terça-feira, 25 de novembro de 2014

Talmud Shabat 119a


“Jerusalém foi destruída porque as crianças deixaram de freqüentar as escolas” (Talmud Shabat 119a)
Desde seu lançamento, em 1901, o Prêmio Nobel foi conferido a 700 personalidades – 140 deles judeus. É uma estatística que impressiona: os judeus são, hoje, uma grupo de 16 milhões, num planeta habitado por quase 6 bilhões de pessoas. Mas são responsáveis por boa parte das grandes novidades científicas do século.
Um livro prestes a ser divulgado no reino Unido, preparado por um...
advogado de Nova York – Michael Shapiro – vai atiçar ainda mais a mística sobre uma suposta inteligência superior dos judeus. Depois de fazer pesquisa com filósofos, rabinos, escritores e cientistas, Shapiro produziu a lista dos cem mais importantes judeus. Estão alguns dos maiores pensadores e criadores da humanidade. Moldaram o que pensamos e até como nos vestimos. Existe algum segredo? (...) Como um povo tão pequeno consegue gerar tantos super-homens intelectuais? O segredo é que não existe segredo.
Por motivos religiosos, o analfabetismo é inexistente entre os judeus. Aos 13 anos, o menino é obrigado a subir ao púlpito e ler trecho do livro sagrado (Bar-Mitzvá). Portanto, ele deve saber pelo menos uma língua. Os judeus são ensinados a reverenciar a rebeldia intelectual – rebeldia sintetizada em Abrãao, ao destruir os deuses e inaugurar o monoteísmo. Nada mais é do que os educadores chamam de ensino crítico; contestar sempre as verdades estabelecidas, princípio básico da pedagogia moderna. (...)
Nenhum povo foi tão perseguido e humilhado por tanto tempo como os judeus, o que gerou uma série de efeitos colaterais. Um deles é o valor da educação para a sobrevivência. Podem arrancar suas terras, propriedades, mas não o que está em suas cabeças.(...) Não há nenhum segredo dos judeus escondido na genética ou escolha divina. Só o óbvio: culto à educação.

Chinuch é uma meta a ser atingida por todos nós. Mas, para isso, é importante que as três vértices do triângulo ( FAMÍLIA/ COMUNIDADE/ CONGREGAÇÃO e ESCOLA) trabalhem em conjunto, propiciando uma educação de base e, ao mesmo tempo, mecanismos para que as teorias possam ser aplicadas na prática.
Rabi Tarfon e os anciãos estavam reunidos quando uma questão se apresentou diante deles. “ Qual é maior: o estudo ou a prática?” Rabi Tarfon respondeu: “A prática é maior”. Rabi Akiva replicou: “o estudo é maior, sempre que levado à prática”. E os anciãos, em uníssono, disseram: “o estudo é maior, sempre que levado à prática.” (Talmud Kidushin 40b)

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