao fato de que na Idade Média era quase impossível que se tivesse acesso às fontes originais. Mas a verdade mesmo, que considero mais importante neste problema, foi a falta de interesse por causa dos objetivos teológicos e ideológicos, envolvidos, na feitura das traduções protestantes. João Ferreira de Almeida, quando se dispôs a fazer uma tradução portuguesa das Escrituras, teve que enfrentar uma dificuldade ainda maior pelo fato de ter que enfrentar os inquisidores debaixo de suas próprias barbas, pois Portugal é um país extremamente Católico e ali a inquisição estava em seu auge. Almeida fugiu como clandestino no porão de um navio, para Macau, uma ilha próxima ao litoral da China, que era Colônia Portuguesa, e ali, com um pouquinho mais de liberdade, pode se dedicar à tarefa de traduzir a Bíblia, se servindo da tradução inglesa para isto. Se para os ingleses era quase impossível consultar as fontes originais, no caso de Almeida a dificuldade era mais do que extrema. Os inquisidores estavam ansiosos para fazer churrasco com a carne dele, sem nem ao menos colocar sal e pimenta. Foi assim que a Bíblia chegou até nós.
O “Novo Testamento” - Canon
“Cânon” é um vocábulo grego de uso teológico, que define a coleção de livros que se considera “sagrados”, compondo a Bíblia. No meio de milhares de manuscritos antigos, alguns eruditos “especialistas” passavam o “pente-fino” de sua crítica e determinavam quais seriam “canonizados”, e, os demais eram rejeitados como Apócrifos. Existe uma lenda, segundo a qual a igreja tenta sustentar os seus cânones; diz-se que os delegados do Concílio de Nicéia (ano 325 da Era Comum), no intuito de determinar os livros inspirados por Deus, a serem canônizados, e quais deveriam ser rejeitados como Apócrifos, ajeitaram todos os livros que eram solicitados para fazer parte do cânon sagrado, debaixo do altar da missa, e aí, depois da comunhão da missa, “milagrosamente” (!) os livros a serem canonizados estavam todos empilhados de um lado do altar, uns sobre os outros. Assim foi estabelecido o Cânon do Novo Testamento. Chega a ser cômico e provocar risos, eu porém, lhes digo que é trágico. Lembra a "história” da Septuaginta, considerada acima.
No final do segundo século da Era Comum, existiam muitos livros considerados como "Evangelhos", tais como: Epístola de Barnabé, Evangelho de Pedro, Evangelho de Maria, Evangelho de Tomé, Apocalipse de Pedro, Pastor de Hermes, etc...., os quais eram aceitos pelos bispos Tertuliano de Cartago, Clemente de Alexandria, e outros, os quais defendiam sua canonização. No entanto, a igreja os sujeitou, canonizando apenas estes que são bem conhecidos hoje. Quanto aos outros, raramente se encontra alguém que já ouviu falar deles. O que se sabe de mais certo é que a carta festiva (ano 367, Era Comum), de Atanásio de Alexandria, um dos Bispos mais influentes da época, dizendo aos seus bispos e ao povo em geral, que o Cânon do Novo Testamento consistia de 27 livros (por ironia, um número Cabalístico). Juntando esta carta de Atanásio, com seu veredicto (ano 367, Era Comum); o dito cujo “milagre” da missa no Concílio de Nicéia (ano 325, Era Comum) e as críticas textuais de Jerônimo (ano 384, Era Comum), terminou por colocar um fim à polêmica e determinou o Cânon da Igreja de Roma e todas as suas filhas, as Igrejas pseudo-Reformadas. Os manuscritos mais antigos que se conhece, do Novo Testamento, são cópias feitas em papiro, e são do final do segundo Século da Era Comum. A partir do quarto Século, os textos passaram a ser reproduzidos em pergaminho. Com a invenção da imprensa, no século quinze, quando as primeiras Bíblias foram impressas, já haviam mais de dois mil desses manuscritos. Posteriores descobertas arqueológicas trouxeram à luz mais alguns milhares de manuscritos do Novo Testamento. Esses manuscritos gregos, na verdade são cópias de cópias daqueles que supostamente seriam os autógrafos originais, os quais ninguém nunca viu nem conhece. Dizem os eruditos, que os originais, infelizmente se perderam ou foram destruídos, o que eu acho uma “desculpa” muito cômoda para explicar um assunto que envolve importância de grandes proporções, colocando em jogo a vida espiritual de bilhões de pessoas através dos séculos, que acreditaram e acreditam em um livro “sagrado”.
A própria Sociedade Bíblica do Brasil, em recente publicação oficial, confessa que esses manuscritos não são de confiança: "Toda tradução pressupõe a existência de um texto a ser traduzido. Mas, no caso da Bíblia e mais especificamente do Novo Testamento, o texto original, no sentido rigoroso da palavra, não existe."Vamos traduzir a carta de Paulo aos Romanos? Pois bem! Onde está a carta? – É fácil – dirá alguém: - é só pegar um Novo Testamento grego e achá-la. – Mas o que ali vai impresso não é a carta que Paulo escreveu, na sexta década do primeiro século, aos crentes de Roma. O autógrafo, isto é, a carta que o próprio Paulo ditou, se perdeu. O que existem são cópias de cópias da carta original. E a cópia mais antiga, em grego, é do terceiro século da nossa era; quer dizer, é um documento quase duzentos anos mais novo do que o autógrafo. Além dessa cópia, escrita em papiro, existem centenas de outras cópias manuscritas, em grego e em outras línguas, feitas até a invenção da impressa, no século XV. E em todas elas há erros causados por descuido dos copistas: erros de omissão ou de adição de palavras, frases e orações inteiras, e também troca de letras ou de palavras. E, ainda mais, existem modificações feitas propositadamente pelos copistas no intuito de melhorar o texto, seja na gramática, no vocábulo ou na doutrina... Quanto ao Novo Testamento, temos quase cinco mil manuscritos gregos... Não há dois manuscritos, quaisquer que sejam, completa e identicamente iguais; há sempre algumas ou muitas diferenças. Portanto, não é possível tomar nenhum desses manuscritos, por mais antigo que seja, como cópia exata do original... Em tudo isso se vê que ainda há diferenças de opinião sobre a forma do texto original de algumas passagens do Novo Testamento. Não podemos sempre distingüir precisamente entre o que foi escrito pelo autor sagrado e o que foi acrescentado, ou omitido, ou alterado pelos copistas...”Extraído do livreto: Natureza e Propósito da Bíblia na Linguagem de Hoje, págs. 5,6 e 9, publicado pela Sociedade Bíblica do Brasil.
O caro leitor está pasmo de surpresa? Ainda tem mais! Na Bíblia traduzida da Vulgata Latina pelo Padre Matos Soares, publicada pela Edições Paulinas, na página 10 da Introdução Geral, diz textualmente o seguinte: “Todos os Padres e Doutores tiveram firmíssima persuasão’ – escreve Leão XIII na citada encíclica Providentissimus – ‘de que as divinas Escrituras, quais saíram da pena dos autores sagrados, são inteiramente isentas de qualquer erro'.
Mas será que todas nos chegaram tais 'quais saíram da pena dos autores sagrados?' Nenhum autógrafo, nem sequer do último dos autores inspirados, chegou até nós... só possuímos deles cópias remotas. Ora, os copistas não tiveram a assistência do Espírito Santo como os hagiógrafos, e enquanto copiavam à mão, era natural que se introduzissem no texto alterações de várias espécies... Deus, que preservou de todo erro os originais dos livros sagrados, não quis obrigar-se a milhares de milagres que seriam necessários para que se conservassem intactas as cópias... Pretende- se que no Novo Testamento inteiro, em 150.000 palavras, haja 200.000 variantes...” Ora, Pasmem! 200.000 variantes em 150.000 palavras! Temos aqui, diante de nós, dois documentos por demais esclarecedores. Um protestante e outro católico. Ambos afirmam claramente a fragilidade dos textos de onde chegou a Bíblia até nós. Está patente diante de nós a confissão de dois dos mais conceituados editores de Bíblias no Brasil, de que os textos dos manuscritos não são originais e não merecem confiança.
Hoje temos uma profusão de traduções da Bíblia. Cada edição promete mais fidelidade aos “originais”.
Entre muitos exemplos que eu poderia citar, apresento um:
A Bíblia Tradução Ecumênica (TEB), da Edições Loyola, traz impressa a recomendação de D. Luciano Mendes de Almeida, Presidente da CNBB e Arcebispo de Mariana, onde ele diz: “A Bíblia – Tradução Ecumênica baseia-se nos textos originais...”. Que piada! Já vimos sobejamente acima, que os originais simplesmente não existem.
Mas, vejam só!
Na Bíblia TEB, na introdução ao Novo Testamento, à página 1.837, diz textualmente o seguinte: “Conhecemos o texto dos vinte e sete livros do Novo Testamento através de um número muito grande de manuscritos, redigidos em línguas bem diversas e conservados atualmente em bibliotecas espalhadas pelo mundo. Nenhum desses manuscritos é autógrafo: todos eles são cópias, ou cópias de cópias dos manuscritos outrora redigidos pela mão do próprio autor ou por ele ditados" (grifo nosso). Ora! Se nenhum dos manuscritos é autógrafo, como se pode dizer que é uma tradução dos originais, conforme está dito à página XII no início do volume? O leitor percebe que foi enganado? Eu tenho em minha biblioteca, 33 Bíblias de diferentes traduções. Juntando as 33 não dá uma. Mas, o citado documento da Sociedade Bíblica do Brasil está dizendo que de 5.000 manuscritos gregos que existem, não se encontra um que “bate” com outro! É assim que a Bíblia chegou até nós! Se a parte que se convencionou chamar de Velho Testamento não existe uma tradução fiel, pois como já vimos acima, a primeira tradução feita, a Septuaginta em grego, foi considerada pelas autoridades rabínicas como um “bezerro de ouro”, imagine então o leitor a segunda parte chamada “Novo Testamento”, do qual, vimos, não existem originais para se traduzir! Que Babilônia! Que confusão!

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