quarta-feira, 31 de julho de 2013

Não se entregue.... Lute



Sobre o serviço ao Criador, o rabino Simcha Zisel Ziv z "l,
 o Saba de Kelem, compara-o a uma pessoa que quer ir até a escada rolante, e cai ao ponto de partida.
Esta comparação enfatiza a essência do ser humano ... 
que de toda a criação ... dinamismo.
 Portanto, como afirma o Gaon Eliyahu z "l de Vilna,"
 a pessoa é chamada de "ir", e que constantemente precisa ir, subindo passo a passo na escada quantidades imaginárias espirituais ... se não a sua descida é completa,
Fridelnder rabino Chaim z "l explica este conceito citando o Midrash (Shocher Tov, Tehilim 120) diz:" Por que o versículo diz: "... 
A canção de subidas ..." no plural e não no singular?
A ascensão e queda do homem é radical, ou sobe ao topo ou para baixo, para a mesma base. "Não há meio-termo, portanto, explica o Talmud, no tratado Meguilá (Folio 16) os versos: "
...
 e farei a tua descendência como o pó da terra ..." (Gênesis 13:16 ); "... Olhe para o céu e as contas das estrelas ... assim será a tua descendência ..." (Gênesis 15:05), ambos os versículos se referem à quantidade, mas o Talmud ensina um outro significado para essas palavras-"... poeira ... "e" ... estrelas ... ", o menor e o maior
Rabbi Israel z "l Vitznitz diz: " A pessoa é chamado de "o que vai" Mitaleh-a-palavra deriva do verbo Holeh, cujas letras são a primeira letra das palavras que compõem a frase: "... a Atribuí Creator glória e força ... "(Salmos 29:1)" la Hashem Kevot Avu VaOz ". Vá atrás do caminho para fazer o bem, a subir, com a sua acção, o prazer do exército celestial ". O verso diz: ... Eu vou te dar um lugar para se mover entre os que estão aqui ... "(Zacarias 3:7), entre os seres celestiais é ainda ... a pessoa está em movimento....

terça-feira, 30 de julho de 2013

PEQUENA CURIOSIDADE:



Contar estrelas nasce verruga !!! 

Será ?
Poucas pessoas sabem mas essa Estoria, isso mesmo ESTORIA, começou no Judaísmo.
Existe uma celebração no Judaísmo chamada de Havdalá (separação), é feita para separar o shabat (sábado) dos demais dias da semana.
Essa celebração se inicia no fim do sábado, e o marco inicial é quando saem três estrelas. É costume no Judaísmo que as crianças saiam e verifiquem se já saíram as estrelas para que se inicie a celebração.

Quando os judeus foram expulsos na inquisição e perseguições, eles tinham que se esconder dos seus inimigos, mas as crianças eram inocentes e não sabiam o que estava acontecendo, ou seja, elas automaticamente ao terminar o sábado iam verificar se haviam saído as três estrelas, o que acabava entregando sua família, revelando dessa forma seus costumes judaicos.

Para evitar isso as mães judias diziam aos pequeninos, "Não contem estrelas, pois nascem verrugas", e com isso as crianças se assustavam e não procuravam mais as estrelas, e dessa forma a família estava salva.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

As "raízes judaicas" do cristianismo.

ENFIM… A técnica mais recente usada pelos missionários cristãos e o clero do cristianismo é o que chamam de “o aprendizado sobre as raízes judaicas do cristianismo”. Alguém pode pensar que o cristianismo começou com os judeus ou se desenvolveu do judaísmo. Contudo, não é isso o que significa “as raízes judaicas”. As raízes do cristianismo derivadas do judaísmo são as que estabelecem uma interpretação teológica cristã a uma cerimônia ou ritual judaico. Então afirmam que esta interpretação teológica cristã proposta “pode ser encontrada” em algo judaico (porque teria sido originalmente proposta pelos judeus), demonstrando que o cristianismo veio do judaísmo. Isso é absurdo, e demonstra as dimensões que adotam para obter assim legitimidade judaica.
UMA EXPLICAÇÃO COMPLETA Uma história: David tinha um jardim absolutamente formoso. Nele ele produzia so tomates mais perfeitos jamais vistos! Um dia, Mateus veio e plantou pepinos à direita do meio do jardim de David. Quando os pepinos começaram a brotar, Mateus disse a todos que os tomates foram a raiz de seus pepinos, ou seja, que os pepinos haviam se desenvolvido a partir dos tomates e que este resultado fazia com que -- a meta -- os tomates amadurecessem.
A história acima pode parecer ridícula, mas é exatamente o que muita gente que ensina “as raízes judaicas do cristianismo” realmente faz. Plantam os pepinos cristãos, por assim dizer, no meio dos tomates judaicos, e depois afirmam que o que plantaram ali brotou naturalmente do que ali crescia desde o principio. Em outras palavras, colocaram uma interpretação teológica cristã em uma cerimônia ritual judaica. Então afirmam que esta interpretação teológica cristã proposta “foi encontrada” em algo judaico (porque foi originalmente plantada ali pelos judeus), demonstrando que o cristianismo veio do judaísmo. Isto é absurdo, e demonstra as dimensões que adotam para obter assim legitimidade judaica. Deixe-me dar um exemplo:
A maioria das pessoas sabe que há três matsot (pães não-fermentados, ázimos) na bandeja do Seder de Pessach (Páscoa judaica). A maioria das pessoas sabe que matsá do meio é retirada e partida em dois. Um dos pedaços é escondido e deve ser procurado novamente ao final da refeição. Quando encontrado, simboliza o Aficomán. A matsá contém linhas e colunas de furinhos. Os cristãos dirão que a matsá, bem como o ritual com o Aficomán, simboliza Jesus, e por isso indicam que a teologia básica do cristianismo pode ser encontrada em rituais judaicos. Para eles, isso demonstra as “raízes judaicas" do cristianismo. Eles asseguram que as colunas e os furinhos representam as marcas de Jesus depois de ser açoitado, e os furinhos representam os furos que Jesus teve pela crucificação. Asseguram que as três matsot representam aTrindade do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Por favor, note que é a matsá do meio, o “Filho” na Trindade, que é retirado e partido (crucificado), escondido (enterrado) e levado de volta à mesa (ressuscitado).
O problema é que isso é uma mentira absoluta. Nã havia seder, nenhuma Hagadá, tampouco três matsot em nenhuma bandeja do seder em que Jesus estava; sequer havia a bandeja do seder. Todos os rituais desenvueltos do seder vieram anos depois que Jesus vivera. As primeiras discussões de um ritual de Pessach descrevem somente a metade de uma matsá. Esta metade de matsá logo era partida em dois, formando assim quatro pedaços do original; e era colocado de lado para ser comido após a refeição. Não era ocultado, mas sim posto à vista de todos. A idéia de ocultá-lo veio na metade do século 17 na Alemanha, como maneira de manter as crianças interessadas no serviço religioso; uma idéia que finalmente foi acolhida entre os judeus ao redor do mundo. A razão pela qual a matsá tem colunas e furinhos é que é feita a máquina. Esta é que faz as colunas e furinhos enquanto a massa passa por ela. Esta máquina foi inventada já apenas cerca de 150 anos, me meados do século 19.
Obviamente os missionários cristãos e aqueles que desejam ver o cristianismo como originário do judaísmo podem interpretar qualquer coisa de um modo cristão. Mas isso não significa que o cristianismo se originou de qualquer coisa que eles interpretem.
Um cristão pode perguntar: “Mas não é correto dizer que os cristãos vêm dos primeiros judeus?” Sim, mas isto é inaplicável. Os primeiros Protestantes eram Católicos Romanos. Martinho Lutero era sacerdote católico. Os católicos romanos não consideram o cristianismo protestante como outra forma de Catolicismo Romano.
Se lermos o libvo apócrifo de Macabeus I, veremos que a primeira pessoa morta na rebelião dos macabeus foi um judeu. Ele estava disposto a ir e sacrificar um porco para Zeus, já que Matatias, um sacerdote, havia se recusado a fazê-lo. Obviamente, ele tinha que ser um judeu muito assimilado. Caso tivesse sobrevivido ao ataque de Matatias e, mais adiante, formado uma religião dedicada à adoração de Zeus e de seus filhos metade deuses, metade humanos, seria a sua fé recém-formada outra forma de judaísmo? Ele chamaria a nova fé de “Judeus por Zeus”," ou de “Judeus por Zeus e Seus Filhos Metade Humanos?” Isso significa que sua nova fé teria “raízes judaicas”.
Os missionários cristãos — e isso inclui os “Judeus por Jesus”“Judeus Messiânicos"“Judeus em Cristo”“Cristãos Hebreus” ou qualquer outra denominação similar — adotam qualquer método para conseguir que um judeu verdadeiro se converta. Tomam qualquer coisa judaica e põem nela um simbolismo cristão. Então assegurarão que, uma vez que podem agora encontrar simbolismo cristão neste símbolo judaico, esta é a “prova” de que o cristianismo se originou dele, que é a fonte da teologia cristã e que os judeus são demasiado estúpidos para não ver como a teologia cristã é aquilo que Deus quer que vissem, acima de tudo.
Contudo, isso também pode ser feito com qualquer coisa não-judaica!
Alguém poderia fazer a mesma coisa com uma pizza. A pizza contém três elementos básicos: pão, molho de tomate e queijo. O elemento do meio é o molho de tomate, que é vermelho. Alguém poderia facilmente dar uma interpretação cristã a estes três elementos que definem a pizza: Os três ingredientes básicos da pizza representam a Trindade cristã do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
O pão: chamam a Jesus de “o pão da vida”. O pão é amassado. Esta imagem de amassar o pão é igual a alguém que foi golpeado, e que poderia representar a Jesus açoitado. A massa para fazer o pão é alisada com um instrumento que faz os furos nela para tirar todo ar antes de ser levada ao forno. Este poderia se comparar a Jesus, que teve seu corpo furado durante a crucificação, assim como eles dizem sobre a matsá.
O molho de tomate: o molho é vermelho como o sangue de Jesus e é espalhado sobre a massa da pizza como o sangue de um sacrifício colocado sobre um altar.
O queijo: O queijo cobre o resto, como a morte de Jesus que cobriu os pecados das pessoas.
Do que lemos acima, podemos ver facilmente como qualquer coisa, até uma pizza, pode ser utilizada para simbolizar a Jesus. Fica a pergunta: este meio que o simbolismo encontrou na pizza indica que as raízes da pizza vêm do Cristianismo?
Não há raízes judaicas no cristianismo, porque a teologia em que se baseia não condiz com a ética do que é dito na Bíblia Hebraica, e são diametralmente opostas ao que se crê no judaísmo.


* Artigo de autoria do Rabino Stuart Federow, reproduzido aqui com autorização.

BENÇÃO SACERDOTAL.


יְבָרֶכְךָ יְהוָה, וְיִשְׁמְרֶךָ 


יָאֵר יְהוָה פָּנָיו אֵלֶיךָ, וִיחֻנֶּךָּ 


יִשָּׂא יְהוָה פָּנָיו אֵלֶיךָ, וְיָשֵׂם לְךָ שָׁלוֹם 




" Yevarechecha Adonay Veyishmerecha, 


Ya’er Adonay Panav Eleycha Vichunecha , 


Yissa Adonay Panav Eleicha


Veyasem Lecha Shalom". 


(Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis 


os filhos de Israel e dir-lhes-eis:) 


O Senhor te abençoe e te guarde,


O Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha 


misericórdia de ti,


O Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz 


(Assim, porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei.) (Números 6.23-27) 



quinta-feira, 25 de julho de 2013

Qual das traduções da Bíblia é a mais confiável?

A Língua Hebraica é a mais antiga do mundo. Foi nesta língua que o Eterno vocalizou: “Yehi Or”, que traduzido é “Seja Luz”. A Tanach (Bíblia Hebraica), como é sobejamente sabido, foi escrita em Hebraico. A primeira tradução da Tanach para outro idioma foi a Septuaginta,também chamada de “Tradução dos Setenta”. Foi feita por volta do ano 168 antes da Era Comum, por setenta eruditos Judeus que viviam em Alexandria, no Egito. Ptolomeu, um helenista que arbitrariamente reinava no Egito após a morte de Alexandre Magno, o conquistador grego, contratou por “bom dinheiro”, os setenta mercenários para traduzir as Escrituras Hebraicas para o Grego. Uma fantasiosa história é contada com a finalidade de testificar a inspiração divina dos setenta tradutores. Conta-se que o Rei Ptolomeu colocou os setenta em celas separadas, isolando-os uns dos outros, até que a tradução ficasse pronta. Assim se fez setenta traduções em separado. Depois de prontas, o Rei Ptolomeu os reuniu e, “milagre”, ao se comparar umas com as outras, eram minuciosamente iguais, nos mínimos detalhes. Assim surgiu a Septuaginta, amparada por uma “história” que não tem a mínima possibilidade de ser verdadeira. Consta-se que quando os Rabinos de Yerushalaim (Jerusalém) souberam da façanha, se reuniram as rasgaram suas vestes como se estivesse de luto e disseram: “Ergueram um bezerro de ouro em Alexandria”.
O fato é que as Escrituras Hebraicas da Tanach, especialmente os cinco primeiros livros que formam a Torah, jamais eram para serem traduzidos para qualquer idioma. As pessoas que, com sinceridade, quiserem aprender Torah, devem primeiro apreender Hebraico. A Torah é para Israel. As nações tem o Livro da Natureza com os registros Akhásicos e as Sheva Mitzvot (Sete Leis). Mais uma palavrinha sobre a tradução grega da Tanach (Bíblia Hebraica), é que Ptolomeu desejava uma tradução com tendências helenistas, dando apoio cultural à filosofia grega, e de fato aconteceu. Uma tradução tendenciosa. Além disso a famosa Septuaginta sofreu revisão: “Por volta de 310 da (Era Comum), Luciano de Antioquia preparou uma edição do Novo Testamento (além de uma revisão da Septuaginta), trabalhos críticos que, segundo o Sr. Jerônimo, eram conhecido como exemplaria Lucianea (exemplares de Luciano). Foi o texto de Luciano que, apesar da oposição que lhe fizeram seus contemporâneos, se tornou base fundamental do texto bizantino, donde procede o textus receptus (texto transmitido)”. Encilopédia Mirador Internacional, pág. 1.349.
A segunda empreitada significativa para se fazer uma tradução da Bíblia (aqui já não é mais a Tanach, que é exclusivamente a Hebraica; aqui já é Bíblia Cristã), foi assumida por S. Jerônimo, sob as ordens do Papa Dâmaso I. Jerônimo fez a sua tradução para o Latim, utilizando-se a Septuaginta revisada por Luciano, e do Novo Testamento preparado pelo mesmo. A versão de Jerônimo veio a se tornar a versão oficial da Igreja de Roma, chamada "Vulgata Latina". Ele se serviu ainda, para dar um “arremate requintado” na sua versão latina, dos “Cânones”, que no grego já haviam sido remexidos por Clemente de Alexandria, Orígenes, Apolônio de Tiana, Numênio e principalmente Luciano. Quero deixar claro ao leitor que, dedico minha atenção, especialmente à Bíblia Hebraica, que se convencionou chamar de Velho Testamento, já que o Novo Testamento é desde o princípio, um verdadeiro abismo de confusão, sobre o qual temos muito a falar em um capítulo dedicado só a ele. Jerônimo tinha uma dívida de obediência para com o Papa devido aos seus votos de Ordenação Sacerdotal. O Papa Dâmaso I deu ordens explícitas a ele, que fizesse a tradução das Escrituras segundo certas "diretrizes", sobre as quais foi muito bem instruído a que não cometesse “erros”. A tradução de S. Jerônimo devia ser feita de tal forma, que se amoldasse bem aos “interesses” e “propósitos” de Roma. Assim, por ordem do Papa, Jerônimo fez mudanças, correções e por aí afora. Tanto é que o próprio Jerônimo, tendo completado a sua empreitada, no ano 384 da Era Comum, escreveu uma carta ao Papa, na qual desabafou a sua angústia de espírito e o seu drama de consciência pelo que acabara de fazer. Assim diz a carta: “Jerônimo ao Beato Papa Dâmaso:
"Obrigas-me a fazer obra nova duma antiga, assim que depois de já espalhadas cópias das Escrituras por todo o mundo, me vejo na contingência de tomar assento, feito um árbitro. Trabalho que me é imposto pela piedade filial para contigo, mas que não deixa de ser uma presunção: a de mudar (as palavras bíblicas a que já se acostumou) a língua do ancião – é forçar um mundo já entrado em anos a retornar aos rudimentos próprios da infância!... Pois qual será o douto – ou igualmente o indouto que, havendo tomado nas mãos o volume e percebido que o que aí vai lendo é de sabor diferente daquele a que uma vez se habituou para sempre, não há de prorromper em imediato protesto, gritando que eu, falsário, sou um sacrílego, cuja ousadia chega ao ponto de em livros tradicionais (como as Escrituras) fazer acréscimos, mudanças e correções?” Extraído de: Introdução à Bíblia, de Caetano M. Perrela, C.M. e Luigi Vagaggini, C.M. edição da Editora Vozes Ltda.
Jerônimo, após esta famosa façanha; a tradução da Bíblia para o Latim, a qual se transformou, no Concílio de Trento, na tradução oficial da igreja, foi para Yerushalaim (Jerusalém), onde viveu o resto de seus dias em clausura total; não queria ver nem falar com ninguém.
A terceira tarefa significativa de tradução da Bíblia foi a empreendida por Martinho Luthero. Ele era um Monge Beneditino que só tinha oportunidade de ler a Bíblia em um grande volume das escrituras, existente no mosteiro em que ele vivia, em Roma. No salão central do mosteiro, a Bíblia enorme, estava acorrentada em um esteio onde ele podia ler, sem poder, no entanto, tomar notas ou copiar nada. Na época, era proibido à qualquer pessoa ler a Bíblia, a não ser os membros do clero, e mesmo assim, com as restrições que acabamos de mencionar, do caso de Luthero, que era vigiado ao ler uma Bíblia acorrentada no mosteiro. Alguns anos se passaram; Luthero foi enviado para atender uma paróquia em sua terra natal, na Alemanha. Por acaso, veio parar em suas mãos um exemplar da Vulgata Latina e ele, muito feliz por possuir uma Bíblia, se dedicou a estudá-la. Pouco tempo depois ele pregou no pórtico de sua paróquia, um papel que veio revolucionar o mundo cristão. O papel continha as famosas 95 teses de Luthero. Estava dado o primeiro passo para o protestantismo do século dezesseis. Logo em seguida começou a traduzir a Bíblia para o Alemão, se servindo para isto, da Vulgata Latina, de Jerônimo, é claro, pois era a única que possuía. O protestantismo se alastrou como um rastilho de pólvora, apesar das severas e cruéis perseguições movidas por Roma e o seu fatídico "Tribunal do Santo Ofício", a Inquisição. Não demorou e o movimento protestante chegou à Grã Bretanha. Um inteligente jovem inglês, Tyndale, se interessou e viajou imediatamente para a Alemanha, a fim de conhecer Luthero e aprender com ele a fé protestante. Isto produziu frutos!. A quarta tradução da Bíblia foi feita por Tyndale, a partir da tradução Alemã de Luthero. Ele traduziu do Alemão para o Inglês. O movimento cristão protestante terminou por alcançar a Casa Real Britânica, e aí a Inglaterra rompeu oficialmente com Roma. Enquanto isso, a famigerada inquisição assolava parte da Europa, queimando Xamãs Celtas, Judeus, Ciganos e protestantes Hereges, principalmente na Espanha, Itália, Portugal e França. Chegou o tempo, que o movimento protestante na Inglaterra tornou-se Igreja do Estado: A Igreja Episcopal Anglicana. O Rei Jaime reuniu e assalariou 36 eruditos para fazer uma tradução da Bíblia. Foi assim que surgiu uma tradução fortemente tendenciosa, pró-teologia protestante: a famosa Bíblia King James (Bíblia do Rei Jaime). Esta foi uma experiência de certa forma semelhante à Septuaginta, com o Rei Ptolomeu, como já foi dito acima. A King James veio a se tornar base da maioria das traduções protestantes mundo a fora. Como os protestantes incentivavam o estudo da Bíblia por todos os crentes, a difusão da mesma se tornou muito grande nos países onde os protestantes eram a maioria (Inglaterra, com a Igreja Anglicana, Alemanha, com a Igreja Luterana, etc). Por outro lado, a Igreja Católica, de Roma proibia o estudo da Bíblia aos seus fiéis e levava para a fogueira quem fosse encontrado com uma Bíblia, mesmo que fosse um católico fiel, era acusado de heresia e queimado vivo. Só o Clero podia ler a Bíblia e mesmo assim, com muito sérias restrições. O problemamais sério destas traduções da Bíblia, é que os manuscritos do Novo Testamento (Codex), não foram consultados, na confecção das mesmas, e muito menos a Bíblia Hebraica (Tanach). Uma parte importante deste problema, se deve ao fato de que na Idade Média era quase impossível que se tivesse acesso às fontes originais. Mas a verdade mesmo, que considero mais importante neste problema, foi a falta de interesse por causa dos objetivos teológicos e ideológicos, envolvidos, na feitura das traduções protestantes. João Ferreira de Almeida, quando se dispôs a fazer uma tradução portuguesa das Escrituras, teve que enfrentar uma dificuldade ainda maior pelo fato de ter que enfrentar os inquisidores debaixo de suas próprias barbas, pois Portugal é um país extremamente Católico e ali a inquisição estava em seu auge. Almeida fugiu como clandestino no porão de um navio, para Macau, uma ilha próxima ao litoral da China, que era Colônia Portuguesa, e ali, com um pouquinho mais de liberdade, pode se dedicar à tarefa de traduzir a Bíblia, se servindo da tradução inglesa para isto. Se para os ingleses era quase impossível consultar as fontes originais, no caso de Almeida a dificuldade era mais do que extrema. Os inquisidores estavam ansiosos para fazer churrasco com a carne dele, sem nem ao menos colocar sal e pimenta. Foi assim que a Bíblia chegou até nós.
O “Novo Testamento” - Canon
“Cânon” é um vocábulo grego de uso teológico, que define a coleção de livros que se considera “sagrados”, compondo a Bíblia. No meio de milhares de manuscritos antigos, alguns eruditos “especialistas” passavam o “pente-fino” de sua crítica e determinavam quais seriam “canonizados”, e, os demais eram rejeitados como Apócrifos. Existe uma lenda, segundo a qual a igreja tenta sustentar os seus cânones; diz-se que os delegados do Concílio de Nicéia (ano 325 da Era Comum), no intuito de determinar os livros inspirados por Deus, a serem canônizados, e quais deveriam ser rejeitados como Apócrifos, ajeitaram todos os livros que eram solicitados para fazer parte do cânon sagrado, debaixo do altar da missa, e aí, depois da comunhão da missa, “milagrosamente” (!) os livros a serem canonizados estavam todos empilhados de um lado do altar, uns sobre os outros. Assim foi estabelecido o Cânon do Novo Testamento. Chega a ser cômico e provocar risos, eu porém, lhes digo que é trágico. Lembra a "história” da Septuaginta, considerada acima.
No final do segundo século da Era Comum, existiam muitos livros considerados como "Evangelhos", tais como: Epístola de Barnabé, Evangelho de Pedro, Evangelho de Maria, Evangelho de Tomé, Apocalipse de Pedro, Pastor de Hermes, etc...., os quais eram aceitos pelos bispos Tertuliano de Cartago, Clemente de Alexandria, e outros, os quais defendiam sua canonização. No entanto, a igreja os sujeitou, canonizando apenas estes que são bem conhecidos hoje. Quanto aos outros, raramente se encontra alguém que já ouviu falar deles. O que se sabe de mais certo é que a carta festiva (ano 367, Era Comum), de Atanásio de Alexandria, um dos Bispos mais influentes da época, dizendo aos seus bispos e ao povo em geral, que o Cânon do Novo Testamento consistia de 27 livros (por ironia, um número Cabalístico). Juntando esta carta de Atanásio, com seu veredicto (ano 367, Era Comum); o dito cujo “milagre” da missa no Concílio de Nicéia (ano 325, Era Comum) e as críticas textuais de Jerônimo (ano 384, Era Comum), terminou por colocar um fim à polêmica e determinou o Cânon da Igreja de Roma e todas as suas filhas, as Igrejas pseudo-Reformadas. Os manuscritos mais antigos que se conhece, do Novo Testamento, são cópias feitas em papiro, e são do final do segundo Século da Era Comum. A partir do quarto Século, os textos passaram a ser reproduzidos em pergaminho. Com a invenção da imprensa, no século quinze, quando as primeiras Bíblias foram impressas, já haviam mais de dois mil desses manuscritos. Posteriores descobertas arqueológicas trouxeram à luz mais alguns milhares de manuscritos do Novo Testamento. Esses manuscritos gregos, na verdade são cópias de cópias daqueles que supostamente seriam os autógrafos originais, os quais ninguém nunca viu nem conhece. Dizem os eruditos, que os originais, infelizmente se perderam ou foram destruídos, o que eu acho uma “desculpa” muito cômoda para explicar um assunto que envolve importância de grandes proporções, colocando em jogo a vida espiritual de bilhões de pessoas através dos séculos, que acreditaram e acreditam em um livro “sagrado”.
A própria Sociedade Bíblica do Brasil, em recente publicação oficial, confessa que esses manuscritos não são de confiança: "Toda tradução pressupõe a existência de um texto a ser traduzido. Mas, no caso da Bíblia e mais especificamente do Novo Testamento, o texto original, no sentido rigoroso da palavra, não existe."Vamos traduzir a carta de Paulo aos Romanos? Pois bem! Onde está a carta? – É fácil – dirá alguém: - é só pegar um Novo Testamento grego e achá-la. – Mas o que ali vai impresso não é a carta que Paulo escreveu, na sexta década do primeiro século, aos crentes de Roma. O autógrafo, isto é, a carta que o próprio Paulo ditou, se perdeu. O que existem são cópias de cópias da carta original. E a cópia mais antiga, em grego, é do terceiro século da nossa era; quer dizer, é um documento quase duzentos anos mais novo do que o autógrafo. Além dessa cópia, escrita em papiro, existem centenas de outras cópias manuscritas, em grego e em outras línguas, feitas até a invenção da impressa, no século XV. E em todas elas há erros causados por descuido dos copistas: erros de omissão ou de adição de palavras, frases e orações inteiras, e também troca de letras ou de palavras. E, ainda mais, existem modificações feitas propositadamente pelos copistas no intuito de melhorar o texto, seja na gramática, no vocábulo ou na doutrina... Quanto ao Novo Testamento, temos quase cinco mil manuscritos gregos... Não há dois manuscritos, quaisquer que sejam, completa e identicamente iguais; há sempre algumas ou muitas diferenças. Portanto, não é possível tomar nenhum desses manuscritos, por mais antigo que seja, como cópia exata do original... Em tudo isso se vê que ainda há diferenças de opinião sobre a forma do texto original de algumas passagens do Novo Testamento. Não podemos sempre distingüir precisamente entre o que foi escrito pelo autor sagrado e o que foi acrescentado, ou omitido, ou alterado pelos copistas...”Extraído do livreto: Natureza e Propósito da Bíblia na Linguagem de Hoje, págs. 5,6 e 9, publicado pela Sociedade Bíblica do Brasil.
O caro leitor está pasmo de surpresa? Ainda tem mais! Na Bíblia traduzida da Vulgata Latina pelo Padre Matos Soares, publicada pela Edições Paulinas, na página 10 da Introdução Geral, diz textualmente o seguinte: “Todos os Padres e Doutores tiveram firmíssima persuasão’ – escreve Leão XIII na citada encíclica Providentissimus – ‘de que as divinas Escrituras, quais saíram da pena dos autores sagrados, são inteiramente isentas de qualquer erro'.
Mas será que todas nos chegaram tais 'quais saíram da pena dos autores sagrados?' Nenhum autógrafo, nem sequer do último dos autores inspirados, chegou até nós... só possuímos deles cópias remotas. Ora, os copistas não tiveram a assistência do Espírito Santo como os hagiógrafos, e enquanto copiavam à mão, era natural que se introduzissem no texto alterações de várias espécies... Deus, que preservou de todo erro os originais dos livros sagrados, não quis obrigar-se a milhares de milagres que seriam necessários para que se conservassem intactas as cópias... Pretende- se que no Novo Testamento inteiro, em 150.000 palavras, haja 200.000 variantes...” Ora, Pasmem! 200.000 variantes em 150.000 palavras! Temos aqui, diante de nós, dois documentos por demais esclarecedores. Um protestante e outro católico. Ambos afirmam claramente a fragilidade dos textos de onde chegou a Bíblia até nós. Está patente diante de nós a confissão de dois dos mais conceituados editores de Bíblias no Brasil, de que os textos dos manuscritos não são originais e não merecem confiança.
Hoje temos uma profusão de traduções da Bíblia. Cada edição promete mais fidelidade aos “originais”.
Entre muitos exemplos que eu poderia citar, apresento um:
A Bíblia Tradução Ecumênica (TEB), da Edições Loyola, traz impressa a recomendação de D. Luciano Mendes de Almeida, Presidente da CNBB e Arcebispo de Mariana, onde ele diz: “A Bíblia – Tradução Ecumênica baseia-se nos textos originais...”. Que piada! Já vimos sobejamente acima, que os originais simplesmente não existem.
Mas, vejam só!
Na Bíblia TEB, na introdução ao Novo Testamento, à página 1.837, diz textualmente o seguinte: “Conhecemos o texto dos vinte e sete livros do Novo Testamento através de um número muito grande de manuscritos, redigidos em línguas bem diversas e conservados atualmente em bibliotecas espalhadas pelo mundo. Nenhum desses manuscritos é autógrafo: todos eles são cópias, ou cópias de cópias dos manuscritos outrora redigidos pela mão do próprio autor ou por ele ditados" (grifo nosso). Ora! Se nenhum dos manuscritos é autógrafo, como se pode dizer que é uma tradução dos originais, conforme está dito à página XII no início do volume? O leitor percebe que foi enganado? Eu tenho em minha biblioteca, 33 Bíblias de diferentes traduções. Juntando as 33 não dá uma. Mas, o citado documento da Sociedade Bíblica do Brasil está dizendo que de 5.000 manuscritos gregos que existem, não se encontra um que “bate” com outro! É assim que a Bíblia chegou até nós! Se a parte que se convencionou chamar de Velho Testamento não existe uma tradução fiel, pois como já vimos acima, a primeira tradução feita, a Septuaginta em grego, foi considerada pelas autoridades rabínicas como um “bezerro de ouro”, imagine então o leitor a segunda parte chamada “Novo Testamento”, do qual, vimos, não existem originais para se traduzir! Que Babilônia! Que confusão!

escolhas


terça-feira, 23 de julho de 2013

Você Tem Medo de Viver?

Últimos desejos

Uma mulher no Brooklyn decidiu preparar o testamento e fazer seus últimos planos. Ela contou ao rabino que tinha dois últimos pedidos a fazer.Primeiro, ela queria ser cremada, e segundo, queria que suas cinzas fossem espalhadas por todo o shopping center.
“Por que o shopping center?” perguntou o rabino.
“Assim posso ter certeza de que minhas filhas irão me visitar duas vezes por semana,” respondeu a mãe.

Duas maneiras de viver

“Ataque a vida. Ela vai matar você mesmo.”
-Steven Coallier
“Há somente duas maneiras de viver sua vida. Uma é como se nada fosse um milagre. A outra é como se tudo fosse um milagre.”
-Albert Einstein

Uma Expressão Curiosa

Um versículo interessante na porção da Torá, Chaye Sarah, diz: “Avraham estava velho, entrado em dias, e D'us tinha abençoado Avraham com tudo.”
Qual o significado da expressão que Avraham era “entrado em dias”? A maioria dos comentaristas explica simplesmente que Avraham era avançado em anos; tinha ficado muito velho.
Porém, se isso é acurado, o versículo é redundante. Uma vez que a Torá declarou que “Avraham era velho”, não há necessidade de dizer que era avançado em anos. Isso seria inconsistente com a meticulosidade de todo versículo, palavra e até letra da Bíblia.

Quantas Vezes Você Fica Velho?

Outra dificuldade surge quando se estuda cuidadosamente a Torá. Diversos capítulos antes, a Torá declara que “Avraham e Sarah eram velho, eles entraram em dias; o costume das mulheres tinha cessado em Sarah.”
Ora, vamos lembrar que este versículo desccreve Avraham e Sarah com as idades de 99 e 89, respectivamente, um ano antes de seu filho Yitschac nascer. Sua descrição como “velho” parece correta.
Nosso versículo porém – “Avraham estava velho, entrado em dias” – descreve um Avraham vivendo 41 anos mais tarde, após a morte da sua esposa Sara com 127 anos, e pouco antes do casamento de seu filho Yitschac, que se casou aos 40 anos. Por que a Torá iria de repente declarar agora que “Avraham estava velho” novamente, 41 anos depois?
E no versículo anterior também, a Torá usa essa expressão aparentemente redundante: “Avraham e Sarah estavam velhos, entrados em dias.” Uma vez que você declarou que Avraham e Sarah estavam velhos, já declarou que eles tinham avançado em anos.

Permitindo que a Vida Toque Você

A expressão hebraica usada para “entrados em dias” é “baeim bayamim”. Uma tradução literal seria “Eles entraram em dias.”
Talvez, então, devamos interpretar as palavras “eles entraram em dias” tão simplesmente quanto possível: que Avraham e Sarah entraram em seus dias, permitindo que os dias e suas experiências os envolvessem completamente e tocassem a textura de seu próprio ser.
Muitos de nós estão assustados demais para entrar dentro de nossas vidas e vivê-las plenamente, com total presença de espírito, coração e corpo, com paixão e entusiasmo totais. Não confiamos na vida o suficiente para deixar que ela nos possua. A vida encerra sofrimento demais, muitos desapontamentos, tanta vergonha, raiva e culpa; em vez disso preferimos deixar que nossos dias passem enquanto “marcamos o tempo: e mantemos uma certa distância, a fim de permanecermos seguros. Observamos nossos dias se movendo, mas somos tímidos demais para nos tornar um só com eles, para sermos plenamente envolvidos por eles.
Porém Avraham e Sarah, diz a Torá, personificaram um modelo diferente: “Eles entraram dentro dos dias;” eles entraram totalmente em seus dias. Eles se permitiram ser envolvidos pela vida. Todos os seus dias foram explorados, utilizados e vividos ao máximo.
Avraham e Sarah tinham passado juntos pela vida inteira! Eles desfrutaram imensas bênçãos e vitórias, bem como profundo sofrimento e desapontamentos, incluindo o fato de que Sarah era (na época) estéril. Porém no decorrer de tudo – o positivo bem como o desafiante, o alegre e o doloroso – eles se permitiram vivenciar o pulso da vida em sua totalidade. Estavam presentes o tempo todo, e não se esconderam no casulo do afastamento seguro. Eles “contemplaram cada dia de sua existência com um olhar firme.
Sim, é mais seguro entrar na sua vida pela metade, criar uma fronteira entre você mesmo e suas experiências. Sem arrependimento, sem sofrimento, sem lágrimas. Mas isso pode vir ao custo de VIVER, de uma vida repleta de exuberância, risos, paixão, e integridade. Avraham e Sarah, num certo sentido, continuaram crianças. Você já observou crianças? Elas não gostam de fragmentação. Entram em alguma coisa por completo – com todo o seu senso de curiosidade, confiança, presença de espírito e vulnerabilidade emocional.
Já foi dito que há três tipos de pessoas: aquelas que fazem as coisas acontecer; aquelas que observam as coisas acontecer, e aquelas para quem você tem de contar que algo aconteceu.

Quando a Vida Se Torna Difícil

Agora entendemos por que, 41 anos depois, a Torá acha necessário repetir exatamente a mesma descrição sobre o primeiro judeu: “Avraham era velho, entrado em dias.”
Sem dúvida durante este período, Avraham passou pelos momentos mais profundos e turbulentos de sua vida inteira. Após esperar por décadas, ele finalmente foi abençoado com um filho, Yitschac, que levaria adiante a revolução monoteísta que ele tinha começado. Durante esse tempo, Avraham viu-se a ponto de abater seu filho.
Finalmente, durante esses anos, a pessoa que estava lá com ele firme e forte, a parceira de sua vida, faleceu. Sarah tinha caminhado com Avraham por quase um século, suas vidas fundidas numa unidade perfeita. A morte dela deve ter sido uma perda inimaginável para Avraham. Alguém poderia pensar que a essa altura Avraham teria desenvolvido alguns meios de se proteger contra qualquer sofrimento e mágoa.
Na verdade, com frequência observamos como muitas pessoas após anos levando a vida com todas suas pressões e conflitos, desenvolvem uma certa indiferença às perdas e bênçãos de sua existência. Elas simplesmente passaram por coisas demais para se submeterem ao lado vulnerável da vida.
Assim, a Torá nos diz que a coragem de Avraham ficou com ele até o fim.
“Avraham estava velho, entrado em dias.” Mesmo como viúvo, Avraham não se afastou da vida. Ele respirava nela, com toda sua majestade, drama e sofrimento. Nas linhas de seu rosto e nas fissuras de sua alma, ele levava um lembrete de todo encontro, de todo relacionamento, de toda experiência. É isso que chamamos de realmente viver: adquirir a coragem para tornar-se um com a vida, senti-la, amá-la, e possuí-la.
Avraham acreditava que o cinismo e o afastamento são o retiro fácil de uma mente pequena. Portanto, até seu último suspiro, o fundador da fé judaica acordava toda manhã dizendo: “Viverei minha vida hoje ao máximo; meu coração e minha alma seguirão totalmente com a corrida a que chamamos vida.”
Quando você vive dessa maneira, não precisa espalhar suas cinzas num shopping center para ser lembrado. Como disse Abraham Lincoln: “No fim, não são os anos em sua vida que contam. É a vida em seus anos.”
Por: Yosef Y Jacobson

Dois caminhos.


- Vamos meditar em algo .....
- Devaryim 30;15 Diz 
15“Vê, deveras ponho hoje diante de ti a vida e o bem, e a morte e o mal. 
- Então :  se fala em dois caminhos  ........... ( - Ambos  Distintos - ) 
- Alerta :  ( A Todos ....... ) 
- .
16[Se escutares os mandamentos de YHWH teu 'Elohyim,] que hoje te ordeno, de modo a amar a YHWH, teu 'Elohyim, para andar nos seus caminhos e guardar seus mandamentos, e seus estatutos, e suas decisões judiciais, então forçosamente ficarás vivo e te multiplicarás, e YHWH, teu 'Elohyim, terá de abençoar-te na terra à qual vais para tomar posse dela.
- ( Esse é um caminho  .....  O de Vida e Obediencia a YHWH ......) 
- Outro :
17“Mas, se teu coração se desviar e se não escutares, e realmente fores seduzido e te curvares diante de outros deuses e os servires,  ( Todas as Formas de Idolatria ...... - Mat 4 : 10 explica isso )18deveras vos declaro hoje que positivamente perecereis. Não prolongareis os vossos dias no solo para o qual estás passando o Jordão( Yareden), a fim de ir tomar posse dele.19Deveras tomo hoje os céus e a terra por testemunhas contra vós de que pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a invocação do mal; e tens de escolher a vida para ficar vivo, tu e tua descendência.
- Veja : 



- Bom aqui está claro :
- Yochanan 5: 46,47 Diz 
46De fato, se acreditásseis em Moshé, teríeis acreditado em mim, porque este escreveu a meu respeito.  ( A quem devemos acreditar ......... )47Mas, se não acreditais nos escritos desse, como acreditareis nas minhas declarações?”  ( Aqui está se falando em toráh , e em Obediência plena ...... )


- Vamos entender aqui o seguinte :
- Mat 25: 32,33 Diz
- .32E diante dele serão ajuntadas todas as nações, e ele separará uns dos outros assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.  (  Do Bem , e do Mal )33E porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à sua esquerda.
- Separação ( Ha'Mavedil )  -  Obedientes = ovelhas  / Desobedientes = Bodes -
- Vamos a Revelação  ( Guiliana )
- 2 : 16E ele tinha na sua mão direita sete estrelas, e da sua boca se estendia uma longa espada afiada de dois gumes, e o seu semblante era como o sol quando brilha no seu poder. ( Espada de Dois gumes  - da boca  - ou seja : A lingua - linguagem  ........)
- Para entendermos isso vamos a YirmiYah 17 :  09,10   Diz
9“O coração é mais traiçoeiro do que qualquer outra coisa e está desesperado. Quem o pode conhecer?10Eu YHWH, esquadrinho o coração, examino os rins, sim, para dar a cada um segundo os seus caminhos, segundo os frutos das suas ações- ( Será  dado a todos , conforme os seus corações !!!!)
- Voltando a Devaryim  30 :
2e tiveres retornado a YHWH, teu 'Elohyim, e tiveres escutado sua voz conforme tudo o que hoje te ordeno, tu e teus filhos, de todo o teu coração e de toda a tua alma,3então YHWH, teu 'Elohyim, terá de trazer de volta os teus cativos e ter misericórdia de ti, e terá de reunir-te novamente de todos os povos em que YHWH, teu 'Elohyim, te espalhou.   ( Aqui fala da reunião novamente de todos ......)
6E YHWH, teu 'Elohyim, terá de circuncidar teu coração e o coração (Lev) da tua descendência, para que ames a YHWH, teu 'Elohyim, de todo o teu coração (Lev) e de toda a tua alma, no interesse da tua vida.  ( Caminho de Obediencia e VIDA !!!!)
- Conclusão : Kohelet  12 : 13,14 Diz
13A conclusão do assunto, tudo tendo sido ouvido, é: Teme o [verdadeiro] 'Elohyim e guarda os seus mandamentos. Pois esta é toda [a obrigação] do homem.14Pois o próprio [verdadeiro] 'Elohyim levará toda sorte de trabalho a julgamento com relação a toda coisa oculta, quanto a se é bom ou mau.


- Boa Reflexão : Todah  YHWH !
- Uriy ( Lukas) 16 : 29 a 31 Diz
29Mas Avraham disse: ‘Eles têm Moshé e os Profetas; que escutem a estes.
30Ele disse então: ‘Não assim, pai Avrahãm, mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão.’31Mas ele lhe disse: ‘Se não escutam Moshé e os Profetas, tampouco serão persuadidos se alguém se levantar dentre os mortos.’”  ( Aqui Mostra exatamente a questão : Morte e Vida .....  e o que é de fato Ressurreição ........ )
- Hoshea  6 : 02 ,03
2Fará que vivamos depois de dois dias. No terceiro dia fará que nos levantemos, e viveremos perante ele.  ( Morte  e Vida  - ao terceiro Dia (Yom)- 1 Cort 15:51 a 56- leiam- )   - 3E conheceremos, empenhar-nos-emos em conhecer a YHWH. Como a alva, sua saída está firmemente estabelecida. E chegará a nós como o aguaceiro; como a chuva primaveril que satura [a] terra.”
- Está Claro aqui  ( Manda-se  Escultar a Moshé e os Navyim (profetas ), para no terceiro dia - Yom , todos se levantariam VIVOS diante DELE ! )
Boa Reflexão :
- Todah YHWH !!!
- 6;06 Diz :
6Pois, agrado-me da benevolência e não do sacrifício; e do conhecimento de 'Elohyim antes do que de holocaustos. ( Isso mostra exatamente que não tem nada haver com o Sacrificio ( De nenhum homem ) , e nada Haver com o holocausto !
- ( Então : De que forma a Briyt Chadashá : trata de Sacrificio  .........)
- A Bri
yt Chadashá  ( Aliança restaurada ) - se diferencia da Briyt Har'a - aliança pecaminosa - do mal ..... ) 
- Em 1 Kefá 2: 01 a 03 Diz
1Concordemente, ponde de lado toda a maldade, e toda a fraudulência, e hipocrisia, e invejas, e toda sorte de maledicências,2[e,] como crianças recém-nascidas, ansiai o leite não adulterado pertencente à palavra, para que, por intermédio dela, cresçais para a salvação,3desde que provastes que o 'Adon (YHWH) é benigno. ( Por Intermédio da Palavra = Davar de YHWH , cresçais  para ha'Yeshuah = salvação )
         

domingo, 21 de julho de 2013

Shavua tov. Ótima Semana a Todos.



Nos tempos atuais muitas pessoas tem andado em dúvida, quanto a que acreditar realmente. Violência, decepção, dor, incertezas, disputas, ódios, inseguranças entre tantas mazelas que encontramos em nosso dia a dia, nos fazem a questionar o porque e para que de tantas coisas? Teriam mesmo que estarmos aqui nesse planeta? teríamos mesmo que passar por tantos problemas? é realmente difícil vencer as adversidades? ou porque "eles" são felizes e nós não? São muitas as duvidas e questionamentos. Mais uma coisa é certa cada um guarda dentro de si a alegria e a tristeza de cada dia. Os momentos mais felizes e tristes são comuns a todos, ricos ou pobres, saudáveis ou não. Mais importante do que tudo isso, é não se perder em vãs ilusões. Mais importante de tudo isso é que promessas mirabolantes, curas espetaculares são paliativos que só trazem mais incerteza, não é só porque acreditamos, mas é porque vivenciamos. Sonhar com momentos melhores é o que nos impulsiona a prosseguir e nisso acreditar em qualquer coisa não vai adiantar. Acreditar em antigas falsas promessas só nos levam a mais decepções. Devemos ser racionais quantos as coisas da Terra, especulativos quantos aos mistérios de D'US, dada a nossa insignificância quanto ao Seu Poder. Que estejamos prontos para os combates da vida, e que a cada dia renovemos o pacto com aquele que nos criou e que tão pouco damos importância. Sim pouca importância, porque criamos fantasias em cima das fantasias muitas vezes daqueles que de caso pensado, tentam nos enganar. Mas a luta é boa, travemos o Bom combate, coloquemos a nossa frente a Arca do Eterno, sem falsas figurações sem falsos deuses, sem falsos testemunhos. Vamos testemunhar apenas cada momento em que abrimos os olhos e percebemos que D'US nos permitiu mais um DIA. Esse é o Testemunho que nos Basta.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O shemá.

Habitamos uma miragem cósmica. Notamos milhares de criações, todas aparentemente seres autossuficientes e independentes. Mas, como judeus, acreditamos que na verdade há somente uma entidade verdadeira. Um D'us que é a essência de tudo. Um D'us manifesto numa quantidade infinita de criações.
Gravar essa ideia contra-intuitiva em nossa psique é nosso maior desafio, mas essencial para desenvolvermos uma verdadeira apreciação e um relacionamento com nosso Criador. Para esse fim, toda manhã e toda noite recitamos o Shemá – três parágrafos bíblicos (Devarim 6:4-9; 11:13-21; Bamidbar 15:37-41), que começam com a declaração que define o Judaísmo: Ouve, ó Israel, o Eterno é nosso D'us, o Eterno é Um. O Shemá então discute algumas bases do Judaísmo: amor a D'us, estudo de Torá, o princípio da Divina recompensa e punição, e nosso êxodo do Egito.
O Shemá é parte das preces matinais e noturnas. Recite o Shemá, mesmo que você não esteja recitando as preces.

Quando

“Quando te deitares e quando te levantares” – Devarim 6:7. Manhã: durante a primeira quarta parte do dia – começando quando houver luz suficiente para reconhecer alguém a uma curta distância. Noite: a partir do instante em que as estrelas aparecem, até o amanhecer. De preferência, antes da meia-noite.

Como

Recite o Shemá em seu idioma se você não entende hebraico. Certifique-se de que seu ambiente está limpo e recatado, e articule e pronuncie cuidadosamente cada palavra. Não faça interrupções durante a prece.
Cubra os olhos com a mão direita enquanto recita o primeiro verso – bloqueando estímulos externos que o possam distrair. Recite o verso em voz alta, pelo mesmo motivo. O ideal é que os homens coloquem talit e tefilin para o Shemá matinal.
Cobrem-se os olhos com a mão direita ao recitar o primeiro versículo do Shemá.

Shemá Yisrael, A-do-nai E-lo-hê-nu, A-do-nai Echad.
(Em voz baixa:) Baruch shem kevod malchutô leolam vaed. (descobrem-se os olhos)
Veahavtá et A-do-nai E-lo-hê-cha, bechol levavechá uvchol nafshechá, uvchol meodêcha. Vehayu hadevarim haêle, asher Anochi metsavechá hayom, al levavêcha. Veshinantam levanêcha vedibartá bam, beshivtechá bevetêcha, uvlechtechá vadêrech uvshochbechá uvcumêcha. Ucshartam leot al yadêcha vehayu letotafot ben enêcha. Uchtavtam al mezuzot betêcha uvish’arêcha.


Ouve, Israel, A-do-nai é nosso D-us, A-do-nai é Um.
(Em voz baixa:) Bendito seja o nome da glória de Seu reino para toda a eternidade.

Amarás a A-do-nai, teu D-us, com todo teu coração, com toda tua alma e com todo teu poder [tuas posses]. Estas palavras que Eu te ordeno hoje ficarão sobre teu coração. Inculca-las-ás diligentemente em teus filhos e falarás a respeito delas, estando em tua casa e andando por teu caminho, e ao te deitares e ao te levantares. Ata-las-ás como sinal sobre tua mão e serão por filactérios entre teus olhos. Escreve-las-ás nos umbrais de tua casa e em teus portões.