terça-feira, 30 de abril de 2013

Os justos Por: Sérgio Feldman*

O Judaísmo tem um de seus pilares na justiça. Mas definir justiça, não é fácil. 
Há formas diferentes de defini-la e em alguns casos a justiça pode ser “injusta”.
Se fizermos uso apenas de uma conceituação jurídica, isto é possível. Explico: a justiça, em determinadas sociedades pode ser a maneira legal de manter o status quo da injustiça e gerar mecanismos de perpetuação da hierarquia social, das diferenças econômicas, da opressão de uma ou algumas minorias e até do preconceito. Uma estrutura estatal pode servir para que uma classe ou grupo social, uma etnia ou nacionalidade oprima outra. Tudo dentro da lei.
Alguns exemplos: seguir a lei no III Reich seria aplicar as leis racistas de Nuremberg. Seguir a lei na extinta URSS seria seguir os cânones stalinistas de repressão das minorias, da oposição ao sistema e perpetuar a hierarquia do Partido. Assim fazer justiça, pode ser injusto. O regime do apartheid na África do Sul era legalmente sancionado e justificado por uma constituição. Por isso, propomos um foco mais diverso e amplo: olhar pelo senso comum e pela tradição judaica.
Na tradição judaica associou-se a palavra Tzedek = justiça com a palavra Tzedaká = justiça social. Erroneamente traduziu-se esta palavra como sendo caridade. Tzedaká não é caridade. Esta é uma versão cristã, derivada da noção tarda e antiga denominada Charitas. Esta se originou como um paliativo à questão da pobreza. Contém uma elevada dose de bondade e misericórdia, mas não se propõe uma alteração de situação, mesmo se for parcial e relativa. No Judaísmo, não se concebe a pobreza como um caminho, mas como um descaminho. O ideal de pobreza não tem raízes nem valorização no Judaísmo: não há monges e pessoas que se dissociam da realidade, da vida e nem de pequenos prazeres ou certa quantidade de bens materiais, que gerem conforto. Não temos a noção de pecado ao sentir prazer na comida, na bebida e nem na sexualidade conjugal. Tudo deve ser feito na medida certa: sem excessos, de maneira regrada e através da sacralização do profano. O esposo abençoa sua amada no pálio nupcial e se compromete e cuidar dela e tentar satisfazê-la como mulher. É dever conjugal o marido prover sustento, proteção e amor a sua esposa. Os tempos mudaram e as mulheres se emanciparam e são produtivas e independentes. O que resta desta idéia é que não vivemos para não usufruir de bens e prazeres, mas para não fazer deste o objetivo único e maior de nossas vidas. Amar a D-us e amar ao próximo, sem passar fome e sem se privar de viver com qualidade e bem-estar. Assim, nem a pobreza, nem castidade, nem a alienação do mundo e da vida são valores judaicos. A pobreza deve ser combatida com atitudes e gestos no cotidiano e com respeito aos padrões sociais vigentes e à estabilidade social. Analisemos um pouco as vias judaicas mais comuns.
Tzedaká, se possível, deve ser acompanhada de Guemilut Chassadim. Seria não só “dar o peixe, mas ensinar a pescar”. Não só dar o pão, mas oferecer um emprego ou uma bolsa de estudos. Não se deve estimular a manutenção da pobreza. Assim sendo, empresários que investem na qualidade e nas boas condições de seus empregados dando direitos, assistência médica, e salários justos, estariam fazendo sua parte. O mesmo com todos os que tratam da questão social com algum tipo de preocupação e atitude prática.
E no nível idealizado, mesmo se for um pouco mítico, define-se que o sentido da História seria a justiça de D-us, no final dos tempos. E acabam-se as guerras e acaba-se a miséria e a exploração do próximo. Isto tudo é no sentido social e econômico. Mas há outros níveis. Aqui entram novas compreensões e novos conceitos de justiça. Vamos ampliar a dimensão de justiça a outros aspectos.
Há quem se dedique a trabalhar em educação, por vezes sendo idealista e até ingênuo, por achar que as coisas mudam na escola e nos projetos educativos, criar um novo ser humano, dar-lhe valores, ensiná-lo a ser justo e bondoso, incutir ética e princípios bons. O educador consciente e idealista tem certo senso de justiça e pode ser considerado um justo em potencial. Eu, como educador, percebo-me como ingênuo e idealista, mas não nego nada que fiz e nem a opção de vida que tive. A minha opção foi comunitária.
Há quem faça trabalho social voluntário. Seja ajudando uma creche ou uma comunidade carente. Na Kehilá (comunidade judaica) de Curitiba temos um magnífico exemplo, o da Casa Hai, mantida por uma família que sempre teve a preocupação com estes valores, e que recebe trabalho voluntário de diversos elementos da Kehilá. Digno exemplo de justiça. De forma diferente, e numa mescla de educação e sentido social tivemos a magnífica iniciativa de alguns jovens daKehilá, ao criarem e gerirem por alguns anos o OVO (Organização Vida e Oportunidade). Uma experiência educacional de autogestão juvenil numa favela: educação e auto-estima somadas ao modelo do Habonim Dror (Movimento juvenil judaico). Tanto a Casa Hai quanto o OVO são dois exemplos que a Kehilá de Curitiba deveria se orgulhar e multiplicar. Isso é justiça.
Há os que fazem trabalho comunitário interno na Comunidade. Ativistas de todos os tipos, que ajudam a gerir instituições como a escola, a Kehilá, a Sinagoga e a Chevra Kadisha. Aliás, vale citar o trabalho desta última, com pessoas que cuidam dos falecidos em nossa comunidade, com carinho e de forma voluntária. E a presença desde há muitos anos do sr. Jaime Nudelman, que de maneira discreta, sensível e humana, cuida deste setor. Um entre muitos bons exemplos de justos. Os justos geralmente são discretos, fazem o bem ao próximo sem querer recompensa, nem elogios. A Tzedaká e aGuemilut Chassadim feitas em silêncio, potencializam seu valor. Maimônides dizia que o mais alto grau de Tzedaká era a feita em segredo, sem que o doador seja conhecido e sem que o receptor saiba de quem recebe a ajuda. O silencioso justo esta na periferia da História, nas entrelinhas do texto, na sombra do prestígio e da fama. Eis o segredo. São muitas vezes honrados pelos seus conhecidos, pois merecem sê-lo. Não almejam elogios e nem glória: são modestos. Isto também é justiça.
Diz a tradição que existem alguns justos de nível superior, que vivem em absoluto desconhecimento em cada geração. Seriam trinta e seis justos em cada geração: são os Lamed vavnikim (Lamed, que corresponde ao “l”, é a letra que vale 30; vaf ou vav, o “v” é a letra que vale 6; somados totalizam 36). Os trinta e seis justos mantém a continuidade deste mundo. Na verdade, deles depende a estabilidade, a futura Redenção e o sentido da História. Acho que citei acima alguns personagens do nosso cotidiano que seriam candidatos a Lamed vavnikim. 
Por fim os Justos das Nações. Este é um tema de reflexão. No conceito de Redenção judaica não se salvarão todos os judeus quando vier o Messias. Diferentemente do conceito medieval cristão de Juízo Final, no qual os judeus e outros infiéis seriam condenados e arderiam no Inferno, o conceito judaico é outro. Há uma categoria de pessoas não judias que se salvariam: os Justos das Nações. Gente que não é judia, mas que age de acordo com os valores de justiça, plenos e amplos. São justos mesmo não sendo judeus. E serão redimidos no final dos tempos, na era messiânica. Já os judeus não justos não se salvariam. Ou seja: não se dá um “passaporte à Redenção” aos judeus de fachada, que não agem dentro das normas da justiça. E se abre a Redenção aos Justos entre as Nações.
O termo foi reciclado de maneira justa e correta para designar os não judeus que deram proteção e ajuda aos judeus no terrível período da II Guerra Mundial no qual ocorreu a Shoá ou Holocausto. Os Justos entre as Nações seriam os gentios que se dedicaram a salvar judeus da sanha violenta do nazismo. E no Museu do Holocausto, construído em Jerusalém, que leva o nome de Iad Vashem, há uma árvore plantada em homenagem a cada um dos Justos das Nações, além de um monumento com os nomes de todos os Justos. Personagens como o rei dinamarquês Cristian, o alemão Oskar Schindler, o sueco Raoul Wallenberg, o português Aristides de Souza Mendes, os brasileiros Luis Martins Souza Dantas e a esposa de Guimarães Rosa, que se chama Aracy. Há cerca de seis mil Justos das Nações.
A justiça é a pedra fundamental de qualquer sociedade. Em todos os níveis e em todas as formas. Comece 2008 propondo a si próprio fazer alguma coisa, mesmo que pequena, em prol da justiça.
* Sérgio Feldman é doutor em História pela UFPR e professor de História Antiga e Medieval na Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória, e ex-professor adjunto de História Antiga do Curso de História da Universidade Tuiuti do Paraná.

Alegria da Torah

Mas, por que a Torá é festejada, concluída e iniciada de novo em Simchat Torá – a última festividade do mês de Tishrei? Não deveria isso ocorrer em Shavuot, no sexto dia do mês de Sivan, quando celebramos o dia em que D’us Se revelou ao Povo Judeu, no Monte Sinai, e lhe deu a Torá? Esta indagação é especialmente pertinente à luz da citação de Rashi baseada nos ensinamentos do Rabi Saadia Gaon, que diz que os Dez Mandamentos, proclamados por D’us no Monte Sinai, 50 dias após os judeus terem saído do Egito, encapsulam todos os 613 mandamentos da Torá. Assim sendo, quando da entrega dos Dez Mandamentos, toda a sabedoria da Torá teria sido outorgada ao Povo Judeu. Por essa razão dizemos que a Torá foi entregue em Shavuot, quando, de fato, o Chumash foi transmitido por D’us a Moshé durante a jornada de 40 anos do Povo Judeu no deserto do Sinai.

A Cabalá ensina que cada vez que ocorre uma data festiva judaica, voltam a ocorrer as revelações passadas, e seus efeitos espirituais voltam a exercer sua influência sobre o Povo Judeu e o mundo. Por exemplo, os judeus foram perdoados do pecado do bezerro de ouro no dia 10 de Tishrei, Yom Kipur. A data se torna, pois, um dia de perdão e misericórdia Divina para todas as gerações subsequentes. De modo semelhante, em cada Shavuot, a Torá é novamente recebida pelo Povo Judeu. Isto significa que esta festividade é o dia do ano em que nossas almas estão mais abertas para receber sua influência, sabedoria e inspiração. A porção da Torá lida nessa festa descreve D’us falando ao Seu povo e lhe dando os Dez Mandamentos, que, como dissemos acima, é um resumo de toda a Torá. Shavuot celebra, pois, o início e a conclusão do recebimento dos Cinco Livros de Moshé, o Chumash. Esta festividade deveria ter sido designada como aquela na qual nos rejubilamos, dançamos com a Torá, terminamos seu ciclo de leitura e o reiniciamos. No entanto, tudo isso acontece em Simchat Torá – a última festividade do mês de Tishrei. Por quê?

As primeiras e as segundas Tábuas da Lei

Os Mestres Chassídicos explicam que em Shavuot celebramos o recebimento das primeiras Tábuas contendo os Dez Mandamentos, enquanto que em Simchat Torá expressamos nosso júbilo por ter recebido as segundas Tábuas – evento ocorrido em Yom Kipur, quando fomos perdoados pelo pecado do bezerro de ouro. Em Simchat Torá nos rejubilamos por ser o último dia das festividades que sucedem Yom Kipur.

O Povo Judeu recebeu dois conjuntos de Tábuas contendo os Dez Mandamentos porque o primeiro foi despedaçado por Moshé. Cinquenta dias após o Êxodo do Egito, D’us se revela perante todo o povo no Monte Sinai, proclama os Dez Mandamentos e ordena a Moshé Rabenu que ascendesse ao Monte para receber as Tábuas da Lei. Quarenta dias depois, quando retorna ao acampamento judaico com as Tábuas, ele constata que o povo estava adorando uma estátua de ouro. Ele quebra as Tábuas – estas não poderiam ser entregues a um povo que acabava de cometer um ato de idolatria em massa – e volta ao cume do Monte para implorar a D’us que perdoasse Seu povo, apesar do terrível pecado. A clemência Divina foi finalmente concedida no 10o dia de Tishrei, Yom Kipur. O sinal de que D’us perdoara o povo foi transmitido por Moshé ao retornar ao acampamento dos judeus portando consigo um segundo conjunto de Tábuas onde estavam gravados os Dez Mandamentos.

Mas havia uma grande diferença entre os dois conjuntos. O primeiro não apenas era a “Palavra de D’us”, mas também a “Escrita de D’us”. As segundas Tábuas, apesar de também ser a “Palavra de D’us”, foram talhadas por Moshé. Esta diferença é altamente significativa.

As segundas Tábuas, produto do esforço humano, tendo sido gravadas por Moshé, perduraram, ao passo que as primeiras, produzidas e graciosamente concedidas pelo Todo Poderoso, não resistiram. O Midrash (Shemot Rabá, 46:1) descreve as segundas Tábuas como “força dupla”, comparando ambas. Era de se esperar que perdurasse o trabalho Divino, que é Eterno, enquanto que o produto de um ser humano, mortal, não. Paradoxicamente ou não, os destinos diferentes dos dois conjuntos são um exemplo de um ensinamento judaico particularmente enfatizado pela Cabalá: aquilo que se consegue sem esforço raramente perdura. A entrega dos Dez Mandamentos, ocorrida em Shavuot, foi uma dádiva dos Céus.

D’us outorgou a Torá ao Povo Judeu sem que eles tivessem que se esforçar para a merecer. O que comemoramos nessa festividade coloca-se em nítido contraste com o que celebramos em Simchat Torá: a conclusão do ciclo de leitura da Torá, quando, transcorrido um ano inteiro, os judeus estudaram, ou ao menos leram, todos os Cinco Livros de Moshé. Shavuot festeja a entrega de uma extraordinária dádiva Divina; Simchat Torá celebra o merecimento dessa dádiva.

É por isso que Simchat Torá, e não Shavuot, marca a conclusão da leitura da Torá. O júbilo verdadeiro e completo por receber algo somente pode ocorrer quando este algo não é, como o coloca o Talmud Yerushalmi, o “pão da vergonha” – ou seja, algo gratuito, pelo qual não se fez por merecer. A expressão significa que a maioria das pessoas se sente envergonhada de receber sem dar em troca: as pessoas não gostam de esmola; preferem fazer por merecer ao invés de receber algo graciosamente.

Ensina o Talmud: “Um indivíduo prefere uma medida de grão resultante de seu próprio esforço do que nove medidas dadas gratuitamente por um amigo”. Quando alguém recebe algo valioso – por exemplo, um jovem que receba uma herança de porte e se torna milionário – obviamente terá uma grande alegria. Contudo, esse júbilo não será tão completo como o que sentiria se a fortuna lhe tivesse chegado através de seus próprios esforços. O mesmo jovem ficaria muito mais feliz e realizado se tivesse iniciado um negócio do zero e ficado milionário. Algo que se recebe de graça geralmente é considerado “pão da vergonha” porque não traz nenhum orgulho ou sentido de realização.

ACREDITAMOS QUE O ETERNO é Um e só Ele pode ser adorado.


QUINTA PARTE DA REVELAÇÃO

CONHECENDO O MASHIACH IESHUA ATRAVÉS DA ÓTICA DOS SEUS TALMIDIM NUMA PERSPECTIVA JUDAICA. Uma visão completamente diferente da teologia romana, que criou uma versão do messias sob a perspectiva da mitologia grego romana.

CONCEITOS FUNDAMENTAIS: 

ACREDITAMOS QUE O ETERNO é Um e só Ele pode ser adorado. A Torah é o único padrão de justiça estabelecido pelo Eterno. Ieshua é o Messias, o primeiro ser criado pelo Eterno.

NÃO ACREDITAMOS: Na versão do messias romano que é supostamente um dos deuses da trindade, e também não cremos na doutrina que afirma ser o messias uma manifestação de deus. Usei deus com letras minúsculas, por respeito ao Eterno que é indivisível, incorpóreo e UNO.

VAMOS AGORA A QUINTA PARTE DA REVELAÇÃO: (Importante ler as partes anteriores que estão postadas no Blog: http://marcosandradeabrao.blogspot.com.br/

Após a fragmentação do primeiro recipiente, ele tornou-se um faixo de luz suspenso num espaço vazio e circular. O faixo de luz estava preso pela cabeça no topo do círculo ligado ao mundo do Eterno, o Ein Sof. Este faixo de luz na forma de um homem é chamado de Homem Original criado pelo Eterno, o Adam Kadmon. Ele foi o primeiro a ser criado no novo mundo pós recipiente, que agora estava vazio ao seu redor. Ele que era o recipiente em si, agora era um faixo de luz que precisava compartilhar do seu próprio ser, a fim de vir à existência através dele os mundos celestiais e o mundo físico. Dele então saiu os mundos e as criaturas que ocuparam os mundos. Primeiro foram criados os céus e aqueles que habitam nos céus e depois a terra e aqueles que habitam na terra. Adam Kadmon é Mashiach, o primeiro a ser criado, para ser uma lâmpada no mundo existente e por isto se diz: "A Palavra estava em um princípio, a Palavra estava próxima de D'us, a palavra era um Elohim (título dado a alguém que representa o Eterno, ou a um anjo ou espiritos maus e também atribuído ao Eterno, o Todo Poderoso - neste caso está sem o artigo definido, e assim fala do Messias como um Elohim, ou seja, um representante do Eterno). Ele estava no princípio com D'us (aqui refere-se ao Eterno e tem artigo definido e assim não é "um D'us", mas "O D'us"). Todas as coisas vieram a existência através dele e nem mesmo uma coisas veio a existência separada dele. Nele estava a vida e a vida era a Luz dos homens" Yochanan 1:1-4.

Primeiro foi criado os mundos celestiais, a começar por Atsilut, o mundo da emanação. Depois Bria, o mundo da Criação, vindo logo depois Ietsirá, o mundo da formação, e por último Assiá o mundo da ação, o qual é o nosso mundo. Nos mundos celestiais foram criados seres celestiais com corpos espirituais, e no Assiá foram criados seres humanos com a mesma forma de Adam Kadmon, mas com corpos carnais, feitos do pó da terra. O primeiro homem criado na terra se chamou de Adam Harishon, o primeiro homem terreno. Assim como Adam Kadmon foi a semente dos mundos e dos seres, assim Adam Harishon foi a semente para todos os humanos. Diríamos que o Assiá, o mundo da ação, é quase o fundo do posso, não fosse o guehinam (inferno), o qual de fato é o fundo do poço de toda a criação. A intensidade de luz diminui a cada mundo e quando chega ao mundo físico à intensidade é muito pequena e só conseguimos enxergar as coisas espirituais como se olhássemos em um espelho embaçado. Acerca disto Shaul Hashaliach disse: “Porque neste tempo (no mundo físico) percebemos através de um espelho como algo obscuro (como um espelho embaçado), mas naquele tempo (nos mundos espirituais) face a face. Neste tempo conhecemos de dentro de uma parte (uma pequena parte do mundo que saiu de Adam Kadmon e não do todo), mas naquele tempo se tornará totalmente conhecido (Adam Kadmon como um todo) de acordo como realmente é conhecido” 1 Coríntios 13:12. 
Este mundo físico, o Assiá, embora seja o mundo com menos luz é o mundo da reparação, pois quando Adam Kadmon pisar neste mundo e ligar a luz que está no topo do círculo com a parte mais baixa do círculo, então não existirá mais guehinam e os mundos estarão sintonizados, o que é o começo da grande Teshuvá, do retorno de todos ao recipiente original, onde assim como o Mashiach é um com o Eterno, nós também seremos um com o Mashiach, e o Mashiach e nós receberemos a Luz Divina que flui através do Ein Sof,o lugar onde não existe fim, e de onde procede toda a vida e cuja luz é inacessível. Acerca disto Shaul ensinou a Timóteo, o qual havia levado para circuncidar e fez dele um talmid (discípulo). Ele disse: “Observa Tu cuidadosamente o mandamento (da Torah) limpo e irrepreensível até a manifestação do nosso adon (senhor) Ieshua Hamashiach. O qual no tempo determinado será revelado (isto porque, depois de ressuscitar se ocultou até os últimos dias) pelo Bendito (Kadosh Baruch Hu), Único Poderoso, Rei dos reis, e Senhor dos senhores. O Único que tem a imortalidade (eternidade no sentido absoluto), habitando na Luz Inacessível (Ein Sof). O qual ninguém viu, nem mesmo um homem é capaz de ver. A Quem seja a honra e o domínio Eterno. Amen” 1 Timóteo 6:14-16. Em hebraico não existe o verbo “ter” e não se usa o verbo “ser” no presente, pois só o Eterno tem todas as coisas e só Ele existe no sentido absoluto da palavra. Todos nós, inclusive o Mashiach (Adam Kadmon) recebeu a vida do Eterno e depende Dele para existir. Observe também que o Eterno assume todos os títulos de forma absoluta. Ele, bendito seja o Seu nome, é O Salvador, embora o Mashiach é chamado também de salvador assim como outros homens que trouxeram libertação ao povo de Israel. Ele, O Eterno, é o Rei dos reis, embora o Mashiach é o Rei dos reis da terra. Ele é o Elohim, embora Moisés, os Juízes e o próprio Mashiach foram chamados de Elohim. Ele é tudo em todos como ensinou Shaul Hashaliach. Continuamos na sexta revelação. Estou tratando o assunto primeiro de forma generalizada e depois entrarei nos detalhes da criação e das criaturas de cada mundo. Shalom para todos!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Amidá.

Amidá é a Oração Central da Liturgia Judaica. A palavra significa "estar de pé", visto que se diz a oração de pé, olhando na direção de Jerusalém. Também é comumente chamada de Shmonê Esrei (dezoito, em hebraico), por conter inicialmente dezoito orações. Mais tarde, os Rabinos decretaram a inclusão de uma décima nona oração para que os Cristãos Primitivos infiltrados nas Sinagogas não pudessem recita-la já que a décima nona oração seria contrária a seu credo, mas o nome acabou permanecendo como dezoito.
A inclusão da 19ª. Brachá (benção) teria sido feita na Babilônia, no século III E.C, pela divisão de uma das orações em duas (David que construiu Jerusalém e David precursor do Messias).

Shemonê Esrê – Amidá – A Grande Oração

Ó Senhor, abre os meus lábios e minha boca proclamará o Louvor a Ti!

1ª Benção - Benção dos Patriarcas

Bendito sejas Tu, Eterno, nosso D-us e D-us de nossos pais; D-us de Abraão, D-us de Isaac e D-us de Jacob, o Grande, o Poderoso e Temível D-us; Altíssimo D-us que outorga bondades, que tudo cria e que recorda os atos de bondade dos Patriarcas e que contra grande amor fará vir um Redentor aos filhos de seus filhos, por amor do Seus nome. Ó Rei, Auxiliador, Salvador e Escudo! Bendito sejas Tu, Eterno, Escudo de Abraão

2ª Benção - Benção do Todo-Poderoso

Tu, Eterno, és Poderoso para sempre; Tu ressuscitas os mortos; Tu és Poderoso para salvar. (Tu fazes soprar o vento e cair a chuva). Tu sustentas os vivos com amorosa bondade, Tu ressuscitas os mortos com imensa misericórdia, amparas os que estão caindo, cura os doentes, libertas os cativos e cumpres a Tua promessa aos que dormem no pó. Quem é como Tu, ó Poderoso?

3ª Benção - Benção da Santificação de D-us

Tu és santo e Teu Nome é santo; e seres santos Te louvam diariamente por toda a eternidade. Bendito sejas Tu, Eterno, D-us santo.

4ª Benção - Benção da Sabedoria

Tu graciosamente dás o conhecimento ao homem e ensinas aos mortais a compreensão. Concede-nos, graciosamente, de Ti, sabedoria, compreensão e conhecimento. Bendito sejas Tu, Eterno, que dás graciosamente o conhecimento.

5ª Benção - Benção do Arrependimento

Faze-nos retornar, nosso Pai, à Tua Torá; aproxima-nos, nosso Rei, do Teu serviço e traze-nos de volta a Ti com arrependimento de todo coração. Bendito sejas Tu, Eterno, que desejas a penitência. (Teshuvá)

6ª Benção - Benção do Perdão

Perdoa-nos, nosso Pai, pois temos pecado; redime-nos, nosso Rei, pois temos transgredido; pois Tu és um D-us bom e que desculpa. Bendito sejas Tu, Eterno, clemente que perdoa em abundância.

7ª Benção - Benção da Redenção

Observa, por favor, nossa aflição e trava nossa batalha; redime-nos rapidamente pelo Teu Nome, pois Tu és poderoso D-us redentor. Bendito sejas Tu, Eterno, Redentor de Israel.

8ª Benção - Benção da Cura

Cura-nos, Eterno, e seremos curados, salva-nos e seremos salvos; pois Tu é o nosso louvor. Concede cura e remédio total a todas as nossas feridas; pois Tu, Rei Todo-Poderoso, és Aquele que cura, fidedigno e misericordioso. Bendito sejas Tu, Eterno, que cura os enfermos de Teu Povo Israel.

9ª Benção - Benção do Sustento

Abençoa para nós, Eterno, nosso D-us, este ano e toda a variedade de sua colheita para o bem; e outorga (no Verão Boreal): ‘bênção’, (ou no Inverno Boreal); ‘orvalho e chuva para benção sobre a face da terra. Sacia-nos com a Tua bondade e abençoa nosso ano como outros bons anos para benção; pois Tu és um D-us generoso que outorga bondade e abençoa os anos. Bendito sejas Tu, Eterno, que abençoa os anos.

10ª Benção - Benção da Reunião da Diáspora

Fazer soar o grande shofar para a nossa liberdade; ergue um estandarte para reunir os nossos exilados e recolhe-nos dos quatro cantos do mundo para a nossa terra. Bendito sejas Tu, Eterno, que reúne os dispersos (os exilados) do Seu povo Israel

11ª Benção - Benção do Retorno à Justiça

Restaura nossos juízes como outorga e nossos conselheiros com em tempos antigos; remove de nós tristeza e suspiro e reina sobre nós, Tu somente, Eterno, com bondade e compaixão, com retidão e justiça. Bendito sejas Tu, Eterno, Rei que ama retidão e justiça.

12ª Benção - Benção contra os Hereges

Que não haja esperança para os delatores e que todos os hereges e todos os perversos pereçam instantaneamente; que todos os inimigos de Teu Povo sejam rapidamente extirpados e que desarraigues, quebres, esmagues e subjugues o reinado da iniquidade rapidamente em nossos dias. Bendito sejas Tu, Eterno, que quebra os inimigos e subjuga os iníquos

13ª Benção - Benção dos Justos

Que se despertem Tuas misericórdias, Eterno, nosso D-us, para os justos, devotos e anciãos de Teu povo, a Casa de Israel, para os remanescentes de seus sábios, justos prosélitos (convertidos) e para nós. Concede ampla recompensa a todos que verdadeiramente confiam em Teu nome, e coloca nosso destino junto a eles; que jamais sejamos envergonhados, pois depositamos confiança em Ti. Bendito sejas Tu, Eterno, suporte e segurança dos justos

14ª Benção - Benção da Reconstrução de Jerusalém

E retorna com misericórdia a Jerusalém, Tua cidade, e mora nela como Tu prometeste; estabelece rapidamente o trono de David, Teu servo, e a reconstrói, breve em nossos dias, como uma edificação eterna. Bendito sejas Tu, Eterno, que reconstrói Jerusalém

15ª Benção - Benção do Messias, Filho de David

Faz o rebento de David, Teu servo, florescer rapidamente e aumenta o seu poder através de Tua salvação, pois por Tua salvação ansiamos todo o dia. Bendito sejas Tu, Eterno, que faz florescer o poder da salvação

16ª Benção - Benção "Ouve as Orações"

Ouve nossa voz, Eterno, nosso D-us; misericordioso Pai, tem compaixão de nós e aceita nossas preces com misericórdia e favor, pois Tu és D-us que ouve as preces e as súplicas; não nos despeças de Ti de mãos vazias, nosso Rei, pois Tu escutas as preces de todos. Bendito sejas Tu, Eterno, que ouve a prece

17ª Benção - Benção do Serviço

Observa favoravelmente, Eterno, nosso D-us, Teu povo Israel a atende sua prece; restaura o serviço ao Teu Santuário e aceita com amor e favor as oferendas de fogo (sacrifícios) de Israel e suas preces; e que o serviço de Teu Povo Israel seja sempre bem aceito. Que nossos olhos possam ver Teu retorno a Tsion misericordiosamente. Bendito sejas Tu, Eterno, que restaura Tua Presença Divina a Tsion

18ª Benção - Benção de Louvor

Reconhecemos com gratidão que Tu és o Eterno, nosso D-us e o D-us de nossos pais, para todo sempre. És a força de nossa vida, o escudo de nossa salvação em toda geração. Te agradeceremos e relataremos Teu louvar à noite, de manhã e ao meio-dia, por nossas vidas que estão entregues a Tua mão, por nossas almas que estão depositadas em Ti, por Teus milagres que estão conosco diariamente e por Tuas maravilhas e benevolências a todo momento. Tu és Bom, pois Tuas misericórdias nunca cessam; e és o Misericordioso, pois Tuas bondades jamais terminam; porque sempre depositamos nossa esperança em Ti. E, por tudo isto, que Teu Nome, nosso Rei, seja abençoado, exaltado e enaltecido, por toda a eternidade. E que todos os seres vivos Te agradeçam para sempre e louvem Teu grande Nome eternamente, pois Tu és bom. Eterno, Tu és nossa salvação e ajuda perpétua, ó Senhor benevolente. Bendito sejas Tu, Eterno, Benéfico é Teu Nome e a Ti é adequado agradecer.

19ª Benção da Paz

Conceda a paz, bem-estar, benção, graça, bondade e misericórdia para nós, e a todo o Israel, teu povo. Abençoa-nos, ó nosso Pai, mesmo todos nós juntos, com a luz da tua face, pois, à luz de Seu semblante deu-nos, ó Eterno nosso D'us, a Torá da vida benignidade, e justiça, bênção, vida a misericórdia e a paz, e o meu seja bom aos teus olhos para abençoar o teu povo Israel em todos os momentos e em todas as horas com a tua paz.

Bendito és Tu, ó Eterno, que abençoa o teu povo Israel com paz.

Uma Historia real


Na época da expulsão dos judeus da Espanha,
 inúmeros judeus fingiram converter-se ao catolicismo
 para salvar suas vidas e as escondidas mantinham
 seu judaismo , entre eles estava o , conselheiro do
 Rei Fernando de Aragão o Don Manuel.

Por fim, a Inquisição descobriu que Don Manuel era na

 verdade um judeu praticante, e ele foi condenado à morte na fogueira.

Na hora da punição de Don Manuel, o próprio Rei Fernando compareceu

 para presenciá-la. O soberano que devia muitos favores aos serviços 
prestado por Don Manuel ao seu Reinado , ofereceu a ele a Don Manuel
 uma última chance , e disse o rei, "Se me prometer que irá tornar-se um
 bom católico e jamais adotar novamente quaisquer práticas judaicas,
 pouparei sua vida."

Don Manuel olhou em volta freneticamente e começou a gritar:

 "A corrente! A corrente! Como pode uma corrente ser quebrada?"

" È Impossivel quebrar a corrente!"

"Que corrente?" perguntou o Rei Fernando de Aragão .

 "Não há corrente alguma te segurando."

"A corrente!" gritou Don Manuel. "A corrente que me liga a

 meus pais Avraham, Yitschac e Yaacov (Abraão, Isaac e Jacó) - 
como pode a corrente ser quebrada? Como posso concordar em
 permitir que aquela corrente seja quebrada?"

Então, com Shemá Yisrael nos lábios, Don Manuel caminhou para a morte.

Qual é a visão no Tanakh de Morte e Vida Após a Morte?

Qual é a visão no Tanakh de Morte e Vida Após a Morte? por Melech ben Ya'aqov 27 de outubro de 2004

Traduzido por Aryeh Benyehuda Ben Ya’aqov 

Há um equívoco comum de que os Karaitas não acreditam em vida após a morte e na ressurreição dos mortos. Este equívoco vem principalmente das declarações feitas por Josefo a respeito dos saduceus (ie Antiguidades, Livro 18, capítulo 1, Secções 3-4), uma vez que os saduceus são considerados os ancestrais ideológicos dos Karaitas. Na verdade, muito pouco se sabe sobre os saduceus e seu sistema de crenças e é muito provável que as declarações feitas por Jospehus representam as opiniões de um determinado grupo de saduceus. De fato, seria difícil para um karaíta não acreditar em vida após a morte ou na ressurreição dos mortos, uma vez que o Tanakh está cheio de referências a ambos, incluindo uma declaração direta da ressurreição em Daniel 12:2. Deve-se notar que esta passagem está em contraste gritante com a doutrina da reencarnação, popular entre muitos rabinos, para a qual não há suporte qualquer suporte no Tanakh. Na verdade, o Tanakh implica exatamente o oposto em vários versos: que a vida que vivemos é a nossa única vida, para fazer vivê-la o melhor possível! Abaixo, eu compilei uma lista de fontes que lidam com a questão da vida após a morte e da ressurreição dos mortos. Deuteronômio 11:13 O Tanakh enfatiza recompensa e prazer neste mundo, não em vida após a morte. Os rabinos distorcem e exageram esta vida após a morte ("olam ha'ba") e suas recompensas e punições. E será que, se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que hoje vos ordeno, de amar ao SENHOR vosso Deus, e de o servir de todo o vosso coração e de toda a vossa alma,
Então darei a chuva da vossa terra a seu tempo, a temporã e a serôdia, para que recolhais o vosso grão, e o vosso mosto e o vosso azeite.
E darei erva no teu campo aos teus animais, e comerás, e fartar-te-ás.
Deuteronômio 11:13-15
Deuteronômio 18:10 No entanto, vemos a partir desse versículo que o Tanakh não acredita em vida após a morte. Veja também Levítico 20:27. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem mago, nem bruxo, nem feiticeiro;
Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;
Deuteronômio 18:10-11 __________________________________________ Quando uma pessoa morre nos Cinco Livros de Moisés, ele é "congregado ao seu povo". Aqui vemos a mesma frase usada por Abraão, Isaac, Jacó e Moisés. Ela também é usado para Ismael e Aharon. Gênesis 25:8 / Abraham (8) E Abraão expirou, morrendo em boa velhice, velho e cheio de dias, e foi congregado ao seu povo. Gênesis 35:29 / Isaac (29) E Isaque expirou, e morreu, e foi congregado ao seu povo, velho e cheio de dias, e Esav e Yaaqov, seus filhos, o sepultaram. Gênesis 49:33 / Yaaqov (33) Acabando, pois, Jacó de dar instruções a seus filhos, encolheu os pés na cama, e expirou, e foi congregado ao seu povo.
Números 27:13 / Moisés (13) E quando tu tiveres visto, também tu serás recolhido ao teu povo, como foi reunido Arão, teu irmão. __________________________________________ A frase similar ", ele dormiu com seus pais", é usado no resto do Tanakh.


É interessante notar que esta frase é usada tanto para bons reis quanto para ruins. Assim, o ponto de vista do Tanakh parece apontar para um pós vida amoral, em contraste com a doutrina rabínica em que o bom vai para o céu (olam ha'ba) e os maus vão para o inferno (Gehenom). Alguns exemplos da frase seguir.

I Reis 2:10 / David (10) E Davi dormiu com seus pais, e foi sepultado na cidade de David. I Reis 11:43 / Salomão (43) E Salomão dormiu com seus pais, e foi sepultado na cidade de Davi, seu pai, e Rehovam seu filho, reinou em seu lugar. I Reis 14:31 / Rehovam (31) E Rehovam dormiu com seus pais, e foi sepultado com seus pais na cidade de Davi, e o nome de sua mãe eraa Naama, a amonita. E Abias, seu filho, reinou em seu lugar. I Reis 15:24 / Asa (24) E Asa dormiu com seus pais, e foi sepultado com seus pais na cidade de Davi, seu pai, e Jeosafá, seu filho, reinou em seu lugar. I Reis 22:40 / Ahav (40) Assim Ahav dormiu com seus pais, e Acazias, seu filho, reinou em seu lugar. I Reis 22:51 / Josafá (51) E Jeosafá dormiu com seus pais, e foi sepultado com seus pais na cidade de Davi, seu pai, e Jorão seu filho, reinou em seu lugar. Segundo Reis 21:18 / Menashe (18) E Menashe dormiu com seus pais, e foi sepultado no jardim da sua casa, no jardim de Uzá, e Amom, seu filho, reinou em seu lugar. __________________________________________ A "história" da morte na Torá.
Gênesis 3:19 A morte é introduzida pela primeira vez no mundo como conseqüência do pecado. É um estado anti natural. (19) No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado, porque tu és pó, e ao pó te tornarás ". Gênesis 6:3 A vida do homem é encurtada devido, aparentemente, por continuar no pecado. (3) E YHWH disse: "Meu espírito não permanecerá para sempre no homem, porquanto ele é carne, pois, que seus dias serão cento e vinte anos." Isaías 25:6 A morte acabará por ser desfeita. E o YHWH dos Exércitos dará neste monte a todos os povos uma festa com animais gordos, uma festa de vinhos velhos, com tutanos gordos, e com vinhos velhos, bem purificados.
E destruirá neste monte a face da cobertura, com que todos os povos andam cobertos, e o véu com que todas as nações se cobrem.
Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o YHWH Eloheinu as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra; porque o YHWH o disse.
E naquele dia se dirá: Eis que este é o nosso Elohim, a quem aguardávamos, e ele nos salvará; este é o YHWH, a quem aguardávamos; na sua salvação gozaremos e nos alegraremos.
Isaías 25:6-9 __________________________________________ Sheol, o poço da morte, é o lugar onde todos, bons ou maus, vão quando morrem. Lá, os seres humanos falecidos existem como um fio de energia psíquica conhecido como "Rephaim", livremente traduzido como fantasmas.


Gênesis 37:35 Primeira menção de sheol na Torá. (35) E todos os seus filhos e todas as suas filhas levantaram-se para consolá-lo, mas ele recusou ser consolado, e disse: 'Não, mas com choro vou descer à sepultura (sheol) para o meu filho . E seu pai chorou por ele. Números 16:29 A história de Corá e a sua congregação. (29) Se estes homens morrerem como morrem todos os homens, e forem visitados como são visitados todos os homens, então YHWH vos não me enviou. (30) Mas, se YHWH fazer uma coisa nova, e a terra abrir a sua boca e os tragar com tudo o que pertencer-lhes, e eles descerem vivos para a cova (Seol), então conhecereis que estes homens têm a YHWH desprezado. Isaías 14:9 O mundo inferior (Sheol) desde o profundo se turbou por ti, para te sair ao encontro na tua vinda; despertou por ti os mortos, e todos os chefes da terra, e fez levantar dos seus tronos a todos os reis das nações.
Salmos 141:7
Os nossos ossos são espalhados à boca da sepultura (Sheol) como se alguém fendera e partira lenha na terra.
__________________________________________ O "rephaim" ou, literalmente, "os impotentes" são os habitantes do Sheol . Salmos 88:11
Mostrarás, tu, maravilhas aos mortos, ou as sombras (rephaim) se levantarão e te louvarão? (Selá.)
Salmos 88:10 ( Na tradução JFA) Provérbios 9:18 (18) Mas ele não sabe que as sombras (rephaim) estão lá, que os seus convidados estão nas profundezas do Seol (sheol). __________________________________________ A fascinante passagem do reino do Sheol no Tanakh é a história do rei Saul e a Ov ( Feiticeira ) de Ein Dor. Isso prova sem dúvida que, na visão Tanakh, existe um estado de pós morte, mas em um estado reduzido ou estado de repouso. I Samuel 28:7 Então disse Saul aos seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela, e consulte por ela. E os seus criados lhe disseram: Eis que em En-Dor há uma mulher que tem o espírito de adivinhar.
E Saul se disfarçou, e vestiu outras roupas, e foi ele com dois homens, e de noite chegaram à mulher; e disse: Peço-te que me adivinhes pelo espírito de feiticeira, e me faças subir a quem eu te disser.
Então a mulher lhe disse: Eis aqui tu sabes o que Saul fez, como tem destruído da terra os adivinhos e os encantadores; por que, pois, me armas um laço à minha vida, para me fazeres morrer?
Então Saul lhe jurou por YHWH, dizendo: Vive YHWH, que nenhum mal te sobrevirá por isso.
A mulher então lhe disse: A quem te farei subir? E disse ele: Faze-me subir a Samuel.
Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou com alta voz, e falou a Saul, dizendo: Por que me tens enganado? Pois tu mesmo és Saul.
E o rei lhe disse: Não temas; que é que vês? Então a mulher disse a Saul: Vejo elohim que sobem da terra.
E lhe disse: Como é a sua figura? E disse ela: Vem subindo um homem ancião, e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se prostrou.
Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir? Então disse Saul: Mui angustiado estou, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Elohim se tem desviado de mim, e não me responde mais, nem pelo ministério dos profetas, nem por sonhos; por isso te chamei a ti, para que me faças saber o que hei de fazer.
1 Samuel 28:7-15
__________________________________________ A visão judaica do pós vida por Simcha Paul Raphael, p. 56 Na visão Tanakh, vida e morte não são absolutos e irreversíveis. "A morte não foi concebido como uma aniquilação completa, o término da existência, mas sim como uma diminuição de energia. Vida e morte eram vistos como pólos de um continuum de energia vital. Na vida, a energia, ou nefesh, era dinamicamente presente, na doença, ele estava enfraquecido, e na morte, houve uma perda máxima de vitalidade ". __________________________________________
A filosofia de Koheleth (Eclesiastes ') da morte. A. Amoralidade da morte / vida após a morte Koheleth 2:15 (15) Assim eu disse no meu coração: Como acontece ao tolo, assim que isso vai acontecer até mesmo a mim, e por que eu estava, então, mais sábio? Então eu disse no meu coração que também isto é vaidade. (16) Pois do sábio, bem como do estulto, a memória não durará para sempre, visto que nos dias que virão todo tempo passado é esquecido. E como deve o homem sábio morrer assim como o tolo! Koheleth 9:02 (2) Tudo sucede igualmente a todos, não é um evento para os justos e os ímpios, ao bom e ao puro e ao impuro;ao que Lhe dá os sacrifícios, e ao que não Lhe sacrifíca ,como é com o bom, assim é com o pecador, e aquele que jura como ao que teme o juramento. B. A dualidade do corpo / alma Koheleth 3:21 Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra

Koheleth 12:7
E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu. C. Não há reencarnação (que não deve ser confundida com a ressurreição) Koheleth 9:06
Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.

Koheleth 9:10
Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.
D. Juízo Koheleth 12:13 Koheleth passa boa parte de seu discurso lamentando a falta de justiça neste mundo, portanto, o julgamento, ele fala sobre, aparentemente, ocorre no momento da ressurreição. (Veja Daniel 0:02).
De tudo o que se tem ouvido, a finalidade é: Teme a Elohim, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.
PorqueElohim há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.
Eclesiastes 12:13-14 __________________________________________ Ressurreição Ezequiel 37 A profecia dos ossos secos. Há muita discussão sobre se estes versos serem tratados de forma literal ou entendidos como uma metáfora para a Casa de Israel. Certamente há uma metáfora aqui, mas observe os versículos 12 a 14, que podem muito bem serem interpretados de forma literal.
Ezequiel 37: 1-14 Veio sobre mim a mão de YHWH, e ele me fez sair no Espírito de YHWH, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos. E me fez passar em volta deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale, e eis que estavam sequíssimos. E me disse: Filho do homem, porventura viverão estes ossos? E eu disse: YHWH Eloheinu, tu o sabes. Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra de YHWH. Assim diz o YHWH Eloheinu a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis. E porei nervos sobre vós e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis, e sabereis que eu sou YHWH. Então profetizei como se me deu ordem. E houve um ruído, enquanto eu profetizava; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram, cada osso ao seu osso. E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles espírito. E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o YHWH Elohim: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. E profetizei como ele me deu ordem; então o espírito entrou neles, e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo. Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós mesmos estamos cortados.
Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o YHWH Elohim: Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.
E sabereis que eu sou YHWH, quando eu abrir os vossos sepulcros, e vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu. E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, YHWH, disse isto, e o fiz, diz YHWH.


Declarações mais explícitas da ressurreição e o fim da morte.

A morte é um estado anti-natural, para começar, só caiu sobre nós devido ao pecado. Assim, as pessoas realmente não morrem, no sentido de deixar de existir, mas elas "dormem no pó", como "Rapha", aguardando a ressurreição. Embora a morte exista, a alma e a existência, estando ligado diretamente a Yehowah, são eternas e indestrutíveis. O cumprimento da missão da humanidade sobre a terra parece ser um retorno ao "Jardim do Éden", em que a morte o tempo vai serão erradicados. Isaías 26:19 Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos.
Isaías 26:19
Isaías 25:6-8 E YHWH dos Exércitos dará neste monte a todos os povos uma festa com animais gordos, uma festa de vinhos velhos, com tutanos gordos, e com vinhos velhos, bem purificados.
E destruirá neste monte a face da cobertura, com que todos os povos andam cobertos, e o véu com que todas as nações se cobrem.
Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará YHWH Elohim as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra; porque YHWH o disse.

Daniel 12:2-3 A declaração mais explícita da ressurreição no Tanakh.
E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas sempre e eternamente.

__________________________________________ Conclusão - O sistema inteiro em poucas palavras: 1.Terra-universo. criação 2. Vida Eterna dada em Gan Eden 3.Pecado - a morte como maldição 4.Vida encurtada para 120 anos 5.Perssoa morre, desce ao Sheol para dormir como refaim com parentes aguardando a geração da ressurreição 6. Últimos dias (por vir) - mortos ressuscitam 7.Mundo re-entra em perfeito estado de volta ao Gan Eden sem morte 8.Terra- universo destruído

Liturgia Judaica.

Judeus observantes orar nos cultos formais três vezes por dia, todos os dias: a noite (Maariv), no período da manhã (Shacharit), e na parte da tarde (Minchá). Orações diárias são coletados em um livro chamado um Sidur, que deriva da raiz hebraica que significa ordem, porque o sidur mostra a ordem das orações. É a mesma raiz da palavra seder , que refere-se à Páscoa de serviço local.
Sem dúvida mais antiga nossa oração diária fixa é a Sema. Isto consiste em Deuteronômio 6,4-9 , Deuteronômio 11,13-21 , e Números 15,37-41 . Observe que o primeiro parágrafo nos ordena a falar destes assuntos ", quando você se aposentar e quando surgir". Desde os tempos antigos, este mandamento foi cumprido por recitar o Shema duas vezes ao dia: manhã e noite.
O próximo grande desenvolvimento na oração judaica ocorreu durante o exílio babilônico, no século 6 aC As pessoas não foram capazes de sacrificar no Templo naquele tempo, então eles usaram a oração como um substituto para o sacrifício. "As ofertas dos nossos lábios, em vez de touros", como disse Oséias. As pessoas se reuniram para orar três vezes por dia, correspondentes a duas da manhã e da tarde sacrifícios diários ea queima do que sobrou dos sacrifícios à noite. Houve um momento de oração adicionais sobre sábados e certos feriados , para corresponder aos sacrifícios adicionais daqueles dias. Alguns sugerem que este pode já ter sido uma prática comum entre os piedosos antes do Exílio.
Depois do exílio, esses serviços diários de oração continuou. No quinto século aC , os Homens da Grande Assembléia compôs uma oração básica, que abrange tudo o que você poderia querer orar. Este é o "Shemoneh Esrei", o que significa 18 e refere-se aos 18 bênçãos originalmente contidos na oração. É também referida como a Amidá (em pé, porque nós estamos, enquanto nós recitá-lo), ou Tefilá (oração, como na oração, porque é a essência de toda a oração judaica). Esta oração é a pedra angular de todo o serviço judaica.
As bênçãos do Esrei Shemoneh pode ser dividido em três grupos: três bênçãos louvando a Deus, fazer solicitação 13 (perdão, redenção, a saúde, a prosperidade, a chuva no seu tempo, reunião dos exilados, etc), e três expressar gratidão e tendo sair. Mas espere! Que é de 19! E não estamos apenas dizer que esta oração é chamada de 18?
Um dos pedidos 13 (um contra hereges) foi adicionado ao redor do segundo século dC , em resposta à crescente ameaça de heresia (principalmente o cristianismo), mas, nesse momento, a oração já foi conhecida como a Esrei Shemoneh, eo nome ficou, embora houvesse agora 19 bênçãos.
Outra parte importante dos serviços de oração certos é uma leitura da Torá (5 primeiros livros da Bíblia) e os Profetas. A Torá foi dividido em seções, de modo que se cada uma dessas seções é lido e estudado por uma semana, podemos cobrir toda a Torá em um ano a cada ano (isso funciona bem nos anos 13 meses bissextos, mas em 12 meses anos regulares que dobrar porções menores em algumas semanas). Em vários momentos da nossa história , os nossos opressores não nos permitem ter leituras públicas da Torá, para que ler uma seção que corresponde aproximadamente a partir dos Profetas (referido como um Haftarah). Hoje, lemos tanto a parte da Torá e da porção Haftarah. A Torá é lido às segundas-feiras, quintas-feiras, sábados , e algumas "férias" (incluindo jejuns). A Haftará é lido em alguns sábados e feriados. A Torá e Haftará leituras são realizadas com grande cerimônia: a Torá é desfilaram ao redor da sala, antes de ser trazido para descansar no bimah (pódio), e é considerado uma honra ter a oportunidade de recitar uma bênção e fazer a leitura ( esta honra é chamado uma aliá). Para mais informações, consulte leituras semanais da Torá .
Este é o coração do serviço de oração judaica. Há alguns assuntos outros que devem ser mencionados, no entanto. Há uma longa série de manhã bênçãos no início do serviço de manhã. Algumas pessoas recitar desses em casa. Eles lidam com uma série de preocupações com a obtenção de manhã, e as coisas que somos obrigados a fazer diariamente. Há uma seção chamada Pesukei d'Zemira (versos de canção), que inclui uma série de salmos e hinos. Alguns gostam de pensar nele como um warm-up, ficando você no clima para a oração da manhã.
Há também algumas orações particularmente significativas. O mais importante na mente popular é o Kaddish , a oração única grande em aramaico, que louva a Deus. Aqui está uma pequena parte, em Inglês:
Que Seu grande nome crescer exaltado e santificado no mundo que Ele criou como quis. Ele pode dar asas à sua realeza em suas vidas e em vossos dias, e nas vidas de toda a família de Israel, rapidamente e em breve. Que Seu grande nome seja abençoado para sempre e sempre. Bendito, louvado, glorificado, exaltado, exaltado, poderoso. . .
Existem diversas variações sobre ele para diferentes tempos no serviço. Uma variação é reservado para os enlutados a recitar, a congregação apenas fornecer as respostas necessárias. Muitas pessoas pensam que o Kadish como uma oração enlutado, porque o filho mais velho habitualmente recita-lo por um determinado período após a morte de um pai, mas na verdade é muito mais amplo do que isso. Parece que originalmente se separou cada parte do serviço, e uma rápida olhada em qualquer livro de oração ou o nosso esquema abaixo mostra que é recitado entre cada seção, em gerações recentes, tornou-se a ser utilizado como uma oração enlutado, mesmo fora no contexto dos serviços de oração formal ou estudo da Torá.
Outra oração popular é Aleinu, que a maioria das pessoas recitar ou perto do final de cada serviço, embora seja requerida apenas dentro Mussaf em Rosh Hashaná . Ele também louva a Deus. Aqui é um pouco do que em Inglês, para lhe dar uma idéia:
É nosso dever, para louvar o Senhor de tudo, atribuir grandeza ao Molder da criação primordial, pois Ele não nos fez como as nações das terras. . . Portanto, nós colocamos a nossa esperança em você, Adonai nosso Deus, para que possamos ver em breve o seu esplendor poderoso. . . Naquele dia, Adonai será Um e seu nome será um.
Em determinados feriados, também recitar Hallel, que consiste dos Salmos 113-118.
Muitos feriados tem adições especiais para a liturgia. Veja Yom Kippur Liturgia para adições relacionados a esse feriado.
Esboço de Serviços
Há algumas outras coisas, mas essa é uma idéia muito boa do que está envolvido. Aqui é um esboço da ordem dos serviços diários:
1. Serviço noite (Maariv)
a. Sema e suas bênçãos
b. Kadish
c. Silenciosa Amidá (oração em pé)
d. Kadish
2. Serviço de manhã (Shacharit)
a. Kadish
b. Sema e suas bênçãos
c. Amidá
d. Kadish
e. Hallel, se for o caso
f. Torá leitura (segundas, quintas, sábados e feriados), seguido de Kadish
g. Ashrei ( Salmo 145 ), e outras orações de encerramento, Salmos, e hinos (não aos sábados e feriados; recitado no final de Mussaf vez nesses dias), seguido de Kadish
3. Serviço adicional (Mussaf) (sábados e feriados apenas; recitou imediatamente após Shacharit)
a. Amidá
b. Kadish
c. orações finais, Salmos, e hinos
d. Kadish
4. Serviço tarde (Minchá)
a. Ashrei ( Salmo 145 )
b. Kadish
c. Amidá
d. Kadish
Variações de movimento para movimento
A descrição acima é de acordo com a prática ortodoxa. O serviço de reforma, embora muito menor, segue a mesma estrutura básica e contém versões mais curtas as mesmas orações, com algumas mudanças significativas no conteúdo (por exemplo, em uma bênção do Esrei Shemoneh, em vez de louvar a Deus que "dá vida ao mortos ", eles louvar a Deus que" dá vida a todos ", porque eles não acreditam na ressurreição). A versão conservador é muito semelhante à versão ortodoxa e contém apenas pequenas variações no conteúdo das orações (semelhante ao exemplo de Reforma). Veja Movimentos do judaísmo para saber mais sobre a distinção teológica entre ortodoxos, conservador, Reforma e.
Há algumas diferenças significativas na forma como os serviços são realizados em diferentes movimentos:
1. Em ortodoxos, mulheres e homens estão sentados separadamente, em Reforma e Conservador, todos se sentam juntos. Veja O Papel das Mulheres na Sinagoga .
2. Em Ortodoxa e geralmente conservador, tudo está em hebraico. Na reforma, a maioria é feita no idioma local, embora eles estão usando cada vez hebraico.
3. Em Ortodoxa, a pessoa que conduz o serviço está de costas para a congregação, e ora enfrentam a mesma direção da congregação, em reformistas e conservadores, a pessoa que conduz o serviço enfrenta a congregação.
4. Conservador e Reforma são bastante rigidamente estruturado: todo mundo mostra-se, ao mesmo tempo, deixa, ao mesmo tempo, e faz a mesma coisa, ao mesmo tempo, é um pouco mais ortodoxa de forma livre: as pessoas mostram-se quando elas aparecem, apanhar a todos os outros em seu próprio ritmo, muitas vezes, fazer as coisas de forma diferente do que todo mundo. Isto é difícil se você não sabe o que está fazendo, mas uma vez que você tem uma alça sobre o serviço, você pode achar que é muito mais confortável e inspirador do que tentar ficar em uníssono.

Cuidado

Lembro-me da história do Rabino que, cedendo aos apelos da sua esposa pobre,
 fez uma prece pedindo por provisão. No dia seguinte acordou e notou que a
 perna da mesa era de ouro. Nesta mesma noite ele teve um sonho, que estava
 no paraíso e todas as mesas onde se sentavam os justos era de ouro, mas a sua,
 faltava uma perna.

Ele soube que a perna de ouro que estava em sua casa havia sido tomada da mesa que,

 no paraíso se destinava a ele. Tratou de devolvê-la assim que acordou sabendo que não
 pertencia a ele neste mundo.

Assim, são aqueles a quem, nenhuma riqueza lhes foi destinada, mas cercam-se de

 ferramentas com intuito de "roubar os céus" tentando adquirir o que não lhes pertence.
 Aproximam-se dos Sábios e da Sabedoria com intenções impuras de enriquecimento,
 prosperidade defeituosa, para adquirirem bens materiais e muitas vezes tesouros
 espirituais os quais não lhes foram destinados.

E aqui vai um aviso, sobre certos "Professores" que se dizem "Mestres da Sabedoria"

 mas a colocam à venda por qualquer valor expondo-a àqueles que não tem permissão 
para tomá-la...

Pense na razão do porque os tesouro eram escondidos em baús, trancados e guardados

 em lugares secretos e mapas codificados era criados e somente aqueles que conheciam
 os códigos teria acesso ao tesouro: MÉRITO!!!

É exatamente disso que a vida é feita, de MOMENTOS...



"Momentos que TEMOS que passar, 
sendo bons ou ruins, para o nosso próprio aprendizado.
 Nunca esquecendo do mais importante: Nada nessa vida é por acaso.
Absolutamente nada. Por isso, temos que nos preocupar em fazer a

 nossa parte, da melhor forma possível.
A vida nem sempre segue a nossa vontade, 

mas ela é perfeita naquilo que tem que ser."

Kipa.

Este é outro símbolo que tem um significado muito forte e lindo. Oriundo da raiz da palavra Kippur, que entre outros  sentidos, significa  cobertura. Sendo uma lembrança de que o seu usuário tem uma estatura e não pode acrescentar nada a ela. E que a partir desta estatura existe um D’us muito maior que ele a quem este prestará contas,  o D’us Criador de todo o Universo. Não se trata de um chapeuzinho apenas, como alguns costumam chamar, mas algo relacionado a D’us e que tem em seu objetivo a lembrança do tamanho de D’us em relação ao homem. Aquele que cobre, direciona, governa e está acima de tudo e de todos, e que a essência da escritura é de humildade, Levítico  8:9; Levítico 16:4.
É interessante notar que todos os símbolos utilizados pelos judeus, é para que este se  lembre de seu compromisso com o Eterno D’us e que têm o sentido de trazer à sua memória (memória do homem), a reverência e a lembrança do Eterno .  Lamentações 3:21 É claro que Deus não precisa de símbolos para abençoar o homem, mas o detalhe é justamente este, pois o homem precisa de sinais e símbolos para lembrar-se de seu Criador. E estar sempre se lembrando de sua aliança feita com Ele. O homem foi criado “à imagem de D’us”. Portanto ele deve vestir-se com dignidade. A cabeça como fonte de moral, representa a parte mais importante no corpo humano. Ao cobrir a cabeça, traz-se a memória de quem o usa que todo o seu ser, toda a sua vida deve estar debaixo da cobertura do Eterno. O princípio do uso do kipá, está relacionado ao Sacerdote que assistia  diante do Senhor não podia estar com a cabeça descoberta no tabernáculo.

Tefilin

Em hebraico תפילין, com raiz na palavra tefilá, significando “prece”, é o nome dado a duas caixinhas de couro, cada qual presa a uma tira de couro de animal kasher, dentro das quais está contido um pergaminho com os quatro trechos da Torá em que se baseia o uso dos filactérios (Shemá Israel, Vehaiá Im Shamoa, Cadêsh Li e Vehayá Ki Yeviachá). Também é conhecido em português como filactério, vindo do termo grego fylaktérion, que significa basicamente “posto avançado”, “fortificação” ou “protecção”, o que explica a utilização destes objectos como protecção ou amuleto.
Conteúdo dos tefilim Os tefilins contêm pergaminhos onde estão inscritos quatro trechos da Torá que enfatizam a recordação dos mandamentos e da obediência a D-us. Essas porções do texto bíblico, conforme vertidos para português pela tradução Almeida, Versão Corrigida e Fiel, são alistados em seguida segundo a ordem em que surgem no conjunto dos textos sagrados: * Êxodo 13:1-10, * Êxodo 13:11-16, Deuteronômio 6:4-9, Deuteronômio 11:13-21, Estes trechos da Torá são conhecidos pelos judeus como Shemá Yisrael (o mais importante, e citado acima em terceiro lugar), Vehaiá Im Shamoa, Cadêsh Li e Vehayá Ki Yeviachá.
Utilização: O judaísmo rabínico diz que além dos mandamentos da Torá, Moshê também recebeu através da Torá Oral os procedimentos de como confeccionar os tefilin, que teriam sido transmitidos de geração em geração até serem escritos na Mishná, no Talmud e no Shulkhan Arukh. Os rabinos defendem que os tefilin sejam colocados diariamente pelas manhãs com a prece matinal ou pelo menos até o pôr-do-sol recitando-se o Shemá. Os tefilin somente não são utilizados em Shabat, Yom Tov e Chol Hamoêd. A partir dos 13 anos de idade, com o Bar mitsvá um menino passa a usar os tefilin. Em seu método de utilização coloca-se uma caixinha no braço esquerdo para que fique próxima do coração (shel yad) e enrola-se uma das tiras na mão esquerda, e a outra caixinha na testa, entre os olhos, como frontal (shel rosh). A respeito da prática de usar tais caixinhas, ou filactérios, The Jewish Encyclopedia (A Enciclopédia Judaica, 1976, Vol. X, página 21) observa:
“As leis que governavam o uso de filactérios foram tiradas pelos Rabinos de quatro trechos bíblicos. Ao passo que esses trechos foram interpretados literalmente pela maioria dos comentaristas, [...] os Rabinos sustentavam que somente a lei geral foi expressa na Bíblia, a sua aplicação e elaboração sendo assuntos inteiramente da alçada da tradição e da dedução.”
De acordo com o Shulkhan Arukh, no momento de colocar tefilin é considerado como se o judeu cumprisse toda a Torá. Talmud Rosh Hashaná 17a menciona que aquele que nunca colocou tefilin comete uma falha muito grave. Os sábios judeus consideram que ao usar tefilin, todos os povos temerão Israel. Esta ênfase foi dada, por exemplo, pelo Rebe de Chabad em 1967 que pouco antes da Guerra dos Seis Dias proclamou que Israel estava em grande perigo e incentivou uma campanha pelo uso dos tefilins. A surpreendente e rápida vitória de Israel nesta guerra foi atribuída pelo Rebe ao grande número de pessoas que aderiram a campanha.
A recomendação é que tefilins sejam adquiridos apenas de pessoas confiáveis e que sejam verificados de ano em ano por um sofêr.

(Bereshit 2:7)



E formou YHWH Ulhím a Adam do pó de Adamá,
e soprou em suas narinas "Neshamá de Vidas",
e foi Adam Alma de Vidas. 
(Bereshit 2:7)

Os mortos podem nos ouvir?

Pergunta:
Meu filho faleceu recentemente num acidente. Eu gostaria de saber se ele pode nos ver ou ouvir aqui na terra. Ele ainda está cônscio de nós agora? Seus comentários são importantes.
Mãe sentindo falta do filho
Resposta:
O mistério da morte é algo que não podemos realmente entender. Por que algumas almas descem aqui por tão pouco tempo, somente para serem tiradas de nós, não podemos explicar.
Mas sabemos que apenas o corpo morre, não a alma. E é a alma de uma pessoa que amamos. Nossa conexão com nossos entes queridos não é com sua presença física, mas sua pessoa, seu amor, seu espírito. E aquele relacionamento jamais desaparece. Apenas assume outra forma.
O Rebe certa vez falou com uma mãe que estava inconsolável após a perda de seu filho. “E se eu dissesse a você que seu filho não está morto? Ele foi para um lugar onde está a salvo e feliz. Não sente dor, não tem medo, não tem arrependimentos. Você não pode vê-lo. Mas pode enviar a ele pacotes de amor, e ele os receberá e apreciará. Se eu lhe disser isso, as coisas seriam diferentes?”
Ela pensou e disse: “Bem, acho que o sofrimento não seria tão insuportável se eu soubesse que ele está a salvo e eu pudesse dizer que o amo.”
“Bem,” disse o Rebe, “este é o caso. Seu filho está no céu onde está em paz. E ele ainda pode sentir seu amor. Os pacotes de amor que você envia a ele são as mitsvot, as boas ações que pratica em sua memória e em sua homenagem. Quando você dá uma moeda para caridade, recita uma prece, acende uma vela, é bondosa para aqueles que precisam, tendo ele em mente, ele recebe um fluxo de amor vindo de você o tempo todo. Sua alma lá em cima é elevada quando aqui em baixo você faz o bem inspirada pela memória dele. Canalize seu sofrimento numa força positiva. Deixe que o vácuo causado pela perda atraia mais luz ao mundo.”
Nada pode substituir o toque físico de um abraço, o prazer de ver seu filho crescer, estudar e brincar. Mas ele ainda está com você. E ele sabe que é abençoado com uma mãe amorosa que sempre pensará nele.
Não sabemos por que tem de ser dessa maneira. Mas um dia, seremos reunidos com as almas dos nossos entes queridos, e o sofrimento acabará.
Que este dia chegue logo!
Por Aron Moss
Fonte: Pt. Chabad Lubavitch. Org
AJA. Associação Judaísmo em Ação
Beit Chabad Lubavitch

terça-feira, 16 de abril de 2013

Os anjos podem pecar?

 índice:
Por Yehuda Shurpin

À primeira vista a resposta parece simples. Afinal, não recebemos a Torá exatamente porque os anjos não podem pecar? Como Moshê retorquiu em seu argumento vencedor aos anjos durante seu debate épico no céu sobre quem deveria receber a Torá. “Está escrito na Torá: ‘Não matarás.’ – ‘Não cometerás adultério,’ – ‘Não roubarás.’” Moshê disse: “Há inveja no meio de vocês? Vocês têm uma má inclinação?! Obviamente a Torá não é para vocês.”1
Em outras palavras, somente o homem foi dotado com a inclinação tanto para o bem quanto para o mal. E somente o homem recebeu o livre arbítrio para escolher um dos dois. Um anjo, por outro lado, não tem má inclinação e portanto não tem livre arbítrio. Isso poderia dar a entender que um anjo é uma espécie de robô, que não pode se rebelar nem pecar.
Até o exemplo frequentemente citado do Satã como um anjo expulso é um grosseiro mal-entendido. Satã é meramente o nome de um anjo cuja tarefa divinamente designada é seduzir as pessoas ao pecado. Este anjo é também o promotor que faz as acusações perante a corte celestial contra aqueles que sucumbem às suas seduções engenhosas. A palavra satã simplesmente significa promotor em hebraico. Se a corte Celestial decide que está na hora de alguém morrer, então o Satã é o enviado para tirar sua vida. De fato, o Talmud nos diz que “Satã, o anseio de fazer o mal, e o Anjo da Morte são um só.”2 Todos esses títulos são simplesmente múltiplas descrições de cargo para um anjo. Um anjo cumprindo seu dever divino dificilmente está em conflito com seu próprio Criador.3
Tudo isso, no entanto, é aparentemente contradito pelo versículo em Job que declara: "Um mortal pode ser mais justo que D'us, ou pode um homem ser mais puro que seu Criador? Veja, Ele não confia em Seus servos e Ele lança censura sobre Seus anjos."4
E dizemos na liturgia de Yom Kipur:
"Os anjos estão desgostosos, eles estão invadidos pelo medo e tremendo enquanto proclamam: Vejam o Dia do Julgamento! Pois todas as hostes do céu são levadas a julgamento. Eles não serão inocentes aos Teus olhos."
Essas duas citações implicam claramente que apesar daquilo que dissemos, os anjos de alguma forma conseguem pecar até sem ter uma má inclinação, e são julgados em Yom Kipur. Além disso, encontramos vários exemplos no Midrash e Talmud de anjos sendo punidos. O castigo implica que alguém tinha escolha sobre a questão.
Por exemplo, o Midrash procura uma explicação para o versículo sobre o sonho de Yaacov: “E ele sonhou, e viu uma escada fincada no chão e o topo chegava ao céu; e vejam, anjos de D'us estavam subindo e descendo por ela.”5 Isso parece estar na ordem inversa. Os anjos não deveriam estar primeiro descendo para este mundo do seu lugar de origem, e somente depois subindo?
Rabi Chomah, filho de Rabi Chanina, interpretou essa sequência inversa da seguinte maneira: “Quando os anjos enviados para baixo para salvar Lot e destruir Sodoma, eles foram maus e atribuíram o ato a si mesmos, dizendo: “Pois nós estamos destruindo este lugar, porque o grito deles se tornou grande perante o Eterno, e o Eterno nos enviou para destruí-lo.”6 Em seguida, eles foram punidos e postos para vagar pelo mundo durante 138 anos. Somente agora, no tempo do sonho de Yaacov,7 eles puderam retornar. É por isso que o versículo primeiro diz que eles estavam subindo e somente depois descendo.8 9 Castigo implica pecado. Nesse caso, o Midrash acima citado implica que anjos podem e de fato pecaram.
Rabino Yeshaya Halevi Horowitz em seu clássico Shnei Luchot HaBrit (Shelah) fornece uma explicação. Ele concorda que anjos não têm má inclinação e portanto, não podem pecar no sentido convencional da palavra, contrariando deliberadamente a vontade de seu Criador. No entanto, os anjos são criações de D'us como qualquer outra criação, embora criaturas mais espirituais e intelectualmente inclinadas que vivem num plano mais elevado que o nosso. Por definição, não há criação que seja perfeita; a única perfeita é o Criador. Todo ser criado, até o intelecto mais alto, de alguma forma oculta a suprema realidade. Portanto, embora um anjo não possa pecar, pode cometer um erro ou pelo menos apresentar uma distorção da verdade.10
Um anjo não é meramente um robô; é algo como um robô com sua própria inteligência. Talvez a melhor analogia seja aquela dos androides na ficção científica que têm a própria inteligência e mesmo assim são incapazes de deliberadamente fazer algo contrário à função para a qual foram projetados – mas apesar disso cometem erros.
Foi assim que os anjos enviados para destruir Sodoma pecaram. Quando um anjo é enviado numa missão divina, é para cumprir aquele dever enquanto deixa totalmente de lado a própria identidade. Porém, quando os anjos foram destruir Sodoma, eles falaram como se eles mesmos estivessem para destruir a cidade. Embora isso não tivesse impacto sobre a missão em si, mesmo assim foi considerado como um pecado, pois distorceu a verdade sobre seu papel na missão. Foi um erro devido às suas imperfeições, e não uma falha em cumprir uma missão divina.
Além disso, Rabi Yonatan Eibshitz11 explica que há dois tipos de pecados. O primeiro é o tipo mais comum, um pecado que vem através da má inclinação nos seduzindo a errar. Mas há um outro tipo de pecado que não vem através da má inclinação; pelo contrário, este pecado é transgredido por “santidade”.
Toda pessoa – e todo anjo – tem seu nível de entendimento e santidade. Uma pessoa deve se esforçar para atingir um caminho cada vez mais elevado. O problema surge quando um ser (humano ou anjo) tenta subir muito rapidamente e atinge um nível de revelação ou compreensão que transcende muito seu estado objetivo de ser. Isso, escreve Rabi Eibshitz, pode ser comparado a alguém que bebe vinho demais muito depressa, ou “mais do que pode tolerar”, o que lhe faz – na melhor das hipóteses – cair no sono, mas se tivesse tomado o vinho lentamente não apenas nada de negativo teria acontecido, como ainda teria sido benéfico para a saúde.12
Isso então lança uma nova luz sobe o significado do versículo de Job acima citado. Os anjos são repreendidos não tanto pelos pecados que podem ter cometido no sentido convencional. Em vez disso, é pelos pecados feitos por pureza e integridade, procurando se elevar a um nível mais elevado que seu estado objetivo de ser, como declara o versículo: “Pode um mortal ser mais justo que D'us’, ou pode um homem ser mais puro que seu Criador?”13
Portanto em resposta à sua pergunta, sim, os anjos podem pecar. No entanto, somente podem pecar errando em sua missão ou tentando atingir níveis de revelação onde não podem estar.
NOTAS
1. Talmud, Shabat 88b-89a. Para uma elaboração mais profunda sobre este debate épico, veja Os Arquivos do Sinai.
2. Talmud, Bava Batra 16a.
3. A respeito dos bnei elokim ou nephilim em Bereshit 6:2, enquanto alguns de fato interpretam como se referindo aos anjos, é somente depois que eles estavam sobre a terra e assumiram as características dos seres humanos – deixando efetivamente de serem anjos – que eles pecaram.
4. Job 4:17-18.
5. Bereshit 28:12.
6. Bereshit 19:13.
7. Alguns explicam que é porque eles foram os anjos que acompanharam Yaacov da casa de seu pai.
8. Midrash, Bereshit Rabah 68:12. Consulte ali para respostas alternativas, veja também Rashi sobre Bereshit 19:22.
9. Outro exemplo de anjos sendo punidos pode ser encontrado no Talmud (Chaguiga 15a) onde o arcanjo Metatron recebeu “sessenta golpes de um bastão em fogo” como castigo. No entanto, alguns comentaristas explicam que ele não foi realmente punido por quaisquer pecados que tenha cometido, em vez disso, nos céus eles “fizeram um show” de puni-lo, a fim de ensinar uma lição aos outros. Veja Maharsha ibid.
10. Shnei Luchot Habrit, Beit Yisroel; veja também Igrot Kodesh, vol, 14 pág. 147.
11. Yaarot Devash, vol. 1 palestra 2.
12. Veja Talmud, Yuma 76 a.
13. Job ibid.