segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

CONVERSÃO DE ALGUNS GÓI AO JUDAÍSMO.


A concepção judaica diz que judeu é aquele que nasce de mãe judia ou quem se converte de acordo com a Halachá, a Lei Judaica. Da mesma forma que ao nascer uma criança de um ventre judaico, adentra nela, automaticamente, uma alma judia, o mesmo ocorre com uma pessoa que passa por uma conversão feita conforme os pormenores da Halachá.

O que significa "feito conforme a Halachá"? Antes de mais nada, a Lei Judaica descreve que uma pessoa só pode passar por uma conversão quando tem a única e exclusiva intenção de abraçar o judaísmo por ideologia, ou seja, por achar que esta é a religião correta a seguir conforme seu entender, sem segundas intenções. Na Halachá consta que, se uma pessoa deseja converter-se para enriquecer, para tornar-se eminente ou, até mesmo, com intenção de se casar, não se deve a princípio convertê-la. Portanto, conforme a Lei Judaica, antes de passar pelo processo de conversão, o Rabinato deve examinar cada caso para sentir se realmente é sincero.

Além disto, o candidato à conversão deve realmente tomar a firme decisão de manter as leis judaicas, não bastando apenas aceitar o judaísmo de coração, pois no judaísmo o que mais importa são as ações e não apenas as intenções. Antes de se converter, este já deve estar cumprindo as leis básicas do judaísmo para comprovar que as seguirá também posteriormente.

Com relação ao próprio processo de conversão, este deve ser feito por um Bet Din (Tribunal Rabínico) composto por três rabinos idôneos (que cumprem as leis judaicas à risca, logicamente), sendo estes conhecedores da Halachá a fundo.

Uma pessoa que passe por este tipo de conversão é considerada judia em todos os aspectos, igual a qualquer outro judeu de nascença e até mais; pois, conforme afirma Maimônides, um judeu de nascença é chamado de filho dos Patriarcas, Avraham, Yitschac e Yaacov; um verdadeiro convertido, porém, é considerado um filho de D'us. A Torá nos ordena tratá-lo com amor, sem reprimi-lo ou enganá-lo.

Uma pessoa, entretanto, que passa por uma conversão fictícia, por mais bem intencionada que seja, não pode ser considerada judia, não apenas conforme o chassidismo, mas conforme a Halachá; pois, no momento de uma conversão real, ocorre não somente uma mudança nos hábitos da pessoa, mas algo mais profundo: ela recebe uma alma judia. Isto só pode ocorrer quando a conversão é feita de acordo com a vontade do Criador das almas, a qual Ele expressou na Halachá por intermédio de Moshê.

Isto não quer dizer que uma pessoa que passou por outro tipo de conversão não seja benquista pela Halachá; muito pelo contrário, pode ser até que tenha as melhores intenções e seja uma ótima candidata, só que escolheu este caminho por falta de instrução.

Nossos sábios aprenderam a maioria das leis de conversão da história de Ruth, a moabita. Após sua sincera devoção e aceitação total do judaísmo, foi aceita pelo Bet Din, convertida e posteriormente desposou o então líder do povo judeu, Boaz. Entre seus descendentes, encontramos personalidades chaves de nossa história, como o rei David, o rei Shelomô (Salomão), e toda sua dinastia, até seu último herdeiro, Mashiach (Messias)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Bolo de fubá cremoso de liquidificador.

Ingredientes:

2 xícaras de açúcar
1 1/2 xícara de fubá
1 1/2 colher de farinha
2 colheres de manteiga
1 colher de fermento em pó
4 ovos
3 copos de leite
5 colheres de (sopa) de queijo parmesão
2 colheres (sopa) de requeijão cremoso

Modo de preparo:

Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata bem até que se forme uma massa bem homogênea.
Unte uma forma e leve o mesmo ao forno até dourar bem.

Eterno amor.

ETERNO...
Um Sentimento verdadeiro não morre...
Por decepcionado que fique,
por machucado que seja,
 pode até esfriar ou adormecer...
 Mas tal como o vento,
 jamais deixa de soprar:
 um amor de verdade retém em si a própria
essência de tempo e do universo...
 É IMORTAL , É INFINITO É ETERNO.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O caso do Espelho

Era um homem que não sabia quase nada. Morava longe, numa casinha de sapé esquecida nos cafundós da mata. Um dia, precisando ir à cidade, passou em frente a uma loja e viu um espelho pendurado do lado de fora. O homem abriu a boca. Apertou os olhos. Depois gritou, com o espelho nas mãos: - Mas o que é que o retrato de meu pai está fazendo aqui?
- Isso é um espelho - explicou o dono da loja.
- Não sei se é espelho ou se não é, só sei que é o retrato do meu pai.
Os olhos do homem ficaram molhados.
- O senhor... conheceu meu pai? - perguntou ele ao comerciante.
O dono da loja sorriu. Explicou de novo. Aquilo era só um espelho comum, desses de vidro e moldura de madeira.
- É não! - respondeu o outro. - Isso é o retrato do meu pai. É ele sim! Olha o rosto dele. Olha a testa. E o cabelo? E o nariz? E aquele sorriso meio sem jeito?
O homem quis saber o preço. O comerciante sacudiu os ombros e vendeu o espelho, baratinho. Naquele dia, o homem que não sabia quase nada entrou em casa todo contente. Guardou, cuidadoso, o espelho embrulhado na gaveta da penteadeira. A mulher ficou só olhando.

No outro dia, esperou o marido sair para trabalhar e correu para o quarto. Abrindo a gaveta da penteadeira, desembrulhou o espelho, olhou e deu um passo atrás. Fez o sinal da cruz tapando a boca com as mãos. Em seguida, guardou o espelho na gaveta e saiu chorando.
- Ah, meu Deus! — gritava ela desnorteada. - É o retrato de outra mulher! Meu marido não gosta mais de mim! A outra é linda demais! Que olhos bonitos! Que cabeleira solta! Que pele macia! A diaba é mil vezes mais bonita e mais moça do que eu!
- Quando o homem voltou, no fim do dia, achou a casa toda desarrumada. A mulher, chorando sentada no chão, não tinha feito nem a comida.
- Que foi isso, mulher?
- Ah, seu traidor de uma figa! Quem é aquela jararaca lá no retrato?
- Que retrato? - perguntou o marido, surpreso.
- Aquele mesmo que você escondeu na gaveta da penteadeira!
O homem não estava entendendo nada.
- Mas aquilo é o retrato do meu pai!
Indignada, a mulher colocou as mãos no peito: - Cachorro sem-vergonha, miserável! Pensa que eu não sei a diferença entre um velho lazarento e uma jabiraca safada e horrorosa?
A discussão fervia feito água na chaleira.
- Velho lazarento coisa nenhuma! - gritou o homem, ofendido.

A mãe da moça morava perto, escutou a gritaria e veio ver o que estava acontecendo. Encontrou a filha chorando feito criança que se perdeu e não consegue mais voltar pra casa.
- Que é isso, menina?
- Aquele cafajeste arranjou outra!
- Ela ficou maluca - berrou o homem, de cara amarrada.
- Ontem eu vi ele escondendo um pacote na gaveta lá do quarto, mãe! Hoje, depois que ele saiu, fui ver o que era. Tá lá! É o retrato de outra mulher!
A boa senhora resolveu, ela mesma, verificar o tal retrato. Entrando no quarto, abriu a gaveta, desembrulhou o pacote e espiou. Arregalou os olhos. Olhou de novo. Soltou uma sonora gargalhada.
- Só se for o retrato da bisavó dele! A tal fulana é a coisa mais enrugada, feia, velha, cacarenta, murcha, arruinada, desengonçada, capenga, careca, caduca, torta e desdentada que eu já vi até hoje!
E completou, feliz, abraçando a filha: - Fica tranqüila. A bruaca do retrato já está com os dois pés na cova!

(Versão de conto popular de origem chinesa, por Ricardo Azevedo).

"O mundo é um grande espelho. Ele reflete de volta o que você é. Se você é carinhoso, se você é bondoso, se você é prestativo, o mundo se mostrará carinhoso, bondoso e prestativo para você. O mundo é o que você é".
Thomas Dreier

Um judeu bom, e cuidadoso da lei, é reconhecido em qualquer lugar.

Por Malka Touger.

Adam falou para seu amigo:

 “Está vendo aquele homem, eu me lembro dele sem a barba comprida.”


“É mesmo,” disse Rafi, “ele costumava nos ajudar na Escola Hebraica.”

“Uau, ele parece tão inteligente,” acrescentou Adam.

Rafi disse; “Isso me fez lembrar de algo que ele nos ensinou na Escola Hebraica. Quando os irmãos de Yossef foram até ele no palácio do faraó, ele os reconheceu mas eles não o reconheceram. Ele explicou que quando o venderam como escravo ele era adolescente. Agora ele tinha uma barba crescida que o deixava muito diferente.”

“A barba deixa a pessoa muito diferente,” concordou Adam. Ele pensou por um instante. “Mesmo assim, estou surpreso por ele ter mudado tanto que os irmãos de Yossef não o reconheceram, mesmo depois de falar com ele várias vezes. Até quando Yehuda argumentou para salvar Binyamin, ele não pensou que estava falando com Yossef.”

“Lembro que ele nos disse,” explicou Rafi, “que era difícil reconhecer aquele homem por causa da barba, mas ainda descobrimos. Porém, quando os irmãos foram ao Egito e viram um governador que estava dando alimentos a todas as pessoas famintas e que dirigia os assuntos econômicos do país, jamais ocorreu a eles que aquele poderia ser Yossef. Eles pensaram que Yossef estaria preocupado apenas com coisas espirituais, jamais poderiam imaginar que ele se envolvesse com negócios. Foi por isso que não o reconheceram.

“Porém, Yossef era muito mais instruído que seus irmãos. Yaacov tinha lhe ensinado toda a Torá que sabia. Isso ajudou Yossef a viver como um bom judeu embora morasse entre pessoas que estavam afastadas de D’us e eram perversas. Mesmo quando ele estava envolvido em compra e venda, sabia que ser justo e seguir os caminhos de D’us é o mais valioso.

Essa é uma lição para nós, disse Adam. “D’us deseja que um judeu se envolva nesse mundo, e que o transforme num local onde a presença Divina seja sentida. Devemos seguir o exemplo de Yossef. Mesmo quando Yossef estava envolvido em assuntos de negócios, sua vida não estava separada de D’us e da Torá.”

Chanucá, a Festa dos Milagres, a Festa das Luzes.

Era 25 de dezembro de 1938 – um dia de celebrações ao redor do mundo. Para muitos era Natal, para outros, Chanucá, a Festa dos Milagres, a Festa das Luzes.


Para a família Geier, judeus alemães, aquele dia de Chanucá era o dia em que o pesadelo e o medo iriam acabar. Era o dia em que a luz iria vencer a escuridão, pois deixariam para sempre a Alemanha, escapando às garras assassinas da Gestapo. Estavam prestes a recomeçar suas vidas. Os tão aguardados passaportes, com vistos tanto de saída da Alemanha quanto de entrada nos Estados Unidos, haviam chegado logo após aquela terrível noite que entrou para a história como a “Noite de Cristal”. Naquela noite os judeus da Alemanha haviam visto a que extremos podia chegar a fúria nazista: sinagogas foram incendiadas, lojas destruídas e pilhadas, muitos judeus foram feridos, outros mortos pelo simples fato de serem judeus.

O dia estava ensolarado, mas frio, enquanto o trem que os levaria para a Holanda saía da estação ferroviária em Berlim. Como estava lotado, a família Geier se viu forçada a dividir o compartimento de segunda classe com dois alemães de aspecto sisudo. “Sem dúvida, são arianos“, pensou o sr. Geier. Arnold, o filho de 12 anos, e sua irmã de 15, estavam quietos, sentados ao lado dos pais, pois sabiam que apesar de terem os documentos em ordem, só estariam a salvo após ter atravessado a fronteira.

Arnold ouviu sua mãe sussurrar, reconfortando o pai: “Não fique triste, D’us sabe a razão pela qual esta noite não poderemos acender as velas da chanuquiá”. O senhor Geier era um chazan de sinagoga, cumpridor devoto do judaísmo e de suas Leis. Sabia que salvar uma vida era mais importante do que qualquer outra mitzvá e estava tentando salvar sua família; mas mesmo assim tinha o coração apertado – em toda a sua vida nunca deixara de acender, uma única vez, as velas de Chanucá. Quase que instintivamente, levara consigo, guardadas cuidadosamente em sua bagagem de mão, uma pequena chanuquiá e algumas velas.

“Logo após o anoitecer”, conta Arnold Geier, “o trem reduziu a marcha e, resfolegante, adentrou por uma estação especial na fronteira entre a Alemanha e a Holanda. Nós nos preparamos espiritualmente para nosso derradeiro encontro com a polícia alemã nazista e a Gestapo. Faltavam apenas mais alguns quilômetros e tudo aquilo seria passado, ficaria para trás. Uma vida nova se iniciaria, sem medos, sem perseguições“.

“O trem ficou parado na estação e todos observavam enquanto a polícia da fronteira e a Gestapo comparavam cuidadosamente as listas de passageiros, preparando-se para examinar os passaportes e documentos de todos”, relembra Arnold. “Apesar de nossos documentos estarem em ordem, na Alemanha nazista nada era garantido para um judeu. Quando um pequeno grupo de oficiais, vestindo os uniformes da SS, subiu no trem para iniciar a inspeção, vi a tensão crescer em meu pai, o suor banhando-lhe a testa. Fiquei com muito medo, apertando a mão de minha irmã, que tremia “.

“Mas, de repente, sem nenhum aviso, todas as luzes da estação e do trem se apagaram”, continua. “Muitos acenderam fósforos, que levavam consigo, e na noite escura seus rostos ficaram iluminados de forma estranha, uma visão fantasmagórica. Uma sensação de terror cada vez mais forte apertava minha garganta, sufocando-me“.

Na confusão, o senhor Geier levantou-se, procurou sua bagagem e tirou as 8 pequenas velas que tinha levado, pegou um fósforo e acendeu a primeira delas. Usando essa vela, aqueceu o fundo das outras e alinhou-as, todas, no parapeito da janela de nosso vagão. Sem mover os lábios, recitou as bênçãos de Chanucá e acendeu as velas. “Pela primeira vez naquele dia, um sorriso apareceu no seu rosto”, lembra, emocionado, Arnold.

Então alguém gritou, “Olhem, há uma luz ali!” A polícia da fronteira e os oficiais da Gestapo logo acorreram até o compartimento dos Geier. Estavam contentes de não ter que interromper a inspeção pela inesperada falta de luz. Um deles até agradeceu o senhor Geier por ser tão cuidadoso ao ponto de se prevenir com um pacote de “velas para viagem”. Usando a luz das velas, passaram a inspecionar os documentos. Uma meia hora se passara quando, de repente, as luzes se acenderam de novo. Os oficiais agradeceram mais uma vez ao sr. Geier e, satisfeitos de não ter perdido tempo, saíram para terminar seu trabalho nos outros vagões.

“Estávamos salvos, o perigo tinha passado”, lembra Arnold. “Uma sensação de alívio tomou conta de nós e meu pai disse algo que nunca vou esquecer: ‘Lembrem desse momento: como nos tempos dos Macabeus, um grande milagre aconteceu aqui!’ “.

Baseado em True Stories: “Holocaust Miracle”

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Preze seu marido (capítulo 01).

Querida filha!

Procure prezar muito seu marido. Saiba que ele é o presente mais precioso que D-us, bendito seja, lhe deu. Assim, se você o respeitar e sempre lhe mostrar um semblante alegre, um intenso afeto por você entrará em seu coração, e ele a amará de todo o coração e com toda a alma. Pois o homem, por natureza, gosta de entrar num lar aconchegante e encontrar uma esposa que o estima muito e o recebe com um sorriso amoroso. Então, imediatamente, ele se torna afável, e o amor e a alegria penetram em seu coração, aproximando-o espiritualmente da esposa.
Portanto, querida filha, trate de receber sempre seu marido com um semblante alegre, demonstrando-lhe seu afeto. Especialmente quando ele volta do trabalho, cansado e abatido pelo serviço e pelo trajeto, mostre-lhe seu amor e grande estima. Ainda que você também tenha tido um dia difícil, por causa das crianças ou dos vizinhos, e deseje dizer-lhe tudo, espere e não lhe conte nada nesse instante. Apenas o receba com um sorriso, afeição e estima. Então você verá que ele reagirá dirigindo toda sua atenção para você e querendo-a muito bem.