domingo, 22 de junho de 2014

Panqueca sem carboidrato.


Ingredientes:

3 claras
1 ovo inteiro
1 fio de azeite
1 pitada de sal
Para o recheio
1 tomate picado(sem sementes)
salsinha e cebolinha a gosto
1 cebola média
1 colher (sopa) creme de ricota ou cottage
Para o molho
1 lata de tomates pelados
manjericão a gosto
1 colher (sopa) de queijo cottage


Modo de fazer:

Cozinhe o peito de frango com a salsinha, pedaço da cebola e 1/2 limão,para saborizar.
Quando estiver cozido, retire e desfie.
Em uma frigideira anti aderente,refogue a metade que sobrou da cebola,o frango desfiado,o tomate picado e a salsinha. Reserve.
Em uma travessa,bata as claras e o ovo ,coloque uma pitada de sal.
Em uma frigideira antiaderente,unte com o azeite e prepare os discos,como uma panqueca.
Quando a massa estiver pronta, passe uma camada do creme de ricota e uma colher do frango desfiado,enrole.Repita o processo até acabar os ingredientes.
Faça o molho de tomate a parte ( tomates pelados,cebola e alho refogados) e cubra as panquecas.
Leve ao forno pré aquecido (180ºC) para gratinar por 10 minutos e finalize com as folhas de manjericão.


Bom apetite:

Bacalhau Light com palmito e uva passa.

Ingredientes:
Ingredientes:

250 g bacalhau dessalgado
3 colheres (sopa) azeite de oliva
200g palmito pupunha em conservar  picado
1/2 maço cebolinha verde
2 colheres alcaparras em conserva
1/2 xícara de uva passa sem sementes
12 cebolas pequenas
8 tomates cerejas partidos ao meio

 Pré aqueça o forno a 180 .Em uma panela , cozinhe o bacalhau em 1 litro de água até ficar macio. Retire e desfie grosseiramente,distribua em uma assadeira untada com azeite                   Por cima coloque o palmito,a cebolinha as alcaparras e as uvas passas,regue com 1 colher de azeite e  5 colheres de água Cubra com papel alumínio e leve ao forno por 10 minutos

Fritada de abobrinha light

Ingredientes:
2 abobrinhas
1 xícara de leite desnatado ( pode ser uma opção vegetal ou sem lactose)
2 claras
1/2 xícara de aveia flocos finos
1 colher (sopa) amaranto em flocos
1 colher (chá) fermento em pó
sal a gosto
3 colheres (sopa) cebola picadinha
1 tomate sem sementes em cubos
salsinha e cebolinha a gosto

Modo de fazer:
Lave as abobrinhas e retire suas extremidades.Rale no ralo grosso, sem atingir a polpa.Reserve.
No liquidificador,bata o leite,as claras,aveia, amaranto, a cebola e o tomate até ficar homogêneo, acerte o sal.
Misture esse creme á abobrinha ralada.
Aqueça a frigideira anti aderente , pincele azeite e vá adicionando colheradas, para formar um crepe, doure dos dois lados.
Sirva acompanhado por saladas de folhas verdes.

Bolinho de Arroz assado (Light).

Ingredientes:

2 e 1/2 xícara de arroz integral cozido
1 cebola grande ralada
2 dentes de alho amassados
1 cenoura média ralada
1/2 xícara de cheiro verde picado
2 claras
1 xícara de farinha de aveia sal e pimenta a gosto
1 colher (chá) fermento em pó 

Modo de preparo:

Misture bem todos os ingredientes, e molde as bolinhas. Leve ao forno pré-aquecido (180º C) em uma assadeira antiaderente por 25-30 minutos ou até dourar. 

Rendimento:

Rendimento é de 25 bolinhos com 35 calorias cada. 

A nossa palavra, nos diz quem somos.

A palavra de uma pessoa é a medida do seu caráter; se seus amigos confiam no que você diz, é porque confiam em você; se você confia no que H’’Shem diz, é porque confia que Ele é quem afirma ser!!! Por isso a palavra da pessoa tem uma importância significativa, pois aquele que não confia, duvida da integridade do seu próximo, visto que a Torah mostra em [Tehilim 24]: “Quem subirá ao monte do Eterno? E quem estará no Seu Santo Lugar? Aquele cujas mãos são limpas e cujo coração é puro, que não jurou em Meu Nome em vão e não prometeu falsamente”!! Conforme o Rabi Akiba dizia: “A folia e o espirito de leviandade conduzem o homem a libertinagem”!! O mesmo também disse: “A Massoret (tradição) é a sarça da Lei Divina; o dizimo é a defesa da fortuna; as promessas são defesa da abstinência; o silêncio é a cerca da sabedoria”!! O Talmud Hagiga também descreve sobre fazer promessas e não cumpri-la: “vestimenta da ignorância é uma fonte de impurezas”!!! Por isso amigos, quem faz promessas e as cumprem, consegue abster-se de qualquer coisa, reforça o poder da Luz dentro de si; evita cuidadosamente o que é impuro, pois estas lhe faz cometer Hilul!! Essa é a mensagem que quero deixar para todos vocês.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Quem é judeu?"

A pergunta quem é judeu?" gera um grande debate político, social e religioso entre os diversos grupos judaicos, devido ao fato de cada um ter uma interpretação as vezes bastante peculiar sobre quem pode e/ou deve receber esta nomenclatura.Interpretações essas que dependem de qual a sua tradição religiosa (ortodoxa, conservadora, reformista, caraíta) e do espaço geográfico onde se encontram (sefaraditas, asquenazitas), persas, norte - africanos, indianos etc.). O povo judeu surgiu justamente antes do conceito de religião, pois como sendo um dos poucos povos da antiguidade que ainda existem, trazem consigo este aspecto muito peculiar que na verdade é um ponto de sua diversidade sócio-cultural, e como tal seria uma tremenda imprudência reduzir o povo judeu ou o "judaísmo" a um mero conceito de "religião" apenas. Na história recente ocidental, e conseqüentemente na história judaica, uma revolução conceitual levou o judaísmo e o povo judeu a um tempo de grandes mudanças estruturais. A essa revolução, a história deu o nome de iluminismo (Hebraico: השכלה; Haskalá). Nesse período histórico, os antigos grupos religiosos detentores de tradições milenares observaram o nascimento de uma geração que via na criação de grupos com novas formas de pensar a possibilidade de saída de seus guetos milenares, não somente no plano físico, mas também mental e filosófico. Por vezes esses novos grupos distanciaram-se da velha ligação do judeu com a religião judaica-mãe, porém sem nunca perder a sua chama interna de identidade, sentimento esse que é o ponto de aproximação de todos os judeus e a mais importante linha para complexa continuação da nação que é, hoje, esse povo." Assim, com a inserção de novas filosofias no seio do judaísmo, dispares concepções surgiram sobre as questões básicas da tradição judaica. E obviamente cada grupo desenvolveu suas discussões de como pode-se definir uma resposta sensata à pergunta constante : "Quem é judeu?". Essa definição de resposta se deu, em sua maioria, sob duas linhas gerais: Pessoa que tenha passado por um processo de conversão ao judaísmo ou pessoa que seja descendente de um membro da comunidade judaica." "Contudo, esses dois assuntos são repletos de divergências. Quanto às conversões, existem divergências principalmente sobre a formação dos tribunais judaicos responsáveis pelos atos. Isso faz com que pessoas conversas através de um tribunal judaico reformista ou conservador não sejam aceitas nos círculos ortodoxos e seus rabinos que exigem um tribunal formado somente por rabinos ortodoxos pois entendem serem outros rabinos incapazes de fazer o converso entender a grandeza da lei que está tomando sobre si. Por outro lado, o judaísmo reformista e conservador, acusa os ortodoxos de fazerem exigências absurdas, não mais se preocupando com a essência do ser judeu e sim, com regras e rigidez desnecessária." Mesmo dentro de Israel a questão da judaicidade de uma pessoa ainda é muito discutida pois existem divisões até entre os diferentes movimentos ortodoxos que não reconhecem uns aos outros como legítimos. Há movimentos judaicos ortodoxos que sequer reconhecem a legitimidade do Estado de Israel como é o caso do Neturei Karta (“guardiões da cidade”) e outros. "Já quanto a descendência judaica, a divergência aparece na definição de quem viria a linha judaica, se matrilinear. O amarrano Ou Anussim O Elemento étnico-sócio-cultural denominado "marrano", anussim ou bnei anussim, é fruto de uma longa luta dentro da própria história, vindo a ser hoje um indivíduo de certa forma "marginalizado" dentro de seu próprio mundo, como que se vivendo em um limbo ideológico, pois não se vê como cristão e não é "aceito" como judeu, mas de onde provem este termo que o designa? O movimento Anussim, Bnei Anussim, Marranos ou Retornados, surge de algumas décadas pra cá como um movimento organizado ou que vem se organizando em alguns pontos do país e do mundo, como forma de resgate étnico e cultural dos então descendentes de judeus que foram perseguidos pelas inquisições portuguesa e espanhola há aproximadamente quatro séculos atrás e que hoje tentam reclamar seu direito a uma identidade cultural, a fazer parte de um povo, mas que de certa forma se sentem descriminados de um lado pelo ocidente (cristãos) que não os vê como iguais e de outro pela própria comunidade judaica que os vê com um ar de desconfiança e requer uma enorme burocracia para aceita-los de volta ao seio do povo judeu. Quem é e de onde veio o “marrano” ? O termo Marrano que em espanhol significa porco ou leitão de acordo com as pesquisa de David Maeso (1977) “tem um forte significado pejorativo que veio a ser designativo dos judeus que se converteram ao cristianismo, se não de forma sincera, mas ao menos para escapar dos perigos que representava o tribunal da santa inquisição”. Já segundo Lipiner (1977), a terminologia é muito mais antiga do que o significado anterior. Apresenta as definições de Marrano como sendo de origem hebraica ou aramaica: Mumar, que significa converso, oriundo da raiz hebraica mumar acrescido de sufixo em idioma castelhano ano vindo a derivar mumrrano, que abreviando torna-se marrano, designando justamente o convertido a fé cristã católica romana. Poderia ser ainda uma acomodação para as línguas ibéricas do vocábulo hebraico(Marit-ayn)que significa aparência, pois muitos destes convertidos o eram somente em aparência, pois dentro de seus lares continuariam a professar e praticar a fé judaica. Ocorre ainda a referencia a outras formas ou origens, como os termos Mar-anús: designando o homem batizado à força, de forma amargurante e humilhante, onde o vocábulo Marem hebraico significa amargo e Anus, em hebraico, significa forçado, violentado. Mais recentemente, com o constante crescimento de movimentos de legalização da causa marrana, paulatinamente vem-se substituindo este termo, que para muito ainda soa pejorativamente por um outro, também de origem hebraica que seria bem Anus ou Bnei Anussim, onde ben significa filho em hebraico e bnei como forma plural de ben, da mesma forma o termo anus ganha sua forma plural em anussim. Entende-se de fato que ambos todos os termos citados, seja Marrano, Bnei Anussim, ou simplesmente Anussim, vem a designar o judeu de origem ibérica que no período compreendido entre os séculos XIII e XV teve de optar pela conversão forçada ao catolicismo romano ou a morte, e que sofreu ainda até o século XIX, mas precisamente no ano de 1821 uma dura e forte perseguição, justamente por ainda praticarem o judaísmo familiar. Assim com o passar do tempo, veio a ganhar significados pejorativos, sempre ou quase sempre relacionados com uma das mais importantes práticas ou regras alimentares da fé judaica que é justamente a não ingestão de carne de porco. Portanto, os termos, Marrano, Anus, Ben Anus, juntamente com seus plurais e femininos respectivos se referem aos Judeus da península ibérica (Portugal e Espanha) que foram obrigados a professarem a fé católica romana, e também aos descendentes que nos dias de hoje buscam retornar a fazer parte de forma oficial ou não de todo o legado histórico-sócio-cultural de seus antepassados, e que foram ao longo do tempo deixando sua marca na construção da nação que hoje povoa o território das Américas, mas precisamente o Brasil (que é o enfoque referencial deste trabalho). RODRIGUES, Albo Berro. Movimento Anussim: O difícil retorno ao lar. 2010. 34 páginas. Trabalho de Conclusão de Curso de Licenciatura em História, Universidade Norte do Paraná, Ijuí, 2010. O Povo Hebreu, que posteriormente tornou-se Povo Judeu (após a divisão do Reino de Israel em dois: Sul e Norte, fortalecido após o retorno do cativeiro babilônico), conta em sua história muitas lutas e constantes perseguições, opressões, motivadas por um forte preconceito sociocultural. Um dos pontos culminantes ocorreu no ano de 135 da era comum, 65 anos depois da destruição do Beit Hamikdash, onde o povo judeu foi expulso de Jerusalém e disperso pelo mundo. Graças a esta atitude, muitas comunidades judaicas floresceram pela extensão do Império Romano, principalmente as comunidades de Sefarad (que já existiam antes mesmo do Império), como era conhecida a Península Ibérica pelos judeus. Foi nesta Sefarad que a então Igreja Católica Apostólica Romana junto com os reis Fernando e Isabel promulgaram o Édito de Alambra, em 1492, que obrigava a próspera comunidade ao exilio ou a conversão forçada. Muitos não puderam abandonar suas casas e foram obrigados a conversão. Nascia neste momento outro elemento no povo judeu, o Anús ou Marrano, sujeito étnico-cultural que de forma externa vivia a aparência cristã, mas que mantinha em seu intimo e no interior de seu lar a fé e cultura de seus pais. A fim de preservar o bem mais valioso para um judeu, sua vida, manteve sua fé de forma intima e oculta, mas transmitindo-a a seus descendentes, preservando assim sua forma judaica de ser. Sendo os primeiros “colonizadores” do Brasil formados em sua maioria por este elemento, o Marrano, é um fato sua influência e permanência existencial nos vários tipos regionais, como o sertanejo, o vaqueiro do cangaço, o gaúcho, etc. Fatos amparados pelos estudos sobre o berrante dos vaqueiros, de inspiração nos shofarim; a barba, o chapéu de forma constante, a faca própria para o abate e o próprio abate, o pala de seda dos gaúchos como praticas judaicas; os símbolos, como a estrela de David nas roupas dos cangaceiros. Desta forma e baseado em vários estudos de renomados pesquisadores, comprova-se a existência deste elemento judaico, o Marrano, e na atualidade, motivado por muitos fatores sócio-filosóficos-culturais, anseia pelo seu reconhecimento perante a comunidade judaica mundial, mas não aceitando jamais a conversão como único meio para tal feito, pois a aceitação da mesma seria uma negação a toda sua origem e ancestralidade. Sendo assim, confessamos aqui nossa forma de pensar, que nada mais é do que o resgate do pensamento marrano que ficou guardado no seio de muitas famílias marranas e facilmente comprovado pela historiografia. Tendo sido exposto nossa origem, e tendo firmemente a ideia e convicção de nossa origem judaica sefaradita, e se não somos ainda aceitos pela comunidade judaica mundial de acordo com que dizem varias responsas rabínicas do período pré e pós-inquisição, fica claro que a única solução é a criação de uma vertente que possa nos congregar e manter viva a ideologia sefaradita existente até 1492, como linha nomeada de “Judaísmo Anussita Sefaradita”, e tendo como pontos básicos elementares os citados a seguir: De acordo com Rabi Shlomo Ben Shimon – Rabash – Todos os anussim e seus descendentes devem ser considerados israelitas, até o final dos tempos. Todos os anussim e seus descendentes quando desejarem retornar ao judaísmo não devem ser considerados Guerim (prosélitos), mas baalei teshuvah (donos da resposta); ·Sendo judeus, afirmamos os três princípios básicos centrais do judaísmo: D'us, Torah e Israel; reconhecendo a diversidade de praticas, ritos e crenças judaicas; · Acreditamos que cada ser humano foi criado a imagem do Criador, e desta forma tem a obrigação de contribuir para a melhora do mundo e da sociedade (Tikum Olam), esforçando-se para trazer a paz, a liberdade e a justiça ao mundo; ·Os Judeus Anussitas Sefaraditas aceitam a Torah como sagrada, sendo transmitida a Moshe, e fundamento da vida judaica, contendo a revelação do Eterno ao seu povo, bem como a descrição de sua interação com Ele, contendo toda a base de sustentação espiritual e moral para toda a humanidade; ·Aceitamos que junto com a outorga da Torah escrita a Moshe, o Criador também transmitiu a Torah Oral, passada de geração em geração e preservada pelos sábios de nosso povo; ·Acreditamos na Alma da Torah, como meio de reconstrução interior, moral e espiritual para toda a alma vivente, para que o homem compreenda seu Tikum e possa realiza-lo e prol de si mesmo e de seu semelhante; Somos comprometidos com o principio da inclusão e não da exclusão, reconhecendo a linhagem de nossos irmãos a partir de sua origem materna ou paterna, valorizando sua alma e principalmente sua intenção; Somos comprometidos com a igualdade, e jamais com o preconceito descabido, que muito mal causou-nos no passado remoto e recente; Cremos nos 13 princípios propostos por Rabi Moshe Ben Maimon, Maimônides ou Rambam, como descrito a seguir: 
1 — Eu acredito com plena fé que o Criador, abençoado seja o Seu nome, é o Criador e Guia de todas as criaturas, e apenas Ele, criou, cria e criará todas as coisas. Só existe um Único D'us, YHVH, e jamais outro. 
2 — Eu acredito com plena fé que o Criador, abençoado seja o Seu nome, é Único e que não há nenhuma unicidade como Ele; que somente Ele é nosso D'us, era, é e será. 
3 — Eu acredito com plena fé que o Criador, abençoado seja o Seu nome, não é corpóreo, não tem nenhuma propriedade antropomórfica, e não há absolutamente nada parecido com Ele. 
4 — Eu acredito com plena fé que o Criador, abençoado seja o Seu nome, é primeiro e último. 
5 — Eu acredito com plena fé que o Criador, abençoado seja o Seu nome, é o único a Quem é apropriado rezarmos, e que não é apropriado rezar a mais ninguém. 
6 — Eu acredito com plena fé que todas as palavras dos profetas são verdadeiras. 
7 — Eu acredito com plena fé que a profecia de Moshe (Moisés), nosso mestre, que esteja em paz, foi verdadeira, que ele foi o pai de todos os profetas, daqueles que o precederam como daqueles que o seguiram. 
8 — Eu acredito com plena fé que toda a Toráh que está em nossas mãos foi dada a Moisés, nosso mestre, que esteja em paz. 
9 — Eu acredito com plena fé que esta Toráh não será modificada nem haverá outra Toráh dada pelo Criador, abençoado seja o Seu nome. 
10 — Eu acredito com plena fé que o Criador, abençoado seja o Seu nome, conhece todas as ações e todos os pensamentos dos seres humanos, como está escrito: “É Ele quem forma os corações de todos, Quem percebe todas as suas ações” (Salmos 33:15). 
11 — Eu acredito com plena fé que o Criador, abençoado seja o Seu nome, recompensa àqueles que guardam Seus mandamentos, e pune aqueles que os transgridem. 
12 — Eu acredito com plena fé na vinda de Mashiach (Messias), e ainda que possa tardar, mesmo assim espero a cada dia pela sua vinda. 
13 — Eu acredito com plena fé que haverá a ressurreição dos mortos no momento que assim o desejar nosso Criador, abençoado seja o Seu nome, exaltada seja a Sua lembrança para todo o sempre. ·Afirmamos nosso pensamento em abominar todo o tipo de idolatria, seja por objetos ou seres; ·Afirmamos nosso pensamento e ideologia em não aceitar e rejeitar qualquer analogia ou ligação com qualquer vertente cristã existente, principalmente com os que se dizem “judeus” messiânicos, ebionitas, judeus-cristãos, nazarenos, ou qualquer outra denominação cristã existente e que se travista de judeus a fim de enganar nossos irmãos, levando-os a corrupção e a praticas idolatras; Afirmamos nossa crença na redenção e reunião dos dispersos, e por isso estamos fazendo nossa parte; E bendito seja YHVH, nosso D`us Único. Ensina-me bom juízo e conhecimento, pois creio em teus mandamentos. (Salmo 119,66) Desta forma declaramos nossa fé em D'us, na Torah e no amor por Israel.

Um povo para ser destacado dentre as nações precisa conhecer sua identidade.

Um povo para ser destacado dentre as nações precisa conhecer sua identidade, buscando profundamente suas raízes. Os povos formadores do tronco racial do Brasil são perfeitamente conhecidos, como: o índio, o negro e o branco, destacando o elemento português, nosso colonizador. Mas, quem foram estes brancos portugueses? Pôr que eles vieram colonizar o Brasil ? Viriam eles atraídos só pelas riquezas e Maravilhas da terra Pau-Brasil ? A grande verdade é que muitos historiadores do Brasil colonial ocultaram uma casta étnica que havia em Portugal denominada por cristãos-novos, ou seja, os Judeus ! Pôr que ? (responder esta pergunta poderia ser objeto de um outro artigo).
Em 1499, já quase não havia mais judeus em Portugal, pois estes agora tinham uma outra denominação: eram os cristãos-novos. Eles eram proibidos de deixar o país, a fim de não desmantelar a situação financeira e comercial daquela época, pois os judeus eram prósperos. Os judeus sefarditas, então, eram obrigados a viver numa situação penosa, pois, por um lado, eram obrigados a confessar a fé cristã e por outro, seus bens eram espoliados, viviam humilhados e confinados naquela país. Voltar para Espanha, de onde foram expulsos, era impossível, bem como seguir em frente, tendo à vista o imenso oceano Atlântico. O milagre do Mar Vermelho se abrindo, registrado no Livro de Exôdo, precisava acontecer novamente.

Naquele momento de crise, perseguição e desespero, uma porta se abriu: providência divina ou não, um corajoso português rasga o grande oceano com sua esquadra e, em abril de 1500, o Brasil foi descoberto.
Na própria expedição de Pedro Álvares Cabral já aparecem alguns judeus, dentre eles, Gaspar Lemos, Capitão-mor, que gozava de grande prestígio com o Rei D. Manuel. Podemos imaginar que tamanha alegria regressou Gaspar Lemos a Portugal, levando consigo esta boa nova: – descobria-se um paraíso, uma terra cheia de rios e montanha, fauna e flora jamais vistos. Teria pensado consigo: não seria ela uma “terra escolhida” para meus irmãos hebreus ? Esta imaginação começou a tornar-se realidade quando o judeu Fernando de Noronha, primeiro arrendatário do Brasil, demanda trazer um grande número de mão de obra para explorar seiscentas milhas da costa, construindo e guarnecendo fortalezas na obrigação de pagar uma taxa de arrendamento à coroa portuguesa a partir do terceiro ano. Assim, milhares e milhares de judeus fugindo da chamada “Santa Inquisição” e das perseguições do “Santo Ofício” de Roma, começaram a colonizar este país.

Afinal, os judeus ibéricos, como qualquer outro judeu da diáspora, procurava um lugar tranqüilo e seguro para ali se estabelecer, trabalhar, e criar sua família dignamente. O tema é muito vasto e de grande riqueza bibliográfica e histórica. Assim, queremos com esta matéria abordar ligeiramente o referido tema, despertando, principalmente, o leitor interessado que vive fora da comunidade judaica.

Neste pequeno estudo, queremos mencionar a influência judaica na formação da raça brasileira, apresentando apenas alguns fatos históricos importantes ocorridos no Brasil colonial, destacando uma lista de nomes de judeus-portugueses e brasileiros que enfrentaram os julgamentos do “Santo Ofício” no período da Inquisição. Os fatos históricos são muitos e podem ser encontrados em vários livros que tratam com detalhes desse assunto, como já mencionado.

Comecemos, então, apresentando um pequeno resumo da história dos judeus estendendo até ao período do Brasil Colonial. Desde a época em que o Rei Nabucodonosor conquistou Israel, os hebreus começaram a imigrar-se para a península ibérica. A comunidade judaica na península cresceu ainda mais
durante os séculos II e I A.C., no período dos judeus Macabeus. Mais tarde, depois de Cristo, no ano 70, o imperador Tito ordenou destruir Jerusalém, determinando a expulsão de todo judeu de sua própria terra. A derrota final ocorreu com Bar Kochba no ano 135 d.C, já na diáspora propriamente dita. A história confirma a presença dos judeus ibéricos, também denominados “sefaradim”, nessa península, no período dos godos, como comprovam as leis góticas que já os discriminavam dos cristãos. As relações judaico-cristãs começaram a agravar-se rapidamente após a chegada a Portugal de 120.000 judeus fugitivos e expulsos pela Inquisição Espanhola por meio do decreto dos Reis Fernando e Isabel em 31.03.1492. Não demorou muito, a situação também se agravava em Portugal com o casamento entre D. Manoel I e Isabel, princesa espanhola filha dos reis católicos. Várias leis foram publicadas nessa época, destacando-se o édito de expulsão de D. Manoel I. Mais de 190.000 judeus foram forçados a confessar a fé católica, e após o batismo eram denominados “cristãos-novos”, quando mudavam também os seus nomes. Várias atrocidades foram cometidas contra os judeus, que tinham seus bens confiscados, saqueados, sendo suas mulheres prostituídas e atiradas às chamas das fogueiras e as crianças tinham seus crânios esmagados dentro das próprias casas.

O descobrimento do Brasil em 1500 veio a ensejar uma nova oportunidade para esse povo sofrido. Já em 1503 milhares de “cristãos-novos” vieram para o Brasil auxiliar na colonização. Em 1531, Portugal obteve de Roma a indicação de um Inquisidor Oficial para o Reino, e em 1540, Lisboa promulgou seu primeiro Auto-de-fé. Daí em diante o Brasil passou a ser terra de exílio, para onde eram transportados todos os réus de crimes comuns, bem como judaizantes, ou seja, aqueles que se diziam aparentemente cristãos-novos, porém, continuavam em secreto a professar a fé judaica. E é nesses judaizantes portugueses que vieram para o Brasil nessa época que queremos concentrar nossa atenção.

De uma simples terra de exílio a situação evoluiu e o Brasil passou a ser visto como colônia. Em 1591 um oficial da Inquisição era designado para a Bahia, então capital do Brasil. Não demorou muito, já em 1624, a Santa Inquisição de Lisboa processava pela primeira vez contra 25 judaizantes brasileiros (os nomes abaixo foram extraídos dos arquivos da Inquisição da Torre do Tombo, em Lisboa).
Os nomes dos judaizantes e os números dos seus respectivos dossiês foram extraídos do Livro: “Os Judeus no Brasil Colonial” de Arnold Wiznitzer – página 35 – Pioneira Editora da Universidade de São Paulo:

Alcoforada, Ana 11618
Antunes, Heitor 4309
Antunes, Beatriz 1276
Costa, Ana da 11116
Dias, Manoel Espinosa 3508
Duarte, Paula 3299
Gonçalves, Diogo Laso 1273
Favella, Catarina 2304
Fernandes, Beatriz 4580
Lopes, Diogo 4503
Franco, Lopes Matheus 3504
Lopes, Guiomar 1273
Maia, Salvador da 3216
Mendes, Henrique 4305
Miranda, Antônio de 5002
Nunes, João 12464
Rois, Ana 12142
Souza, João Pereira de 16902
Teixeira, Bento 5206
Teixeira, Diogo 5724
Souza, Beatriz de 4273
Souza, João Pereira de 16902
Souza, Jorge de 2552
Ulhoa, André Lopes 5391

Continuando nossa pesquisa, podemos citar outras dezenas e dezenas de nomes e
sobrenomes, devidamente documentados, cujas pessoas foram também processadas a partir da data em que a Inquisição foi instalada aqui no Brasil. È importante ressaltar que nesses processos os sobrenomes abaixo receberam a qualificação de “judeus convictos” ou “judeus relapsos” em alguns casos. Por questão de espaço citaremos apenas nesta primeira parte os sobrenomes, dispensando os pré-nomes:

Abreu Álvares Azeredo Ayres
Affonseca Azevedo Affonso Aguiar
Almeida Amaral Andrade Antunes
Araújo Ávila Azeda Barboza
Barros Bastos Borges Bulhão
Bicudo Cardozo Campos Cazado
Chaves Costa Carvalho Castanheda
Castro Coelho Cordeiro Carneiro
Carnide Castanho Corrêa Cunha
Diniz Duarte Delgado Dias
Esteves Évora Febos Fernandes
Flores Franco Ferreira Figueira
Fonseca Freire Froes Furtado
Freitas Galvão Garcia Gonçalves
Guedes Gomes Gusmão Henriques
Izidro Jorge Laguna Lassa
Leão Lemos Lopes Lucena
Luzaete Liz Lourenço Macedo
Machado Maldonado Mascarenhas
Martins Medina Mendes Mendonça Mesquita
Miranda Martins Moniz Monteiro
Moraes Morão Moreno Motta
Munhoz Moura Nagera Navarro
Nogueira Neves Nunes Oliveira
Oróbio Oliva Paes Paiva
Paredes Paz Pereira Perez
Pestana Pina Pinheiro Pinto
Pires Porto Quaresma Quental
Ramos Rebello Rego Reis
Ribeiro Rios Rodrigues Rosa
Sá Sequeira Serqueira Serra
Sylva Silveira Simões Siqueira
Soares Souza Tavares Telles
Torrones Tovar Trigueiros Trindade
Valle Valença Vargas Vasques
Vaz Veiga Vellez Vergueiro
Vieira Villela

(A lista dos sobrenomes citados acima não exclui a possibilidade da existência de outros sobrenomes portugueses de origem judaica. – Fonte: Extraído do livro: “Raízes judaicas no Brasil” – Flávio Mendes de Carvalho – Ed. Nova Arcádia 1992).

Todos esses judeus brasileiros, cujos sobrenomes estão citados acima, foram julgados e condenados pela Inquisição de Lisboa, sendo que alguns foram deportados para Portugal e queimados, como por exemplo o judeu Antônio Felix de Miranda, que foi o primeiro judeu a ser deportado do Brasil Colônia. Outros foram condenados a cárcere e hábito perpétuo.

Quando os judeus aqui chegavam, desembarcavam na maioria das vezes na Bahia, por ser naquela época o principal porto. Acompanhando a história dessas famílias, nota-se que grande parte delas se dirigia em direção ao sul, muitas vezes fixando residência nos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Outros subiam em direção ao norte do país, destacando a preferência pelos Estados de Pernambuco e Pará. Esses estados foram bastante influenciados por uma série de costumes judaicos, que numa outra oportunidade gostaríamos de abordar.

É importante ressaltar que não podemos afirmar que todo brasileiro, cujo sobrenome constante desta lista acima seja necessariamente descendente direto de judeus portugueses.
Para saber-se ao certo necessitaria uma pesquisa mais ampla, estudando a árvore genealógica das famílias, o que pode ser feito com base nos registros disponíveis nos cartórios. Mas, com certeza, o Brasil tem no seu sangue e nas suas raízes os traços marcantes deste povo muito mais do que se imagina, quer na sua espiritualidade, religiosidade ou mesmo em muitos costumes.

Constatamos que o Brasil já se destaca dentre outras nações como uma nação que cresce rapidamente na direção de uma grande potência mundial. A influência histórica judaica-sefardita é inegável. Os traços físicos de nosso povo, os costumes, hábitos e algumas tradições são marcas indubitáveis desta herança. Mas, há uma outra grande herança de nosso povo, a fé. O brasileiro na sua maioria pode ser caracterizado como um povo de fé, principalmente, quando esta fé está fundamentada no conhecimento do D'us de Abraão, Isaque e Jacó, ou seja, no único e soberano D'us de YIsrael.

Isto sim, tem sido o maior, o melhor e o mais nobre legado do povo judeu ao povo brasileiro e à humanidade.