terça-feira, 21 de dezembro de 2010

MEDITANDO SOBRE O TSEDACÁ -

                                            [O que é o Tsedacá]

            Tsedacá é um dos 613 preceitos dados

           por D'us no Monte Sinai ao povo judeu.
           A palavra tsedacá possui sua raiz na palavra 
          hebraica tsedec, que significa integridade, justiça,
          a coisa certa a fazer. D'us permitiu que existissem 
         pobres e ricos para que os seres humanos exercessem
        bondade e justiça uns com os outros transformando 
         seu livre arbítrio em ações positivas.
        O dinheiro não pertence realmente a você, que 
        está obrigado a distribuí-lo.
         A pessoa deve fazer caridade de acordo com
       as suas posses.
      Em geral, deve-se dar sempre 10% da própria renda. 

       Até um pobre deve fazer caridade.
      Desde a época do Templo Sagrado era visível para os 

     judeus que levavam seus sacrifícios, que não importava 
      qual fosse, tanto um sacrifício representado por um 
      animal de porte como um boi, uma ovelha, até uma
      certa quantidade de farinha, 
      (dependia da posse de cada um),
     ambos eram aceitos e queridos por D'us. Assim,
     a pequena doação de um pobre equivale para 
     D'us como a maior doação de um rico.
     Aprendemos de nosso patriarca Avraham
     o dom da generosidade.
      Assim como sua tenda possuía quatro aberturas 
     que davam para as quatro direções do deserto a fim 
     de visualizar qualquer estrangeiro que passasse 
     próximo ao seu caminho para convidá-lo a usufruir
     de sua hospitalidade, da mesma forma, devemos ser
     reconhecidos como seus legítimos descendentes:
     estender a mão para quem se encontra em nosso 
     caminho e sempre procurar ajudar nosso semelhante.
     Há um versículo que diz: "Não endureça seu coração
     e estenda sua mão ao seu irmão necessitado".
    Devemos sempre nos colocar em seu lugar, pois da
    mesma forma que nos dirigimos humildemente ao 
     Criador em busca de bênçãos de saúde, alegrias 
     materiais e espirituais, somos carentes, ocupamos
     a mesma posição daquele que se encontra diante 
     de nós e pede para que estendamos nossa mão.
     Devemos pensar que através das gerações poderemos
     também ter descendentes que um dia necessitem 
     da ajuda de outros e portanto, nos sensibilizar
     que cada um de nós poderia estar em seu lugar.
     Devemos pensar que não nos encontramos em 
     sua situação para que através de nossa ajuda 
     possamos lhe fornecer mais conforto e dignidade, 
     sendo justo com os bens que recebemos de D'us,
       para usá-lo da maneira que Ele espera que façamos.
      Nossos bens é como um penhor que um dia deveremos 
      devolver e restituir ao seu legítimo Dono
     É costume se ter um pushke (caixa de tsedacá) em todo lar
      judaico, e a família é encorajada e dar tsedacá diariamente,    
     e especialmente antes de rezar e as mulheres acrescentam a 
     isto o hábito de fazer tsedacá antes do acendimento das
     velas de Shabat e Yom Tov. A pessoa nunca deve
    recusar um pedido de tsedacá. A tsedacá deve ser 
    dada de bom coração, o rosto sorridente e mão aberta.
    D'us retribui cada pouquinho de tsedacá que a pessoa faz.
    Os rabinos nos dizem que se você quer ficar rico, deve
    dar muita tsedacá.
    A tsedacá deve, de preferência, ser dada de maneira
    anônima, i.e., sem ninguém saber
   [a menos que você deseje dar um exemplo aos outros]
    A tsedacá aproxima a vinda de Mashiach.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Talmud

 Os judeus acreditam que a Torá inteira (os Cinco Livros de Moshê) foi escrita por Moshê segundo ditada por D’us. Isso inclui todos os eventos nela registrados desde o tempo da Criação. Até o Devarim, que é escrito como o testemunho de Moshê, foi escrito por ordem expressa de D’us. D’us ditou o livro como se Moshê estivesse se dirigindo ao povo. [Baseado em R. Aryeh Kaplan, Handbook of Jewish Thought, vol. I, 7:22-24]

Juntamente com o texto escrito da Torá, D’us deu a Moshê uma explicação oral. Portanto, podemos falar sobre duas Torot – a Torá Escrita e a Torá Oral. Elas complementam uma à outra e um verdadeiro entendimento de ambas revelará que são a mesma. Em muitos casos a Torá (escrita) refere-se a detalhes que não estão incluídos no texto, assim aludindo a uma tradição oral. Por exemplo, a Torá declara (Devarim 12:21): "Abaterás teu rebanho… como Eu te ordenei", implicando uma ordem oral sobre o abatimento ritual. Da mesma forma, tais mandamentos como Tefilin (Devarim 6:8) e Tsitsit (Bamidbar 15:38) são encontrados na Torá mas não são fornecidos detalhes e presume-se que estarão na Torá Oral. E também, embora guardar o Shabat seja um dos Dez Mandamentos, nenhum detalhe é fornecido sobre como deveria ser guardado, e estes estão também na tradição não escrita. D’us assim declarou (Yirmiyáhu 17:22) "Manterás o Shabat sagrado, assim como ordenei a teus antepassados." [Kaplan, 9:1-5]

A Torá Oral era para ser originalmente transmitida boca a boca. Foi passada de professor para aluno de tal maneira que se o estudante tivesse quaisquer dúvidas ele poderia perguntar e assim evitar ambigüidade. Um texto escrito, no entanto, não importa o quanto seja perfeito, está sempre sujeito à má interpretação. Além disso, a Torá Oral deveria cobrir a infinidade de casos em que poderiam surgir no decorrer do tempo. Ela poderia jamais ter sido escrita por inteiro. D’us, portanto, entregou a Moshê um conjunto de leis que a Torá poderia aplicar a todo caso possível. [Kaplan, 9:8-9]
Duas páginas da Guemará
Além de receber muitas explicações e detalhes das leis, Moshê recebeu também regras hermenêuticas para derivar leis da Torá Escrita e para interpretá-la. Em muitos casos, ele recebeu também as situações nas quais estas regras poderiam ser aplicadas. Leis e detalhes envolvendo ocorrências comuns do dia-a-dia foram transmitidos diretamente por Moshê. No entanto, as leis envolvendo casos especiais, não freqüentes, foram dadas de maneira a serem deriváveis da escritura pelas leis hermenêuticas. Caso contrário, haveria o perigo de que elas fossem esquecidas. As verdadeiras leis que Moshê ensinou diretamente foram preservadas com cuidado e nunca se acha uma disputa sobre elas. No entanto, no caso das leis derivadas das regras hermenêuticas ou lógicas, disputas ocasionais podem ser encontradas. Os dois tipos de leis têm o mesmo status que as leis bíblicas e são consideradas de igual importância. Juntamente com as leis em si e as regras de derivação, D’us deu a Moshê muitas orientações sobre como e sob quais condições decretar aquelas leis. Esta é a fonte de permissão para promulgar leis rabínicas. [Kaplan 9:20-25,29]

A Torá Oral foi transmitida de boca a boca de Moshê a Yehoshua, depois aos Anciãos, aos Profetas e aos homens da Grande Assembléia. A Grande Assembléia era liderada por Ezra no início do Segundo Templo e codificou grande parte da Torá Oral numa forma que pudesse ser memorizada pelos alunos. Esta codificação era conhecida como Mishná. Esta Mishná foi exigida para ser entregue palavra por palavra exatamente como tinha sido ensinada. [Kaplan, 9:31-33]Durante as gerações que sucederam a Grande Assembléia, a Mishná foi expandida pela pela nova legislação e leis de casos. As controvérsias começaram a surgir, variações na Mishná dos vários mestres começaram a aparecer. Ao mesmo tempo, a ordem da Mishná foi melhorada, especialmente por Rabi Akiva. Para acabar com as disputas, Rabi Yudah, o Príncipe, redigiu uma edição definitiva da Mishná que é aquela que temos hoje. Esta foi terminada no ano 188 EC e publicada aproximadamente 30 anos depois. Dividiu a Torá sistematicamente em seis ordens e subdividiu estas ordens em tratados, com um total de 63 tratados entre as seis ordens. [Kaplan, 9:37, 39]

Ao compilar sua obra, R, Yudah fez uso da Mishná anterior, condensando-a e decidindo entre diversas questões controversas. Os Sábios de seu tempo todos participaram com suas decisões e ratificaram sua edição. No entanto, até as opiniões rejeitadas foram incluídas no texto para que fossem reconhecidas e não revividas nas gerações seguintes. [Kaplan 9:41]

Além da Mishná, outros volumes foram compilados pelos alunos de R. Yudah durante este período. Estes incluem o Tosefta que segue a ordem da Mishná, bem como o Midrashim Haláchico – o Mechilta, um comentário sobre Shemot, o Sifra sobre Vayicrá e o Sifri sobre Bamidbar e Devarim. Obras fora da escola de R. Yudah saíram com o nome de Baraita. [Kaplan 9:46-47]

Dessa vez, a prática foi para os alunos primeiro memorizarem os fundamentos da Torá Oral e então analisarem cuidadosamente seus estudos. Durante o período precedendo R. Yudah, as leis memorizadas se desenvolveram na Mishná, ao passo que a análise se desenvolveu numa segunda disciplina conhecida como Guemará. Depois que a Mishná foi compilada, estas discussões continuaram, tornando-se muito importantes para esclarecer a Mishná. A Guemara desenvolveu-se oralmente por cerca de trezentos anos depois da redação da Mishná. Finalmente, quando ficou em perigo de ser esquecida e perdida, Rav Ashi, na sua escola na Babilônia, incumbiu-se de coletar todas estas discussões e colocá-las em ordem. Foi completada no ano 505 EC. [Kaplan, 9:47-48]

Juntas, a Mishná e a Guemará são chamadas de Talmud. Ambas contêm regras legais e discussões para trás e para frente, dissecando e esclarecendo estas regras.A comunidade em Israel compilou um Talmud no terceiro século, chamado o Talmud Jerusalém. O Talmud Babilônico foi compilado 200 anos depois e é universalmente aceito como autoritativo. Em questões de concordância, ambos os Talmuds são consultados. Quando se trata de uma disputa, o Talmud Babilônico tem precedência. Assim, o Talmud Babilônico é com freqüência chamado simplesmente de Talmud.

Na Torá Oral há dois componentes – Halachá e Agadata. A Halachá constitui cerca de noventa por cento do Talmud e quase todo os Midrashim Haláchicos. A Agadata forma os outros dez por cento do Talmud – distribuída desigualmente entre seus tratados – e praticamente a totalidade das outras obras Midráshicas.

A Halachá é a mais fácil de definir das duas categorias. Consiste de definições, fontes e explicações das Leis da Torá. A Agadata, por outro lado, consiste do mundo das idéias judaicas. Basicamente lida com os princípios da fé, filosofia e idéias éticas do Judaísmo. Além disso, inclui todas aquelas interpretações dos versículos e histórias bíblicas que não estão relacionados com a Lei Judaica; exposições da importância das leis e as recompensas e punições que elas acarretam; histórias da vida dos justos; lições em aperfeiçoamento do caráter; e até, às vezes, algo que se parece com conselhos práticos sobre assuntos mundanos, como negócios e saúde.Agadata, em contraste com a metodologia direta e lógica da Halachá, transmite seus ensinamentos através de meios menos diretos. A Agadata é muitas vezes intencionalmente obscura e daí sua mensagem – com freqüência uma das idéias mais básicas do Judaísmo – vem revestida naquilo que parece ser parábolas, enigmas, ou mesmo conselhos práticos sem conteúdo religioso aparente. Os textos escriturais geralmente são entendidos de modo exegético em vez de simplesmente, apesar do dito talmúdico de que o simples significado do versículo é sempre verdadeiro (Talmud Shabat 63a). [Baseado em R. Aharon Feldman, The Juggler and the king, págs. xxi-xxii]
Estudo em chavruta
Resumindo, o Talmud é um complemento da Bíblia. Preenche as lacunas e explica as leis da Torá. Além disso, inclui histórias e ditos que tanto direta quanto alegoricamente oferecem a filosofia e sabedoria do Judaísmo. No entanto, o Talmud é um texto difícil de ler porque contém muitas discussões (que ocorreram durante centenas de anos) na forma de prova e refutação . As progressões lógicas se prestam a citações fora do contexto que representam uma presunção que pode ser derrubada em seguida.

O Talmud e a Torá

O Judaísmo considera a Torá sua obra mais sagrada, Divina, e as leis bíblicas são consideradas mais importantes. O Judaísmo vê a Torá (os Cinco Livros de Moshê) como a palavra literal de D’us. Os Profetas (Yehoshua, Shemuel, Melachim, Yeshayáhu, Yirmiyáhu, Yechezkel e os Doze Profetas) são as palavras divinamente inspiradas dos profetas ao povo e as Sagradas Escrituras (Tehilim, Mishlê, Job, Shir Hashirim, Rut, Echá, Cohêlet, Esther, Daniel, Ezra e Divrê-Hayamim) são as palavras divinamente inspiradas dos profetas para serem inscritas. A Torá é o livro mais sagrado do Judaísmo e é tratada com respeito especial. O que se segue foi extraído do Kitzur Shulchan Aruch (Código resumido da Lei Judaica) nas leis sobre o tratamento a um Rolo de Torá.Kitzur Shulchan Aruch 28:33

Uma pessoa é obrigada a tratar um Rolo de Torá com grande respeito e é louvável que se designe para ele um lugar especial e que este local seja respeitado e embelezado. Não se deve cuspir em frente a um Rolo de Torá e não se pode segurá-lo sem um tecido [entre o Rolo e as mãos nuas]. Aquele que presencia um Rolo de Torá sendo carregado deve se levantar até que o Rolo seja colocado em sua posição ou até que a pessoa não possa mais vê-lo.

Similarmente, tratamos o Chumash com tanto respeito que nenhum livro pode ser colocado em cima dele. Nem mesmo um Livro dos Profetas pode ser colocado em cima de uma Torá [Talmud Meguilá 27a].

Sob uma perspectiva legal, as leis bíblicas são mais importantes que as leis rabínicas.

Talmud Shabat 128b

Remover um utensílio de sua função preparada é uma proibição rabínica, causar dor a animais é uma proibição bíblica. A proibição bíblica supera a proibição rabínica.

Vemos o mesmo em Talmud Pessachim 9b, que somos mais severos com as leis bíblicas que com as leis rabínicas. No Talmud Pessachim 4b, Eiruvin 30, e Ketuvot 28b, o testemunho de crianças é visto como aceitável somente pelas leis rabínicas, mas não pelas leis bíblicas porque estas têm exigências mais severas. Em Talmud Berachot 21a vemos que quando em dúvida se um mandamento bíblico foi cumprido, a pessoa deve repeti-lo, mas se estiver em dúvida sobre o cumprimento de um mandamento rabínico, não há necessidade de repeti-lo. Uma idéia similar é repetida em Talmud Avodá Zará 7a – quando há duas opiniões sobre um mandamento bíblico seguimos a opinião mais severa, mas quando há duas opiniões sobre um mandamento rabínico seguimos a opinião mais leniente. Qualquer pessoa que esteja familiarizada com o raciocínio talmúdico reconhece imediatamente o ridículo da alegação de que o Judaísmo considera o Talmud mais importante que a Bíblia.

Não apenas a Bíblia é importante para os judeus, como o Talmud nos diz que somos obrigados a estudá-la.

Talmud Avot 5:21

Ele [R. Yehuda ben Teima] costumava dizer: Aos cinco anos nas Escrituras, aos dez anos na Mishná, aos treze anos nos Mandamentos, aos quinze anos na Guemará…No entanto, o estudo da Bíblia pode começar aos cinco anos de idade, mas o Talmud nos diz que deve permanecer como uma grande parte de nossa rotina diária de estudo.

Talmud Kidushin 30a

Um homem deve sempre dividir seus anos em três – um terço em Escrituras, um terço na Mishná e um terço no Talmud. Quem sabe quanto tempo ele viverá? Portanto seu dia deve ser dividido em três.

De fato, Talmud Berachot 8b nos diz que um judeu deve revisar uma porção da Torá duas vezes por semana, e novamente em tradução e terminar a Torá a cada ano.Não há dúvida de que a Bíblia, como Lei Escrita, é o centro do Judaísmo, e que embora o Talmud possa conter discussões sobre a Lei Oral, a Bíblia tem precedência.           

domingo, 19 de dezembro de 2010

Doce de Abóbora - para Rosh Hashaná

Ingredientes:
1/2 kn de abóbora
2 xícaras de açúcar
1 xícara de água
1 colher (chá de cravos-da-índia

Preparo
Descasque e corte a abóbora em pedaços médios e lave-a.
Acrescente todos os ingredientes e leve ao fogo brando, cozinhando com a panela tampada por 30 minutos.

Quando estiver cozida e sem água retire do fogo.

De preferência não deixe desmanchar

TCHULANT – FEIJOADA JUDAICA COM FEIJÃO BRANCO

NGREDIENTES:
½ Kg. de carne moída
½ Kg. de feijão branco
• 1 Kg. de batatas
½ Kg. de cenoura
• 2 ovos
½ Kg. de cebola
• 5 dentes de alho
• salsinha, cebolinha, coentro, cheiro-verde e sal a gosto
• 1 lingüiça defumada kasher
• 1 xícara de azeite


ACESSÓRIOS:

Refratária resistente

MODO DE PREPARO:

Colocar em uma panela grande o azeite e deixar esquentar um pouco, em seguida fritar no azeite a cebola já picada, depois colocar os temperos (salsa, cebolinha, cheiro-verde, coentro o alho e o sal) fritar a carne nesse tempero, colocar as batatas e cenouras já cortadas em pedaços grandes.
Colocar o feijão e misturar bem, passar todo o conteúdo da panela para uma refratária resistente e colocar água até a boca e levar ao forno com a refratária tampada. Ele vai cozinhar por 4 horas, após 3 horas de cozimento, colocar a lingüiça kasher, e faltando ½ hora para terminar o cozimento colocar os ovos.


DICAS E SUGESTÕES:

Em caso de pressa, colocar todos os ingredientes (exceto a lingüiça kasher, os ovos e o feijão) na refratária e levar ao forno. Enquanto isso, cozinhar o feijão na panela de pressão e quando já cozido, mistura-lo ao restante e seque-se a receita.
Essa receita é ideal para Shabats de inverno.

BÊNÇÃO DO VINHO



Baruch ata Adonai Elohênu Mélech haolam, boré peri hagáfen.
 
Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que criaste o fruto da videira.

Bênção da vela de shabat ..


Aqui eu estava ensinando minha filha, 
 Sarah recitar a benção.
 ela estava com dois aninhos aqui,

Numa sexta-feira à noite, as velas devem ser acessas, obrigatoriamente, antes do pôr-do-sol. É absolutamente proibido acende-las após o crepúsculo.



ENTÃO RECITA A BÊNÇÃO :

Baruch atá Adonai, Elohênu mélech haolam, asher kidshánu bemitsvotáv vetsivánu lehadlic nêr shel Shabat. 

Bendito sejas Tu, Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificaste com Teus mandamentos e nos ordenaste acender a vela de Shabat.

BÊNÇÃO PARA O PÃO




Depois da lavagem das mãos, após o que não se deve conversar ou fazer qualquer interrupção, senta-se à mesa e, antes de comer o pão, a bençoa-se:


Baruch ata Adonai Elohênu mélech haolam, hamotsí lechem min haárets.

  Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que fazes sair o pão da terra.

Benção e Rezas

SHEMÁ  YISRAEL

Ao nascer

Antes que nossos bêbes comecem a balbuciar suas primeiras palavras, logo ao nascer, já introduzimos valores judaicos fundamentais em suas vidas. Logo ao acordar recitamos "Môde Ani" e o "Shemá". Ao estarem quase adormecidos, ainda despertos, bem alimentados, banhados e confortavelmente embrulhados em seus pijaminhas quase a ponto de serem depositados em seu berço, cobrimos seus olhos e recitamos o "Shemá". A afirmação, "Ouve Israel…" que os acompanharão para sempre.

O que faz esta prece ser tão genuina e especial a ponto de incutirmos em nossos filhos, do início ao final de suas vidas?

O "Shemá" é garantia que terão sonos tranquilos e uma vida segura?

Ao anoitecer

Assim como o "Shemá" faz parte das primeiras palavras a serem repetidas por nossas crianças, ele acompanha cada judeu ao longo de sua jornada.

É uma afirmação de nossa fé e confiança em um D’us único e verdadeiro a quem devemos todas as bênçãos recebidas, desde o momento de nosso despertar, ao deitar, bem como nos momentos finais de nossa vida.

A geração de nossos pais ou avós levaram cada palavra do Shemá a seus lábios a caminho dos fornos crematórios, e antes disto, nas fogueiras da inquisição. O princípio que está para sempre moldado na pronúncia desta afirmação, é que a fé e lealdade de um judeu a D’us é inabalável, mesmo que para isto precise pagar com sua própria vida, mesmo que hoje esteja mais distante e ainda não tenha descoberto o incalculável valor de sua herança, mesmo que se torne presa fácil, por falta de conhecimento, de caçadores anielígenas de almas para rebanhos alheios: o Shemá e sua neshamá (alma judaica, a faísca Divina) sempre estarão conectadas.

É dever de todo e cada judeu ensinar o "Shemá" a seus filhos, em todas as gerações, sem esquecer a obrigação de amar e ensinar também a cada irmão judeu, por mais distante que se encontre hoje. Deverá fazê-lo escutar e se aproximar.

A prece


A leitura do Shemá é um mandamento positivo da Torá que deve ser cumprido duas vezes ao dia: pela manhã na prece de Shacharit e após o anoitecer na prece de Arvit. Uma vez que o Shemá da manhã deve ser lido no primeiro quarto do dia, é aconselhável lê-lo logo após as Bênçãos Matinais, antes da prece de Shacharit para não atrasar este horário (e durante a prece de Shacharit, o Shemá será lido novamente na seqüência normal da prece).

O Shemá é composto de três trechos da Tor á (Deut. 6:4-9; 11:13-21; e Núm. 15:37-41) que devem ser lidos cuidado-samente e sem interrupção, seja por palavras, seja por gestos. Os homens costumam beijar os tsitsit (na leitura do Shemá de dia) cada vez que mencionam esta palavra no meio do terceiro parágrafo do Shemá e também na última palavra ("emet").

Cobrem-se os olhos com a mão direita ao recitar o primeiro versículo do Shemá para maior concentração. Ao pronunciar o nome de D’us ("A-do-nai"), deve-se ter em mente que Ele é Eterno, i.e., existe, existiu e existirá. A última palavra do primeiro versículo ("Echad"), composta de três letras hebraicas, deve ser pronunciada com ênfase especial, enquanto se reflete sobre seu significado: a primeira letra, alef, com valor numérico 1, diz respeito ao D’us Único; a segunda, chet, com valor numérico 8, significa que Ele tem soberania absoluta sobre os Sete Céus e a Terra; a terceira, dalet, com valor numérico 4, lembra que Ele também domina os quatro pontos cardeais.

No final do terceiro trecho, as três últimas palavras antes de "emet" são repetidas somente quando a pessoa reza sem minyan.

Shemá Yisrael, A-do-nai E-lo-hê-nu, A-do-nai Echad.

(Em voz baixa:)Baruch shem kevod malchutô leolam vaed.Veahavtá et A-do-nai E-lo-hê-cha, bechol levave-chá uvchol nafshechá uvchol meodêcha. Vehayu ha-devarim haêle, asher Anochi metsavechá hayom al levavêcha. Veshinantam levanêcha vedibartá bam, beshivtechá bevetêcha, uvlechtechá vadêrech uv-shochbechá uvcumêcha. Ucshartam leot al yadê-cha vehayu letotafot ben enêcha. Uchtavtam al mezuzot betêcha uvish’arêcha.Ouve, Israel, A-do-nai é nosso D’us, A-do-nai é Um. (Em voz baixa:) Bendito seja o nome da glória de Seu reino para toda a eternidade.

Amarás a A-do-nai, teu D’us, com todo teu coração, Estas palavras que Eu te ordeno hoje ficarão sobre teu coração. Inculca-las-ás diligentemente em teus filhos e falarás a respeito delas, estando em tua casa e andando por teu caminho, e ao te deitares e ao te levantares. Ata-las-ás como sinal sobre tua mão e serão por filactérios entre teus olhos. Escreve-las-ás nos umbrais de tua casa e em teus portões.
Vehayá im shamôa tishmeú el mitsvotai, asher Anochi metsavê et’chêm hayom, leahavá et A-do-nai E-lo-he-chêm, ul’ovdô bechol levavchêm uvchol nafshechêm. Venatati metar artsechêm be‘i-tô, yorê umalcosh, veassaftá deganêcha vetiro-shechá veyits‘harêcha. Venatati êssev bessadechá livhemtêcha veachaltá vessavá’ta. Hishameru la-chêm pen yiftê levavchêm, vessartêm vaavadtêm elohim acherim, vehishtachavitêm lahêm. Vecha-rá af A-do-nai bachêm, veatsar et hashamáyim, velô yihyê matar, vehaadamá lo titen et yevulá.

Vaavadtêm meherá meal haárets hatová asher A-do-nai noten lachêm. Vessamtêm et devarai êle al levavchêm veal nafshechêm, ucshartêm otam leot al yedchêm, vehayu letotafot ben enechêm. Veli-madtêm otam et benechêm, ledaber bam, beshiv-techá bevetêcha, uvlechtechá vadêrech, uvshoch-bechá uvcumêcha, uchtavtam al mezuzot betêcha uvish’arêcha. Lemáan yirbu yemechêm vimê vene-chêm, al haadamá asher nishbá A-do-nai laavotê-chem, latet lahêm, kimê hashamáyim al haárets.


Acontecerá, se obedecerdes diligentemente Meus preceitos, que Eu vos ordeno neste dia, de amar a A-do-nai, vosso D’us, e servi-Lo com todo vosso coração e com toda vossa alma; então darei a chuva para vossa terra a seu tempo, a chuva precoce e a chuva tardia; colherás teu grão, teu mosto e teu azeite. Darei erva em teu campo para teu gado, e comerás e te saciarás.

Guardai-vos para que vosso coração não seja seduzido e desvieis e sirvais outros deuses e vos prostreis diante deles. Pois então se inflamará contra vós a ira de A-do-nai, e Ele fechará os céus e não haverá chuva, e a terra não dará seu produto. Então perecereis rapidamente da boa Terra que A-do-nai vos dá. Portanto, colocai estas Minhas palavras sobre vosso coração e sobre vos-sa alma, e atá-las-eis como sinal sobre vossa mão e serão por filactérios entre vossos olhos.
Ensiná-las-eis a vossos filhos, a falar a respeito delas, estando em tua casa e andando por teu caminho, e ao te deitares e ao te levantares. Escreve-las-ás nos umbrais de tua casa e em teus portões. A fim de que se multipliquem vossos dias e os dias de vossos filhos na Terra que
jurou A-do-nai a vossos antepassados dar-lhes por todo o tempo em que os Céus estiverem sobre a Terra.

Vayômer A-do-nai el Moshê lemor: Daber el Benê Yisrael veamartá alehêm, veassu lahêm tsitsit al canfê vigdehêm ledorotam. Venatenu al tsitsit ha-canaf, petil techêlet. Vehayá lachêm letsitsit, ur‘-itêm otô, uzchartêm el col mitsvot A-do-nai, vaas-sitêm otam, velô tatúru acharê levavchêm veacha- tizkeru vaassitêm et col mitsvotai, vihyitêm kedoshim l’E-lo-he-chêm. Ani A-do-nai, E-lo-he-chêm, asher hotsêti et’chêm meêrets Mitsráyim, lihyot lachêm l’E-lo-him. Ani A-do-nai E-lo-he-chêm (Ani A-do-nai E-lo-he-chêm). Emet.

Disse A-do-nai a Moshê o seguinte: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes que façam para si franjas nos cantos de suas vestimentas, por todas suas gerações. Prenderão na franja de cada borda um cordão azul-celeste. Serão para vós por tsitsit e os olhareis e recordareis todos os preceitos de A-do-nai, e os cumprireis; e não seguireis atrás de vosso coração e atrás de vossos olhos, por meio dos quais vos desviareis. Para que vos lembreis e cumprais todos Meus mandamentos e sejais santos para vosso D’us. Sou A-do-nai, vosso D’us, que vos tirou da terra do Egito para ser vosso D’us. Eu, A-do-nai, sou vosso D’us (Eu, A-do-nai, sou vosso D’us).

É verdade.

O sentido do "Shemá" explicado por Moshê

(Parashat Vaetchanan)

Moshê explicou em detalhes o primeiro mandamento: "Crê em D’us." Disse ele:" Shemá Yisrael, A-do-nai E-lo-hê-nu, A-do-nai Echad"", "Ouve, Israel, A-do-nai é nosso D’us, A-do-nai é Um."
Ao pronunciarmos este versículo, aceitamos o domínio de D’us.

No passado, as nações não conseguiam acreditar que havia um só D’us. Alguns pensavam que havia duas (ou mais) divindades: uma boa e outra má. Mesmo hoje, muitas nações não acreditam num único D’us. Atualmente no Oriente há ainda povos que adoram ídolos. No mundo ocidental muitas pessoas acreditam em D’us. (Ao mesmo tempo, entretanto, curvam-se a imagens e adoram um homem como deus.) E algumas pessoas "esclarecidas" não acreditam de todo na existência de D’us. Moshê ensinou a verdade a Benê Yisrael. O mundo é governado por um único D’us. Ele é tanto um D’us misericordioso (chamado D’us ) como um D’us severo (chamado Elokim).

Nossos sábios ordenaram que cada judeu proclamasse sua crença, recitando o versículo "Shemá Yisrael" duas vezes ao dia, pela manhã e à noite.

Se você olhar o versículo de Shemá num Sêfer Torá ou num Chumash, verá que duas letras desta frase têm o tamanho maior. São elas: áyin e dalet. (O áyin, a letra final da palavra Shemá e o dalet, no final da palavra echad). Estas duas letras formam a palavra "testemunha". D’us disse: "Vocês, o povo judeu, são testemunhas de que sou um. Na Outorga da Torá, vocês viram claramente que sou o único D’us."

O versículo "Baruch shem kevod malchutô leolam vaed"

Após recitarmos o primeiro versículo do Shemá, adicionamos em silêncio as palavras: "Bendito seja o nome de Seu glorioso reino para todo o sempre!"

Este versículo não é encontrado na Torá. Por que razão o acrescentamos?

Quando Moshê foi para o céu, ouviu os anjos louvarem D’us com estas palavras. Ele decidiu ensiná-las ao Povo de Yisrael. Dizemos o versículo em silêncio porque D’us não o deu diretamente a nós na Torá.

As três Parshiyot de Shemá têm 248 palavras

Quando um judeu reza sozinho, repete as palavras: "Ani Hashem Elokêchem" no final da leitura do Shemá. Por quê?

Os três parágrafos do Shemá, mais aquelas três palavras, perfazem 248 palavras. O corpo de uma pessoa tem 248 partes. Nossos sábios ensinam que se pronunciamos com cuidado cada uma das 248 palavras do Shemá, D’us protege cada uma das 248 partes de nosso corpo.

Sempre que rezamos, é importante pronunciar cada palavra. Se as pulamos ou pronunciamos de forma incorreta (principalmente as palavras "D’us " e "Elokênu") então não estamos rezando devidamente. Quando dizemos Shemá, é ainda mais importante pronunciar cada palavra claramente, mesmo que isso leve mais tempo.

Veahavtá / O segundo versículo do primeiro parágrafo do Shemá


Moshê continuou: "Veahavtá et Hashem Elokecha bechol levavechá uvchol nafshechá uvchol meodêcha"; "Ame a D’us, teu D’us, com todo o teu coração, com toda a tua alma, e com todas tuas posses."

Por que D’us deseja que O amemos?

Se O amamos, cumpriremos Suas mitsvot muito mais cuidadosamente. Se você ama D’us, pensará antes de cada mitsvá: "De que maneira posso cumprir melhor esta mitsvá?"
Avraham Yitschac e Yaacov cumpriram a mitsvá de "amar D’us " da forma em que está ordenada no Shemá:

Avraham amou D’us com todo seu coração. Quando Avraham já era um homem velho, D’us disse-lhe para oferecer seu único filho Yitschac em sacrifício. Avraham amava Yitschac. Mesmo assim, cumpriu a vontade de D’us mostrando a força de seu amor por Ele. Da mesma forma, somos ordenados a resistir à nossos impulsos e amar D’us de todo o coração.

Yitschac é um exemplo de alguém que estava pronto a oferecer sua vida a D’us. Concordou em ser sacrificado por Avraham no monte de Moriyá. Nós, também, devemos amar tanto a D’us que estejamos prontos a renunciar a nossa vida por Ele.

Yaacov estava pronto a doar toda sua fortuna para D’us. Na casa de seu pai, Yaacov aprendeu a Torá, antes de preocupar-se em enriquecer. A caminho da casa de Lavan, prometeu dar a D’us um décimo de todas suas posses. Após tornar-se rico na casa de Lavan, Yaacov deu tudo que havia ganho ao seu irmão Essav, para comprar sua sepultura na gruta de Machpelá.

Quando Moshê ordenou aos judeus: "Ame D’us com todo seu coração, com toda sua alma e com todas suas posses," pôde usar os patriarcas como exemplos perfeitos.

Moshê continuou: "Vehayu hadevarim haêle asher Anochi metsavechá hayom al levavêcha"; "Estas palavras que Eu te ordeno hoje ficarão sobre teu coração." Não devem sentir que estas palavras são velhas; devem sentir-se como se as tivessem recebido ainda hoje no Monte Sinai."
"Veshinantam levanêcha vedibartá bam beshivtechá bevetêcha uvlechtechá vadêrech uvshochbechá uvcumêcha"; "Inculca-las-ás diligentemente em teus filhos e falarás a respeito delas, estando em tua casa andando por teu caminho, e ao te deitares e ao te levantares." Fale sobre a Torá mais que sobre qualquer outro assunto."

Um pai judeu deve começar a ensinar Torá aos filhos antes mesmo de começarem a pronunciar suas primeiras palavras. Ensina primeiro este versículo aos filhos: "Torá tsivá lânu Moshê morashá kehilat Yaacov"; "A Torá que Moshê nos ensinou é um legado para a congregaçnao de Yaacov" (Devarim 33:4). Ensina então o versículo "Shemá Yisrael" e outros versículos.

"Ucshartam leot al yadêcha vehayu letotafot ben enêcha"; "Ata-las-ás como sinal sobre tua mão e se-rão por filactérios entre teus olhos."

Quando um menino judeu atinge a idade de bar-mitsvá, coloca tefilin no braço e sobre a cabeça. Os tefilin na cabeça são como uma coroa (o local onde os tefilin assentam sobre a cabeça é onde os reis judeus eram ungidos com óleo). Os tefilin são atados à cabeça e braço com correias de couro. As tiras mostram que estamos intimamente "atados" a D’us.

Os tefilin, na verdade, deveriam ser usados durante todo o dia. No passado, os judeus usavam tefilin o tempo todo, em casa e no Bêt Hamidrash. Dizia-se que Rabi Yochanan e Rabi Yehoshua ben Levi nunca andavam mais que uma curta distância sem usar seus tefilin.

Gerações posteriores não eram suficientemente santas para colocar tefilin durante o dia todo. Começaram a usá-los apenas para as preces matinais.

"Uchtavtam al mezuzot betêcha uvish’arêcha"; "Escreve-las-ás nos umbrais de tua casa e em teus portões." A cada vez que entramos e saimos de nossa casa, devemos olhar para as mezuzot e lembrar-nos de cumprir as mitsvot.
Veja como é importante o primeiro parágrafo do Shemá! Contém mitsvot muito importantes: amar a D’us, aprender e ensinar Torá, colocar tefilin, e colocar mezuzot em nossa casa.

Que possamos sempre escutar, estudar e ensinar profundamente as palavras de D’us outorgadas na Torá, tendo a obrigação e responsabilidade de jamais acrescentar ou diminuir uma única letra;
D’us é Um e Sua (nossa) Torá é uma.

A verdade é eterna!
Fonte: Chabad

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Minha familia


Nova Aliança SP
19-08-2011.
Sou uma pessoa muito simples,
sou divorciada e tenho 3 filhos,

 não criei este blog
 para arrumar marido,
foi uma forma de me 
consolar, me encontrar,
apenas isso!
Esta sou eu...
Sou uma pessoa muito sozinha,
então aqui eu consigo me esconder da vida, da solidão, e assim eu voou....


Esta é a minha caçulinha 
Sarah Vitoria.















Esta é minha moça
Alice.














Este é o meu rapaz
Marcos Vinicius.