domingo, 2 de setembro de 2012

SIGA SEMPRE OLHANDO PRA FRENTE !

Na teoria todos querem amor, paz e felicidade,
mas na prática, o que fazem é se deprimir, parar e se conformar.
Então, comece a mudar, lute pelo que quer,
sorria, inove, ouse, busque, invente e reinvente,
SIGA SEMPRE OLHANDO PRA FRENTE !

TZEDAKÁH = (Justiça social )


- Veja: A Palavra Ma'assé - que foi traduzida como dizemos, na Verdade é a Decima parte ( Vamos entender melhor : Se um criador de Ovelhas tivesse 20 ovelhas , então ele teria de contribuir com duas decima parte (2 ovelhas) - porém se um outro tivesse apenas 9 ovelhas, ele estaria insento de contribuições por não ter a decima parte - se analizassemos como 10%, então ele teria que dar pedaços das 9 ovelhas, o que não é o caso ; ( A que pode ser destinado essa decima parte separada - Aos Levitas (Leviy), as viuvas , os orfãos de Pai , e os estrangeiros que entressem aos portões de Yisrael - Então : Essa contribuição é voltada para o ampara social dentro dos portões , como exemplo : Todo Hebreusepara o Ma'assé para amparar aos nescessitados que estão dentro dos portões de Yisrael em qualquer lugar que estejam !! )
- Ve'Ahavita Lere'Achá Kamochá ( Amai ao proximo como a ti mesmo !!)
Boa reflexão : Todah YHWH
Hayme Fernandes

domingo, 26 de agosto de 2012

Para o feriado de Rosh Hashaná

Para o feriado de Rosh Hashaná é em
3 semanas a partir de agora (ano novo). 
 Então o que vamos fazer este ano:
 vamos pedir perdão e receber perdão e
 deixá-lo nisso?
Ou será que vamos realmente vivê-la:
 fisicamente, verbalmente e mentalmente.
 Todos os anos durante o Rosh Hashaná,
 entramos em um estado de espírito religioso
 eu pedindo,
 perdão e receber perdão mas quando está tudo
 acabado após Sukkat,
esquecer nossos religiosos experimentam nosso
 renascimento
 da espiritualidade da unidade e nós vamos voltar
em nossos
 velhos hábitos de amargura e de isolamento. 
Sério precisamos olhar para nós mesmos, 
este ano e dizer-nos que este ano de
 Rosh Hashaná será diferente e sério,
 vamos fazer um esforço que não só verbalmente,
 mas mentalmente e fisicamente,
 vamos fazer a diferença na maneira como tratamos
 uns aos outros.
Se não podemos fazer um esforço sério para Rosh Hashaná
 e mantê-la depois de Sukkat, então é como dar um sacrifício
(Carbaan) no templo em Jerusalém para perdão.
 Mas, após o sacrifício de voltar para o antigo
 caminho que nos trouxe para o sacrifício em primeiro lugar.

palavras de: Adam Wasser, um amigo  

sábado, 11 de agosto de 2012

Aborto

É permitido fazer um aborto se o feto portar doença genética comprovada? É correto fazer testes na gravidez para saber sobre isto?

RESPOSTA:

No judaísmo, há uma polêmica com relação até que ponto se estende a proibição do aborto. Todos concordam ser o aborto uma proibição grave, porém não é considerado homicídio. O aborto só é permitido, segundo estas opiniões, no caso do feto ou da gestação ser considerada risco de vida para a mãe. Neste caso, dá-se preferência à vida da mãe por ela ser um ser vivente.

Por outro lado, se a criança já nasceu parcialmente, ou seja, se a testa já saiu, não mais é permitido matar o feto, mesmo que para salvar a vida da mãe, pois ele já é considerado ser vivo como a mãe.

No caso do feto não causar perigo de vida à mãe, a grande maioria das opiniões sustenta que o aborto não pode ser feito em hipótese alguma, apesar dos pais não estarem interessados na criança ou mesmo que esta seja resultado de incesto ou estupro.

A polêmica surge no caso de o feto ter problemas congênitos graves que possam acompanhá-lo por toda a vida, como a Síndrome de Down ou quando ele, comprovadamente, não viverá por muito tempo, como no caso de anencefalia ou na doença de Tay-Sachs. Neste caso, há opiniões divergentes entre os legisladores judeus, sendo que cada caso deve ser analisado minuciosamente por um rabino competente antes de se tomar qualquer decisão.

Tudo isto diz respeito à Halachá, Lei Judaica. Porém, o sagrado livro Zôhar, obra magna do misticismo judaico, considera muito grave qualquer ato feito para cessar a gravidez (salvo se for para salvar a vida da mãe). Consta lá que a gravidez é uma edificação e uma obra Divina. Qualquer ato feito para cessá-la estaria indo contra a vontade do Criador.

Segundo este ponto de vista, até mesmo o feto de uma criança que com certeza será defeituosa não deve ser tocado, pois quem somos nós para decidir que alma pode ser incorporada e qual não terá este direito? Às vezes, uma alma precisa descer a este mundo, mesmo que para viver por dias ou horas para completar sua missão. Sendo assim, se a gravidez for interrompida, impediremos que esta missão se concretize.

Há vários sábios cabalistas que afirmam que, às vezes, uma alma muito elevada desce a este mundo num corpo imperfeito ou em estado de insanidade, pois um corpo normal não a comportaria. Realmente, para os pais é bem difícil cuidar de uma criança neste estado por toda a vida. Mas com certeza foram escolhidos para tal e por ser esta sua missão no mundo eles têm toda a força espiritual para levá-la adiante.

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Televisão

O que os judeus religiosos têm contra a televisão? Vocês não estão um pouco fora da realidade? Como sabem o que está se passando no mundo sem uma TV em casa?


RESPOSTA:


Por Aron Moss
 
Eu diria que é o contrário – a TV isola você da realidade. Seja o que for que você esteja assistindo, notícias ou entretenimento, você está perdendo aquilo que está acontecendo no mundo real. O telejornal é uma distorção daquilo que está acontecendo na vida de outras pessoas, e o entretenimento é uma distração daquilo que está ocorrendo em sua vida. “TV Realidade” é um contra-senso.

O telejornal está simplesmente reportando os fatos – certo? Errado.

Está apenas reportando os fatos que são visualmente atraentes, que aumentam a audiência, combina com os preconceitos dos telespectadores (para não mencionar os proprietários da estação), e se encaixam em pequenos segmentos ordenados – como se nunca houvesse uma história complicada demais para noticiar em três minutos…

Porém não são apenas os noticiários que nos distanciam da realidade. Assim como os jornais na TV substituem os fatos por uma opinião arquitetada, o entretenimento na TV substitui a interação humana real com as fantasias de outras pessoas. Aqueles que passam horas assistindo a novelas estão perdendo dias de vida com sua própria família e amigos. As séries cômicas são alheias à hilaridade da vida diária. E os fãs grudados ao “Reality Show”” ficam cegos para a realidade que acontece em sua própria casa.

Não seria a TV a causa principal das crises de relacionamento que enfrentamos hoje? Além do tempo desperdiçado na frente do aparelho, há um efeito mais profundo que a mídia está causando em nossa geração de viciados em TV. Muitas pessoas estão reclamando que não conseguem encontrar alguém para amar. Ouvimos com freqüência: “Simplesmente não consigo encontrar a pessoa certa.” Bem, para uma batata de sofá, não admira que ninguém seja “a pessoa certa”. Quem pode competir com os personagens lindos, engraçados, interessantes e espirituosos que habitam as telas e preenchem suas mentes todas as noites? Não importa que seja tudo tramado, ensaiado e encenado. Quantas pessoas você conhece que se encaixam na estreita definição televisiva daquilo que é considerado atraente? É claro que no mundo real ninguém pode competir.

Pessoalmente, sinto-me mais ligado com a realidade sem uma TV. Talvez você não esteja pronto a jogar a sua pela janela. Porém pelo menos assegure que é você que controla a televisao, e não o contrário. Garanta que você não está perdendo relacionamentos verdadeiros em favor de amigos imaginários. A vida não foi feita para ser vivida somente durante os intervalos comerciais.

 

Teshuva.

Transgressões em méritos?

Pergunta:

Aprendemos que quando uma pessoa faz teshuvá, todas as suas transgressões são perdoadas, melhor ainda, são transformadas em mitsvot. Sendo assim, gostaria de saber, o que acontece quando essa pessoa falece e fica perante o Tribunal Celeste, onde tudo o que ela fez de bom ou de ruim é apresentado como num "filme". Essas transgressões, então, não aparecem nesse filme?

Resposta:

Tudo que ocorreu em sua vida aparecerá neste "filme", tanto suas boas ações quanto suas falhas. Se o homem já nascesse perfeito qual a razão que D'us teria para enviar sua alma novamente para a terra?
O objetivo de um judeu ao vir a este mundo é cumprir sua missão ao longo de sua vida. Pode levar um dia, meses ou anos. Ele não sabe qual é seu objetivo aqui, mas reconhece, ou deveria, que ao longo de sua vida lhe foi dado um Manual de Instruções, que é a Torá, pelo Criador do Universo. Através dela poderá escolher entre o bem e o mal, entre o certo e o errado. É desta batalha diária que se deverá sair vencedor. A recompensa de cumprir uma mitsvá é a própria mitsvá e a certeza de estar realizando o plano Divino que resulta em paz e bênçãos. Se nos esforçarmos neste sentido e com sinceridade neste caminho não teremos nada para ocultar na tela.
Já pensou ter realizado um best seller?

Os Judeus Acreditam em Karma?



Pergunta:

Qual a opinião judaica sobre o karma?
Resposta:

Karma é a ideia que permeia muitas culturas. No antigo Egito, era chamado “má’at” – em grego, “heimarmene” ou “destino” e em alemão, “wyrd”. Basicamente, a ideia é que tudo está dentro do sistema (em grego: cosmos) e portanto tudo termina voltando eventualmente. Você pode brincar com o sistema e até o manipular, mas não pode fugir dele.
A Divina Providência (Hashgachá) significa que podemos ir além do sistema. Podemos implorar ao Criador do sistema, ou fazer teshuvá (nos arrepender) e transformar a nós mesmos, até mudar nosso passado. Podemos nos libertar da prisão de nosso Egito pessoal e atingir a Luz Infinita pré-cósmica, ilimitada e livre.
Por exemplo, o “karma” de Avraham e Sarah era que eles não tivessem filhos juntos. A Torá nos diz que D'us elevou Avraham acima das estrelas e Sarah deu à luz a Yitschak. Similarmente, o “karma” de seu filho era ser escravizado pelo faraó. Mais uma vez, a intervenção Divina venceu aquele karma e eles foram milagrosamente libertados.
Sim, o karma nos envolve e a tudo que existe. Mas há uma maneira de escapar, através da teshuvá, através da Torá e da boas ações.

Fonte; Beit Chabad 

Por Que Se Casar?

(Arte por Esther Tousson)

Pergunta:

No mundo atual, o casamento ainda é relevante? Diferente da situação há cem anos, um casal hoje pode viver junto sem se casar. O que está faltando para eles? (Esta não é uma questão teórica para mim…)
Resposta:

O casamento é mais relevante hoje do que nunca foi na história. O casamento costumava ser obrigado. Agora é uma escolha. Todos os velhos argumentos para o casamento caíram por terra, e o que nos resta é somente uma razão verdadeira para casar. Podemos finalmente casar pelo motivo certo.
Aquelas que eram boas razões para casar são bastante irrelevantes hoje. Aqui estão quatro motivos clássicos para se casar:
1. Assim podemos viver juntos.
Como você enfatiza na sua pergunta, este motivo não se aplica mais aos muitos casais que vivem juntos sem ser casados.
2. Para podermos ter filhos.
Mais uma vez, é possível os dois terem filhos e serem pais maravilhosos sem se casar.
3. Para formar um compromisso sólido.
Este é encantador. Estamos casando para tornar mais difícil se afastar um do outro. Que romântico...
4. Para tornar nosso relacionamento oficial.
Você poderia conseguir isto colocando um anúncio no jornal, dizendo: “Agora somos oficiais.” Você não precisa de um bufê num salão de festas apenas para tornar o casamento oficial.
Então o que nos resta? Se não for para viver junto, começar uma família, assumir um compromisso ou tornar tudo oficial, por que casar?
Há somente um motivo.
O casamento torna um relacionamento divino. Casar-se significa que algo maior que vocês dois está colocando os dois juntos. Um casamento consegue algo que simplesmente não ocorreria de outra forma: D'us é introduzido no relacionamento.
Até que estejam casados, o compromisso de um com o outro é um compromisso humano, com todas as limitações de um ser humano. Não podemos ver o futuro, não podemos saber o que pode mudar e o que pode ocorrer, e cometemos erros. A chupá eleva o compromisso além das limitações humanas. As bênçãos feitas sob a chupá invocam o nome de D'us sobre o casal, e trazem D'us à união como um parceiro. Você está casado não apenas porque escolheu estar, mas porque D'us assim o disse.
Sem uma chupá, você pode ter amor, compromisso e família – mas não é sagrado. Somente quando fica sob o pálio nupcial e casa, segundo a tradição, sua união se torna sagrada. Somente depois o casamento e seu amor são abençoados com a marca Divina da eternidade.

fonte; Beit Chabad

sábado, 9 de junho de 2012

D'us Se Importa com o que eu Como?





Cashrut está voltando.

 Onde quer que vivam judeus, as pessoas estão descobrindo ou fortalecendo seu compromisso com as normas alimentares de trinta e três séculos do povo judeu.

Se perguntássemos a um judeu comum, que viveu cerca de cem anos atrás, se ele observava a Cashrut, a provável resposta seria: "Naturalmente! Eu sou judeu!"

Para as nossas bisavós, manter-se Casher era um ato tão natural quanto o próprio ato de comer. Poucas pessoas se afastavam dessa prática, mesmo que houvesse deslizes em sua observância sob outros aspectos.

Na transição da Europa para as Américas e depois das revoluções sociais destes séculos, a situação inverteu-se quase que completamente. Muitos de nós fomos criados pensando que os judeus que ainda observavam Cashrut eram exoticamente anacrônicos, algo assim como os "amish" com seus cavalos e charretes. Assumimos que Cashrut era uma precaução de saúde obsoleta, válida nos tempos anteriores à refrigeração, mas atualmente sem significado.


Nosso grande mestre e profeta Moshé Rabênu era, então, presumivelmente uma espécie de administrador primitivo da fiscalização de saúde e alimentação, e as proibições de misturar leite e carne ou de consumir carne de porco e ostras, de acordo com este novo decreto de comer casher, tinha a ver com bactérias, triquinose, medidas sanitárias e coisas do gênero. O fato de que alguns dos maiores cérebros da História - Rashi, Maimônides, Nachmanides, Rabi Yitschac Luria (o Arizal) e os sábios do Talmud - disseram claramente outra coisa, não nos impressionou absolutamente (a maioria de nós não tinha sequer ouvido falar deles).

Se alguém nos tivesse dito que Cashrut é um mandamento da Torá, outorgado ao povo judeu por D'us no Monte Sinai, com a intenção de ajudar a formar uma nação, cuja missão era e ainda é trazer Divindade ao mundo, teríamos ficado um tanto incrédulos, e até mesmo indignados.

"O que você quer dizer com 'trazer Divindade ao mundo'?" - poderíamos ter retrucado. 'Por que deveria D'us se preocupar com o que como? O que tem a comida a ver com isso ?'

Tais perguntas ainda formam a espinha dorsal das objeções modernas à Cashrut, e possibilitam a idéia absurda de que a origem das leis alimentares é higiênica.

As perguntas podem ser válidas, mas elas não são judaicas. No mundo europeu de nossos ancestrais, a questão de D'us Se preocupar ou não com o que comemos não foi levantada - não porque eles eram menos inteligentes ou sofisticados do que nós, nem porque eles não tinham refrigeradores, mas porque seu mundo era totalmente judaico. Era permeado de valores judaicos e idéias judaicas sobre a natureza do homem, D'us e o Universo.

Uma mudança no meio ambiente acarretou uma transformação total no pensamento. Estamos imersos em uma cultura que assume uma perspectiva a qual é, às vezes, diametralmente oposta à do judaísmo. O pensamento não-judaico permeou de tal forma a civilização ocidental que chegamos a pensar em seus valores como neutros ou mesmo universais. Mas eles não o são.


O Rabino Zalman Posner, um erudito e autor contemporâneo decorre sobre a necessidade de falar inglês
mas pensar judaicamente em seu livro "Think jewish". A maior parte de nossas idéias sobre D'us e religião, ressalta ele, origina-se de fontes não judaicas. Armados com uma educação judaica de nível, quando muito, elementar (e muitas vezes absolutamente nenhuma) passamos anos absorvendo conhecimento nos saguões da escola superior. Mesmo o conhecimento de judaísmo é filtrado através das tendências culturais da Filosofia, Literatura e História Ocidentais.

É difícil, portanto para a mente contemporânea compreender exatamente por que o judaísmo traz tamanho alarde com assuntos como comer e beber, necessidades básicas que são compartilhadas não apenas por toda a humanidade, como também pelos animais.

A prece, a meditação, a caridade e um estilo de vida ascético, são reconhecidos por todos como sendo "assuntos religiosos". De acordo com o enfoque predominante a alma é espiritual e sagrada, enquanto o corpo é material e desprezível (o reverso da medalha é o hedonismo, onde o próprio corpo é cultuado). De uma forma ou de outra - por que deveria D'us preocupar-se com o que como?

A Torá nos diz: "Conhece-O em todos os teus caminhos."


A língua hebraica nem mesmo tem uma palavra para "religião". O enfoque judaico é que, não apenas no Shabat e nas Festas, e não apenas na oração, mas em todos os momentos temos o poder de santificar a existência cotidiana. O lar judaico é chamado de "santuário em miniatura"; a mesa é considerada um altar.

Cada um dos mandamentos, muitos do quais envolvem objetos físicos (alimentação casher, velas de Shabat, tefilin, mezuzá, serve como um canal de conexão entre um judeu e D'us. Cada mitsvá cumprida fortalece este elo. A existência física, demonstrada pelo corpo, não é desprezada nem glorificada por seu próprio mérito, mas elevada e refinada a serviço da alma. O próprio mundo físico é um veículo para trazer santidade ao mundo.

Cashrut oferece uma oportunidade para sermos realmente humanos, pois apenas o homem pode exercer a opção e a autodisciplina ao satisfazer os desejos físicos.

Nutrição espiritual.


Podemos então encarar o "ser judeu" como uma experiência sagrada, da qual observar a Cashrut é uma parte integral.

Nossos grandes Rabis e sábios nos dizem que Cashrut é ainda mais do que isto. Indiscutivelmente, é a mitsvá de maior alcance, pois afeta o corpo inteiro, a mente, o coração e a psique da pessoa.

As leis concernentes aos animais casher e não-casher são apresentadas no terceiro livro da Torá. Nenhuma razão é dada para explicar, por exemplo, porque um animal que rumina e tem os cascos fendidos é casher; enquanto um animal que apresenta apenas um destes sinais não o é. Não há nenhuma lógica aparente para fazer uma distinção entre um tipo de animal, ave ou peixe e outro.

O grande comentarista Rashi escreveu no século XI, citando fontes talmúdicas de muitos séculos atrás, que a proibição de carnes, tais como a de porco, é uma dessas mitsvot que devem ser aceitas exclusivamente pela fé, pois não tem, em nenhuma hipótese, qualquer base lógica humanamente compreensível.

Outras mitsvot, embora admissíveis para o intelecto humano, também são observadas simplesmente por serem preceitos da Torá. Ao aceitar a Torá no Monte Sinai, o povo judeu disse duas palavras que ecoam até hoje em nossa consciência e em nosso enfoque do cumprimento dos mandamentos: "Naassê Venishmá" - "Faremos e [só então] entenderemos." Isto significa que aceitamos as mitsvot como outorgadas por D'us,e que após termo-nos comprometido em cumpri-las, procuraremos então compreendê-las.



A tradição judaica às vezes nos oferece esclarecimentos, não para fornecer uma razão para cumprir as mitsvot, mas para satisfazer nosso desejo de entender, até onde for possível dentro das limitações do intelecto humano. A explicação mais próxima que encontramos na Torá sobre as leis de animais casher é a afirmação que segue imediatamente à enumeração daquelas leis: "Pois Eu sou o Senhor vosso D'us; santificai-vos, portanto, e sede santos, pois santo sou Eu" (Vayicrá XI:44).

O povo judeu foi escolhido no Monte Sinai para tornar-se "um reino de sacerdotes e uma nação sagrada." A razão da alimentação casher é que ela foi projetada para trazer refinamento e purificação ao povo judeu. Os alimentos que comemos são absorvidos pelo corpo, penetrando em nossa carne e nosso sangue, e afetando diretamente todos os aspectos do nosso ser. As aves de rapina e os animais carnívoros tem o poder de influenciar aquele que os come com atributos agressivos, e estão entre os alimentos proibidos pela Torá. Para um judeu, o alimento não-Casher embota a mente e o coração, reduzindo a capacidade de absorver conceitos de Torá e mitsvot, inclusive mesmo aquelas mitsvot que podem ser entendidas pela inteligência humana.

Os alimentos proibidos são citados na Torá como uma abominação para a alma Divina, elementos que são subtraídos de nossa sensibilidade espiritual. A pessoa se torna menos sensível aos sentimentos de Divindade, e menos capaz de entender conceitos Divinos. Ao contrário, quando a pessoa come alimentos Casher, sua receptividade à Divindade se intensifica.

O corpo é o único meio através do qual a alma se expressa. "Assim como o artesão não pode fazer seu trabalho sem as ferramentas adequadas" - escreveu o cabalista do século XlII, Rabi Menachem Recanati - "também a alma não pode cumprir sua tarefa sem um corpo que coopere; e assim como faz uma grande diferença para qualquer trabalho de qualidade se um artesão possui ou não ferramentas de precisão, é muito importante para a alma humana se o corpo é feito de material fino ou grosseiro. Mesmo a Iuz brilha mais forte através de uma boa luminária, e as mesmas árvores produzem frutos diferentes de acordo com o solo em que foram plantadas."

D'us se importa com o que eu como?

A frase bíblica que diz: "Nem só de pão vive o homem, mas da palavra de D'us", significa que o ser humano extrai sua força de vida das centelhas Divinas encontradas no alimento.

Acaso D'us se importa com o que eu como? Absolutamente, sim; por este motivo ele forneceu todas as indicações de como intervir na natureza e de que forma proceder na extração dos alimentos que se encontram em Sua Criação.

A conexão da cashrut à essência da alma judaica, em cada indivíduo e no povo em sua totalidade, fornece a resposta. Quem segue estritamente as leis dentro da cozinha sabe que a comida casher não somente cuida da saúde física, mas principalmente, da saúde da alma.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Não existem coincidencias.......

                                          
                                          Nada na vida é por acaso.

                                 vi este video em meu facebook
                                gostei muito então postei aqui
                               obrigada por fazer este video
                              é muito interessente e divertido,
                              me fez pensa em minha vida.
                            

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Gam Ki Elech



         Recebi de um chaver e resolvi postar aqui.
        obrigada:  Hayme Fernandes
         
    
    

אמא תגידי לי שיר מדהים ומרגש!!      

mitsvá...

Hareini Mekabail Alai Mitzvat ASEI Shel V'ahavta L'rayacha Kamocha (Ze Klal Gadol Ba Torah)

 (Aceito sobre mim a mitsvá de amar o meu próximo como a mim mesmo).

A importância de harmonizar o corpo e a alma.

KABALAH DA SAÚDE PARTE II

A importância de harmonizar o corpo e a alma

Em nosso primeiro artigo citamos as palavras do Rambam que afirmam que; "A saúde corporal e o bem-estar são parte do caminho de D’us, uma vez que é praticamente impossível saber ou entender acerca do Criador, estando debilitado. É preciso, portanto, evitar qualquer coisa que possa prejudicar o corpo e cultivar hábitos saudáveis " ( Mishnê Torá, Hilkhot De'ot 4:1) .

Sendo assim, fica evidente que devemos despertar em nossa alma, hoje o desejo de preservar e condicionar nosso corpo a praticar aquilo que produz saúde e harmonia plena entre o corpo e a alma.

Sim, é necessário, harmonizar o corpo e a alma, compreendendo a função de cada órgão, mantendo-os saudáveis e conectados a sua fonte principal!

Rabi Chaim Vital (1542-1620), principal discípulo do Ari, explica a relação entre a alma e o corpo da seguinte forma:
"O corpo é uma peça em que a alma espiritual, que é o próprio homem, reveste-se durante a sua estada neste mundo. Assim como um alfaiate faz uma peça de roupa, D’us, criou vestes corporais....” (ver Ohalot 1:8 e Maccot 23b).

“Os membros da alma são então capazes de desempenhar as suas funções através de seus instrumentos, os membros do corpo, que são como um machado nas mãos da pessoa que deve usá-lo para cortar. Assim, os olhos e os ouvidos físicos enxergam e ouvem apenas quando a alma está neles, mas no momento em que a alma deixa o corpo, os olhos ficam escuros e todas as sensações e vitalidade se afasta dos membros e órgãos... Quando a vitalidade deixa o fluxo, e os canais, acontece a decadência do corpo que se decompõem...” ( Shaarey kedushá I: 1).

Shofar

“Quando a Shofar soar, e os mortos se levantarem…”, diz o velho hino. Essa é uma canção clássica que invoca imagens, enfatizadas por pastores eloquentes, de sepulcros físicos se abrindo ao toque da grande Shofar de D'us que desperta os mortos. Infelizmente, a canção não retrata fielmente a verdade bíblica da ressurreição.”
Muitos estudantes da Bíblia não percebem que o Antigo Testamento contém a profecia de fundo do som da Shofar de D'us. Em Yeshaiahu  (Isaías) 27:12-13 Jeová prometeu: “E será naquele dia que o Senhor debulhará seus cereais desde as correntes do rio, até ao rio do Egito; e vós, ó filhos de Israel, sereis colhidos um a um. E será naquele dia que se tocará uma grande Shofar, e os que andavam perdidos pela terra da Assíria, e os que foram desterrados para a terra do Egito, tornarão a vir, e adorarão ao Senhor no monte santo em Jerusalém”.

Perceba que Yeshaiahu (Isaías) diz que a Shofar de D'us soaria e os exilados de Israel seriam reunidos. Há vários fatores importantes aqui.

Yeshaiahu (Isaías) está simplesmente reiterando a antiga promessa da reunião do povo disperso de D'us, isto é, o remanescente. Este é um dos mais notáveis conceitos das predições messiânicas.

(Humor Judaico)


Um rabino encontra um casal e pergunta quantos filhos têm.
"Infelizmente não fomos abençoados com nenhum filho ainda."
"Deixem-me então escrever seus nomes num papel e colocá-lo no Kotel (Muro das
Lamentações) para uma benção.
Cinco anos depois ele encontra a senhora novamente e lhe pergunta:
"Então, como vai a família?"
"Ótimo rabino, fomos abençoados com 10 filhos; dois pares de gémeos e dois
grupos de trigemeos."
"Impressionante! Quero parabenizar a senhora e seu marido, onde está ele?"
"Ele está em Israel." Ela responde.
"O que está fazendo lá?"
"Tentando achar o papelzinho que o senhor colocou no Muro..."

Matisyahu


                                                                 Matisyahu

Uma história de todos os dias!

Uma história
fantástica, e simples... Para ler obrigatoriamente!!!! Uma
história de todos os dias!

Dois homens,

ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um
deles, podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes,
para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.

A sua cama estava

junto da única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar
sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam
das suas mulheres e famílias, das suas casas, dos seus empregos,
onde tinham passado as férias... E todas as tardes, quando
o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a
descrever ao seu companheiro de quarto, todas as coisas que ele conseguia
ver do lado de fora da janela.

O homem da cama
do lado começou a viver à espera desses períodos
de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a
atividade e cor do mundo do lado de fora da janela. A janela dava
para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água
enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens
namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de
todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes
acariciavam a paisagem, e uma tênue vista da silhueta da cidade
podia ser vista no horizonte.

Enquanto o homem
da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário
pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e
imaginava a pitoresca cena.

Um dia, o homem
perto da janela descreveu um desfile que ia a passar. Embora o outro
homem não conseguisse ouvir a banda, ele conseguia vê-la
e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a refratava através
de palavras bastante descritivas. Dias e semanas passaram.

Uma manhã,
a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos,
e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido
calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários
do hospital para que levassem o corpo.

Logo que lhe
pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado
na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.
Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira
deixou o quarto.

Lentamente,
e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar
o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente
olhou para o lado de fora da janela... que dava, afinal, para uma
parede de tijolo!

O homem perguntou
à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro
de quarto, lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do
lado de fora da janela.

A enfermeira
respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede.
"Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".

Moral da História:
Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar
dos nossos próprios problemas. A dor partilhada é metade
da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada.

Se te queres
sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não
pode comprar.

terça-feira, 13 de março de 2012

O Que é Chamêts..


Antes de começarmos a falar de Pêssach, é fundamental saber o que é um alimento denominado "Chamêts", já que durante os oito dias da festa, a lei judaica proíbe seu consumo ou possessão.
Chamêts é qualquer comida ou bebida feita à base de trigo, centeio, cevada, aveia ou espelta, ou de seus derivados, mesmo que em quantidade mínima, que é fermentado. A única exceção é a matsá, que é o pão não fermentado, pois foram tomadas precauções especiais para assá-la. Entretanto, mesmo matsot para as quais não foram tomados cuidados estritamente minuciosos (para evitar o início do processo de fermentação) serão consideradas chamêts.
Alimentos que durante o ano inteiro foram verificados, e se enquadram dentro das rigorosas leis da dieta judaica, cashrut, não são necessariamente também permitidos para Pêssach. Requerem preparação especial e só podem ser consumidos durante os oito dias da festa se contiverem em sua embalagem o selo "Casher para Pêssach" emitido por um rabino ortodoxo.


O Significado do Chamêts.

 

Os judeus estão terminantemente proibidos de ingerir quaisquer alimentos fermentados em Pêssach. O pão é substituído pela matsá – pães chatos feitos apenas de farinha e água. Judeus de todo o mundo tomam um cuidado especial para não comer nem mesmo a mais ínfima partícula de chamêts.
A característica da massa fermentada (chamêts) é que cresce e incha, simbolizando orgulho e ostentação. Por outro lado, a matsá é fina e plana, sugerindo submissão e humildade. Pêssach nos ensina que chamêts – arrogância – é a própria antítese do ideal da Torá.
Quando um homem arrogante é confrontado com a obrigação de cumprir uma mitsvá que demande uma dose de auto-sacrifício (por exemplo, caridade, que envolve compartilhar suas posses com os menos afortunados), ele evita cumprir sua obrigação. Argumenta: "Na verdade tenho o direito a ter mais do que possuo atualmente, portanto, por que deveria doar parte disso?"
Além do mais, o egoísmo da pessoa arrogante priva-a de sua capacidade de discernir o valor de seu próximo e ele conclui presunçosamente que o outro está bem abaixo de seu nível. Segundo esta lógica, a causa da pobreza do próximo é prontamente entendida: "Aquele mendigo certamente não merece nada melhor!" "Ora" – pensa consigo mesmo – "se D’us considera correto que este homem seja pobre, por que deveria eu interferir e ajudá-lo?"
Tal raciocínio egoísta leva a pessoa orgulhosa a praticar mais e mais o mal. Então, jamais perceberá a maldade de suas ações e se arrependerá delas. Pois mesmo quando é obrigado a concordar que seus atos são impróprios, encontra várias justificativas "além de seu controle" que prevalecem sobre ele para agir da maneira que o fez.
Além disso, mesmo quando não pode encontrar nenhuma desculpa para satisfazer sua consciência, não obstante, "o amor próprio encobre todas as transgressões." Ele pode ser um rancoroso malfeitor que não consegue inventar, mesmo no auge de sua imaginação, qualquer linha de raciocínio para justificar seu comportamento, pois o amor próprio cega seus olhos e encobre sua atitude.
O homem humilde, por outro lado, toma a atitude exatamente oposta, seja com respeito ao cumprimento de mitsvot, seja quanto a seu arrependimento de atos incorretos no passado.
Usando a mitsvá de tsedacá (justiça) uma vez mais como exemplo: o homem humilde compara-se com seu próximo judeu à luz adequada. Pensa consigo mesmo: "Sou realmente melhor do que ele? Mereço melhor sorte?" Esta análise, feita objetivamente, leva-o a simpatizar com o próximo e a prestar-lhe ajuda.

Além disso, quando a pessoa despretensiosa age erradamente, não tenta justificar seu comportamento incorreto. Pelo contrário, sua sincera auto-análise o estimula a fazer teshuvá, a arrepender-se honestamente de suas ações inadequadas.
A cada ano, em Pêssach, somos ordenados pela Torá a livrarmo-nos de todos os traços de chamêts. Devemos procurar descartar cada partícula do "chamêts espiritual" – a arrogância – para que sejamos capazes de perceber claramente nossas próprias falhas e as boas qualidades de nosso próximo.


Receita para o Sucesso.

Por Rabi Shlomo Freundlich.
 
O Talmud (Tratado Berachot 17a) relata que o grande sábio Rabi Alexander acrescentava a suas preces diárias as seguintes palavras de súplica: "Mestre do mundo, está claramente revelado a Ti que nosso desejo é concordar com a vontade Divina. Entretanto, é o fermento na massa que nos impede de fazê-lo."
Nossos sábios usam de forma críptica a metáfora de "fermento na massa" para caracterizar a má inclinação dentro de nós. Que quer dizer este conceito de chamêts que nos impede de encontrar a espiritualidade?
Rabi Chaim Friedlander explica que a fermentação da massa é basicamente um processo natural. Adicionar fermento ou outros agentes de levedura simplesmente apressa a transformação química. Quando farinha e água são misturadas e uma determinada quantidade de tempo passa naturalmente, uma alteração química ocorrerá, tornando a mistura chamêts. O processo de fermentação foi colocado em movimento simplesmente permitindo-se que a natureza seguisse seu curso nesta mistura. Por outro lado, a matsá, embora seja composta de ingredientes idênticos, é produzida por intervenção humana. É um processo apressado, que atinge seu objetivo através de manipulação cuidadosa e estritamente supervisionada dos ingredientes, dentro de um período de tempo específico. Nossa iniciativa e criatividade, não o decorrer natural do tempo, produz o resultado desejado.
Chamêts, portanto, é simbólico de teva, natureza. A noção de que a natureza governa nossa existência e nos impele vida afora é antiética a um judeu de Torá. Ao contrário, a matsá sugere uma força Divina acima e além do curso natural dos eventos que subjugam a natureza à sua vontade, e produz um resultado desejado para facilitar o plano Divino para o homem.
O Zohar relata que, quando o povo judeu deixou o Egito, confundiu-se quanto a determinados pontos da fé. Hashem exclamou que eles deveriam tomar seu remédio e sua incerteza espiritual desapareceria. A medicina era a matsá, e ao comê-la os Filhos de Israel ficaram curados de sua moléstia espiritual.

Ao comer matsá no sêder deste Pêssach, ao invés de se concentrar em quão pesada e dura é, por que não prestar atenção na mensagem da matsá que insiste para reafirmarmos que Hashem dirige todos os eventos da vida, e que nossas ações têm impacto na maneira como Ele se relaciona conosco. A natureza não determina nosso destino – isso é feito por nosso comprometimento com a Torá e as mitsvot.


Jejum dos Primogênitos. 

Vespera de Pêssach.

Quando D'us matou os primogênitos do Egito, poupou o primogênito dos filhos de Israel. Em gratidão a D'us, todos os primogênitos jejuam no dia que antecede Pêssach. Entretanto, para se isentarem do jejum, um primogênito de pai ou mãe deve participar de um siyum (término do estudo de um tratado do Talmud) na sinagoga, imediatamente após Shacharit, a Prece da Manhã.
É costume que o pai (mesmo não sendo primogênito) esteja presente junto ao filho primogênito menor de treze anos. Os primogênitos não podem comer antes do siyum.


Pêssach a Festa da Liberdade...

A chegada de Yaacov e sua família no Egito foi uma marcha triunfal.
 Assim foi também a partida, 210 anos depois, de seus filhos, 
os filhos de Israel, do Egito. Esta era a diferença:
 a pequena família de setenta pessoas havia se tornado uma 
nação grandiosa e unificada de três milhões de almas,
 das quais, 600.000 homens adultos
 Em cada geração uma pessoa é obrigada a considerar-se como tendo realmente saído do Egito. A redenção do Egito e a subsequente experiência da entrega da Torá estabelece a identidade do povo judeu como "servos de D'us", e não "servos de servos".
Após deixarem o Egito, eles jamais poderiam estar sujeitos a este tipo de servidão. Um grande sábio, conhecido como o Maharal de Praga explica exaustivamente como a liberdade adquirida pelo êxodo transformou a natureza essencial de nosso povo. Apesar das conquistas e escravidão impostas por outras nações, a natureza fundamental do povo judeu nunca mudou.
Com o Êxodo, adquirimos a natureza e qualidades de homens livres. Esta natureza é mantida apenas porque D'us está constantemente nos libertando do Egito. O milagre da redenção não é um evento do passado, mas um fato constante em nossas vidas.

Está chegando..Pessach...

                            
Está chegando...
Primeiro mês do Calendário Hebreu, aos catorze do mês, a tarde...
Dia de Elevar-se Espiritualmente...
Dia de sentir a Presença Divina mais perto...
Dia de lembrar dos Milagres de D’us...
Dia de lembrar que Faraó ficou para trás...
Dia de Júbilo e Alegria... mas também reflexão...
Dia de cuidar se o Sangue está no umbral da Porta...
Dia de lembrar que éramos escravos, mas fomos Salvos...
Dia de ver Yeshua presente em cada detalhe...
E saber que Ele é nosso Pessach...

segunda-feira, 12 de março de 2012

Você Sabia?


… que Haman foi enforcado no terceiro dia de Pêssach?
 (Purim é o aniversário da celebração da vitória dos judeus 
após sua guerra contra seus inimigos (11 meses depois)
… que o nome hebraico de Ester era Hadassá? ("Ester" é persa)
… que Mordechai foi o primeiro homem na história a ser chamado de "judeu"? 
(Antes disso, os judeus eram chamados de hebreus ou israelitas)
… que Achashverosh ficou quatro anos procurando uma rainha, 
e durante este tempo ele considerou mais de 1400 concorrentes, 
antes de escolher Ester?
… que Vashti (a primeira rainha de Achashverosh) era bisneta de Nabucodonosor, 
o imperador da Babilônia que destruiu o Primeiro Templo?
… que foi Haman quem aconselhou Achashverosh a matar Vashti?
… que há uma opinião no Talmud dizendo que Ester não era bela, e tinha um tom 
de pele esverdeado?
… que Haman certa vez fora escravo de Mordechai?
… que Mordechai, que se recusou a inclinar-se perante Haman, 
era descendente de Binyamin, o único dos filhos de Yaacov que não se
 curvou perante o ancestral de Haman, Essav?
… que o decreto de Haman jamais foi revogado? (Achashverosh simplesmente 
emitiu um segundo decreto, dando aos judeus o direito de se defenderem por si mesmos)
… Mordechai era um homem bastante velho durante a história de Purim?
 (Ele já era membro do Sanhedrin, a mais alta corte da Lei da Torá em Jerusalém,
 79 anos antes do milagre de Purim!)
… que todo judeu no mundo vivia no reino de Achashverosh, de modo que foram todos
 incluídos nos decretos de Haman?
… que o nome de D’us não é mencionado nenhuma vez em todo o Livro de Ester?

segunda-feira, 5 de março de 2012

O jejum de Ester....

Quando jejua-se?
 
Em 11 de Adar, este ano (2012) quarta-feira, 7 de março.

 Início do jejum: 4:h 41 Término: 18:43h. 
 

Obs. O jejum começa antes do amanhecer e termina após o anoitecer.

Significado: Mordechai, conselheiro do rei da Pérsia, Achashverosh, vestido de andrajos e cinzas, conclamou os judeus para retornar à Torá. Sua prima, a rainha Ester, jejuou em penitência por três dias e pediu ao povo judeu que fizesse o mesmo. Só então encaminhou-se até o rei para acusar Haman de querer matar seu povo. Os judeus obtiveram permissão para se defender e, em 13 de Adar, lutaram contra o inimigo, destruindo-o. Para relembrar este dia de prece e jejum que precedeu a vitória, nossos Sábios instituíram o Jejum de Ester.

Costumes Antes da prece de Minchá é costume doar três moedas de meia unidade monetária para tsedacá, em lembrança do meio-shekel que cada um deveria doar para o Templo Sagrado. Para quem esquecer ou não estiver presente na sinagoga, poderá realizar este costume na manhã de Purim, antes da leitura da Meguilá ou durante o dia.



A Festa de Purim

Quando comemora-se?

Em 14 de Adar. "Este ano Adar (5772 - 2012)

7 de março a noite e quinta-feira 8 de março, durante o dia.

Obs. Velas 17:53.

Significado: Origina-se da palavra "Pur", sorteio. Referente a data em que Haman sorteou e marcou para o aniquilamento de todo o povo judeu. Na verdade, transformou-se na data de sorte do povo judeu, quando então foi salvo e saiu-se vitorioso. Esta data marcou para sempre o dia em que comemora-se com grande alegria a festa de Purim.

Preceitos

- Leitura da Meguilá - Deve-se ouvir duas vezes a leitura da Meguilá de Ester: uma na noite de Purim ( quarta-feira à noite, 7 de março) e a outra pela manhã ( quinta-feira 8 de março, durante o dia).

- Mishlôach Manot - Envia-se alimentos a pelo menos um amigo no decorrer do dia de Purim que devem ser de duas espécies (fruta, massa e/ou bebida), prontos para consumo e entregues através de um mensageiro.

- Matanot Laevyonim - Doa-se uma certa quantia em dinheiro para pelo menos dois carentes no decorrer do dia de Purim. Caso não se encontre ninguém nestas condições, a doação deve ser colocada em uma caixinha de tsedacá.

- Refeição Festiva - Uma refeição festiva é realizada ainda durante o dia de Purim e deve conter pão, vinho e bebidas e carne.

Costumes: Reco-reco - Toda vez que o nome de Haman (acompanhado de um adjetivo) for mencionado durante a leitura da Meguilá, faz-se barulho com o reco-reco ou outros instrumentos sonoros.

Fantasia Purim é uma festa feliz e fantasiar-se é uma maneira alegre e divertida de aumentar ainda mais a alegria do milagre ocorrido. Existem dois tipos de milagre: aquele que é óbvio e aquele que está oculto pela Natureza. Purim pertence a segunda categoria. Nos fantasiamos para reafirmar que a Natureza nada mais é além de uma "fantasia" da mão Divina.

Proibições: É proibido jejuar em Purim. Reserva-se o dia, ou grande parte dele, para realizar todas as mitsvot referentes à festa. Qualquer trabalho desnecessário deve ser evitado ao máximo.

L'Chaim V'Purim Sameach!