terça-feira, 2 de dezembro de 2014

OPINIÃO SOBRE O DIVÓRCIO.

Quando um casal se casa numa cerimônia judaica, suas almas se tornam uma. É como uma operação espiritual que pega seres separados e os funde num novo todo. A cerimônia judaica de divórcio é o reverso disso. É uma amputação espiritual, separando uma parte da alma unida da outra, criando dois seres separados. O divórcio, como uma amputação, é uma tragédia, mas às vezes é a coisa certa a fazer. Nossa atitude para com o divórcio é paralela de várias maneiras à nossa atitude com a amputação de um membro.
É doloroso
Quando um membro se torna tão doente que coloca em perigo o restante do corpo, o paciente se vê com uma terrível escolha: enfrentar a dor de uma amputação, ou arriscar-se ao pior sofrendo por deixar as coisas como estão. Se os futuros riscos são suficientemente altos para claramente superar o sofrimento atual, a coisa certa a fazer é cortar fora o membro. Similarmente, o divórcio é doloroso para todos os envolvidos, mas é a escolha certa quando permanecer num relacionamento doentio somente causará mais danos, sofrimento e dor no coração.
É um último recurso
Fazemos todo o possível para evitar a necessidade de amputação. Se houver uma chance remota de que o membro possa ser salvo, mesmo com grande esforço e despesa, vale a pena tentar. Somente após exaurir todas as outras possibilidades recorremos à mutilação. O mesmo ocorre com o divórcio – somente é considerado depois que o aconselhamento e esforços sinceros provarem-se infrutíferos.
Não é apenas um “Plano B”. A amputação não é considerada levianamente. Não é vista como uma opção se as coisas não derem certo. Ninguém faria experimentos descuidados no corpo, dizendo: “Se algo acontecer aos meus membros, sempre posso amputar.”
Similarmente, não entramos no casamento dizendo: “Se as coisas não derem certo, sempre podemos conseguir um divórcio.”
O divórcio não deveria ser um fator na decisão de se casar. O casamento é para sempre. Não há um Plano B.
A prevenção é melhor que a cura. Os amputados podem levar uma vida plena e feliz. Podem ficar melhor depois da operação do que estavam antes. Mas se pudessem começar a vida de novo, não escolheriam passar por aquilo uma segunda vez. Assim também, o divórcio pode às vezes levar à felicidade, e o verdadeiro amor e contentamento pode vir após a dissolução de um relacionamento. Mas se pudermos atingir aquele ponto sem o sofrimento do divórcio, certamente isso seria preferível.
Com frequência, quando um casal se separa, a pergunta não é: “Por que eles se divorciaram?” mas sim “Em primeiro lugar, por que eles se casaram?”
Em muitos casos as pessoas estão se divorciando pelos motivos certos, e se casando pelos motivos errados. As altas taxas de divórcio não deveriam nos deixar com medo de casar, mas sim fortalecer nossa resolução de levar o casamento a sério, e assegurar que estamos escolhendo nosso parceiro pelos motivos corretos.
Quais são os motivos corretos?
Essa é uma outra questão.
RCIO Quando um casal se casa numa cerimônia judaica, suas almas se tornam uma. É como uma operação espiritual que pega seres separados e os funde num novo todo. A cerimônia judaica de divórcio é o reverso disso. É uma amputação espiritual, separando uma parte da alma unida da outra, criando dois seres separados.


O divórcio, como uma amputação, é uma tragédia, mas às vezes é a coisa certa a fazer. Nossa atitude para com o divórcio é paralela de várias maneiras à nossa atitude com a amputação de um membro.
É doloroso
Quando um membro se torna tão doente que coloca em perigo o restante do corpo, o paciente se vê com uma terrível escolha: enfrentar a dor de uma amputação, ou arriscar-se ao pior sofrendo por deixar as coisas como estão. Se os futuros riscos são suficientemente altos para claramente superar o sofrimento atual, a coisa certa a fazer é cortar fora o membro. Similarmente, o divórcio é doloroso para todos os envolvidos, mas é a escolha certa quando permanecer num relacionamento doentio somente causará mais danos, sofrimento e dor no coração.
É um último recurso
Fazemos todo o possível para evitar a necessidade de amputação. Se houver uma chance remota de que o membro possa ser salvo, mesmo com grande esforço e despesa, vale a pena tentar. Somente após exaurir todas as outras possibilidades recorremos à mutilação. O mesmo ocorre com o divórcio – somente é considerado depois que o aconselhamento e esforços sinceros provarem-se infrutíferos.
Não é apenas um “Plano B”. A amputação não é considerada levianamente. Não é vista como uma opção se as coisas não derem certo. Ninguém faria experimentos descuidados no corpo, dizendo: “Se algo acontecer aos meus membros, sempre posso amputar.”
Similarmente, não entramos no casamento dizendo: “Se as coisas não derem certo, sempre podemos conseguir um divórcio.”
O divórcio não deveria ser um fator na decisão de se casar. O casamento é para sempre. Não há um Plano B.
A prevenção é melhor que a cura. Os amputados podem levar uma vida plena e feliz. Podem ficar melhor depois da operação do que estavam antes. Mas se pudessem começar a vida de novo, não escolheriam passar por aquilo uma segunda vez. Assim também, o divórcio pode às vezes levar à felicidade, e o verdadeiro amor e contentamento pode vir após a dissolução de um relacionamento. Mas se pudermos atingir aquele ponto sem o sofrimento do divórcio, certamente isso seria preferível.
Com frequência, quando um casal se separa, a pergunta não é: “Por que eles se divorciaram?” mas sim “Em primeiro lugar, por que eles se casaram?”
Em muitos casos as pessoas estão se divorciando pelos motivos certos, e se casando pelos motivos errados. As altas taxas de divórcio não deveriam nos deixar com medo de casar, mas sim fortalecer nossa resolução de levar o casamento a sério, e assegurar que estamos escolhendo nosso parceiro pelos motivos corretos.
Quais são os motivos corretos?
Essa é uma outra questão.

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