domingo, 26 de agosto de 2012

Para o feriado de Rosh Hashaná

Para o feriado de Rosh Hashaná é em
3 semanas a partir de agora (ano novo). 
 Então o que vamos fazer este ano:
 vamos pedir perdão e receber perdão e
 deixá-lo nisso?
Ou será que vamos realmente vivê-la:
 fisicamente, verbalmente e mentalmente.
 Todos os anos durante o Rosh Hashaná,
 entramos em um estado de espírito religioso
 eu pedindo,
 perdão e receber perdão mas quando está tudo
 acabado após Sukkat,
esquecer nossos religiosos experimentam nosso
 renascimento
 da espiritualidade da unidade e nós vamos voltar
em nossos
 velhos hábitos de amargura e de isolamento. 
Sério precisamos olhar para nós mesmos, 
este ano e dizer-nos que este ano de
 Rosh Hashaná será diferente e sério,
 vamos fazer um esforço que não só verbalmente,
 mas mentalmente e fisicamente,
 vamos fazer a diferença na maneira como tratamos
 uns aos outros.
Se não podemos fazer um esforço sério para Rosh Hashaná
 e mantê-la depois de Sukkat, então é como dar um sacrifício
(Carbaan) no templo em Jerusalém para perdão.
 Mas, após o sacrifício de voltar para o antigo
 caminho que nos trouxe para o sacrifício em primeiro lugar.

palavras de: Adam Wasser, um amigo  

sábado, 11 de agosto de 2012

Aborto

É permitido fazer um aborto se o feto portar doença genética comprovada? É correto fazer testes na gravidez para saber sobre isto?

RESPOSTA:

No judaísmo, há uma polêmica com relação até que ponto se estende a proibição do aborto. Todos concordam ser o aborto uma proibição grave, porém não é considerado homicídio. O aborto só é permitido, segundo estas opiniões, no caso do feto ou da gestação ser considerada risco de vida para a mãe. Neste caso, dá-se preferência à vida da mãe por ela ser um ser vivente.

Por outro lado, se a criança já nasceu parcialmente, ou seja, se a testa já saiu, não mais é permitido matar o feto, mesmo que para salvar a vida da mãe, pois ele já é considerado ser vivo como a mãe.

No caso do feto não causar perigo de vida à mãe, a grande maioria das opiniões sustenta que o aborto não pode ser feito em hipótese alguma, apesar dos pais não estarem interessados na criança ou mesmo que esta seja resultado de incesto ou estupro.

A polêmica surge no caso de o feto ter problemas congênitos graves que possam acompanhá-lo por toda a vida, como a Síndrome de Down ou quando ele, comprovadamente, não viverá por muito tempo, como no caso de anencefalia ou na doença de Tay-Sachs. Neste caso, há opiniões divergentes entre os legisladores judeus, sendo que cada caso deve ser analisado minuciosamente por um rabino competente antes de se tomar qualquer decisão.

Tudo isto diz respeito à Halachá, Lei Judaica. Porém, o sagrado livro Zôhar, obra magna do misticismo judaico, considera muito grave qualquer ato feito para cessar a gravidez (salvo se for para salvar a vida da mãe). Consta lá que a gravidez é uma edificação e uma obra Divina. Qualquer ato feito para cessá-la estaria indo contra a vontade do Criador.

Segundo este ponto de vista, até mesmo o feto de uma criança que com certeza será defeituosa não deve ser tocado, pois quem somos nós para decidir que alma pode ser incorporada e qual não terá este direito? Às vezes, uma alma precisa descer a este mundo, mesmo que para viver por dias ou horas para completar sua missão. Sendo assim, se a gravidez for interrompida, impediremos que esta missão se concretize.

Há vários sábios cabalistas que afirmam que, às vezes, uma alma muito elevada desce a este mundo num corpo imperfeito ou em estado de insanidade, pois um corpo normal não a comportaria. Realmente, para os pais é bem difícil cuidar de uma criança neste estado por toda a vida. Mas com certeza foram escolhidos para tal e por ser esta sua missão no mundo eles têm toda a força espiritual para levá-la adiante.

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Televisão

O que os judeus religiosos têm contra a televisão? Vocês não estão um pouco fora da realidade? Como sabem o que está se passando no mundo sem uma TV em casa?


RESPOSTA:


Por Aron Moss
 
Eu diria que é o contrário – a TV isola você da realidade. Seja o que for que você esteja assistindo, notícias ou entretenimento, você está perdendo aquilo que está acontecendo no mundo real. O telejornal é uma distorção daquilo que está acontecendo na vida de outras pessoas, e o entretenimento é uma distração daquilo que está ocorrendo em sua vida. “TV Realidade” é um contra-senso.

O telejornal está simplesmente reportando os fatos – certo? Errado.

Está apenas reportando os fatos que são visualmente atraentes, que aumentam a audiência, combina com os preconceitos dos telespectadores (para não mencionar os proprietários da estação), e se encaixam em pequenos segmentos ordenados – como se nunca houvesse uma história complicada demais para noticiar em três minutos…

Porém não são apenas os noticiários que nos distanciam da realidade. Assim como os jornais na TV substituem os fatos por uma opinião arquitetada, o entretenimento na TV substitui a interação humana real com as fantasias de outras pessoas. Aqueles que passam horas assistindo a novelas estão perdendo dias de vida com sua própria família e amigos. As séries cômicas são alheias à hilaridade da vida diária. E os fãs grudados ao “Reality Show”” ficam cegos para a realidade que acontece em sua própria casa.

Não seria a TV a causa principal das crises de relacionamento que enfrentamos hoje? Além do tempo desperdiçado na frente do aparelho, há um efeito mais profundo que a mídia está causando em nossa geração de viciados em TV. Muitas pessoas estão reclamando que não conseguem encontrar alguém para amar. Ouvimos com freqüência: “Simplesmente não consigo encontrar a pessoa certa.” Bem, para uma batata de sofá, não admira que ninguém seja “a pessoa certa”. Quem pode competir com os personagens lindos, engraçados, interessantes e espirituosos que habitam as telas e preenchem suas mentes todas as noites? Não importa que seja tudo tramado, ensaiado e encenado. Quantas pessoas você conhece que se encaixam na estreita definição televisiva daquilo que é considerado atraente? É claro que no mundo real ninguém pode competir.

Pessoalmente, sinto-me mais ligado com a realidade sem uma TV. Talvez você não esteja pronto a jogar a sua pela janela. Porém pelo menos assegure que é você que controla a televisao, e não o contrário. Garanta que você não está perdendo relacionamentos verdadeiros em favor de amigos imaginários. A vida não foi feita para ser vivida somente durante os intervalos comerciais.

 

Teshuva.

Transgressões em méritos?

Pergunta:

Aprendemos que quando uma pessoa faz teshuvá, todas as suas transgressões são perdoadas, melhor ainda, são transformadas em mitsvot. Sendo assim, gostaria de saber, o que acontece quando essa pessoa falece e fica perante o Tribunal Celeste, onde tudo o que ela fez de bom ou de ruim é apresentado como num "filme". Essas transgressões, então, não aparecem nesse filme?

Resposta:

Tudo que ocorreu em sua vida aparecerá neste "filme", tanto suas boas ações quanto suas falhas. Se o homem já nascesse perfeito qual a razão que D'us teria para enviar sua alma novamente para a terra?
O objetivo de um judeu ao vir a este mundo é cumprir sua missão ao longo de sua vida. Pode levar um dia, meses ou anos. Ele não sabe qual é seu objetivo aqui, mas reconhece, ou deveria, que ao longo de sua vida lhe foi dado um Manual de Instruções, que é a Torá, pelo Criador do Universo. Através dela poderá escolher entre o bem e o mal, entre o certo e o errado. É desta batalha diária que se deverá sair vencedor. A recompensa de cumprir uma mitsvá é a própria mitsvá e a certeza de estar realizando o plano Divino que resulta em paz e bênçãos. Se nos esforçarmos neste sentido e com sinceridade neste caminho não teremos nada para ocultar na tela.
Já pensou ter realizado um best seller?

Os Judeus Acreditam em Karma?



Pergunta:

Qual a opinião judaica sobre o karma?
Resposta:

Karma é a ideia que permeia muitas culturas. No antigo Egito, era chamado “má’at” – em grego, “heimarmene” ou “destino” e em alemão, “wyrd”. Basicamente, a ideia é que tudo está dentro do sistema (em grego: cosmos) e portanto tudo termina voltando eventualmente. Você pode brincar com o sistema e até o manipular, mas não pode fugir dele.
A Divina Providência (Hashgachá) significa que podemos ir além do sistema. Podemos implorar ao Criador do sistema, ou fazer teshuvá (nos arrepender) e transformar a nós mesmos, até mudar nosso passado. Podemos nos libertar da prisão de nosso Egito pessoal e atingir a Luz Infinita pré-cósmica, ilimitada e livre.
Por exemplo, o “karma” de Avraham e Sarah era que eles não tivessem filhos juntos. A Torá nos diz que D'us elevou Avraham acima das estrelas e Sarah deu à luz a Yitschak. Similarmente, o “karma” de seu filho era ser escravizado pelo faraó. Mais uma vez, a intervenção Divina venceu aquele karma e eles foram milagrosamente libertados.
Sim, o karma nos envolve e a tudo que existe. Mas há uma maneira de escapar, através da teshuvá, através da Torá e da boas ações.

Fonte; Beit Chabad 

Por Que Se Casar?

(Arte por Esther Tousson)

Pergunta:

No mundo atual, o casamento ainda é relevante? Diferente da situação há cem anos, um casal hoje pode viver junto sem se casar. O que está faltando para eles? (Esta não é uma questão teórica para mim…)
Resposta:

O casamento é mais relevante hoje do que nunca foi na história. O casamento costumava ser obrigado. Agora é uma escolha. Todos os velhos argumentos para o casamento caíram por terra, e o que nos resta é somente uma razão verdadeira para casar. Podemos finalmente casar pelo motivo certo.
Aquelas que eram boas razões para casar são bastante irrelevantes hoje. Aqui estão quatro motivos clássicos para se casar:
1. Assim podemos viver juntos.
Como você enfatiza na sua pergunta, este motivo não se aplica mais aos muitos casais que vivem juntos sem ser casados.
2. Para podermos ter filhos.
Mais uma vez, é possível os dois terem filhos e serem pais maravilhosos sem se casar.
3. Para formar um compromisso sólido.
Este é encantador. Estamos casando para tornar mais difícil se afastar um do outro. Que romântico...
4. Para tornar nosso relacionamento oficial.
Você poderia conseguir isto colocando um anúncio no jornal, dizendo: “Agora somos oficiais.” Você não precisa de um bufê num salão de festas apenas para tornar o casamento oficial.
Então o que nos resta? Se não for para viver junto, começar uma família, assumir um compromisso ou tornar tudo oficial, por que casar?
Há somente um motivo.
O casamento torna um relacionamento divino. Casar-se significa que algo maior que vocês dois está colocando os dois juntos. Um casamento consegue algo que simplesmente não ocorreria de outra forma: D'us é introduzido no relacionamento.
Até que estejam casados, o compromisso de um com o outro é um compromisso humano, com todas as limitações de um ser humano. Não podemos ver o futuro, não podemos saber o que pode mudar e o que pode ocorrer, e cometemos erros. A chupá eleva o compromisso além das limitações humanas. As bênçãos feitas sob a chupá invocam o nome de D'us sobre o casal, e trazem D'us à união como um parceiro. Você está casado não apenas porque escolheu estar, mas porque D'us assim o disse.
Sem uma chupá, você pode ter amor, compromisso e família – mas não é sagrado. Somente quando fica sob o pálio nupcial e casa, segundo a tradição, sua união se torna sagrada. Somente depois o casamento e seu amor são abençoados com a marca Divina da eternidade.

fonte; Beit Chabad