domingo, 30 de novembro de 2014

Dízimos!

Seu assunto é a Torah? Então falemos um pouco sobre o dízimo.

Dízimo nada tem a ver com o valor, com a situação da pessoa e muito menos com a situação de sua cidade ou do país. É puramente uma questão de fidelidade, de temor e de amor pela Torah. E pode decidir bênçãos ou maldições!...


Deus, em sua infinita sabedoria, fez tudo certinho: Instituiu as 3 modalidades:

1. Dizímo sacerdotal; 2. Dízimo das Festas e o dízimo trienal, para os pobres.

O primeiro garantiria a existência de uma liderança religiosa e da instrução permanente do seu povo. O segundo, a presença de todos, nas santas festas e convocações e o terceiro, na questão social, dos pobres. Ademais, não podemos nos esquecer de que obras como o tabernáculo, não saiam dos dízimos, mas de ofertas voluntárias definidas por HaShem. Os pobres se beneficiavam nas festas, do segundo dízimo dos que compareciam e também tinham parte na sobra das colheitas, do dízimo trienal e em outras forma de Tsedakah.

Dízimo trienal - Pobre: Ao fim de três anos, tirarás todos os dízimos da tua novidade no mesmo ano e os recolherás nas tuas portas. Então, virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão, para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em toda a obra das tuas mãos, que fizeres.Deut. 14:28, 29

Quando entre ti houver algum pobre de teus irmãos, em alguma das tuas portas, na tua terra que o SENHOR, teu Deus, te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás a tua mão a teu irmão que for pobre. Deut. 15:7

Segundo Dízimo - Para as Festas: E, perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu cereal, do teu mosto, do teu azeite e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao SENHOR, teu Deus, todos os dias.

Para o Mishkan (Tabernáculo) Ofertas:
“Fala aos filhos de Israel que me tragam oferta; de todo homem cujo coração o mover para isso, dele recebereis a minha oferta. Esta é a oferta que dele recebereis: ouro, e prata, e bronze... 8 E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. Êxodo 25:2, 3, 8

Dízimo sacerdotal (Maaseh Heb. מַעֲשֶׂה): Importantíssimo, pois sem este cessaria todo o serviço sacerdotal e o povo ficaria desamparado espiritualmente.

Neemias 13:10 Também soube que os quinhões dos levitas não se lhes davam, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam o serviço, tinham fugido cada um para o seu campo.

“As primícias da nossa massa, as nossas ofertas, o fruto de toda árvore, o vinho e o azeite traríamos aos sacerdotes, às câmaras da casa do nosso Deus; os dízimos da nossa terra, aos levitas, pois a eles cumpre receber os dízimos em todas as cidades onde há lavoura. Porque àquelas câmaras os filhos de Israel e os filhos de Levi devem trazer ofertas do cereal, do vinho e do azeite; porquanto se acham ali os vasos do santuário, como também os sacerdotes que ministram, e os porteiros, e os cantores; e, assim, não desampararíamos a casa do nosso Deus.” Neemias 10:37, 39

Nunca foi permitido aos israelitas, gastarem o dízimo em suas necessidades particulares ou darem destinos outros ao mesmo!

Deus aprova e reconhece aqueles que colocam a fé acima de suas necessidades ou vaidades e que são fiéis, ainda que no mínimo. Tenha em mente que, quem é infiel no mínimo, mesmo que progrida, dificilmente mudará sua postura e que, normalmente, gastará tudo o que ganha, mesmo em coisas supérfluas e desnecessárias. Tem, separa uma parte de seus rendimentos, para fazer uma poupança? Poucos.

O profeta Elias, seguindo a orientação divina, exigiu que a viúva de Sarepta, lhe alimentasse primeiro:

1 Reis 17:9 Levanta-te, e vai a Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente. 11 E, indo ela a buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me, agora, também um bocado de pão na tua mão. 12 Porém ela disse: Vive o SENHOR, teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos e morramos. 13 E Elias lhe disse: Não temas; vai e faze conforme a tua palavra; porém faze disso primeiro para mim um bolo pequeno e traze-mo para fora; depois, farás para ti e para teu filho.

Yeshua aprovou a viúva pobre que depositou tudo o que tinha no gasofilácio e criticou os ricos que davam mais, porém, de sobras:

Lucas 21:4 porque todos aqueles deram como ofertas de Deus do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deu todo o sustento que tinha.

Com isto, vemos que HaShem aprova os fiéis, mesma na pobreza, e não pensa como aqueles que ficam se desculpando e demonstram desprezo pela Obra do Eterno. Aliás, entendo que estes julgam a Deus, pois, para eles faltou em casa ordenança divina de contribuir, um adendo: “Ficam isentos os que passam por apertos financeiros, os que tem problemas, se a situação do país ou de sua região não for boa...e só cumpram estas mitzvot, os que estivem bem financeiramente...” Deus não abriu esta exceção! Se alguém quer ser infiel, assuma sua condição de transgressor!

A sabedoria divina previu a presença do Seu povo nas festas sagradas e que não deveria prevalecer a desculpa da ausência, por dificuldades financeiras.

Deus estabeleceu o segundo dízimo! Quem não comparecer nas festas deve assumir que “torrou” o segundo dízimo e desobedeceu a Deus em pelo menos, duas coisas: Gastou o sagrado e faltou na santa convocação!

Ninguém deve ser infeliz por ser pobre:

1 Timóteo 6:8 Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Todavia, com temor, deve buscar por situações melhores, estudando e mudando de trabalho ou de cidade, se preciso for. Jamais, no entanto, ser infiel, por ser pobre, achando que desobedecendo nesta parte, isto vai lhe ajudar! Muito pelo contrário, a desobediência atrai maldição e não contribui em nada:

Deuteronômio 28:2 E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do SENHOR, teu Deus:

Deuteronômio 28:15 Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do SENHOR, teu Deus, para não cuidares em fazer todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então, sobre ti virão todas estas maldições e te alcançarão:

Esta é minha meditação de hoje. Shalom pra todos!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

COMUNIDADES / LINHAS DO JUDAÍSMO

  A questão que intitula esse texto tem duas principais RESPOSTAS positivadas em duas diferentes normas jurídicas. A primeira diz respeito à Lei Judaica, a Halachá: judeu é todo aquele cuja mãe é judia ou tenha se convertido ao judaísmo de acordo com a Halachá. Por trás dessa simples formulação, está a concepção que o judaísmo é transmitido espiritualmente apenas pela mulher, conceito baseado nas tradições e interpretações ortodoxas da Torá, com base no Talmud e no Tanach.
A segunda resposta é encontrada na Lei do Retorno de 1950 e suas emendas de 1970 que determinam que todo judeu pode assentar-se no Estado de ISRAEL (direito à alyah), adquirir cidadania israelense e desfrutar de benefícios e incentivos governamentais. Para efeitos dessa lei, considera-se judeu todo aquele que possui ao menos um avô ou avó judeus, adotando nesse aspecto critério igual ao da política nazista alemã.
Interessante notar que a Lei do Retorno também reconhece conversões realizadas fora da Halachá e o critério de ascendência, COMO vimos, é muito MAIS abrangente. Contudo, há um ponto que a Lei do Retorno é mais rigorosa que a Lei Judaica: a primeira adota o critério de elegibilidade de religião. Ou seja, não pode usufruir da Lei do Retorno aquele que, mesmo se enquadrando no critério biológico, tenha se convertido a outra religião. Isso não encontra respaldo na Halachá, que sustenta que todo judeu será considerado judeu independente se ao longo de sua vida tenha professado outra fé negando seu judaísmo.
Somando-se a essas definições, o Judaísmo Liberal, representado pelos movimentos reformistas e reconstrucionistas, define judeu como o indivíduo cuja mãe ou pai sejam judeus, ou tenha passado pelo processo de conversão liberal.
Esse mix de diferentes definições certamente poderia ser considerado paradoxal ou, ao menos, um acúmulo de contradições. Contudo, pretendo demonstrar que, ao respondermos primeiro ‘o que’, antes de ‘quem’, eliminaremos tais divergências conceituais e entenderemos que não há certo ou errado, muito menos a necessidade de equalizar todos os critérios.
Pois bem. O que é o judaísmo? Por um lado, judaísmo é uma religião. A essência do judaísmo é a religião judaica, um é condição sine qua non para existência de outro, judaísmo pressupõe religião judaica e vice-versa. Diante dessa concepção puramente religiosa, devemos deduzir que a identidade judaica é uma identidade exclusivamente religiosa e, portanto, deve estar submetida a uma legislação religiosa. Assim, judeu é todo filho ou filha de mãe judia, porque a lei religiosa assim determina. Ou, caso não tenha sido atendido o critério de nascimento, para se CONVERTER ao judaísmo, é necessário um procedimento religioso, MAIS uma vez de acordo com a lei ortodoxa absoluta. Além disso, como judaísmo é uma religião e sua essência é espiritual, a conduta humana pessoal subjetiva não interfere na identidade objetiva. Não importa se o judeu tenha se abraçado o catolicismo e seja eleito o novo Papa, ele para sempre será um judeu, pois sua mãe é judia e lhe transmitiu uma alma judaica imortal e sua condição espiritual é extrínseca às suas atitudes.
Por outro lado, os judeus são um povo, uma nação. A religião pode ser considera um dos aspectos do judaísmo, que não se limitam a rituais e a leis religiosas. Judaísmo engloba muito mais que sua característica religiosa e esta não é sua essência. Para explicar melhor, transcrevo a definição de Amoz Oz, quando respondeu a questão do presente artigo: “Um judeu, em meu vocabulário, é alguém que se considera judeu, ou alguém que é forçado a ser judeu. Um judeu é alguém que reconhece sua condição de judeu. Se a reconhece publicamente, é judeu por escolha. Se somente reconhece em seu interior, em um judeu pela força de seu destino. Se não reconhece nenhuma conexão com o povo judeu, nem em público e nem em privado, nem em seu atormentado eu interior, não é judeu, ainda que a lei religiosa o defina assim devido que sua mãe é judia. Um judeu, em minha opinião não halachica, é alguém que escolhe compartilhar o destino de outros judeus, ou que é condenado a compartilhá-lo. Ademais, ser judeu quase sempre quer dizer relacionar-se mentalmente com o passado judaico. Sem importar se a relação é uma relação de orgulho ou de penúria, ou de ambos sentimentos de uma vez, sem importar se consiste em vergonha ou rebelião, orgulho ou nostalgia. Outrossim, ser judeu quase sempre quer dizer relacionar-se ao presente judaico, seja por uma relação de temor, seja por uma relação de confiança, de orgulho pelas conquistas dos judeus ou por vergonha de seus atos, um impulso de os fazer mudar seu rumo ou uma necessidade psicológica de manter-se em seu caminho. E finalmente: ser judeu significa sentir que onde quer que um judeu seja perseguido por ser judeu, você se sentirá perseguido”. Amoz Oz prioriza o conceito de povo em detrimento da religião.
A Lei Judaica ortodoxa DEFINE quem é judeu tendo em VISTA que judaísmo é uma religião e essa religião deve se transmitida segundo leis religiosas.
A Lei do Retorno DEFINE quem é judeu tendo em vista que os judeus são um povo, uma nação com uma pátria espiritual e física. Basta ser descendente de um judeu para ser PARTE do povo.
A Lei Nazista define quem é judeu tendo em vista que os judeus são uma raça.
A Lei Judaica reformista define quem é judeu tendo em vista que judaísmo é uma religião, mas uma religião dinâmica, que evolui com o tempo e moderniza suas leis relativas no que tange ao critério biológico e à conversão.
Para a Lei Judaica ortodoxa, abandonar o povo judeu abraçando outra cultura não significa abandonar o judaísmo: a religião está acima do conceito de povo.
Para a Lei do Retorno, abandonar o povo judeu abraçando outra cultura é negar a própria essência do judaísmo e o direito de adquirir cidadania em seu Estado através desse critério, pois abandona-se o povo.
Essa reflexão se faz necessária tanto aos ortodoxos que ficam indignados com a abrangência da Lei do Retorno quanto aos laicos que ficam inconformados com as restrições da Lei Judaica ortodoxa. Ambas não se contradizem, pois enxergam a questão através de diferentes ângulos, uma através do prisma da religião e outra do prisma do povo.
Vale ressaltar a bela definição do Presidente de ISRAEL, Shimon Peres: judeu é todo aquele que se esforça para que seus filhos sejam judeus.
Acredito que a religião judaica é a essência do judaísmo e que se deve definir quem é judeu levando em consideração leis religiosas. É por esse ângulo que prefiro RESPONDER a questão do título. Mas essa é apenas minha opinião, da qual você pode discordar.
Afinal, se todos nós concordássemos com apenas uma opinião não seriamos verdadeiramente judeus, independente de nossa ancestralidade.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Talmud Shabat 119a


“Jerusalém foi destruída porque as crianças deixaram de freqüentar as escolas” (Talmud Shabat 119a)
Desde seu lançamento, em 1901, o Prêmio Nobel foi conferido a 700 personalidades – 140 deles judeus. É uma estatística que impressiona: os judeus são, hoje, uma grupo de 16 milhões, num planeta habitado por quase 6 bilhões de pessoas. Mas são responsáveis por boa parte das grandes novidades científicas do século.
Um livro prestes a ser divulgado no reino Unido, preparado por um...
advogado de Nova York – Michael Shapiro – vai atiçar ainda mais a mística sobre uma suposta inteligência superior dos judeus. Depois de fazer pesquisa com filósofos, rabinos, escritores e cientistas, Shapiro produziu a lista dos cem mais importantes judeus. Estão alguns dos maiores pensadores e criadores da humanidade. Moldaram o que pensamos e até como nos vestimos. Existe algum segredo? (...) Como um povo tão pequeno consegue gerar tantos super-homens intelectuais? O segredo é que não existe segredo.
Por motivos religiosos, o analfabetismo é inexistente entre os judeus. Aos 13 anos, o menino é obrigado a subir ao púlpito e ler trecho do livro sagrado (Bar-Mitzvá). Portanto, ele deve saber pelo menos uma língua. Os judeus são ensinados a reverenciar a rebeldia intelectual – rebeldia sintetizada em Abrãao, ao destruir os deuses e inaugurar o monoteísmo. Nada mais é do que os educadores chamam de ensino crítico; contestar sempre as verdades estabelecidas, princípio básico da pedagogia moderna. (...)
Nenhum povo foi tão perseguido e humilhado por tanto tempo como os judeus, o que gerou uma série de efeitos colaterais. Um deles é o valor da educação para a sobrevivência. Podem arrancar suas terras, propriedades, mas não o que está em suas cabeças.(...) Não há nenhum segredo dos judeus escondido na genética ou escolha divina. Só o óbvio: culto à educação.

Chinuch é uma meta a ser atingida por todos nós. Mas, para isso, é importante que as três vértices do triângulo ( FAMÍLIA/ COMUNIDADE/ CONGREGAÇÃO e ESCOLA) trabalhem em conjunto, propiciando uma educação de base e, ao mesmo tempo, mecanismos para que as teorias possam ser aplicadas na prática.
Rabi Tarfon e os anciãos estavam reunidos quando uma questão se apresentou diante deles. “ Qual é maior: o estudo ou a prática?” Rabi Tarfon respondeu: “A prática é maior”. Rabi Akiva replicou: “o estudo é maior, sempre que levado à prática”. E os anciãos, em uníssono, disseram: “o estudo é maior, sempre que levado à prática.” (Talmud Kidushin 40b)

Tradições diferentes

Minha caçula Sara com 5 anos.
Entre os judeus ashkenazim é costume dar ao filho ou à filha o nome de um parente próximo já falecido, cuja vida foi uma inspiração para todos, e cujas qualidades os pais gostariam de ver renascidas e emuladas em sua própria criança.
Os judeus sefaradim, frequentemente dão a seus filhos o nome de um avô ou de uma avó estimados, ou ainda de um outro parente vivo como forma de homenageá-lo.
Outro costume, amplamente difundido, é o de dar à criança o nome de uma grande personalidade da Torá, formando assim um elo espiritual entre os dois.
Identidade
Quando o povo judeu era escravo no Egito, esse país era o centro do mundo civilizado e havia atingido o que então era considerado o ápice da cultura secular. Embora os judeus permanecessem em cativeiro por mais de duzentos anos, nunca perderam sua identidade como nação. Nossos sábios atribuem este fato à três elementos que os fizeram merecer a liberdade da escravidão: a conservação do seu próprio idioma (hebraico), o fato de se vestirem seguindo suas tradições e a conservação de seus nomes judaicos.
 
Sara com 2 aninhos.

A fala
Assim que a criança começa a falar, inicia-se uma nova fase em sua vida. Versículos da Torá lhe são ensinados, a recitação do "Shemá Israel", antes de dormir, "Modê ani", ao acordar, demonstrando desta forma, em cada ato e em cada pequena prece, que existe um Criador que nos cuida e nos envia bênçãos a cada dia e quer que a gente cumpra Seus mandamentos, as mitsvot, através da Torá, Seu Guia de vida.
O quarto de um bebê não deve ser "ornamentado" somente no aspecto físico, que engloba dezenas de brinquedos e objetos coloridos. A preocupação de seus pais deve ser de proporcionar uma paz e proteção espiritual através da aquisição de livros sagrados entre os quais o Sidur, Chumash e Tehilim.
Uma caixinha de Tsedacá (caridade) deverá ser colocada na prateleira de seu quarto, como um lembrete constante e encorajamento a repartir a sua mesada com os menos favorecidos, no decorrer de cada dia de sua vida.
A escola
Aprendemos que "a Torá é a árvore da vida, para aqueles que se atêm a ela". A escola que escolhemos para nossos filhos deve, portanto e antes de tudo, possuir uma apropriada atmosfera de Torá na qual a atuação de seus diretores seja um exemplo vivo, coerente e de total compatibilidade com os ensinamentos da Torá.
Igualmente importante é a postura demonstrada pelos professores. Eles devem ser indivíduos tementes a D'us, cujo comportamento seja exemplar, pois o estudo da Torá é completamente diferente de qualquer outro – não poderá jamais ser encarado como mais uma matéria do currículo escolar.
Um professor deve ser coerente, se espera que seus alunos pratiquem o que ele ensina. Somente através da combinação dos esforços do lar aliados ao da escola poderemos ter certeza de que a criança será uma fonte de alegrias judaicas para seus pais, a família e o povo de Israel.
Nossos fiadores
Antes de doar a Torá a Israel, D'us pediu fiadores que garantissem seu contínuo estudo e prática de Seus mandamentos. Primeiramente os anciãos foram sugeridos, mas D'us os rejeitou; depois os líderes foram apresentados, mas também foram considerados inaptos.
A quem D'us finalmente aceitou como fiadores de seu sagrado legado?
Foram as crianças pela sua pureza às quais seriam ensinadas e educadas pelos seus pais e professores para se comprometerem com uma vida plena e significativa de Torá.
É nossa obrigação e responsabilidade fornecer aos nossos filhos uma genuína educação judaica baseada nos ensinamentos da Torá e no comprometimento com as mitsvot. Desta forma permanecerão para sempre, fiadoras do legado Divino e de Suas eternas bênçãos de vida e continuidade judaica.

inteligência do coração

É possível encontrar no tratado de Pirkei Avot. – “A Ética dos Pais”, uma das mais completas sínteses dos princípios essenciais da prática judaica com base na Torá, a qual cito a seguir:

“A Torá é superior ao sacerdócio e à realeza, pois a realeza requer trinta qualidades, o sacerdócio vinte e quatro, mas a Torá requer quarenta e oito coisas. E elas são: estudo, atenção pelo ouvido, repetição em voz alta, inteligência do coração, respeito, temor, humildade, alegria, pureza, c...onvívio com Sábios, aproximação dos companheiros, debate com os discípulos, bom senso, conhecimento da Escritura, conhecimento da tradição... paciência, bom coração, confiança nos Sábios, resignação no sofrimento, conhecer o seu lugar, contentar-se com a sua porção, medir suas palavras, não exigir créditos para si, ser amado, amar o Todo-Presente, amar o seu próximo, amar a retidão, prezar as críticas, afastar-se das honrarias, não inflar o coração por causa do desconhecimento, não se deleitar em dar ordens, ajudar o próximo a carregar o seu jugo: julgá-lo com indulgência, pô-lo no caminho da paz; estudar com método, perguntar conforme o assunto e responder conforme a regra, ouvir e aumentar o conhecimento, aprender para ensinar, aprender para praticar, estimular a sabedoria do mestre, raciocinar sobre o que ouvir e dizer coisas em nome de quem as disse. Sabe-se que todo aquele que diz uma coisa, citando o nome de quem a disse, traz a redenção ao mundo, pois foi dito: “E disse Ester ao rei em nome de Mordekhai” [9]

Conselho

Certa vez uma jovem mãe foi pedir um conselho a um sábio sobre quando  começar a educação de seu primeiro filho. “Qual é a idade da criança”- perguntou o sábio. “Ela só tem alguns dias” – respondeu a mãe. E concluiu o sábio: “Então a senhora está nove meses atrasada!”
Nossos sábios foram além, afirmando que a educação deva começar tão logo a criança aprenda a falar (Talmud Sucá 42a), pois o perigo de seu adiamento reside na possibilidade de nunca vir a se concretizar.
Ao mesmo tempo, a família é, segundo a Torá, o mais importante pilar desta instituição. É a união, convivência e, principalmente, prática familiares que solidificam a formação do educando. Famílias desestruturadas geram filhos desestruturados, sendo que tanto o pai quanto a mãe são igualmente responsáveis por ensinar ao filho os valores judaicos para que ele mesmo possa se desenvolver como um bom judeu, como está dito: “Educa o pequeno conforme seu caminho, pois, por mais que envelheça, não se desviará dele” (Provérbios 22:6). São eles os responsáveis pela formação do caráter da criança; uma vez consolidado, o terá como suporte por toda sua existência.
Neste contexto, a palavra chinuch pode parecer um tanto vaga. Sabemos que os pais são os responsáveis pela educação da criança. Mas, de acordo com nossos sábios, como se dá isso? “O pai tem para com seu filho as obrigações de circuncidá-lo, redimi-lo, ensinar-lhe a Torá, casá-lo e ensinar-lhe um ofício. E há quem diga: ensinar-lhe a nadar. Rabi Iehudá diz: todo aquele que não ensina a seu filho um ofício ensina-o a roubar” (Talmud Kidushin 29a). Nadar significa aprender a se defender. Assim como um nadador depende unicamente de sua habilidade, assim também o educando necessita conhecer seus potenciais, a fim de que possa sobreviver independentemente. Não obstante, a Torá reconhece, na mãe, um maior potencial educacional, uma vez que o vínculo se dá muito antes do nascimento, sendo que, tradicionalmente, chinuch encontra-se no conjunto de mitzvot específicas da mulher. De qualquer forma, ambos são responsáveis.
Num plano mais genérico, a comunidade também exerce seu papel fundamental. Desde os tempos de Moisés – que reunia multidões para propagar a palavra de D-us – a educação é uma missão comunitária. No Talmud, os pequenos alunos são chamados de tinokot shel beit raban – os bebês de seus mestres – ressaltando o caráter vital, íntimo e pessoal que a educação exercia e ainda exerce em nossa sociedade. Vale ressaltar que, na Idade Média, em épocas e lugares nos quais a educação infantil era simplesmente ignorada, as comunidades judaicas sempre tiveram vivas suas escolas. Mesmo no paupérrimo shtetl, sempre houve um meio de educar as crianças – o cheder. Cheder – nome até hoje utilizado para as escolas infantis ortodoxas – significa “quarto”. Mesmo na mais miserável das comunidades, nunca deixou de existir um pequeno e insalubre quarto, muitas vezes contendo apenas uma mesa, uma cadeira e uma vela, mas no qual a tradição e histórias judaicas eram passadas de geração em geração. Na História Judaica mais recente, a primeira missão do imigrantes ao desembarcarem nas Américas foi criar escolas judaicas, nas quais seus filhos pudessem manter acesa a chama do judaísmo.
Cabe citar trechos do artigo “O segredo da riqueza dos judeus”, de Gilberto Dimenstein, publicado na Folha de São Paulo de 26/01/97:
Desde seu lançamento, em 1901, o Prêmio Nobel foi conferido a 700 personalidades – 140 deles judeus. É uma estatística que impressiona: os judeus são, hoje, uma grupo de 16 milhões, num planeta habitado por quase 6 bilhões de pessoas. Mas são responsáveis por boa parte das grandes novidades científicas do século.
Um livro prestes a ser divulgado no reino Unido, preparado por um advogado de Nova York – Michael Shapiro – vai atiçar ainda mais a mística sobre uma suposta inteligência superior dos judeus. Depois de fazer pesquisa com filósofos, rabinos, escritores e cientistas, Shapiro produziu a lista dos cem mais importantes judeus. Estão alguns dos maiores pensadores e criadores da humanidade. Moldaram o que pensamos e até como nos vestimos. Existe algum segredo? (...) Como um povo tão pequeno consegue gerar tantos super-homens intelectuais? O segredo é que não existe segredo.
Por motivos religiosos, o analfabetismo é inexistente entre os judeus. Aos 13 anos, o menino é obrigado a subir ao púlpito e ler trecho do livro sagrado (Bar-Mitzvá). Portanto, ele deve saber pelo menos uma língua. Os judeus são ensinados a reverenciar a rebeldia intelectual – rebeldia sintetizada em Abrãao, ao destruir os deuses e inaugurar o monoteísmo. Nada mais é do que os educadores chamam de ensino crítico; contestar sempre as verdades estabelecidas, princípio básico da pedagogia moderna. (...)
Nenhum povo foi tão perseguido e humilhado por tanto tempo como os judeus, o que gerou uma série de efeitos colaterais. Um deles é o valor da educação para a sobrevivência. Podem arrancar suas terras, propriedades, mas não o que está em suas cabeças.(...) Não há nenhum segredo dos judeus escondido na genética ou escolha divina. Só o óbvio: culto à educação.


Chinuch é uma meta a ser atingida por todos nós. Mas, para isso, é importante que as três vértices do triângulo ( FAMÍLIA/ COMUNIDADE/ CONGREGAÇÃO e ESCOLA) trabalhem em conjunto, propiciando uma educação de base e, ao mesmo tempo, mecanismos para que as teorias possam ser aplicadas na prática.
Rabi Tarfon e os anciãos estavam reunidos quando uma questão se apresentou diante deles. “ Qual é maior: o estudo ou a prática?” Rabi Tarfon respondeu: “A prática é maior”. Rabi Akiva replicou: “o estudo é maior, sempre que levado à prática”. E os anciãos, em uníssono, disseram: “o estudo é maior, sempre que levado à prática.” (Talmud Kidushin 40b)

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O significado da palavra kipá.


O significado da palavra kipá é "arco", que fica compreensível quando pensamos em seu formato.
A kipá é um lembrete constante da presença de D'us. Relembra o homem de que existe alguém acima dele, de que há Alguém Maior que o está acompanhando em todos os lugares e está sempre o protegendo, como o arco, e o guiando. Onde quer que vá, o judeu estará sempre acompanhado de D'us.
Nossos sábios afirmam que cobrir a cabeça também está associado à humildade, pois nos lembra que exis...te algo acima de nossa cabeça (nosso intelecto): D'us.
A kipá deve estar sempre sobre a cabeça, lembrando que há alguém acima de nós observando todos nossos atos. Isso faz com que reflitamos mais sobre nosso comportamento e nossas ações.
O Talmud, no tratado de Shabat, traz a passagem, "Hicon licrat Elokecha Yisrael", "Prepare-te diante de seu D'us, Israel".

Desconfie do destino.

Para os erros há perdão;
para os fracassos, chance;
para os amores impossíveis, tempo...

Não deixe que a saudade sufoque,...
que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e
acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando,
vivendo que esperando
Porque, embora quem quase

morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu.


Luis Fernando Veríssimo

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Torta Salgada de Frango ou Atum (de pão de forma)


Ingredientes:

  • 3 a 4 pacotes de pão de fôrma
  • 500 g de maionese
  • 1 lata milho verde
  • 1/2 lata ervilha
  • 50 g de azeitonas
  • 1 beterraba média
  • 1 cenoura grande
  • 200 g ricota temperada
  • 100 g ameixa preta sem caroço
  • 1/2 kg de peito de frango ou 3 latas de atum
  • 700 g de batatas
  • 1 tablete caldo de galinha
  • 1 pacote pequeno batata palha
  • 1 1/2 litro de leite
  • 1 copo de requeijão
  • 3 colheres sopa de margarina
  • 2 colheres sopa maisena
  • 1 tomate
  • 2 cebolas
  • 3 dentes de alho
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • alface crespa
  • salsa

Modo de Preparo

  •  Descascar todas as fatias de pão e reserve.      
  • Creme  de milho
  • Coloque em uma panela metade da lata do milho verde, 2 vezes a mesma medida (lata) de leite,  2 colheres (sopa) de maisena, 1colher (sopa) de margarina e sal a gosto, levar tudo ao liquidificador por 3 minutos, peneirar e levar ao fogo até virar um mingau, reserve
  • Creme de ricota
  • Amasse com o garfo a ricota, acrescente 1/2 da maionese misture bem, reserve
  • Creme de ameixa
  • Ferver as ameixas com 1 copo de água e 1 colher (sopa) de açúcar, até ficarem macias, passe no liquidificador, ferva novamente, reserve
  • Recheio de frango
  • Limpe o frango e cozinhe na água e sal
  • Depois de cozido desfie e refogue com alho, cebola, pimenta-do-reino e sal a gosto
  • Deixe molhadinho, reserve
  • (ou)
  • Recheio de Atum
  • Faça um molho suculento de atum, refogado de cebola, alho e molho de tomates a gosto
  • Faça um purê com as batatas e acrescente o requeijão, reserve
  • Montagem da Torta Salgada
  • Umedecer (não pode encharcar) as fatias de pão de forma no leite fervido com o caldo de galinha, faça uma camada de pão de forma depois acrescente o creme de ricota sobre a camada de pão
  • Repita o processo do pão de forma e acrescente o creme de milho, novamente o processo do pão de forma e o creme de ameixa por fim novamente o processo do pão de forma e acrescente o recheio de frango ou atum
  • Finalize com outra camada de pão de forma umedecido no leite, observe se está bem modelado (retangular)
  • Cubra com o purê de batatas e decore conforme sua imaginação com beterraba, cenoura, milho, ervilha, azeitonas, batata palha, alface e flores da casca do tomate
  • Conserve em geladeira até a hora de servir

 

A oração "santifica" alimentos "imundos"? (1Tim. 4:1-5)


I TIMÓTEO 4:1-5
a sobremesa gentílica.
 
“Mas o espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, e ordenam a abstinência de alimentos que D'us criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; porque tudo o que D'us criou é bom, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças; porque pela palavra de D'us, e pela oração, é santificada”.
É muito comum algumas pessoas se apegarem a esta passagem da Bíblia para justificarem o fato de que, segundo elas, a "nova aliança" (ou "dispensação" para os mais "chiques") não exige mais obediência aos princípios alimentares do Antigo Testamento (cf. Lev. 11).
Mas... é isso mesmo?
Alimentos declarados como imundos na tora são purificados pela oração?
Há dois problemas com esse tipo de interpretação:
1o. A contradição com outras passagens da tora:
Isa. 66:17 - “os... que comem carne de porco, coisas abomináveis e rato serão consumidos,



diz HaShem”.
Salmo 89:34 - “...não alterarei o que saiu dos Meus lábios”.
2Cor. 6:17 - “...não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei” (Isa. 52:11; Deut. 14:8).
Apoc. 18:2 - “...babilônia, ...esconderijo de toda ave imunda e detestável”.
2o. Muito dificilmente os defensores dessa posição comeriam, mesmo com muita oração, certos animais. Teríamos também que admitir a prática do canibalismo, se os canibais apenas orarem antes de comer. Absurdo!!!!
Analisando o texto
“Mas o espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, e ordenam a abstinência de alimentos que D'us criou para os fieis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; porque tudo o que D'us criou é bom, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças; porque pela palavra de D'us, e pela oração, é santificada”.
1. Apostasia da fé, doutrina de demônios, mentira - podemos dizer que as orientações bíblicas sobre alimentação são de natureza “apóstata”, “demoníaca” ou “mentirosa”? É

                                                                                                           claro que não!


Em Lev.11 é onde estão as leis sobre animais limpos e imundos, e o texto começa com a expressão “disse o Senhor a Moisés...”.
2. Proibir casamento - os que gostam de criticar a Igreja Adventista por defender os princípios de saúde do AT ficam com uma grande dificuldade aqui, pois a IASD não pratica o celibato.
3. Quais os alimentos que D'us criou para os fieis que conhecem a verdade?
Gên. 6:9 diz que Noé era justo, íntegro e andava com Deus. Noé era um fiel e foi o primeiro (mencionado na Bíblia) a conhecer a verdade sobre os animais limpos e os imundos (7:1-2).
A Tora faz separação entre os alimentos dos fieis e dos infiéis
Deut. 14:21: “não comereis nenhum animal que morreu por si. Podereis dá-lo ao estrangeiro [infiel], que mora nas vossas cidades, ou vendê-lo ao estranho. Mas vós sois povo santo [fiel] ao Senhor vosso Deus”.
4. Tudo o que Deus criou é bom? Sim, mas nem tudo se come!
Prov. 16:4: “O Senhor fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade”.
Sendo assim, D'us fez tudo bom:
Os vegetais - para alimento, antes do dilúvio (Gên. 1:29).
Certos animais - para alimento após o dilúvio (Gên. 9:3), por tempo de terminado.
Outros animais - para ornamentação, cargas, limpeza, equilíbrio ecológico, etc. (mas não para alimentação).
5. Oração e ação de graças
Em 1Tess. 5:18 somos admoestados a dar graças a D'us por tudo.
Algumas mudanças operadas pela oração:
Êx. 15:23-25 - águas amargas ficaram doces.
Êx. 17 - da rocha jorrou água.
2Reis 2:19-22; 4:38-41 - o veneno da sopa e das águas foi neutralizado.
Marcos 16:18; Atos 28:3-6 - o veneno de serpentes e em bebidas perdeu o efeito.
Mas não há NENHUM relato na tora que nos faça crer que, pela oração, um animal imundo, vivo ou morto, tenha sido transformado em animal limpo. Só se for em escritos apócrifos...
Na visão simbólica de Pedro em Atos 10 (também muito usado pelos que gostam de comer todo tipo de alimentos imundos), não são os animais, mas os gentios (que eram considerados como animais pelos judeus) que são purificados (v. 28).
A que Paulo, então, se refere em 1Tim. 4:1-5?
Houve uma heresia grega que floresceu no seio do cristianismo primitivo, chamada de gnosticismo, que entre outras coisas afirmava ser a matéria (corpo) algo mau.
Sendo assim, alguns renegavam a tudo o que fosse material, como certos alimentos (para eles eram criados por uma divindade inferior), e o casamento. Simpatizantes destes pensamentos gnósticos chegaram a afirmar até que Jesus não tinha um corpo, apenas “parecia ter”, caso contrário Ele não poderia ser considerado um perfeito Messias.
Outros se entregavam às mais degradantes práticas, por crerem que não importava o que fizessem com o corpo, pois isso não afetaria seu espírito.
Portanto, o que Paulo estava atacando era este movimento filosófico que tentava impor regras de vida para as pessoas, não como tentativa de adoração ao Senhor, mas sim como meio de “maltratar” e subjugar a carne – o corpo.
Nada tinha que ver com os alimentos imundos descritos em todo o restante das Escrituras.
Por mais que os descrentes (e até alguns "crentes") desejem justificar seus maus hábitos alimentares, jamais poderão usar a tora para isso, pois ela sempre defendeu o uso de uma alimentação saudável, equilibrada e livre de artigos condenados pelas leis divinas.

domingo, 9 de novembro de 2014

Quando recitamos as bençãos.



Pão
Antes de comer pão, “Matsá”, pita ou pizza (feitos à base de um dos cinco cereais – trigo, cevada, centeio, aveia ou espelta) recitamos a bênção de "Hamotzí" ( mas se a base da massa tiver sido feita com algum outro líquido que não águ...
a, vide “4. Mezonót”).

Primeiro deve-se banhar as mãos, vertendo água de uma caneca ou copo três vezes consecutivas sobre cada uma, até o pulso, iniciando pela mão direita (o canhoto inicia pela mão esquerda).

Antes de enxugar as mãos, esfrega-se levemente uma na outra. A bênção é recitada com as mãos erguidas juntas, enxugando-as em seguida:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mélech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu al netilat yadáyim

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo,que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou sobre a ablução das mão

Em seguida, sem interrupções, é recitada a bênção do pão:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mélech haolam, hamôtsi lêchem min haárets.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que faz sair pão da terra
Alimentos ingeridos com pão

A bênção do pão isenta a pessoa de recitar todas as outras bênçãos anteriores a alimentos (exceto as de vinho, frutas e sobremesas).




Bênção após as refeições
– “Borê Nefashót”
A seguinte bênção deve ser recitada após ingerir frutos, verduras, legumes ou quaisquer alimentos ou bebidas em geral (exceto aqueles incluídos nas bênçãos logo acima, "Al Hamichiyá" ou "Bircát Hám...
azón"). Caso estes alimentos tenham sido ingeridos com pão, o “Bircát Hamazón” isenta a recitação desta bênção:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mélech haolam, borê nefashot rabot vechesronan, al col ma shebaráta, lehachayot bahêm nêfesh col chai. Baruch chê haolamim.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, Criador de inúmeros seres vivos e suas necessidades, por todas as coisas que criastes para sustentar a alma de cada ser vivo. Bendito O que provê Vida aos mundos.




Bênção após as refeições –
 “Bircat Hamazon”

A Torá ordena: "Abençoe D-us após comer e sentir-se satisfeito" (Deuteronômio 8:10). Em adição às “bênçãos anteriores” que foram instituídas por nossos sábios, a Torá nos ordena agradecer ao Todo...
Poderoso e abençoá-Lo após comer pão e concluir uma refeição, expressando assim nossa gratidão a Quem “alimenta o mundo inteiro com Sua bondade, com graça, com benevolência e com compaixão" (excerto do "Bircát Hamazón").

O “Bircát Hamazón” consiste de quatro bênçãos primárias. A primeira (bênção “Hazán”) foi composta por Moisés no deserto quando o Maná caiu do céu; a segunda (bênção “Al Haáretz Veál Hamazón” foi redigida por Josué quando os filhos de Israel comeram os frutos da primeira colheita após entrar na Terra Santa; a terceira (bênção pela reconstrução de “Yerushalayim”) pelos reis David e Salomão, e a quarta (bênção “Àquele que é bom e faz o bem”) por nossos sábios nos tempos da “Mishná”.

O "Bircát Hamazón" só deve ser pronunciado após uma refeição que incluiu pão, e sua recitação abrange todos os alimentos ingeridos durante a refeição.
"Shehakol"
 
Antes de ingerir um alimento não incluído nas categorias acima, como chocolate, bala, pipoca, sorvete, cogumelo, queijo, ovo, peixe, carne etc. ou antes de beber qualquer líquido (fora vinho ou suco de uva), recita-se:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, shehacol nihyá bidvarô.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que tudo vem a existir por Seu verbo.
Vegetais

Antes de ingerir legumes, verduras, hortaliças ou frutas que nascem na terra recita-se:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, borê peri haadamá.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo que cria o fruto da terra

Frutas

Antes de ingerir uma fruta que nasce em árvore recita-se:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mélech haolam, borê peri haets.
...

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que cria o fruto da árvore

Antes de ingerir frutas que nascem em árvores que não renovam seus galhos (caso da banana) ou que crescem muito próximas ao solo (caso do morango e melão) recita-se:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mélech haolam, borê peri haadamá.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo que cria o fruto da terra
Vinho

O vinho tem um significado especial no judaísmo, e assim mereceu uma bênção exclusiva. Antes de tomar vinho ou suco de uva natural, recita-se:

Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mélech haolam, borê peri hagáfen.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que cria o fruto da vinha.

Cholent- feijoada judaica.

Muita gente, além dos Judeus, não come carne de porco, mas nem por isso deve se privar de um dos mais gostosos pratos presentes em diversas culturas gastronômicas: a Feijoada.

O nome Cholent vem do iídiche e muito semelhante ao Cholet que é feijoada em húngaro. Os árabes, igualmente povos semitas, não comem porco segundo os preceitos do Halal, que guarda muitas semelhanças ao Kasher dos judeus n...
o quesito alimentar.

Seja por qual razão for, hoje é quarta -feira e se você quiser comer uma bela feijoada sem porco, prove esta receita.

INGREDIENTES:

 250 g de feijão fradinho
250 g de feijão branco
2 colheres de sopa de óleo de girassol
1 kg de peito de boi (ou capa de filé sem gordura)
sal grosso e pimenta do reino em grão moída na hora
6 dentes de alho amassado
2 cebolas picadas
1 colher de sopa de páprica doce
3 pedaços de osso com tutano (opcional)
2 xícaras de tomate sem pele e sementes, picado
½ xícara de cevada
5 batatas amarelas descascadas e cortadas em 4
4 ovos inteiros
2 cenouras cortadas em rodelas grossas

MODO DE PREPARO:

 Coloque os feijão em uma panela e cubra com água. Cozinhe por um minuto. Retire alguma coisa que subir à superfície, drene e separe.
Pré-aqueça o forno a 160 graus. Aqueça o óleo em uma panela 100% metálica de 2 litros em fogo médio. Tempere a carne com sal e pimenta e doure os dois lados na panela por uns 10 minutos. Retire da panela e coloque-o em um prato.
Coloque agora a cebola, alho e páprica na panela e refogue até que a cebola fique macia (uns 10 minutos). Junte os feijões, a carne, os ossos com tutano, tomates, cevada, os ovos na casca e as cenouras. Cubra com 8 xícaras de água, acerte sal e pimenta e espere ferver. Tampe a panela e leve tudo ao forno quente. Cozinhe no forno por umas duas horas e pouco até que a carne fique macia.
Para servir, tire a carne da panela. Corte em fatias e divida em 6 cumbucas individuais. Descasque os ovos, pique e faça o mesmo. Por cima, divida todo o conteúdo da panela. Enfeite com salsinha picada.

Serve de 6 a 8 pessoas