quinta-feira, 3 de julho de 2014

Costumes judaicos na gravidez.


Foto tirada em, 20-01-2008.
Os meses de gravidez são uma época muito valiosa e delicada. Como certamente seu médico já informou, a atitude, comportamento e opções nutricionais da mãe durante este período têm um profundo impacto sobre a saúde e futuro desenvolvimento do feto. Recentes estudos médicos também apontam os efeitos do ambiente físico e emocional no bebê por nascer. A mulher grávida deve ser cercada por uma atmosfera positiva, calma e tranqüila. Ira e ansiedade devem ser evitadas ao máximo.

O mesmo se aplica a respeito do desenvolvimento espiritual do embrião e feto; o comportamento da mãe, bem como seu ambiente, têm efeitos duradouros na nova vida em desenvolvimento. Nossos Sábios encorajam as mulheres a usarem os meses de gravidez para aumentar suas boas ações e refinamento espiritual. Para este fim, a mulher grávida deve ir à sinagoga sempre que possível, e participar em aulas de estudo de Torá.

Embora todas as boas ações e mitsvot sejam benéficas ao bebê que vai nascer, nossos Sábios enfatizam o valor de fazer mais caridade. Ser bom com os outros faz com que D'us nos trate da mesma maneira. Além da caridade regular que a pessoa distribui, a caridade deve ser feita todo dia – ter uma caixinha de tsedacá em casa facilita essa prática. A hora mais apropriada para doar para caridade é antes do Shabat ou do acendimento de velas numa Festa Judaica. Nessa hora, deve-se acrescentar em tsedacá, considerando que no dia seguinte a pessoa estará impossibilitada de fazê-lo, devido à restrição de manusear dinheiro nesses dias sagrados.

Foto tirada em 10-02-2008.
Assim como uma mulher grávida deve ser meticulosa sobre as suas necessidades nutricionais, deve também cuidar da "nutrição espiritual". Comer somente alimentos casher tem um impacto extremamente positivo sobre o feto.

Eis aqui alguns costumes
relacionados à gravidez e ao parto, que são praticados por várias comunidades judaicas:

- Alguns têm o costume de manter a gravidez em segredo dos amigos e conhecidos até o quinto mês, a menos que se torne aparente… Esta restrição não inclui membros da família.

- Alguns têm o costume de o marido abrir a Arca da sinagoga antes da leitura da Torá durante o último mês de gravidez. O Zohar diz: "Quando a congregação tira o Rolo de Torá, os Portões Celestiais da Misericórdia se abrem, e o amor de D'us é despertado." O marido abrindo os Portões do Céu atrai a bênção misericordiosa de D'us para que o parto seja fácil e sem complicações.

- Em algumas comunidades é costume que a mulher judia mergulhe num micvê durante o nono mês de gestação. Fale com sua rebetsin ou "atendente do micvê" sobre planejamento e preparação. É aconselhável consultar seu médico antes de ir ao micvê.

- Durante a gravidez, mãe e pai devem aumentar sua recitação de Tehilim. Antes de irem para a cama, é costume o marido recitar o Salmo 20. Ao terminar, deve repetir o segundo versículo do Salmo.


foto tirada no dia 01-04-2008.
- As mezuzot da casa devem ser inspecionadas por um escriba durante os meses de gravidez. Se a pessoa não tem mezuzot em toda a casa, agora é a época para adquirir novas mezuzot.

- Uma mulher grávida deve esforçar-se para ser exposta a visões e sons sagrados. Para isso, sempre que possível ela deve evitar olhar para animais não-casher (visitas ao zoológico podem esperar até depois do nascimento). Deve evitar ouvir fofocas, maledicência ou outras conversas perniciosas.

- Em muitas comunidades, a mulher grávida não visita cemitérios a fim de evitar locais que podem levar a emoções negativas.

- É costume ter uma cópia do Salmo 121 na mão durante o parto.
Se possível, durante as etapas finais de trabalho de parto, o marido deve recitar estes Salmos: 1, 2, 3, 4, 20, 21, 22, 23, 24, 33, 47, 72, 86, 90, 91, 92, 93, 104, 112 e 113 até o 150.

Por Chana e Dovid Zaklikowski


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