quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Mikvê...

Se você está para casar, ou se já completou um, dez, vinte ou cinquenta anos de união conjugal, leia com atenção, pois nunca é tarde demais...

O Talmud ensina que o relacionamento entre marido e mulher é uma união concebida nos Céus, a forma mais elevada de amor interpessoal.

Um casamento judaico é uma instituição sagrada onde o amor entre marido e mulher é puro e santificado. A santidade do relacionamento matrimonial, o fortalecimento do lar e da família são regidos pelas leis de Pureza Familiar (preparativos e normas prescritos pela lei judaica para imersão no micvê).

O cumprimento deste mandamento bíblico exerce profunda influência sobre todas as gerações, passadas e futuras.
Taharat Hamishpachá (Pureza Familiar) revigora o casamento mensalmente. Pode-se dizer que marido e mulher que cumprem esse preceito são os verdadeiros "românticos" - em lua-de-mel, doze vezes por ano.


Em resumo, Taharat Hamishpachá rege que um casal pode manter relações conjugais até a chegada da menstruação. Depois de sete dias que o fluxo cessou (e não antes do décimo segundo dia desde o início das regras), a mulher mergulha no Micvê. (Micvê, uma piscina moderna, tratada e alimentada por 756 litros de agua natural, é construída de acordo com leis judaicas específicas).

Após cumprir esta mitsvá, marido e mulher podem voltar a ter relações conjugais. Dessa forma, a intimidade é elevada a uma experiência sublime. Durante o período em que o casal abstémse de contato físico, relaciona-se de maneiras não-físicas, aprendendo a dialogar e a compartilhar. O casal desenvolve outras formas significativas de expressar amor, afeição e apreço, transcendendo o físico.

A importância da cashrut.

A Torá enfatiza a razão da cashrut com termos
bastante claros: ao observar as leis de cashrut,
o judeu consegue elevar-se na escada da
santidade.
Apesar de que o dano que os alimentos
proibidos causam não é físico, todavia,
impedem que o coração capte e atinja os
elevados valores da alma através do estudo da
Torá.
O alimento não-casher contamina a alma de
forma que exame físico algum consegue
detectar, e cria um impedimento entre o judeu e
sua percepção de D’us. Gradualmente, este
consumo constrói uma barreira que bloqueia e
impede sua compreensão da santidade.
Assim como alguém que está constantemente
exposto à música alta e forte barulho, lenta e
imperceptivelmente, porém com certeza, sofre
perda de sua capacidade de ouvir sons
delicados e de detectar modulações sutis; a
Torá nos diz que da mesma forma, se um judeu
ingere alimentos não casher, ele mina e
entorpece suas capacidades espirituais, e nega
a si mesmo plena oportunidade de santificar-se.
Quem consome alimentos proibidos torna-se
incapaz de perceber suas perdas e não entende
a lógica destas proibições. Assim como quem
vive tomando analgésicos, acha estranho que
outros chorem de dor e sensações que ele não
sente. Analgésicos entorpecem os nervos assim
como alimentos proibidos entorpecem os chips
espirituais.
Por esse motivo, mesmo uma criança pequena
deve evitar comer alimentos proibidos, para que
seu potencial espiritual não seja prejudicado.

A Parashá da semana.

em perspectiva, sem ambigüidade,
declarando que o povo judeu será
abençoado se cumprir a Torá, e
amaldiçoado se não o fizer.
Ele começa então uma longa revisão de
várias mitsvot, compreendendo a maior
parte do livro Devarim. Primeiro discute
alguns dos mandamentos que são
relevantes à iminente conquista da Terra de
Israel pelo povo, conclamando-os
novamente a remover qualquer vestígio de
idolatria. Após ensinar-lhes certos detalhes
sobre a oferenda e o consumo de corbanot,
sacrifícios, a Torá ordena que o povo judeu
se abstenha de imitar as nações que os
circundam. A eles é dito que permaneçam
atentos aos falsos profetas e outras
pessoas que poderiam afastá-
los de D’us, e
aprendem as leis de uma cidade judaica
que tornou-se tão corrupta que a maioria de
seus cidadãos sucumbiu à idolatria,
recebendo por isso a pena de morte.
A Torá faz uma revisão sobre quais animais
são casher, permitidos para consumo, e
quais não o são, seguida pelas leis de
ma’aser sheni –
consumido por seus proprietários, mas
apenas na cidade de Jerusalém.
Após ordenar que todas as dívidas sejam
canceladas ao final de cada sétimo ano
o segundo "dízimo", que é
(Shemitah), e que devemos ser calorosos e
caridosos com nossos irmãos, a Torá repete
as leis relativas ao servo judeu. Ele deve
ser libertado incondicionalmente no sétimo
ano e coberto de presentes generosos por
seu antigo amo.
A Parashat Reê conclui com uma breve
descrição das três festas de peregrinação
Pêssach, Shavuot e Sucot
deveriam ir a Jerusalém e ao Templo com
oferendas, para celebrar sua prosperidade

 

D’us. Moshê começa a colocar as mitsvot

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O poder da mezuzá

O Talmud nos conta que Ônkelos, filho de Kalônimos (eminente personagem do antigo Império Romano), ao converter-se ao judaísmo, despertou a ira de César.
César enviou um grupo de soldados para induzi-lo a mudar de idéia, mas ocorreu justamente o contrário. Ônkelos conseguiu persuadir os soldados a se converterem, como ele próprio havia feito.
Ao perguntarem-lhe porque fazia isto, respondeu: "Habitualmente, quando um rei de carne e osso está dentro de seu palácio, seus servos protegem-no, e ficam do lado de fora. :Nosso Rei do Universo permite que seus servos sentem do lado de dentro, enquanto Ele os protege".
Também aqueles soldados converteram-se.

Rabi Yehudá Hanassi, o "Príncipe"
O Talmud relata uma história sobre o grande Rabi Yehudá Hanassi (o "Príncipe"): Artaban, o rei de Partin enviou-lhe como presente uma pérola maravilhosa. Rabi Yehudá retribuiu com outro presente – uma mezuzá. Ultrajado pelo que lhe parecia zombaria, o rei repreendeu severamente a Rabi Yehudá:"–Vós me insultastes. Eu vos enviei um presente de valor incalculável e vós retribuistes com uma ninharia sem valor!"
Rabi Yehudá apressou-se em explicar: "O presente que me enviastes é tão valioso que deverá ser cuidadosamente vigiado, ao passo que o que eu vos dei vos guardará mesmo quando estiveres dormindo".

Relato do Talmud

Sobre a Mezuzá

mezuza
Hoje em dia, e sempre, a mezuzá, uma mitsvá que tem acompanhado o povo judeu ao longo dos anos, mais do que nunca constitui o sinal de que nesta residência ou estabelecimento se encontra um judeu, e em sua porta sua maior proteção: D'us.
"Mezuzá" é a palavra hebraica para designar umbral. Consiste em um pequeno rolo de pergaminho (klaf) que contém duas passagens bíblicas, manuscritas, "Shemá" e "Vehaiá". A mezuzá que deve ser afixada no umbral direito da porta de cada dependência de um lar ou estabelecimento judaico, obedece ao seguinte mandamento da Torá: "Escreve-las-ás nos umbrais de tua casa, e em teus portões" (Deuteronômio VI:9, XI:20)


É no conteúdo, guardado em seu interior, que reside o verdadeiro valor da mezuzá, e não em seu invólucro. A mezuzá não deve ser julgada pela sua aparência. Para ser casher deve ser escrita à mão, sobre pergaminho, e por um sofer (escriba) temente e observador dos mandamentos divinos, habilitado para esta função, o que é fator essencial para tornar o pergaminho sagrado.
No momento em que é afixada no batente da porta, ela atrai a santidade de D'us que pairará sobre a casa ou estabelecimento.
No verso do pergaminho estão escritas as letras hebraicas Shin, Dalet e Yud, que forma o acróstico das palavras hebraicas "Shomer Daltot Israel" – "Guardião das casas de Israel".
A mezuzá tem uma função semelhante à do capacete. Ao usá-lo, um possível acidente é evitado ou amenizado. Do mesmo modo, quando é casher, a mezuzá tem o poder de proteger os moradores da casa e evitar infortúnios.
Conteúdo
A Mezuzá contém duas passagens bíblicas que mencionam o mandamento Divino de afixá-la nos umbrais das portas: "Shemá" e "Vehaiá" (Devarim 6,4-9 e 11,12-21).
O "Shemá" proclama a unicidade do D'us único e nosso eterno e sagrado dever de servi-Lo, e somente a Ele.
O "Vehaiá" expressa a garantia Divina de que nossa observância dos preceitos da Torá será recompensada e nos previne sobre as consequências se os desobedecermos.
A mitsvá da mezuzá demonstra claramente que não somente a sinagoga ou qualquer outro local de estudo são sagrados, como também nosso lar.
Significado
Embora atualmente existam centenas de sofisticados equipamentos de vigilância (câmeras, aparatos eletrônicos, entre alarmes e até cercas elétricas) para o povo judeu a mezuzá afixada na porta sempre constituirá sua maior proteção.
Ao entrar ou ao sair seremos sempre lembrados de quem é o verdadeiro "Guardião das casas de Israel."
Cuidados na aquisição
É importante lembrar que o componente principal da mezuzá é o pergaminho, e não o estojo. Deve-se tomar cuidado na hora da compra da mezuzá, pois ela é um objeto sagrado. Deve ser escrita por um escriba autorizado, com tinta e pena apropriadas sobre um pergaminho de um animal casher.
Mesmo que na hora de sua compra a mezuzá esteja casher, ela pode, com o tempo, tornar-se inválida por várias razões. Uma única trinca numa pequena letra pode tornar a mezuzá não-casher, imprópria para uso; por isso ela deve ser periodicamente verificada por um escriba competente.
Leis referentes à colocação da mezuzá
  • O rolo de pergaminho é enrolado no sentido do comprimento e envolvido por um plástico ou papel e colocado dentro de um estojo e afixado ao batente da porta. É permitido talhar uma cavidade (com menos de 7,5 cm de profundidade) no batente para lá colocar a mezuzá.
  • A mezuzá deve ser colocada em cada entrada da casa (mesmo que apenas uma entrada seja usada normalmente), escritório, loja, fábrica, etc.
  • Pátios e propriedades fechadas por cercas ou muros também devem possuir mezuzá, que deve ser colocada na entrada, uma vez que está escrito que as mezuzot precisam ser afixadas "nos teus portões".
  • Coloca-se uma mezuzá na entrada de cada cômodo no interior da casa, não somente na porta principal, mas em todas as portas que conduzem a aposentos com área mínima de 1.80 m2 (inclusive despensa e quarto de empregados).
  • Não se coloca mezuzá nas portas de banheiros, toaletes ou casas de banho.
  • Ela é afixada no terço superior do batente direito, na parte mais externa do umbral e em posição oblíqua, com a parte superior apontada para o interior do aposento, para os ashkenazim, e em posição quase reta para os sefaradim.
  • Quando a porta se abre para dentro do cômodo a mezuzá é afixada do lado direito de quem entra; quando a porta se abre para fora, ela é afixada do lado direito de quem sai.
  • Não se deve afixar a mezuzá atrás da porta dentro de casa.
  • Se mais de uma mezuzá fôr afixada ao mesmo tempo (em várias portas), uma só bênção é suficiente (na primeira a ser afixada).
  • Onde não houver porta entre dois ambientes, o lado direito será considerado da entrada para o aposento mais importante.
  • Numa casa própria a benção da mezuzá é recitada na hora da colocação, enquanto que numa alugada, é recitada somente sobre a mezuzá afixada após trinta dias do início da locação. (exceto na Terra de Israel, onde devem ser afixadas imediatamente).
  • O costume Chabad é afixar as mezuzot logo, sem recitar a bênção; e no trigésimo dia trocar a mezuzá da porta principal por outra de melhor qualidade e então recitar a brachá.
  • A mezuzá só precisa ser colocada em casas ou cômodos construídos para uso permanente (uma sucá, por exemplo, não precisa de mezuzá, pois é uma moradia temporária).
  • Toda abertura construída com dois batentes e uma verga precisa de mezuzá (se não possuir uma porta para fechá-la, coloca-se sem recitar a brachá, bênção).
  • A mezuzá pode ser afixada por qualquer membro da família.
  • Quando nos mudamos de uma casa e sabemos que um judeu se mudará para lá, devemos deixá-las.
  • Desde tempos imemoriais a mezuzá, vem marcando o lar judeu e identificando-o como uma residência judia. O judeu deve lembrar ao entrar e ao sair, da Presença Divina e de Sua Unicidade, bem como de seu dever de acatar todas as leis e todos os preceitos contidos na Torá.
  • Maimônides explica que são ignorantes os que consideram a mezuzá um amuleto, algo que traz sorte para a casa. "Aqueles tolos não apenas deixam de cumprir a mitsvá, mas tratam uma grande mitsvá, que diz respeito à Unicidade de D'us e nos lembra a amá-lo e venerá-lo, como se fosse um amuleto destinado a beneficiá-los pessoalmente...".
  • É costume colocar a mão direita sobre a mezuzá e beijá-la, ao entrar e sair de casa.
  • As mezuzot devem ser examinadas ao menos duas vezes a cada sete anos, embora seja aconselhável que sejam revisadas uma vez por ano por um escriba devidamente qualificado. Mesmo se na hora de sua compra a mezuzá esteja casher, ela pode, com o tempo, tornar-se inválida.
  • Em caso de dúvida um rabino deve ser consultado.
Bênção
Antes de afixar a mezuzá, a seguinte bênção deve ser recitada:
Baruch Atá A-do-nai E-lo-hê-nu, Me-lech haolám, asher kideshánu bemitsvotáv vetsivánu licbôa mezuzá.

"Bendito és Tu, ó Eterno nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou afixar a mezuzá."

Mezuzá

As mezuzot devem ser examinadas ao menos duas vezes a cada sete anos, embora seja aconselhável que sejam revisadas uma vez por ano por um escriba devidamente qualificado. Mesmo se na hora de sua compra a mezuzá esteja casher, ela pode, com o tempo, tornar-se inválida.

ROSH HASHANÁ E O LIVRE ARBÍTRIO

No sexto dia da Criação, no primeiro dia do mês de Tishrei, o homem foi criado e, neste mesmo dia, julgado. A essência do seu julgamento foi uma única e solitária pergunta "Aiêca?" Onde você esteve ? A cada ano, em Rosh Hashaná; D’us recria a Sua obra. Portanto, a cada ano, devemos reconquistar o direito de existir. Esta abordagem diferencia-se, até certo ponto, do conceito negativo vigente entre muitos, segundo o qual Rosh Hashaná, também chamado de Dia do Julgamento, é o momento em que D’us diz aos homens que, se não tomarem as atitudes corretas, serão punidos.

O que significa, no entanto, "tomar as atitudes corretas" ? Para entender esta idéia, é preciso tentar compreender, inicialmente, por que D’us criou o mundo antes do homem? Segundo o Ramchal, "O Caminho de D’us", a resposta é simples e clara: "D’us criou o mundo para dá-lo aos seres humanos. Ele deseja dar-nos tudo o que há de bom no mundo. Mas para isso, quer que sejamos independentes e independência implica escolha. Por isso, D’us criou o homem, concedendo-lhe o livre-arbítrio. E o exercício deste livre-arbítrio é algo que só pode ser feito por nós".

Dentro desta perspectiva, Rosh Hashaná pode ser considerado também o aniversário do livre-arbítrio, do momento em que D’us deu vida ao homem e o direito de decidir o seu caminho. É também sobre este princípio de escolha a afirmação talmúdica que diz: "Quão precioso é o homem por ter sido criado à imagem de D’us". Isto significa que, diferentemente das outras criaturas vivas, o ser humano recebeu o livre-arbítrio, um presente divino único, que dá ao homem a capacidade de mudar o mundo. Se usado de maneira correta, pode construir um mundo bonito e aperfeiçoá-lo cada vez mais. Se dele fizer uso incorreto, poderá destruí-lo.

Ou seja, cabe aos indivíduos apenas aprender a usar esse poder. Diz o Talmud (Pirquei Avot 3:18): "Um dos maiores sinais do quanto somos importantes para D’us é que Ele nos disse que fomos criados a Sua imagem". Ou seja, presente maior do que o livre-arbítrio propriamente dito é o fato de D’us ter-nos dito que o possuímos.

É preciso, no entanto, entender a essência do que significa o livre-arbítrio. O direito de escolha não se aplica, por exemplo, às situações do cotidiano, como a decisão entre um sorvete de chocolate ou de baunilha. Isto é apenas uma questão de preferência, a qual os animais também possuem. O livre-arbítrio, por sua vez, envolve decisões que só podem ser tomadas pelo homem e que se refletem na maneira como conduz a sua vida, tendo como base a imagem Divina.

Várias etapas

O livre arbítrio inclui o princípio de que o homem tem consciência de que pode fazer opções, não deixando simplesmente que aconteçam; ou seja, o homem assume o controle das próprias decisões, sabendo que moldarão a sua vida. Por isso, é preciso sempre conhecer as razões para a tomada de decisão, os seus objetivos e, principalmente, ser responsável por suas decisões.

Para tomar as decisões adequadas às suas características individuais, é preciso que a pessoa se conheça. Não deve assumir como verdadeiros idéias e pensamentos predeterminados pela sociedade, a não ser que concorde integralmente com os mesmos. D’us espera que cada um seja responsável por suas decisões e que as tome sempre por si mesmo e não em função da sociedade.

O livre-arbítrio pressupõe, também, a capacidade do indivíduo de reavaliar decisões, não se prendendo a atitudes tomadas no passado – caso não sejam mais válidas – simplesmente porque o foram algum dia. O direito de recomeçar é parte intrínseca do direito de opção, desde que seja resultado de reflexões profundas e coerentes. Por exemplo, se alguém, um dia, duvidou da existência de D’us, não significa que não possa rever sua posição diante de evidências mais fortes e claras do que as já encontradas no passado.

Livre-arbítrio implica também estar-se consciente das diferenças entre os desejos do corpo e as aspirações da alma. Algumas vezes, o indivíduo sabe, objetivamente, o que é bom para si, mas seus desejos físicos distorcem sua visão. O Talmud afirma que se trava, dentro de cada um, uma batalha feroz entre o que o espírito quer e o que o corpo deseja. Mas o que significa esta batalha?

Imagine a seguinte situação do cotidiano. Um indivíduo resolve começar a praticar esportes e conversa consigo mesmo, enquanto corre: "Isto vai me matar". "Pare de reclamar e vá em frente". "Como posso fazer isso? Meu coração vai parar". "Relaxe, nada vai acontecer". O que este diálogo traduz? Apenas uma batalha interna entre desejos opostos. O espírito quer correr, porque é bom para a saúde. O corpo, por sua vez, prefere dormir. O espírito quer perder algum peso, e o corpo diz que não consegue. O espírito diz, "vamos ver", e o corpo retruca: "Relaxe, não seria grande a perda se morrêssemos um pouco antes".

Esse exemplo reflete a essência da batalha que cada um trava dentro de si. O espírito quer viver integralmente, ser produtiva, fazer o que está correto, através de cada fibra do ser humano. O corpo deseja apenas descansar e encontrar o conforto do comodismo, sem fazer nenhum esforço. É preciso, portanto, definir de maneira clara e inequívoca qual dos dois prevalece no íntimo do indivíduo: as aspirações do espírito ou os desejos do corpo. Se optar por ouvir o seu espírito , o indivíduo estará, com certeza, escolhendo a vida de maneira integral.

O judaísmo costuma dizer que o espírito é o verdadeiro ser humano. Se for capaz de se identificar com os desejos do espírito, então estará satisfazendo as suas reais necessidades. Sua meta será, então, treinar o corpo e fazer com que traduza a realidade da vida. O controle sobre o próprio corpo se dá através da identificação com o espírito e tem como resultado final a conquista da paz interior e, conseqüentemente, uma aproximação maior com D’us.


Fonte: Revista Morashá

PRIMEIRO DE TISHREI: ANIVERSÁRIO DO MUNDO

O mês de Tishrei é o sétimo no calendário judaico. Isso pode parecer estranho, pois Rosh Hashaná, o Novo Ano, é no primeiro e segundo dia de Tishrei. A razão é que a Torá fez o mês de Nissan o primeiro do ano, para enfatizar a importância histórica da libertação do Egito, que aconteceu no décimo quinto dia daquele mês, e que assinalou o nascimento de nossa nação.
Entretanto, de acordo com a tradição, o mundo foi criado em Tishrei, ou mais exatamente, Adam (Adão) e Chava (Eva) foram criados no primeiro dia de Tishrei, que foi o sexto dia da Criação, e é a partir deste mês que o ciclo anual se inicia. Por isso, Rosh Hashaná é celebrado nesta época.
 
Adão e Eva foram criados no primeiro dia de Tishrei, que foi o sexto dia da Criação
 
   

Há doze meses no ano, e há doze Tribos em Israel. Cada mês do ano judaico tem sua Tribo representativa. O mês de Tishrei é o mês da Tribo de Dan. Isto tem um significado simbólico, pois quando Dan nasceu, sua mãe Lea disse: "D'us julgou-me e também atendeu à minha voz." Dan e Din (Yom HaDin, Dia do Julgamento) são ambos derivados da mesma raiz, simbolizando que Tishrei é a época do Julgamento Divino e do perdão.
O primeiro dia de Tishrei, que é o primeiro dia de Rosh Hashaná, jamais pode cair num domingo, quarta ou sexta-feira. Historicamente, entretanto, o primeiro Rosh Hashaná foi numa sexta-feira, o sexto dia da Criação. Neste dia, D'us criou os animais dos campos e das selvas, e todos os animais rastejantes e insetos, e finalmente - o homem. Assim, quando o homem foi criado, encontrou tudo pronto para ele.
Nossos sábios viram nisso a ordem da Criação, como a consideração do bom anfitrião que, antes de convidar um hóspede de honra, coloca a casa em ordem, prepara as lâmpadas mais brilhantes, uma refeição deliciosa, etc., para que seu convidado encontre tudo preparado. Mas também vêem nisto uma profunda lição: se o homem é merecedor, é tratado como um convidado de honra; se não o merece, dizem-lhe: "Não fique orgulhoso de si mesmo; até um inseto foi criado antes de você!"

Fonte: Beit Chabad

MEDITAÇÃO PARA ENTRADA DE ANO EM ROSH HASHANÁ

É muito curioso notar que o nosso pedido é enfatizado pela prece: "... renove para nós um ano novo...". Porque renove? O que há de novo a cada ano? Todos os anos não são idênticos? O que faz com que este seja mais novo do que o anterior? Será que a simples mudança de número - 5767 –5768 - torna o ano mais novo?

O conceito de novidade e renovação é um tema fundamental na personalidade humana, pois o ser humano, por si só, é uma novidade no mundo. Já foi comprovado cientificamente que cada mulher tem um número específico de óvulos (alguns milhões), e aliás, que nenhum é semelhante ao outro. Não há duas criaturas iguais, nem dois seres humanos que têm as mesmas funções. Assim nos ensinam nossos sábios: "O Eterno criou todo ser humano semelhante a Adam Harishon, contudo, não há um ser humano igual ao outro" (Sanhedrin 37a).

É óbvio que o ser humano não é algo absolutamente novo, pois é a continuidade da espécie humana. Porém, cada indivíduo tem uma particularidade que nenhum outro possui. Cada um é um ser único e especial. Portanto, os seus atos também devem ser especiais, renovados constantemente e não podem ser copiados e imitados. O rei David escreve nos Salmos: "Cantem para o Eterno um cântico novo...". Para nos ensinar que não basta cantar um cântico já conhecido, mas que o cântico deve ser diferente e novo.

Já que o ser humano tem que viver em um espírito inovador, aprecia qualquer novidade. Toda pessoa fica feliz ao comer uma fruta nova, ao vestir uma roupa diferente, encantada ao mudar-se para um novo apartamento, enfim, qualquer novidade é motivo de alegria e entusiasmo. Para expressar este sentimento, os nossos sábios instituíram uma bênção para tudo o que é novo: "...Que nos deste vida, sustentaste-nos e nos fizeste chegar a esta época".

Assim, o homem sempre gosta de visitar lugares novos, estudar assuntos nunca analisados anteriormente, ler livros novos, ouvir notícias e novidades. Sem dúvida, tudo que é novo o deixa fascinado. Hoje em dia, o interesse pelas coisas novas é muita mais enfatizado. São poucas as pessoas que se interessam, por exemplo, em estudar textos e em participar de cursos, nos quais o livro é um instrumento necessário para acompanhar as discussões.

O público, atualmente, possui maior interesse em palestras e conferências, fato que também pode ser explicado da seguinte forma. O sentimento que o interlocutor tem ao estudar em livros é que as coisas não são novas, pois já foram escritas e documentadas. Em contrapartida, as palestras parecem tratar de assuntos totalmente novos, como se tivessem sido inventados e apresentados naquele momento.

Tudo no mundo tem que ser analisado minuciosamente. Esta é uma das capacidades do ser humano: analisar os fatos óbvios e conhecidos como se os estivesse vendo pela primeira vez em sua vida. Desta forma, pode descobrir coisas maravilhosas que, na maioria das vezes, podem explicar muitos mistérios de nossa existência. Conta-se que, certo dia, o famoso Sr Isaac Newton percebeu que todo objeto, quando caía, era atraído para baixo, nunca para cima. Milhões de pessoas visualizaram este fenômeno e ele próprio também o viu repetidas vezes na sua vida. Porém, quando analisou este fenômeno de perto e com mais atenção, acabou descobrindo a Lei da Gravidade. Isto significa renovação!

A natureza baseia-se sobre o conceito de renovação. A terra gira ao redor de si e, a cada 24 horas, renova o seu ciclo. A lua gira em torno da terra e, a cada 30 dias (aproximadamente), temos um novo mês (Chodesh - mês, em hebraico, é originário da palavra Chadash, que significa novo, pois a lua se renova mensalmente). A própria terra completa a sua rotação em torno do sol em 365 dias e, a partir daí, tudo recomeça e é renovado (a palavra Shaná – ano - pode ter dois significados: repetição ou mudança. Pois a cada ano tudo se repete, novamente, com as mesmas datas, porém sob uma forma diferente).

Nossos patriarcas são, sem dúvida, um exemplo para nós. Avraham Avinu era considerado o pilar da bondade; o seu filho Yitshak agia mais de acordo com a severidade e o temor; e Yaacov Avinu representava a virtude da verdade – cada um tinha a sua especialidade. O homem tem que desenvolver as suas próprias virtudes e não apenas imitar os outros, pois é uma nova criatura no mundo, com uma nova e única missão, que cabe somente a ele.

Quando perguntaram a um grande líder judeu por que não seguira o costume do seu pai, respondeu: "Isto não é verdade, estou agindo igualzinho ao meu pai – ele também não imitou o seu pai, esforçando-se em desenvolver as suas próprias virtudes, moldando a sua personalidade de acordo com o seu temperamento".

Há uma diferença fundamental entre coisas novas e renovação. Novidade significa algo totalmente novo, que não tem nenhum elo com o passado, portanto, pode ser muito negativo, sem conteúdo e perigoso. Porém, a renovação está fortemente vinculada e fundamentada às experiências do passado.

É costume dizer que o Todo-Poderoso renova a criação espiritual e materialmente a cada instante. O ar que respiramos é sempre o mesmo, sendo apenas renovado através do fenômeno da fotossíntese. As estações do ano são sempre as mesmas e, após um inverno árduo, com árvores secas e sem flores, surge novamente a primavera, com o seu manto verde, e a natureza parece estar, mais uma vez, renascendo.

Sendo assim, quando dissemos que não é aconselhado imitar os nossos semelhantes, não significa romper com os costumes dos nossos pais. Pelo contrário, devemos continuar no caminho traçado pelos nossos antepassados e seguir a tradição que nos foi transmitida de geração em geração, até os dias de hoje. A nossa intenção ao dizer que não devemos ser imitadores é que devemos ser como a lua ou o ar dentro da natureza, isto é, os mesmos, porém renovados. Devemos seguir pela mesma trilha; como o fizeram nossos patriarcas, porém usando nossos próprios sentimentos e emoções.

Após esta pequena exposição sobre a renovação obrigatória dentro da natureza e em cada ser, vamos tentar entender nosso desejo por um novo ano.

Consta no livro Tanya, de autoria de um dos grandes mestres chassídicos, que a cada ano, em Rosh Hashaná, existe uma nova vitalidade que D’us manda ao mundo, totalmente diferente da vitalidade do ano que já passou. O êxito em recebermos esta energia depende do desempenho do povo de Israel durante as orações nos dias de Rosh Hashaná e de sua maior aproximação ao Todo-Poderoso.

Nenhum ano é igual ao outro, assim como não há dois seres idênticos. Certa vez, um grande sábio disse aos seus discípulos: "Vou mostrar-lhes algo totalmente novo, que nunca esteve no mundo e jamais voltará a existir. Assim, tirando uma maçã da geladeira, disse: Esta maçã nunca esteve no mundo e, após ser consumida, nunca mais voltará a existir".

Se isto é válido para qualquer criatura, pode também ser válido para a noção de tempo. O mês que passou não é o mês que começará, os dias não são iguais, as horas também, e até os minutos e os segundos são diferentes. Cada segundo que, na realidade, faz parte da corrente do tempo, tem sua particularidade e é único na história. Os anos também são diferentes uns dos outros. Assim como existe a cada Rosh Hashaná um julgamento de como será o próximo ano, assim dizem nossos sábios que existe uma retrospecção a cada Rosh Chodesh e a cada dia ao término do dia. Considerando que, dentro do tempo, o ano é o maior dado astronômico, a nossa atenção e preocupação estão dirigidas sempre na mudança de ano.

A uma conclusão vital e essencial a qual chegamos : saber valorizar o tempo e não desprezar nenhuma criatura. O tempo é muito importante e não pode ser desperdiçado. Cada dia, cada coisa, cada ser tem o seu lugar devido no mundo e não pode ser desprezado. E ao desejarmos a cada ano, em Rosh Hashaná, um novo ano, isto significa que devemos saber que as coisas se modificam e se restauram. Nossa tarefa é saber aproveitar estas novas oportunidades. A cada novo ano, temos novas chances para podermos nos regenerar espiritualmente, e novos portões se abrem perante nós, com visões diferentes e diversas novas realizações.


 
 Avraham Cohen

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Oração da esposa pelo seu esposo.



Logo após acender as velas de Shabat e recitar a benção e a oração.
a mulher Israelita em casa costuma fazer uma prece especial pelo seu 
Esposo.

 ORAÇÃO DA ESPOSA PARA SEU ESPOSO.

SEJA TUA VONTADE, ETERNO, NOSSO
 D'US E D'US DE NOSSOS
  PAIS, D'US DE AVRAHAM,
D'US DE ITZCHAK E D'US DE YAACOB, 
QUE SEMPRE GUARDES,
 PRESERVES E PROTEJA MEU
ESPOSO DE QUALQUER DANO, DESGRAÇA
 OU DOENÇA.
CONCEDE-LHE UMA BOA VIDA E LONGA,
 UMA VIDA DE RIQUEZAS
  E DE HONRAS.E CONCEDE-NOS DESCENDÊNCIA
 QUE SOBREVIVA, FILHOS
 IDÔNEOS E JUSTOS.
E IMPLANTA SEMPRE EM NÓS AMOR,
FRATERNIDADE, HARMONIA E
  AMIZADE.
ESTABELECE O AMOR POR  MIM NO CORAÇÃO
 DE MEU ESPOSO
  PARA QUE NÃO
PENSE EM NENHUMA MULHER QUE NÃO SEJA EU.
E IMPLANTE EM NOSSOS  CORAÇÕES O AMOR POR TI PARA QUE
  CUMPRAMOS.
TUA VONTADE E TE SIRVAMOS COM CORAÇÃO INTEGRO-COMO
 JUDEUS CORRETOS,
E PARA QUE FAÇAMOS ATOS DE RETIDÃO E BONDADE COM TEU
  POVO ISRAEL.
E ABENÇOA MEU ESPOSO COM A BÊNÇÃO COMPLETA,COM.
  MUITO VIGOR E PAZ,
TAL COMO SE DECLARA: 

 "QUE O ETERNO TE ABENÇOE E TE GUARDE;
QUE O ETERNO RESPLANDEÇA SEU ROSTO SOBRE TI E TE CONCEDA
 SUA GRAÇA,
QUE O ETERNO VOLTE SEU ROSTO PARA TI E TE CONCEDA PAZ".
E TAMBÉM SE DECLARA: "

 O ETERNO O PROTEGERÁ E O FARÁ VIVER......
                               E TERÁ ÊXITO NA TERRA."
                                               AMEM.


QUE ASSIM SEJA TUA VONTADE.



SÍDUR PARA A MULHER.:

VATITPALEL CHANÁ.

Bolo Shaná Tova..

ingrdientes:
4 ovos separados
1 copo de chá preto ou mate
1 colher(café) de nescafé dissolvido no chá
1 copo de mel (não muito espesso)
1 copo de óleo
1 copo de açucar
2 colheres (sobremesa) de fermento em pó
1 colher (sobremesa) de bicarbonato de sódio
1/2klg de farinha de trigo
raspas de um limão

preparo:

Bater as claras em neve e reservar.
Bater as gemas com o açucar ate formar um creme.
Acrescentar o óleo, o mel e os ingredientes secos peneiradas juntos.
Incorporar as claras de neve fora da batedeira.
Despejar a massa em forma retangular untada e enfarinhada.
Levar ao forno pré aquecido a 180 graus por 25-30 minutos.

Obs: pode ser banhado ou decorado com chocolate meio amargo derretido em banho maria.