terça-feira, 21 de julho de 2015

PRECES PELA MANHÃ, TARDE E NOITE

para iniciantes... 
De manhã:

1. Recite o MODE ANI LEFANECHA, logo no inicio de qualquer Sidur.
2. Logo após, lave as mãos como se fazia no Beit Hamikdash, despejando água de uma caneca três vezes em cada mão alternadamente.
3. Daí recite as BENÇÃOS DA MANHÃ (BRACHOT HABOKER), também no começo do Sidur, que são 13 rezinhas uma atras da outra, que começam agradecendo a HaShem por fazer o galo distinguir entre o dia e a noite.
4. Então você fala o Shema Israel, só a frase principal.
5. E conclui com o Aleinu Leshabeach, que está no final de cada oração do dia.

Note que eu pulei a reza da AMIDÁ que é a principal para você que está começando.

De tarde:

1. A reza é curtinha então aconselho a fazer a AMIDÁ, que é a principal reza do Sidur e tem 18 rezas. Procure no índice segundo TEFILAT MINCHÁ.
2. Ela começa com BARUCH ATA HASHEM ELOHEINU VE ELOHEI AVOTEINU, ELOHEI AVRAHAM, ELOHEI ITZCHAK VE ELOHEI YAACOV.
3. Termina com OSSE SHALOM BIMROMAV, HU YASSE SHALOM ALEINU etc.
4. A gente reza a AMIDÁ em pé e quase em silêncio, como que sussurrando.
5. Depois que aprender bem a AMIDÁ, inclua na manhã e à noite também.

De noite:

1. A gente fala o SHEMA ISRAEL seguido de VEAHAVTA ET HASHEM ELOHEICHA, como está logo abaixo nesta mesma pagina.
2. Quem estiver mais treinado pode até chegar na palavra EMET. São três trechos no total e está em qualquer Sidur. Procure no índice como TEFILÁ ARVIT.
Isto aqui foi só um micro-Sidur, para você começar a se familiarizar com a reza e se sentir dentro do esquema quando estiver no Shil.
Rezar em Hebraico é o nível espiritual mais elevado, mas você pode rezar em Português se sentir que isto te dá mais KAVANÁ (sentimento e intenção na reza)

O SHEMÁ

Recitamos uma vez antes de deitar-se e uma vez pela manhã:

SHEMÁ ISRAEL, ADONÁI ELOHÊINU, ADONÁI ECHAD
(Ouça Israel, HaShem é nosso Deus, HaShem é Uno)

Logo após recitar o Shemá dizemos baixinho:

Baruch Shem Kevod Malchutó Leolam Vaêd
(Bendito Seja o Nome de Sua Majestade para todo o sempre)

Ve ahavta et Ado-nai Elo-heicha bechol levavechá, uvechol nafshechá uvechol meodecha, vehaiú hadevarim ha'ele asher anochi metzavechá haiôm al levavecha, veshinantam lebanecha vedibarta bam, beshivtecha, bevetecha uvelechtecha baderech uveshochvecha ubekumecha, ukshartam le'ot al iadêcha ve haiu letotafót bein einêcha uchtavtam al mezuzot beitecha uvishearecha.
(E você amará a HaShem teu D-us com todo o teu coração, com todo o teu espirito e com todas as tuas posses, e estas serão as palavras que estou te ordenando hoje ao seu coração e você as ensinará a teus filhos para que eles as repitam e você as recitará no descanso de sua casa e quando estiver a caminho e quando se deitar e quando se levantar e as atará como sinal nos seus braços e como indicativos entre os teus olhos e as escreverá nos umbrais das suas portas).

A astrologia pode prever nosso futuro?

Resposta:
No Talmud várias vezes é citado que "os observadores de estrelas" previam o futuro, influenciando a vida das pessoas.
Os comentaristas da Torá nos ensinam que ainda no Egito, quando o povo de Israel era escravo, os astrólogos já tinham prestígio. Desde os primórdios, os sábios, judeus e não-judeus, já sabiam que os astros não se encontram "jogados" no cosmo; cada um possui seu lugar e motivo para ali estar e influenciam, de certa forma, o comportamento dos habitantes na Terra.
A verdade é que o Criador do Universo e de todos os astros estabeleceu e organizou-os de forma a demonstrar apenas qual é a situação nos mundos superiores e, de vez em quando, até indicam os planos para o futuro, num âmbito superior, ou seja, apenas prestam um serviço de informação àqueles que conseguem entendê-los.
Vários povos idólatras entretanto, supervalorizavam os astros acreditando em seu poder de influenciar e mudar a vida das pessoas. Por isso, os adoravam, oferecendo-lhes sacrifícios e oferendas, reproduzindo suas imagens em estátuas. No entanto, ao usarmos a lógica, entendemos que um amontoado de pedras não tem condições de escolher seu caminho e fixar sua própria elipse, quanto menos influenciar e decidir sobre a vida de seres humanos.
Podemos comparar este assunto a um escultor que esculpe uma bela obra de arte usando uma simples machadinha. Ao observar a escultura jamais diríamos: "Quão inteligente é a machadinha que fez a escultura." Semelhantemente, os astros são apenas "instrumentos" na mão do Criador para indicar Sua vontade.
O Talmud declara: "En mazal leyisrael", "Não existem signos para o povo de Israel". Isto significa que o programa "escrito" nas estrelas e nos astros não, obrigatoriamente, fixa nosso destino, nem de forma geral, nem particular.
O mazal (sorte) da pessoa está ligado a data de seu aniversário judaico, ocasião em que torna-se mais forte e reluz a partir do nível supra consciente da raiz de sua alma, até a consciência de sua alma. O mazal lhe dá força para utilizar ao máximo seu poder de livre arbítrio.
Em seu livro Etz Chaim, o Arizal explica que a astrologia atinge apenas um determinado nível das doze constelações ou signos da astrologia, mas que há muitos níveis acima deste. O mais elevado de todos os níveis são as doze permutações do nome de D'us, Havaya (Tetragrama); o nível a que está conectado o povo judeu. Por estar conectado a este nível, eles têm o poder de recriar (o nome Havaya significa "criação contínua").
Encontramos no Talmud várias histórias que relatam que astrólogos prediziam que certa desgraça ocorreria com tal pessoa e, através de um bom ato ou oração, burlaram tal profecia. Nem sempre as interpretações dos astrólogos são verdadeiras, pois podem se enganar.
Consta no Talmud que os astrólogos "viram" que Moshê (Moisés) seria castigado na água, por isso o Faraó decretou que todo menino judeu que nascesse deveria ser jogado às águas do Nilo. Na realidade, Moshê foi impedido de entrar em Israel, 120 anos depois, por ter batido na pedra para extrair água, e não falado conforme ordenado por D'us. Este foi o sinal dos astros que não foi compreendido. Previram também que haveria sangue e morte para o povo de Israel no deserto. Antes de entrar em Israel, o povo todo submeteu-se à circuncisão e foi este o sangue que as estrelas revelaram.
O Talmud conta que astrólogos disseram a determinada mãe que seu filho seria ladrão. Ela perguntou aos sábios como deveria agir. Responderam que deveria sempre cobrir a cabeça do menino para que tivesse temor a D'us. E assim o fez. Certa vez, a kipá (solidéu) voou de sua cabeça e o menino imediatamente subiu numa árvore, numa propriedade de estranhos, e apanhou um fruto. No entanto, quando cresceu, se transformou num grande sábio.
Destes e outros fatos podemos depreender o que os sábios nos disseram: "Estamos acima de tais predições."

Mulheres na Torah - As maravilhas do Criador.

Existe uma Torá exterior – uma história de homens e mulheres, de guerras e maravilhas. E existe uma Torá oculta, segundo antigas tradições, na qual cada palavra revela sabedoria, beleza e luz insondáveis.
Por fora, as mulheres da Torá parecem desempenhar apenas um papel coadjuvante num drama dominado pelos homens. Vista de dentro, emerge uma história de homens manipulados por mulheres potentes e criados com valores femininos. Uma história que revela a qualidade interior da feminilidade que transcende a mente do homem.
Este é o segredo das palavras da sabedoria de Shelomô HaMelech, Rei Salomão: "Uma mulher de valor é a coroa do seu marido." Assim como a coroa fica acima e além da cabeça. também a luz interior da feminilidade possui uma qualidade essencial, num local que a mente não pode atingir.
1 – Chava (Eva)
"Então Adam chamou sua mulher de Chava, pois ela era a mãe de toda a vida." (Bereshit 3:20)
Ela era o outro lado da imagem de D'us. Pois D'us não é apenas uma luz ilimitada, além de todas as coisas. D'us é algo que está aqui agora, dentro de todas as coisas, concedendo-lhes vida, para serem o que quer que sejam. Em sua fonte acima, ela é a "Shechiná" – a Divina Presença que Habita no Interior.
Foi isso que levou a terrena Chava a comer o fruto: este anseio de estar dentro, de experimentar o sabor da vida, de estar imersa nela. Com isso ela transgrediu – levou-se do âmbito do Divino a um mundo onde tudo que é real é o aqui e agora, onde não há ponto de vantagem a partir do qual discernir o bem do mal, nenhuma luz para distinguir o fruto de sua casca. E ela levou consigo a Shechiná e aprisionou-a também, para que se seguisse a devastação em todo o cosmos.
Porém o desejo por trás de sua transgressão era que o yen sagrado da Shechiná permeasse todas as coisas. E no final, ela conseguirá, e a vida interior também será Divina.
Enquanto o drama desse universo permanece incompleto, a Shechiná está silenciosa, não canta. Vemos o mundo que Ela vitaliza, mas não escutamos sua voz dentro dele. Na mente de todas as pessoas, ela desempenha um papel secundário – pois seu marido conquista e domina, enquanto ela, dizem, somente fornece vida e nutrição. Esta é a opinião de um mundo imaturo.
Há um tempo ainda por vir, quando o segredo da Luz Interior será revelado. Então a Mãe da Vida cantará em voz alta, sem fronteiras.
2 – Sarah
"Tudo que Sarah lhe disser," disse D'us a Avraham, "escute." (Bereshit 21:12)
A primeira a curar a ferida feita por Chava foi Sarah. Ela desceu ao covil da cobra, ao palácio do Faraó. Ela resistiu à sedução dele e afastou-se. Enquanto vivia dentro, ela permaneceu ligada ao Alto.
Foi Avraham quem possibilitou que Sarah o fizesse. Porém o próprio Avraham não era capaz de tal coisa. Este é o papel de um homem – ativar a força que se encontra adormecida numa mulher. Sem uma mulher, um homem não tem vínculo com a Shechiná. Sem um homem, a mulher não pode ser a Shechiná. Uma vez que haja um homem, a mulher se torna tudo.
Sarah é a incorporação do poder cósmico de purificação e cura das almas. Aquilo que Chava confundiu e misturou, Sarah separa e refina; onde Chava entrou nas trevas, Sarah acende a luz. Sua obra continua em cada geração. Enquanto a alma de Avraham atrai almas e as mantém próximas da Infinita Luz, a alma de Sarah discerne as manchas que devem ser limpas e os detritos que devem ser rejeitados. Quando qualquer alma ou centelha de luz é curada e devolvida à sua fonte, você saberá que ali passou o toque de Sarah.
3 – Rivka
"Beba… e eu tirarei água também para seus camelos." (Bereshit 24:17-18)
Com essas palavras, Rivka comprometeu-se com Yitschac e se tornou mãe de duas grandes nações. Não apenas pelo seu ato de dar, mas pela sua prontidão, porque ela buscou toda oportunidade de fazer o bem, buscando-a com alegria e deleite, com toda sua alma e todo seu ser.
E ela implantou isso dentro de nós, como nosso legado. Precisamos apenas despertá-lo e encontraremos a Rivka interior.
Há poucas histórias tão detalhadas na Torá como a narrativa da união de Rivka e Yitschac – ela é contada e recontada três vezes. Pois nessa narrativa está o nascimento do nosso povo e nosso propósito. Ela encerra o segredo interior para o qual o cosmos foi criado: a fusão dos opostos, o paradoxo e a beleza da vida. Para isso, estamos aqui – para unir céu e terra. E na união de Homem e Mulher todas essas se encontram.
E quem é o casamenteiro neste drama cósmico? É o humilde servo de Avraham, que fala ao Amo do universo com a sinceridade do seu coração, que está obcecado com sua missão e com ela se deleita a cada passo. É todo e cada um de nós.
4 – Rachel e Leah
Uma voz é ouvida lá no alto, lamentando-se, chorando amargamente.
Rachel chora por seus filhos
Ela se recusa a ser consolada
Pois eles se foram.
"Não chora mais," diz D'us a ela. "Refreia as lágrimas dos teus olhos."
"Pois tua obra tem sua recompensa e teus filhos voltarão."
Yirmiyáhu 31:14)
Rachel é a incorporação da Shechiná quando Ela desce para cuidar dos Seus filhos, até viajar a jornada do exílio com eles, e assim ela assegura que eles voltarão.
Sua irmã, Leah, também é nossa mãe, a Shechiná. Porém ela é o mundo transcendente, oculto; aquelas coisas escondidas da mente Divina profunda demais para os homens entenderem. Ela é a esfera da realeza quando se eleva para receber em silente meditação.
Rachel é o mundo de palavras e ações reveladas. Ela tinha a beleza que Yaacov podia notar e desejar. Porém Leah foi elevada demais, muito além de todas as coisas, e assim Yaacov não pôde se apegar a ela da mesma maneira.
Porém é de Leah que descendem quase todos da nação judaica.
5 - Serach
Quando os filhos de Yaacov voltaram para casa com as notícias sobre Yossef, temiam que seu pai não acreditasse neles. Então Serach, filha de Asher, tocou sua harpa e ficou do lado de fora da tenda de Yaacov. Ela compôs uma melodia sobre Yossef e suas viagens, concluindo cada uma com o coro "… E Yossef ainda vive."
"Sim!" exclamou finalmente seu avô, "Yossef ainda vive!"
E então seus filhos puderam falar com ele.
Por isso, Yaacov abençoou Serach com vida. Ela ainda estava viva para mostrar a Moshê onde ficava o túmulo de Yossef. Ainda estava viva, uma mulher sábia que salvou a cidade de Abel nos tempos do rei David. E ela ainda vive, pois foi uma das poucas pessoas a entrar viva no Paraíso.
Se a Shechiná é um diamante e cada mulher uma faceta diferente, então Serach é a centelha de esperança que reluz em cada uma e emana lá de dentro. A centelha que nunca se afasta, que permanece acima e além mesmo quando a Shechiná que a contém afunda. Uma centelha duradoura que todos os rios do exílio não podem levar embora, e que oceanos de lágrimas não podem extinguir. Serach vive, ela vive no Paraíso, e portanto o paraíso vive dentro de nós.
6 - Miriam
Uma menina fica de pé em meio aos juncos na margem do rio, parada e calma, observando de longe. Ela é a guardiã da promessa, de tudo que seu povo ansiou, e ela não permitirá que aquela promessa saia da sua visão.
Seu nome é Miriam e Miriam significa amarga, pois é a amargura que a impele, toda a amargura nascida do duro destino de seu povo. Somente sua visão pode mitigar aquela dor ardente, e ela sozinha sustenta seu pulsar. É uma visão poderosa, que transformará o amargo em doce, as trevas do exílio na reluzente luz da liberdade.
Em seu mérito, fomos redimidos da escravidão, e pelo mérito das mulheres de fé hoje, o mundo inteiro será redimido de sua escuridão.
7 - Devorah
"Eles deixaram de morar em cidades sem muralhas em Israel, deixaram até que eu, Devorah, surgisse; surgi como uma mãe em Israel." (Shofetim 5:7)
Na pacífica sombra de uma antiga palmeira nas colinas de Efraim, ali você encontrará uma mulher sábia, uma profetisa a quem todos em Israel acorriam em busca de conselho, orientação e esperança.
Ela convocou Barak, um poderoso guerreiro, instruindo-o a guerrear contra os opressores de seu povo. Porém Barak insistiu que não iria, a menos que Devorah fosse com ele, e por isso ela zombou dele.
Devorah não via grandeza em imitar os atributos da masculinidade – lutar, vencer e conquistar – mas sim em ser uma mãe em Israel, que dá vida, nutrindo seu povo com bondade e fé.
8 - Ruth
"Aonde tu fores, eu irei. Onde habitares, eu habitarei. Teu povo é meu povo e teu D'us é meu D'us." (Ruth 1:16)
Ela é o paradigma daquelas antigas almas que descobriam estar perdidas e ansiavam voltar para casa. Elas devem batalhar numa jornada ascendente, permeada de sacrifício e desafio ao longo de caminhos tortuosos e até bizarros, mas somente porque o pacote é tão precioso e sua entrega tão vital.
Neste caso, foi uma centelha da pura santidade perdida desde Avraham, destinada a aflorar como o bisneto de Ruth, David, o redentor de Israel. E, muitos milênios depois como o redentor definitivo.
9 - Batsheva
Existem almas que viajam numa estrada de veludo durante toda a vida, encontrando seu parceiro e seu lar em seu destino, como se tudo ocorresse segundo um roteiro cósmico ordenado. Outros viajam por um labirinto de passagens obscuras, batendo a cabeça contra as paredes em repetidos erros, às vezes conseguindo abrir uma ou outra passagem secreta rumo ao desconhecido.
Segundo a antiga sabedoria, este é o único caminho no qual as almas mais elevadas podem ser espremidas em nosso mundo estreitamente atado, onde as forças das trevas detém tanta influência. E foi assim que da união de Batsheva e David, uma união forjada no escândalo e na desgraça, um filho, Shelomô, nasceu, para construir o Templo, um portal para a Luz Infinita em Jerusalém.
10 - Esther
"Então vou procurar o rei, contrariando o protocolo. E se eu perecer, perecerei." (Esther, 4:16) Uma mulher de segredos, de mistérios, ocultando sua verdadeira identidade sob muitas vestes – até que chegou a hora. Uma mulher como a estrela matutina – naquele local impossível onde a noite se torna tão escura que somente lhe resta revelar a alvorada.
Ela foi alguém que ousou penetrar na câmara mais recôndita do mal, elevando Haman, seu príncipe, ao pináculo da glória – somente para que ele pudesse fabricar sua própria queda.
Quando ela arrancou a máscara e sua luz interior resplandeceu, a fachada da intriga palaciana de sorte e coincidência abriu-se como uma cortina, revelando maravilhas e milagres nos bastidores. Dessa maneira, Esther contém a redenção definitiva, pois ela uniu o milagre ao mundano, ela descobriu a luz ilimitada dentro de uma nuvem escura.
Última Palavra
Das almas mais elevadas e esclarecidas, muitas tiveram esposas mais notáveis que eles próprios e filhas ainda mais notáveis que os filhos. Assim foi com Avraham, Yitschac e Yaacov. Assim foi com Rabi Akiva e Rabi Meir. Assim foi com grandes mestres da Cabalá.
Isso porque estes grandes homens, em sua vida pessoal, já estavam sentindo o sabor do Mundo Vindouro. Naquela época, a qualidade da feminilidade se agigantará sobre o homem.
Por: Tzvi Freeman

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Os Vários mundos.

De acordo com a tradição da Cabalá, o objetivo da Criação foi o de prover D’us com um “local de moradia nos reinos inferiores”, um objetivo que se completa através do direcionamento da luz Divina para “veículos” progressivamente mais densos do pensamento, sentimento e ação humanos e, dali, para o resto do mundo material.
A Torah diz que Moshe subiu a montanha e penetrou em uma densa escuridão onde D’us, Bendito Seja Ele, de forma particular, revelou o complexo de sabedoria e leis Divinas que deveriam preencher o vácuo que restou após Seu recuo para a esfera celestial.
A sabedoria que Moshe recebeu no Sinai ele passou adiante, mais tarde, para todo povo de Israel, uma revelação composta de elementos esotéricos e exotéricos.
A tradição exotérica – ou niglá (aquilo que é “revelado”) – se tornou o foco identificado da vida Judaica, tanto no estudo quanto na prática, ao longo das gerações. É esta tradição com a qual somos familiarizados através dos trabalhos clássicos da erudição e das leis Judaicas o principal sendo o Talmud.
Por outro lado, a tradição esotérica conhecida como nistar (aquilo que é “oculto”) foi transmitida a uns poucos de cada geração, adequados para iniciação em suas profundezas misteriosas.
Estes homens sagrados, tiveram que pagar muitas vezes com a vida, para proteger os ensinamentos da cabalá     
                                                                

domingo, 12 de julho de 2015

PREZE SUA ESPOSA

Orientação que todo pai deveria dar à seus filhos.
Querido filho! Nossos sábios disseram (Bava Metsia 59): “O homem deve sempre ter muito cuidado com o que diz a sua esposa, pois suas lágrimas são fáceis e ela se ofende rapidamente”. Assim, é proibido causar qualquer tipo de sofrimento à esposa, porque D’us, bendito seja, é muito severo em relação a isso. Se você a magoar, ferindo-a com palavras, desdenhando-a e levando-a às lágrimas, saiba que será severamente punido pelos céus por não ter considerado o quanto a aflição de uma esposa incomoda a D’us.Portanto, querido filho, procure corrigir seus atos, comece a respeitar e estimar sua esposa e cuide muito bem dela. Se você sofre por causa dela, saiba que é porque não está sendo suficientemente cuidadoso para não magoá-la.A mulher, por natureza, é muito mais sensível que o homem; logo, quando você a aflige com uma palavra inconveniente, mesmo que não tenha a intenção de feri-la, ela fica muito magoada. Por conseguinte, meu querido, é sua responsabilidade ter muito cuidado para não atormentar sua esposa. Se você falar com ela sempre delicadamente, prezando-a, estimando-a e fortalecendo-a, D’us derramará sobre você muita abundância, conforme está escrito (ibid.): “O homem deve ser muito zeloso em respeitar a esposa, pois só há bênção no lar por mérito dela; se respeitarem suas esposas, eles se tornarão ricos.”Assim, meu filho, se você quer ter uma abundância material e espiritual e deseja que D’us o ame, faça tudo para respeitar e prezar sua esposa.

*Texto do livro: Preze sua Esposa.