quinta-feira, 14 de abril de 2011

Jejum dos primogênitos.


segunda-feira, dia 18/04/2011

Quando D'us matou os primogênitos do Egito,
 poupou o primogênito dos filhos de Israel
. Em gratidão a D'us, todos os primogênitos jejuam
 no dia que antecede Pêssach. Entretanto, para se
 isentarem do jejum, um primogênito de pai ou mãe deve
participar de um siyum (término do estudo de um tratado do Talmud)
 na sinagoga, imediatamente após Shacharit, a Prece da Manhã.
É costume que o pai (mesmo não sendo primogênito)
 esteja presente junto ao filho primogênito menor de treze anos.
 Os primogênitos não podem comer antes do siyum.

O que é chamêts..


Antes de começarmos a falar de Pêssach, é fundamental
 saber o que é um alimento denominado "Chamêts",
 já que durante os oito dias da festa, a lei judaica
 proíbe seu consumo ou possessão.
Chamêts é qualquer comida ou bebida
feita à base de trigo, centeio, cevada,
 aveia ou espelta, ou de seus derivados, mesmo
que em quantidade mínima, que é fermentado.
 A única exceção é a matsá, que é o pão não fermentado,
 pois foram tomadas precauções especiais para assá-la.
Entretanto, mesmo matsot para as quais não foram tomados
 cuidados estritamente minuciosos
 (para evitar o início do processo de fermentação) serão consideradas
chamêts.
Alimentos que durante o ano inteiro foram verificados, e
se enquadram dentro das rigorosas leis da dieta judaica, cashrut,
não são necessariamente também permitidos para Pêssach.
 Requerem preparação especial e só podem ser consumidos
 durante os oito dias da festa se contiverem em sua
embalagem o selo "Casher para Pêssach" emitido por um rabino ortodoxo.

O que não é chamêts...

  • Carne, aves, peixe
  • Todas as frutas
  • Todos os vegetais. (O costume entre os Ashkenazim
  •  é não comer feijões, ervilhas, arroz, milho e sementes
  •  em Pêssach, embora o seja permitido entre os Sefaradim.)
  • Produtos lácteos com apropriada supervisão
  • Casher para Pêssach.
  • Todos os alimentos embalados que
  • tenham supervisão rabínica ortodoxa que seja
  •  válida para Pêssach.

Horario para a queima do chamêts.

A partir das 9h30, não pode mais ser ingerido chamêts .
Este ano, 2011, a queima do chamêts

 deverá ser realizada até às 10h30 de
 segunda-feira, dia 18 de abril.
Não se deve ingerir nenhuma matsá,

vinho ou nada que será usado durante
 o sêder, antes do mesmo ser realizado.
Qualquer chamêts remanescente sem vender

 deve ser queimado. Informar-se com a
 sua sinagoga sobre o horário quando
o chamêts será queimado. Após o chamêts ser
 jogado ao fogo, a seguinte declaração é pronunciada:


"Todo fermento ou qualquer produto fermentado que
 esteja em meu poder, que eu tenha visto ou não, que
 tenha observado ou não, que tenha removido ou não,
seja considerado sem valor e sem dono
, como o pó da terra."

Como preparar a cozinha...


FOGÃO

Se possível, devem ser trocadas as grelhas. Caso contrário, devem ser aquecidas até ficarem incandescentes. A mesa do fogão deve ser limpa e casherizada posteriormente derramando sobre ela água fervente e passando uma pedra ou ferro em brasa para que a água continue fervendo. Após este procedimento, sugere-se cobrir a mesa do fogão com folha de alumínio. Se a mesa for esmaltada, deve ser bem limpa e depois coberta com uma folha de alumínio grossa ou chapa. As bocas devem ser bem limpas e depois o fogo é aceso no máximo para eliminar resíduos de chamêts. Os botões do gás devem ser retirados e limpos (há quem costume cobri-los com contact ou folha de alumínio).

FOGÃO ELÉTRICO

Deve ser aceso no máximo até a chapa avermelhar. Sobre a mesa restante joga-se água fervendo, passando na água uma pedra ou ferro incandescente.

FORNO

As grades devem ser aquecidas até ficarem incandescentes. O forno deve ser bem limpo com um produto especial que remova toda a gordura. Em seguida, deve ser aquecido na temperatura máxima durante duas horas. Se possível, as paredes internas devem ser revestidas, bem como o teto, o chão, a parede interna da porta com folhas de alumínio grossa.

FORNO AUTOLIMPANTE

Há dois tipos de autolimpante: aquele que chega até cerca de 500ºC se casheriza automaticamente, ao ser limpo na temperatura máxima até o final do ciclo. Porém, o forno que não chega a esta temperatura deve seguir a limpeza do forno normal.

FORNO DE MICROONDAS

Deve ser limpo internamente com produto de limpeza e ficar 24 horas sem uso. Em seguida, coloca-se um recipiente não usado nas últimas 24 horas com água limpa, deixando o forno ligado até formar bastante vapor. Se possível, este processo deve ser feito três vezes, enchendo o recipiente sempre com água fria. Depois disso, o interior deve ser limpo. Se possível, deve ser trocado o prato de vidro ou coberto com isopor ou plástico grosso. De preferência, ao usar este forno para cozinhar, é prudente cobrir por completo os alimentos.

PIA

Cubas de porcelana, cerâmica ou esmaltadas não podem ser casherizadas. Neste caso, devem ser limpas e cobertas com chapas especiais para Pêssach por todos os lados (pode ser usada folha de alumínio grossa, em duas camadas).
Cubas de metal, mármore ou granito podem ser casherizadas. Para tanto a pia não deve ser usada com alimentos quentes por 24 horas antes da casherização e deve ser meticulosamente limpa.
É jogado no ralo um produto desentupidor para destruir qualquer vestígio de chamêts.
Em seguida, seca-se a pia. Posteriormente, é despejada água fervente de uma chaleira ou panela nova, ainda borbulhando, atingindo todos os cantos da cuba, balcão, torneiras, ralos, etc.
Enquanto a água é despejada, deve-se passar sobre a pia uma pedra ou ferro incandescente para fazer a água borbulhar. É costume forrar a pia com folha de alumínio após a casherização.

LIQUIDIFICADOR, BATEDEIRA, MULTIPROCESSADOR

A máquina deve ser bem limpa e, de preferência, envolvida em papel alumínio. Um novo copo, novas faquinhas para o multiprocessador e liquidificador, e novas pás e tigelas para a batedeira devem ser compradas.

GELADEIRA E FREEZER

Devem ser descongelados e limpas as paredes internas, prateleiras e gavetas com um pano úmido e produtos de limpeza; na borracha da porta, deve ser usada uma escovinha também para melhor limpeza de resíduos infiltrados. Há o costume de cobrir as prateleiras com borracha, plástico ou alumínio.

ARMÁRIOS

Devem ser bem limpos e forrados.

MESAS E BALCÕES

Se possível, água fervente deve ser jogada à semelhança da pia; caso possa estragar a mesa, deve ser limpa e forrada. Basta limpar bem a mesa da sala, sobre a qual não se coloca nada quente com perigo de estragá-la, e cobri-la com uma toalha. A mesinha do cadeirão das crianças também deve ser casherizada. Pode ser coberta com papel contac.

TOALHAS DE MESA (MENOS AS DE PLÁSTICO) E GUARDANAPOS

De preferência devem ser reservados para uso exclusivo de Pêssach. Se não for possível, as bordas devem ser escovadas para retirar possíveis resíduos de chamêts, e as toalhas lavadas com água quente, sem engomar

Ingredientes do sêder.

 As principais mitsvot do Sêder são: comer matsá; narrar a história do Êxodo ao recitar a Hagadá e explicar o significado de três itens: Pêssach (cordeiro pascal), matsá e maror (ervas amargas); beber quatro taças de vinho; comer maror; e recitar o Halel (cântico de louvores a D'us).




Matsá


                     
Três matsot devem ser colocadas sobre a mesa dentro de um pano com divisões (ou coloca-se uma matsá em cima da outra, com guardanapos intercalados entre elas).
As três matsot simbolizam os três tipos de judeus: Cohen, Levi e Israel. Outro motivo é para que restem duas matsot inteiras mesmo quando a matsá central é quebrada, como em todo Shabat e Yom Tov, quando deve se ter dois pães na mesa 


                                                              
                                                                      Hagadá

                                                                                                                                                                        

É o eixo fundamental do Sêder, "Narrativa". Toda a ordem - Sêder - será feita através dos relatos e orientação da Hagadá. É preferível que todos tenham uma, ou dividam entre si, para que todos possam acompanhar a sua leitura.



Água salgada




Um recipiente com água salgada deve ser preparado de véspera; lembra as lágrimas que os judeus derramaram com o trabalho pesado no Egito.



                                                                          
                                                                                   Zerôa



O pescoço de frango grelhado simboliza o cordeiro pascal trazido ao Templo Sagrado na véspera de Pêssach. A carne do pescoço é removida e o osso queimado. O zerôa não é comido no decorrer do Sêder. Zerôa (literalmente, antebraço) remete ao fato de D'us haver tirado o povo do Egito com "Seu braço estendido".


                                                                                                 Ovo - Betsá

                                                 

   
Um ovo cozido duro é colocado no prato do Sêder para comemorar o sacrifício de Chaguigá, que foi oferecido junto com o sacrifício pascal no Templo.
O ovo é também um símbolo de luto, e expressa nosso sentimento de que, atualmente, estamos incapacitados de oferecer este sacrifício. Sua forma arredondada refere-se também ao ciclo de mudança, dessa maneira expressando nossa esperança de que o Templo será reconstruído em breve.


                                                        
                                                                                           Keará


Por cima das três matsot (cobertas) são colocados os seis itens que compõem a travessa do Sêder, a keará.
Esta travessa contém seis cavidades especiais onde são depositados cada um dos seis símbolos que serão utilizados no decorrer do Sêder de Pêssach.



Ervas amargas - maror




Simbolizam a amarga escravidão do povo judeu no Egito. Para o maror pode-se usar raíz-forte crua descascada e ralada; folhas de endívia; talos ou folhas de alface romana lavados e verificados; ou a combinação de todos.

                                                                                          Vinho ou suco de uva                                                       casher para Pêssach


                                                                        
Deve-se adquirir vinho tinto, pois todos deverão beber quatro copos no decorrer do Sêder. Pode-se beber suco, no lugar do vinho.
Um pouco de vinho ou suco debverá ser derramado ao ser pronunciada cada uma das dez pragas do Egito.


                                                         
                                                                                                  Charôsset



Maçãs, pêras e nozes liquidificadas ou raladas, misturadas com uma pequena quantidade de vinho tinto, lembram, na cor e consistência, a argamassa usada no Egito para fabricar tijolos.

            







                                                  

                                                                                                              Carpas- Cebolas                                                                                      ou batatas

A cebola crua (ou a batata cozida) é mergulhada na água salgada para despertar a curiosidade das crianças.
Os vegetais simbolizam o potencial de crescimento e renascimento e a água salgada, nas quais são mergulhados, recorda as lágrimas derramadas pelos nossos antepassados no Egito.
A palavra hebraica "carpás", quando lida de trás para frente, simboliza os 600 mil judeus no Egito forçados a realizar trabalhos pesados (cada letra do alfabeto hebraico possui um valor numérico correspondente; a letra hebraica "sámech" é igual a 60, multiplicado por 10 mil; as outras três letras correspondem a pêrech - trabalho pesado). 


                                                        



                                                                                           Chazêret





Mais ervas amargas (das enumeradas para o maror) para serem ingeridas no "sanduíche" (vide item Corêch do Sêder).






Fonte: Beit Chabad.








































A história de Pessach.

A história de Pêssach inicia nos dias do patriarca Avraham (Abraão). Quando D'us prometeu um herdeiro a Avraham, cujas sementes seriam tão numerosas como as estrelas, D'us também informou-o do longo período de escravidão que seus descendentes sofreriam por 400 anos, até que fossem libertados.
O primeiro dos descendentes de Avraham a chegar ao Egito foi seu bisneto Yossef (José), cuja miraculosa ascensão de escravo à quase realeza é uma das mais inspiradoras narrativas da Torá. Na dramática história de Yossef e seus irmãos, podemos ver claramente a mão condutora da Divina Providência que levou Yaacov (Jacó) e sua família ao Egito.
A chegada de Yaacov e sua família no Egito foi uma marcha triunfal. Assim foi também a partida, 210 anos depois, de seus filhos, os filhos de Israel, do Egito. Esta era a diferença: a pequena família de setenta pessoas havia se tornado uma nação grandiosa e unificada de três milhões de almas, das quais, 600.000 homens adultos.
A história de Pêssach, termina no seu ponto alto em Shavuot, (festa da Outorga da Torá no Monte Sinai), é a história do nascimento de um "reino de sacerdotes e nação sagrada": O povo judeu.

A escravidão de Israel

Yossef e seus irmãos faleceram, e os filhos de Israel se multiplicaram na terra do Egito. Logo após o faraó também morreu, e um novo rei ascendeu ao trono. Ele não nutria simpatia alguma pelos judeus, e preferiu esquecer tudo o que Yossef havia feito pelo Egito.
Reuniu o conselho, e decidiu escravizar o povo e a oprimi-lo antes que se tornasse muito poderoso. O faraó lançou uma política que limitava a liberdade pessoal dos hebreus, impondo pesados impostos sobre eles, e recrutando os homens para trabalhos forçados, sob a supervisão de severos capatazes. Um dos atos mais atrozes foi a tortura das crianças judias. O faraó mandava embuti-las vivas entre as paredes das construções e tomava banho com seu sangue. Porém, quanto mais os Egípcios os oprimiam, quanto mais duras as restrições impostas sobre eles, mais os filhos de Israel cresciam e se multiplicavam.
Finalmente, quando o faraó percebeu que apenas escravizar os hebreus de nada adiantaria, decretou que todos seus bebês recém-nascidos do sexo masculino fossem jogados no rio Nilo. Apenas filhas tinham permissão para viver. Desta maneira, ele esperava acabar com o aumento da população judaica, e ao mesmo tempo, eliminar um perigo que, de acordo com as previsões dos astrólogos, ameaçava sua própria vida.

O divino embaixador

Os filhos de Israel não podiam mais suportar o terrível sofrimento e a perseguição nas mãos de seus cruéis opressores. Seu sofrimento e suas preces penetraram os céus. D'us lembrou-Se de Seu acordo com Avraham, Yitschac e Yaacov, e decidiu libertar seus descendentes do cativeiro.
Moshê tinha a idade de oitenta anos, e seu irmão Aharon oitenta e três, quando entraram no palácio do faraó. Este perguntou aos dois irmãos o que desejavam. A mensagem soou como uma ordem: "Assim disse o Senhor D'us de Israel: 'Deixe Meu povo ir, que eles Me oferecerão uma festa no deserto.'"
O faraó recusou desdenhosamente, dizendo que nunca tinha ouvido falar do D'us dos Israelitas, e que Seu nome não estava registrado na sua lista de deuses de todas as nações. Acusou ainda Moshê e Aharon de uma conspiração contra o governo, e de interferirem com o trabalho dos escravos hebreus. A um sinal de Moshê, Aharon então realizou os sinais milagrosos que D'us lhe tinha permitido realizar, mas o faraó não se impressionou muito, pois seus mágicos podiam fazer quase o mesmo.
No mesmo dia o faraó ordenou que seus capatazes aumentassem a opressão sobre os filhos de Israel, e sofreram ainda mais que antes. Em seu desespero, os filhos de Israel reprovaram Moshê amargamente, por piorar ainda mais a sua situação.
Profundamente ferido e desapontado, Moshê rezou a D'us que o consolou e assegurou-lhe que sua missão teria sucesso, mas não antes que o faraó e todos do Egito fossem assolados por terríveis pragas, para que fossem punidos. Todos então veriam e reconheceriam D'us fiel e verdadeiro.

As dez pragas

Quando o faraó continuou recusando-se a libertar os filhos de Israel, Moshê e Aharon avisaram-no de que D'us puniria tanto a ele como ao povo egípcio. Primeiro, as águas do Egito se transformariam em sangue. Moshê caminhou com Aharon até o rio. Lá chegando, Aharon levantou seu cajado, golpeou as águas e transformou-as em torrentes de sangue. Foi impossível para eles beberem da água do Nilo. Infelizmente para os egípcios, não apenas as águas do Nilo mas todas as águas do Egito transformaram-se em sangue. Os peixes morreram nos rios e lagos, e por uma semana inteira homens e animais sofreram horrível sede. Nem assim o faraó cedeu.
Após o devido aviso, a segunda praga chegou. Aharon estendeu a mão sobre as águas do Egito, que ficaram apinhadas de sapos. Cobriram cada pedaço do solo, entrando nas casas e nos quartos! Para onde quer que um egípcio se voltasse, qualquer coisa que tocasse, lá se deparava com escorregadios corpos de sapos, cujo coaxar enchia os ares. Desta vez o Faraó amedrontou-se, e pediu a Moshê e Aharon que rezassem a D'us para que o incômodo fosse removido, prometendo libertar imediatamente o povo judeu. Porém, assim que os sapos desapareceram, quebrou a promessa e recusou-se a deixar os filhos de Israel irem embora.
Então D'us ordenou a Aharon que golpeasse o pó da terra com seu cajado, e assim que ele o fez, piolhos vindos do solo rastejaram até cobrirem todo o chão. Homens e animais tiveram indizível sofrimento com esta praga terrível, mas o faraó endureceu o coração e permaneceu incansável na sua determinação de manter os filhos de Israel no cativeiro.
A quarta praga a atormentar os egípcios consistiu de bandos de animais selvagens perambulando por todo o país, destruindo tudo que havia em seu caminho. Novamente o faraó prometeu deixar os judeus irem para o deserto, com a condição que não fossem muito longe. Moshê rezou a D'us, e os animais selvagens desapareceram. Mas, assim que eles sumiram, o faraó retirou sua promessa e recusou-se a atender ao pedido. Então D'us mandou uma peste fatal que matou a maioria dos animais domésticos dos egípcios. todos os rebanhos dos campos foram golpeados e até os animais que eles adoravam como deuses derrotados pela praga! Tinham, além disso, a humilhação de ver os animais dos israelitas totalmente imunes. Apesar disso, o faraó ainda não se comovera, e não quis deixá-los livres.
Seguiu-se a sexta praga, que foi tão dolorosa e abominável que atingiu o povo do Egito com horror e agonia. D'us ordenou a Moshê que pegasse cinza da fornalha, e a jogasse em direção ao céu: então bolhas estouraram na pele dos homens e animais do Egito.
Moshê anunciou ao rei que uma tempestade de granizo com violência nunca vista assolaria a terra; nenhum ser vivo, nenhuma árvore ou arbusto escaparia incólume à tamanha fúria; o único lugar para se proteger seria dentro das casas; aqueles, portanto, que acreditassem e estivessem temerosos deveriam ficar sob a proteção de seus tetos, e abrigar o gado nos estábulos. Ao estender seu cajado para a frente, o granizo caiu com violência; e choveu fogo sobre o chão destruindo tudo. Então o faraó mandou chamar Moshê e reconheceu que tinha pecado. "O Senhor é justo," disse ele, "Suplique ao Senhor, pois isso já é demais, para que não haja mais granizo; e eu o deixarei sair." Moshê replicou: "Quando eu sair da cidade, elevarei minhas mãos ao Senhor; o trovão cessará, e não haverá mais granizo, e você saberá que D'us é o Senhor da terra." Assim ocorreu, mas logo após, o faraó permaneceu irredutível.
Da próxima vez que Moshê e Aharon foram ao faraó, este pareceu ter abrandado de certa forma, e perguntou-lhes quem iria participar no culto que os israelitas fariam no deserto. Quando lhe disseram que todos sem exceção, jovens e idosos, homens, mulheres e animais iriam, o faraó sugeriu que apenas os homens deveriam ir, e que as mulheres e crianças, bem como seus pertences, deveriam ficar no Egito. Moshê e Aharon não podiam aceitar esta oferta, e o faraó enfureceu-se, ordenando-lhes que deixassem o palácio. Antes de sair, Moshê advertiu-o sobre novos sofrimentos e punições. Porém o faraó permaneceu inflexível.
Tão logo Moshê deixou o palácio, levantou os braços aos céus. Um vento leste trouxe nuvens de gafanhotos ao Egito, cobrindo o sol, e devorando cada folha verde que porventura tivesse escapado ao granizo e às pragas anteriores. Nunca na história da humanidade houvera uma praga de gafanhotos tão devastadora como esta. Trouxe ruína total ao Egito, o qual já tinha sido totalmente destruído pelas catástrofes precedentes. Novamente o faraó mandou chamar Moshê e Aharon, implorando a eles que orassem a D'us para que cessasse esta praga. Moshê assentiu, e D'us mandou um forte vento oeste que levou os gafanhotos para o mar. Quando tudo amainou, a obstinação do faraó voltou, e recusou-se a liberar o povo de Israel.
Então seguiu-se a nona praga. Por seis dias, todos no Egito foram envoltos num véu impenetrável de escuridão e que até extinguia todas as luzes que se acendessem. Os egípcios foram tomados de pavor, permanecendo presos aos lugares em que se achavam sentados ou de pé.
Novamente o faraó tentou barganhar com Moshê e Aharon, permitindo que partissem com todo o povo, deixando para trás apenas os rebanhos como penhor. Moshê e Aharon o informaram, entretanto, que não aceitariam nada menos que liberdade total, para os homens, mulheres, animais e crianças, e que levariam todos os pertences com eles. Novamente o faraó se enfureceu e ordenou a Moshê e Aharon que fossem embora para nunca mais voltar. Avisou-os de que se tentassem novamente aparecer diante dele, morreriam. Moshê replicou que não seria necessário para eles procurar o faraó, pois D'us mandaria ainda uma praga ao Egito, após a qual o faraó daria permissão incondicional para que os filhos de Israel deixassem o Egito.
Exatamente à meia-noite, continuou Moshê, D'us passaria sobre o Egito e golpearia todos os primogênitos, homens e animais. Quanto aos filhos de Israel, no entanto, nenhum seria tocado. Um grito amargo percorreu o Egito, e todos os egípcios foram tomados pelo terror, pois tinham medo de morrer. Então o próprio faraó procurou os líderes dos hebreus, e implorou que abandonassem o Egito sem mais demora!
Com estas palavras, Moshê e Aharon deixaram o faraó.

Pêssach: um mandamento divino

No primeiro dia do mês de Nissan, duas semanas antes do Êxodo do Egito,
D'us disse a Moshê e Aharon: "Este mês será para vocês o começo dos meses; será o primeiro mês do ano para vocês. Vão e falem à toda a congregação de Israel: no décimo dia deste mês, cada homem deverá tomar um cordeiro, conforme a casa de seus pais, um cordeiro para cada família; e deverá mantê-lo até o décimo quarto dia do mesmo mês; e toda a assembléia da congregação de Israel deve abatê-lo ao anoitecer. Deverão pegar o sangue e transportá-lo para as casas onde deverão comê-lo. Comerão a carne naquela noite, tostada ao fogo, com pão ázimo; comê-lo-ão com ervas amargas... E não deixarão sobrar nada até a manhã; mas aquilo que sobrar até a manhã deverá ser queimado com fogo. E assim deverão comê-lo: com a cintura cingida, com sapatos nos pés e o cajado na mão; e devem comê-lo com pressa, - é o Pêssach do Senhor. E quando Eu vir o sangue, passarei sobre vocês, e não haverá praga que os destrua, quando Eu golpear a terra do Egito. E este dia será para vocês um memorial, e deverão celebrá-lo como uma festa do Senhor, através de todas as gerações.
".... vocês deverão comer pão ázimo, e jogar fora todo fermento de suas casas. E seus filhos dirão a vocês: O que isto significa? Vocês dirão: É o sacrifício de Pêssach a D'us, que passou sobre as casas dos filhos de Israel no Egito quando Ele golpeou os egípcios e poupou nossas moradas."
Tudo isso foi dito por Moshê aos filhos de Israel, e eles fizeram como D'us lhes ordenara.
Veio a meia-noite de quatorze para quinze de Nissan, e D'us golpeou todos os primogênitos na terra do Egito, do primeiro filho do faraó ao do prisioneiro nas masmorras; e todos os primogênitos dos animais, como Moshê havia avisado. Houve um lamento pungente e ensurdecedor, pois em cada casa um ente amado caíra golpeado de morte. Então o faraó procurou Moshê e Aharon naquela mesma noite, e lhes disse: "Levantem-se, saiam de perto de meu povo, vocês e os filhos de Israel; vão, sirvam ao Senhor como desejam; tomem seus rebanhos, como disseram, e vão, e me abençoem também." Finalmente o orgulho do Faraó fora quebrado.
Enquanto isso, os hebreus estavam se preparando para sua apressada partida. Com os corações batendo, reuniram-se em grupos para comer o cordeiro pascal. Participaram da refeição da meia-noite, preparada conforme as instruções de Moshê. As mulheres tiraram dos fornos os pães ázimos, que foram comidos com a carne grelhadas dos cordeiros. O sol já havia se erguido no horizonte quando, à palavra de comando, toda a nação dos hebreus avançou. Mas nem mesmo em meio ao perigo, esqueceram o penhor dado por seus ancestrais a Yossef, e carregaram seus restos mortais com eles, para enterrá-los mais tarde na Terra Prometida.
Dessa maneira os filhos de Israel foram libertados do jugo de seus opressores no dia 15 de Nissan, no ano 2448 após a criação do mundo. Havia 600.000 homens acima de 20 anos de idade que, com suas mulheres, crianças e rebanhos, cruzaram a fronteira do Egito para serem uma nação livre. Muitos egípcios e outros não-judeus juntaram-se aos triunfantes filhos de Israel, esperando partilhar de seu glorioso futuro. Os filhos de Israel não deixaram o Egito de mãos vazias. Além de seus próprios bens, os aterrorizados egípcios haviam entregado a eles seus valores em prata e ouro, vestimentas, num esforço de apressar sua partida. Dessa maneira D'us cumpriu em cada detalhe Sua promessa a Avraham de que seus descendentes deixariam o exílio com grandes riquezas em recompensa aos 210 anos de trabalhos forçados.
Liderando o povo judeu na sua jornada durante o dia havia uma coluna de nuvem, e à noite, uma coluna de fogo iluminando o caminho. Estes mensageiros Divinos não apenas guiavam os filhos de Israel, como também preparava o caminho à sua frente, tornando-o fácil e seguro.

A travessia do mar vermelho

A rota mais curta dos filhos de Israel para a terra Prometida teria sido através do país dos filisteus, mas isto teria envolvido o povo numa guerra contra os filisteus e talvez os filhos de Israel, que haviam acabado de se livrar de séculos de escravidão, não estivessem suficientemente fortes para lutarem como homens livres; poderiam resolver pela volta ao Egito, para não enfrentarem uma guerra sangrenta. Por isso, D'us levou-os por um caminho através do deserto em direção ao Mar Vermelho.
Em três dias, o faraó recebeu notícias do progresso dos filhos de Israel. Agora arrependia-se por ter permitido que se fossem. Por esse motivo, mobilizou seu exército e liderou pessoalmente a cavalaria e os carros de guerra mais selecionados, em furiosa perseguição a seus antigos escravos. Alcançou-os perto das margens do mar Vermelho, e pressionou-os contra a água, num esforço para impedir-lhes de escapar.
Alguns grupos do povo judeu estavam prontos a combater os egípcios: outros preferiam afogar-se no mar ou fugir para o deserto, que arriscar-se a uma derrota e a volta à escravidão. Outras começaram a reclamar contra Moshê, temendo que ele os tivesse tirado da segurança do Egito para morrer no deserto. "Porque não havia túmulos no Egito," exclamaram, "você nos tirou de lá às pressas para morrermos no deserto? Por que motivo nos tirou de lá? Por acaso não lhe dissemos no Egito: 'Deixe-nos em paz, que serviremos aos egípcios? Pois é melhor para nós servirmos aos egípcios do que morrermos no deserto'".
Porém Moshê, calmo e firme num dos mais difíceis momentos de sua vida, disse: "Não tenham medo, fiquem firmes e vejam a salvação do Senhor, que Ele mostrará hoje a vocês".
Moshê liderou os israelitas até que chegaram bem às margens do mar Vermelho. A coluna de nuvens então trocou de posição: mudando da frente para trás das hostes hebraicas, flutuou entre os dois exércitos.
Então D'us falou a Moshê: "Levante seu cajado, estenda a mão sobre o mar, e o divida; e os filhos de Israel caminharão sobre o fundo do mar como em terra seca." Moshê fez como D'us lhe ordenara. Levantou o bastão, estendendo a mão sobre o mar; levantou-se um forte vento leste que soprou por toda a noite. Com aquela tempestade, as águas do Mar Vermelho se dividiram, formando doze passagens, uma para cada tribo, juntando-se em paredes de água de cada lado, deixando doze trilhas secas no meio. Os israelitas marcharam ao longo destes caminhos secos que se estendiam de uma praia à outra.
Os egípcios continuaram sua perseguição, sem hesitar, pela mesma trilha. Porém as rodas de suas carruagens ficaram bloqueadas no fundo do mar. Não puderam continuar; sentiram que mais uma vez, estavam lutando em vão contra o Senhor. Voltaram-se para fugir, mas era tarde demais; a um comando de D'us, Moshê estendeu o cajado e as águas retomaram seu curso normal, fechando-se sobre os carros, cavalos e guerreiros, sobre todo o exército do faraó. Dessa maneira D'us salvou os filhos de Israel dos egípcios naquele dia. Israel testemunhou Seus grandes poderes; reconheceram D'us e acreditaram n'Ele e no seu servo Moshê. Então Moshê e toda a congregação cantou a Canção de Louvor a D'us pelo seu resgate maravilhoso.

Nussach-Costume.

O nussach, texto ou forma, é as vezes usado no sentido de costume ou rito. Ao abrirmos um sidur, encontraremos na primeira página uma indicação sobre a qual nussach ele pertence: Nussach Sefarad (espanhol), Ashkenaz (alemão), Polin (polonês), Nussach Ari (organizado de acordo com Rabi Yitschac Luria), etc.
Deve-se compreender que em todos estes diversos sidurim o corpo principal das preces é o mesmo, mas há certas diferenças na ordem de algumas orações, pequenas modificações também no texto de algumas.
De acordo com a explicação do Maguid de Mezritsh (discípulo e sucessor do Báal Shem Tov), existem ao todo treze costumes. Cada um representa um grupo ou portal. O Rabi Yitschac Luria compôs um nussach de portal geral, através do qual qualquer judeu pode entrar e chegar à presença de D'us.
O primeiro sidur impresso foi o Nussach Romi (dos judeus italianos) em Soncino (Itália) em 1486. O primeiro sidur Nussach Ashkenaz foi impresso em Praga em 1513 (e a segunda parte em 1516) e o primeiro Nussach Sefarad em Veneza, em 1524. Com o passar do tempo outros sidurim foram impressos de acordo com os costumes poloneses, romenos, balcânicos e de outros países.
Quando Rabi Yitschac Luria organizou o sidur de acordo com a Cabalá, muitas comunidades o adotaram e uma nova série de Sidurim Nussach Ari foi impressa. Os impressores nem sempre eram bastante cuidadosos com a impressão e, não raro, aconteciam erros. Finalmente, o ilustre Rabi Shneur Zalman de Liadi, talmudista e cabalista, examinou cerca de sessenta sidurim diferentes e recompôs um nussach de acordo com o Nussach Ari original, que ficou conhecido como Nussach Chabad.
Qualquer que seja o nussach tradicional seguido, é sagrado e aceitável por D'us.
O importante é rezar com devoção, amor, reverência e misericórdia

Sidur...


O sidur é o nosso livro de rezas  tradicional, contendo as três preces diárias e também as de Shabat, Rosh Chôdesh e Yom Tov. Sidur significa ordem, pois no sidur encontramos as orações na sua ordem apropriada e pré-fixada. Ás vezes, por questão de conveniência, as orações de Shabat e de Rosh Chôdesh podem ser impressas em um volume à parte. As preces de Rosh Hashaná e Yom Kipur são geralmente impressas em volumes separados chamados Machzor (ciclo). Às vezes, as preces para as Três Festas de Peregrinação - Pêssach, Shavuot e Sucot - também são impressas em volumes separados.
O mais antigo sidur que chegou até nós é de Rav Amram Gaon, chefe da Yeshivá de Sura, na Babilônia, cerca de 1100 anos atrás. Ele o preparara atendendo ao pedido dos judeus de Barcelona, Espanha. Este sidur contém a ordem das orações para o ano inteiro, incluindo algumas leis referentes às preces e costumes. Foi copiado e usado não só pelos judeus da Espanha, mas também da França e da Alemanha. E foi de fato o livro padrão de orações para todas as comunidades judaicas. O Sêder Rav Amram Gaon permaneceu em forma manuscrita durante cerca de mil anos até que foi impresso, pela primeira vez, em Varsóvia, em 1865.
Rav Saadyá Gaon, que foi chefe da Yeshivá de Sura, menos de cem anos depois de Rav Amram Gaon, organizou um sidur para os judeus dos países árabes com explicações e instruções em árabe.
O Rambam (Rabi Moshê ben Maimon - Maimônides) em seu famoso livro Mishnê Torá, Código da Lei Judaica, também preparou a ordem das preces para o ano inteiro, inclusive a Hagadá de Pêssach.
Mais um dos sidurim antigos é o Machzor Vitri, composto por Rabi Simchá Vitri, um discípulo de Rashi, um dos maiores e mais consagrados comentaristas, e completado no ano 1208.


Fonte do vídeo: judaísmo da unidade para mulheres. 

domingo, 3 de abril de 2011

Purim (Ano 5772.)

Congregação Israelita da Nova Aliança.
7 de Março de 2012
tiradas na beit de Mirassol SP.

Shalom, shalom  a todos,
Este Purim foi o primeiro de minha vida.


Foi a primeira festa que 
consegui ir em paz. 











Poder participar sem medo e sem ninguém me oprimindo. 
 Todos se divertiram muito.











Eu estava tão feliz nesse dia.














Minha Sarah















Sabe hoje eu posso dizer com toda a certeza eu sou feliz,
eu estou feliz
Hashem olhou para mim e meus filhos e sou muito grata a ele por isso.










 Bahuch Hashem !!
        

S2...









Aqui eu e a chaverah 
Cristiane. 










 Minha Sarah estava tão feliz nesta noite.














Minha Sarah e o filho da chaverah Cristiane. Gabriel.












 Chaver    Caleb e seu  
filho Gabriel.











Os chaverim.











Minha moça Alice, nossa! nunca imaginei que ela iria ficar mais alta do que eu, kkkkkk.


 Baruch HaShem foi maravilhosa a festa !!!



















 Queridas chaverot.













Aqui só um pouco das chaverot.












O grupo dançando.












Minha Sarah e o Gabriel
filho da chaverah
Cristiane.
















                                    Entrega de presentes.