sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Conhecer a essência da Relação.

Que não se pense que a conjunção conveniente de um homem com sua mulher pode comportar algo de desprezível ou indecente, já que a relação conveniente é chamada de conhecer. E não será sem razão que ela leva tal nome, pois como está escrito, Elranã conheceu Ana, a sua mulher.
Quanto ao mistério do conhecer, que te indiquei, ele equivale ao mistério da constituição do homem, que compreende os mistérios da sabedoria, do discernimento e do conhecimento. Com efeito, o homem é o mistério da sabedoria, a mulher é o mistério do discernimento e a relação conjugal é o mistério do conhecimento. Este é o mistério do homem e da mulher, de acordo com os caminhos da tradição interior.

Fonte: Yosséf Ibn Chiquitilla
E Adão conheceu Eva, sua mulher.

sábado, 7 de novembro de 2015

ShabatShalom!

Tenha muito cuidado ao fazer uma mulher chorar, porque D'us conta suas lágrimas. — Talmud, tratado de Bava Metzia 59a.
O Tanakh (Bíblia Sagrada/Hebraica) e o Talmud, nos ensinam a como podemos ser felizes em nosso casamento. Aprendamos com os sábios, de abençoada memória, a como tratar os outros; e a como aplicar tais conselhos na romântica vida de casado. 

Leia a Bíblia, aprenda, e coloque em prática!

Trate bem sua esposa, valorize-a! 

Este texto é sobre Yanah/Ona’at debhari:m (Opressão pelas palavras/Ofensa por palavras)
 — Causar sofrimento ou tristeza aos sentimentos de outras pessoas por meio de palavras. Lembrando que Rabbi Rashi também comentou sobre isso.
Rabi YoHanan disse em nome de Rabi Shimon bar YoHai "É melhor para o homem atirar-se em uma fornalha ardente, a não constranger sua companhia em público.”
Uma pessoa deve sempre ter cuidado sobre [a proibição] causando ‘constrangimento/sofrimento’ à sua mulher, porque as lágrimas 

- sendo frequentes - [significa que a punição para], ao fazer com que ela sofra, está próxima. "
E mesmo que os portões de oração estejam fechados, os portões de lágrimas não estão. O Eterno ouve o clamor do(a) justo(a), e não fica em silêncio perante as lágrimas. (Salmos 39:13)
O rabino Helbo disse: "Um homem deve estar sempre vigilante (extremamente cuidadoso) com a honra de sua esposa, a bênção só é encontrada na casa de um homem por causa de sua esposa (o mérito da prosperidade que é concedida a sua casa é da esposa), como é dito: ‘E a Avraham, ele era bom por causa dela.’ — Gênesis 12 [Bere’chith] XII:15”
"E este é [semelhante ao] que Rava disse ao povo de MeHoza:". Dê a honra á sua esposa, de modo que você pode ser ‘abençoado’.
Tendo por base Levítico 25:17, somos advertidos contra as ofensas por palavras, onde pode ser aplicado para que o homem não ofenda sua companhia, nem enganá-la com conselhos, dos quais ela não possa se defender; avaliar a intenção por de trás das palavras em se causar o mal, também é importante.
‘Por que pode-se dizer que ona'ah é uma ofensa mais grave, até mesmo do que uma fraude nos negócios? Pois esta é dirigida contra a própria pessoa, mais do que contra sua propriedade.’ (Pensamento entre aspas simples, baseado no de Steinsaltz)
Fraude é uma das traduções para (אונאה) ona'ah, envolvendo (ינה) Yanah, ou seja, desonestidade, enganar, oprimir, tiranizar, maltratar, referindo-se a um(a) injustiçado(a). Basicamente: “causar sofrimento". Desde frustrar alguém, ofender, insultar diretamente, até mesmo a decepção. Uma ofensa passível de punição nas mãos dos céus.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Parsha halacha - parshat chayei Sarah

O Pai vs. A noiva

Participação dos pais na shidduchim


Na parte da Torá chayei Sarah Lemos como Eliezer, servo avraham, viajou para adquirir uma esposa de Avraham, yitzchak do filho. Depois de encontrar milagrosamente rivkah, conhecer sua família, e descrever a eles o espantoso forma que ele encontrou o seu, eles aceitaram o desafio. Apesar disso, quando ele quis partir na manhã seguinte, a família se opôs, dizendo, deicha o maiden conosco um ano ou dez [meses]; Depois ela vai ir."[ 1] Eles então consultámo com rivkah que pretende ir imediatamente, e o cumprimento da sua decisão, e ela foi.

Há várias explicações para o porquê da rivkah familiares [2] tentou atrasar o casamento:

O Seforno diz que eles estavam preocupados com a súbita partida em terras estrangeiras seria difícil rivkah e acharem que ela deve se acostumar com a ideia antes de sair. Era costume na antiga dias para jovens de 12 meses em que para se preparar para o casamento.[ 3] Originalmente, rivkah da família tinha pensado que Eliezer ia trazê-la para yitzchak quem iria betroth dela, por que razão eles concordaram em avançar imediatamente. Mas quando Eliezer lhe deu os dons e eficazmente betrothed dela (como um agente de yitzchak), Eles sentiram que já não era urgente para ela ir para a terra de Canaã e que ela deve ter algum tempo para se preparar.[ 4] Rav Shamshon Rafael hirsh indiciam que isso pode ter sido um truque da parte deles para tentar solicitar o estabelecimento mais presentes do Eliezer.

No final, foi rivkah que tomou a decisão de ir com Eliezer. Rashi diz que nós aprendemos com isso que um só pode casar com uma mulher se ela está disponível.[ 5]

O resto deste artigo vai discutir a questão de saber se uma pessoa pode casar com um esposo contra a vontade do seu pais.

O Pai vs. A noiva

O Maharik (Rav Yosef cólon de Itália, um lugar halachic autoridade do século 15) foi perguntado sobre um caso em que uma pessoa é pai contra a sua escolha de uma noiva e juntou o seu filho para não casar com ela. O Maharik escreveu que o homem não precisa ouvir seu pai neste caso. (na verdade, nesse caso, o homem tinha ajuramentado a respeitar a vontade do pai, e o maharik estatuiu que seu juramento foi, na verdade, vinculativos. Mas, regra geral, os maharik explicou, um homem não precisa ouvir seus pais sobre shiduchim.) Ele esta decisão com base nos seguintes argumentos três.[ 6]

1) dos pertences do pai

O Talmud regras que um filho só é obrigado a gastar dinheiro dos seus pais para honra-los, não o seu próprio,[ 7] se seus pais não têm dinheiro enquanto o filho faz, nesse caso ele deve apoiá-los como uma mitzvah de tzedakah. Assim, a obrigação de honrar o pais significa dar de uma hora para ajudá-los. Então, se alguém não precisa nem gastar o seu próprio dinheiro para honrar seus pais, quanto mais para uma necessidade não desista a possibilidade de um casamento feliz para a mulher de sua escolha para agradar os pais.

2) Mitzvot Sobrelevam honrando os pais

Mais um motivo que um filho não precisa ouvir seus pais quando se trata de casamento é que se casar é uma mitzvah. E parte desse mitzvah é ter paz no lar. Como diz o talmud, uma pessoa não pode betroth uma mulher até ele vê-la (eu. E., Ele não deve enviar um agente de betroth ela se ele já viu seu) para que, a seu ver, ele não gosta dela e desrespeitar a mitzvah de amar teu próximo como a ti mesmo.[-Judeus 8]

É muito mais provável que haja paz no lar se alia a pessoa quem gosta e quem ele escolheu.

Quando existe um conflito entre realizando uma mitzvah e ouvindo o pais, é necessário realizar a mitzvah ao invés de obedecer o pais. Isto porque tanto a criança e os pais são obrigada a seguir a vontade Divina [9] como a Torá diz q um homem deve temer sua mãe e pai e guarda meu shabbatot, eu sou Deus."[ 10] a justaposição destes dois mandamentos nos ensina que quando tem medo dos pais, não se pode cumprir eles se dizem a profanar o shabat. O mesmo se aplica a qualquer mitzvah, como o versículo diz q eu sou Deus." Eu. E., Meu mandamientos precedência sobre o mandamento honrar o pais pois sou seu Deus. Isso inclui até hoje mitzvot.

Por exemplo,

Se um kohen pai (ou mãe) do instruí-lo a contaminar-se (se "~ tameh ") Para os mortos, ele não pode ouvir. Se o pai instrui-lo para não voltar de alguém perdeu objectar, ele não pode ouvir.[ 11] se um pai instrui a criança não para resolver uma disputa com um determinado indivíduo e não perdoá-lo até um determinado tempo e o filho estava disposto a perdoar-lhe antes, ele não pode ouvir seu pai. Sim, ele deve perdoar a outra parte e formam o mais depressa possível, pois é proibido qualquer odeio judeu.[ 12] se um pai instrui seu filho para não dizer kaddish para seu filho (a) da mãe, o filho não deve dar ouvidos a ele como da Torá, lei, ninguém é obrigada a honra sua mãe até a morte.[ 13] Quem deseja ir para Israel e seu pai objetos não precisa ouvir sua mãe, mas pode sim ir para Israel como este é considerado uma mitzvah.[ 14] se alguém quiser estudar Torá em um determinado lugar onde ele está ele vai ser bem sucedida na sua educação e seu pai (ou mãe) objetos, ele não precisava ouvir-lhes como é uma mitzvah ao estudo Torá e, geralmente , é só sucesso em seus estudos, se eles estão feliz no lugar que eles estão.[ 15]



3) nenhuma obrigação de ouvir os pais de cada capricho

Mais um motivo se não precisa ouvir o pais para não casar com seu cônjuge preferido é que a obrigação de honrar o pais significa que podemos ajuda-los a atingir o que eles precisam para sua saúde e bem-estar e alegria. Isso não significa que devemos ouvir o que dizem. Isso significa que uma criança deve ajudar seus pais comer, beber, se arruma, sair e sobre, e assim por diante. Também não se pode contestar seus pais ou falar deles desrespeitosamente. Mas o pai não tem o direito de instruir a criança de como viver a vida se esta não afecta o pai de uma forma real. Assim, uma pessoa pode me informar o seu pai que ele vai casar com o cônjuge ele escolheu enquanto continuarem a respeitar os pais as referidas maneiras.[ 16]

E a filha?

Embora as mulheres não são (tecnicamente) obrigada a casar e ter filhos e podemos afirmar que não devem ser autorizados a desobedecer os seus pais sobre a escolha de um marido, rav Eliezer Waldenberg (1915-2006) de Jerusalém estatuiu que Também não as mulheres têm de respeitar a vontade do pai em saber qual homem para casar.[ 17] Ele explica que todas as razões dadas pela maharik por um filho não precisa ouvir seus pais (veja acima) também se aplica a uma mulher. Especificamente, uma mulher não precisa honrar seus pais em um caminho que traz a sua dor. Ela também só é obrigada a honra seus pais pela tendência a todas as suas necessidades e não é obrigada a fazer tudo o que lhe pedir para fazer. E, uma mulher também se juntou com a Torá amar seu marido.

Derrogações

O mais tarde halachic authorities clarificam este assunto e decidiu que existem algumas exceções à regra que se não precisa obedecer seus pais sobre a escolha de um cônjuge.

Vergonha, vergonha

Rav Naftali tzvi Berlim, Dean do volozhyn yeshivah (1816-1893) escreveu que um homem não pode casar com uma mulher que fará com seu pai (ou mãe) vergonha e vergonha. Ele explica que não envergonhar uma mãe é sem dúvida uma parte da obrigação de honrar o pais e que já existe uma maldição bíblica específica contra humilhar o seu pais, este mesmo derroga uma mitzvah.[ 18]

Impugnáveis casar

Rav Meir Brandsdorfer da isca din - eidah hachareidit em Jerusalém (1934-2009) escreveu que uma pessoa tem de ouvir seus pais e não casar com uma mulher se há algo errado com a mulher da linhagem ou se ela tem um Mau caráter.[ 19] da mesma forma, se o potencial noiva é desrespeitoso com eles e assim lhes causa dor, o filho não pode casar com ela. Se, porém, o potencial noiva tem um bom caráter, e ela não infligissem maus tratos (seu futuro) parentes, o filho não precisava ouvir seus pais que não existe pecado em se casar com ela. O facto de eles alegam a equivalham lhes causa dor ou vergonha não é motivo suficiente para proibir o filho pra casar com ela, pois não há base para sua afirmação só que eles não concordam com o jogo. Assim, Rav Brandsdorfer estatuiu que um homem pode casar com um justo reconverterem que foi convertido de acordo com a Torah e dos mitzvot é observador apesar das reclamações dos seus pais que afirmam que isso traz-lhes dishonor.

Que Hashem ajudar aqueles que precisam de um shidduch, encontrar o serto logo - em uma maneira fácil!

[1] Gen. 24, 55

[2] o versículo diz que era sua mãe e seu irmão (lavan) que critica. Por seu pai (Betuel) não é mencionado, existem várias explicações.

Rashi Betuel explica que tinham sido mortos por um anjo porque ele quis de volta fora do jogo completamente. O da ' em zekeinim cita um midrash that betuel colocar veneno na comida do Eliezer para o matar e roubar a riqueza ele tinha levado com ele, mas o anjo ligar seus pratos para que betuel comeu seu próprio veneno e morreu. A Ibn Ezra diz que sua mãe e seu irmão falou uma vez que tinha recebido apresenta a noite anterior. Enquanto o pai (que pode ter sido ainda esperando presentes) estava quieto. Alternately, ele sugere que lavan era mais sábio e mais bem falado do seu pai. Da mesma forma no versículo 50 vemos que lavan é mencionado antes de seu pai. O chizkuni cita um midrash that betuel foi o rei das aram e ele iria exigir uma virgem quando ia casar que ela passar a primeira noite com ele (só primae noctis). (assim o nome betuel - semelhante ao betulah - virgem.) O povo da cidade exigiu que ele faça o mesmo a sua filha antes que ele enviou ela para yitzchak. Eles ameaçou matar ele se ele recusou então ele acordado. Antes que ele pudesse realizar este ato hediondo, o anjo gavriel o matou. Rav Ben Avraham Harambam (citado em da ' em mikrah) diz que rivkah da mãe e irmão falou porque era mais difícil para eles a parte com ela não foi para betuel. Rav Yishayahu Mitrani (citado em ibid) sugere que Betuel Avraham, como o primeiro primo, estava mais interessada neste jogo e quis para agir sem demora. Foi sua esposa e filho que estavam mais tímida.

[3] Rashbam, ver ketubot 57

[4] Chizkuni

[5] Sedeado em bereishit rabá, 60, 12. O Etz Yosef explica que enquanto betuel era vivo não era necessário pedir a opinião do rivkah como um pai pode casar fora de sua jovem filha mesmo sem o seu consentimento. Agora que ele tinha faleceu (ver nota 2), No entanto, sua aprovação foi necessário.

Mas ver likutei sichot, 10, segunda sicha sobre parshat chayei Sarah, que, com base no seu nível de maturidade, rivkah foi considerada um adulto. O motivo eles ainda não tinha procurado seu consentimento por acharem que milagre a forma como isso ocorreu shidduch deixou claro que foi a vontade de Deus. Só depois de Eliezer insistiu que ela venha com ele imediatamente, indo contra o hábito de deixar as mulheres jovens para se preparar para 12 meses, tinha que ser suspeito que foi talvez não a divina vontade e eles insistiram que ela aceitar a partida.

[6] Klal 166

[] Kiddushin, 32 a 7

[] Kiddushin, 41 a 8

[9] Bava Metziah, 32

[10] Levit. 19, 3

[11] Bava Metziah, ibid

[12] Responsa do rosh klal siman, 15, 5

[13] Ramo, y.d. 376, 4

[14] responsa isca y.d. yehudah, 1 54

[15] Y.D. 240 25 baseado em terumat hadeshen, 40

[16] ver biur hagra y.d. em 240, 25 que traz muitas fontes para isso. Mas vê lá que segundo o rashbah, deve-se ouvir o pai mesmo se não traz nenhum benefício para os pais. Veja também responsa keneh bosem, 2, 91 que uma grande minoria de acordo com os comentadores rashbah neste sentido.

[17] Tzitz Eliezer, 13, 79

[18] responsa meishiv davar, vol. 2, 50

[19] Kenei Bosem, ibid

Desejando a todos um shabat shalom e uma boa semana!

Aryeh citron

5ª PARASHAH: Hayyei-Sarah (A vida de Sarah)

No calendário judaico, 24 de Cheshvan de 5776.

 5ª PARASHAH: Hayyei-Sarah (A vida de Sarah)
 - 6ª ALYAH (TRECHO): B'reshit (Gênesis) 25:1-11.

Com a sexta alyah chegamos ao ocaso sereno e glorioso da vida do grande patriarca e amigo de D'us, o nosso pai Abraão. Aos 175 anos ele deixou a vida e entrou definitivamente na História. Por meio dele, do nada, o Eterno formou uma grande nação; seu caráter e envergadura espiritual permanecem um padrão para todos os homens; e o fato deleabandonar todo um passado e sua família por um D'us desconhecido, creditou-lhe com justiça o título de "pai da fé". A trajetória de vida de Abraão desde o início até sua morte encontra paralelos com o povo que descende dele, Israel. Por exemplo:
1. Abraão, durante sua vida, foi uma testemunha solitária da Unicidade de D'us. Israel, ao longo dos séculos, assume a mesma posição;
2. Abraão foi um próspero chefe de tribo, riquíssimo em prata, gado e ouro (Gênesis 13:2). O Estado de Israel, fincado na árida região do Negev, tem surpreendido toda a Terra com sua prosperidade e riquezas, como qualquer boa pesquisa pode comprovar;
3. Apesar da relativamente pouca força de combate a seu serviço, Abraão foi capaz de proezas militares extraordinárias (Gênesis 14:14-16). Israel, hoje, vence conflito após conflito com o Tzahal (Forças de Defesa de Israel), reconhecidamente o mais bem treinado exército do planeta. E vence, mesmo com desvantagem no quesito numérico;
4. Durante sua vida inteira, Abraão foi alvo de grandes milagres do Eterno - sendo o mais extraordinário, o nascimento de um filho com Sarah na velhice de ambos. Com Israel, não tem sido diferente. Ao longo de sua história, o Eterno tem realizado coisas espantosas com, em e através de Israel. E o mais palpável milagre é, talvez, este: após 19 séculos exilados de sua terra, estão aí, de volta, mais fortes do que nunca!
Tudo isso só tem uma explicação: o D'us de Abraão é o D'us de Israel, e este é o D'us que adoramos! Baruch HaShem, e, desde já, shabbat shalom!!!

Fonte: Yochanan Ben Yosef


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Êshet Cháyil, A Mulher Virtuosa

Dependendo do ponto de vista, vocês podem ficar impressionadas, intrigadas ou simplesmente surpresas por constatar que apenas dois livros da Bíblia tem um nome Feminino!!
As Escrituras são reconhecidamente, uma obra escrita por homens inspirados pelo ETERNO; contudo como os livros de Rute e Ester (Hadassah) demostra mais claramente, as mulheres são muito importantes na historia da redenção da humanidade!!
Para recorda-las, no livro de Rute, é contada a historia de uma jovem viúva que, por lealdade a sua sogra, retorna com ela a Jerusalém, para viver lá!!
Em tempos difíceis para ambas, Rute mostra-se trabalhadora; uma mulher de integridade e elevado caráter; O ETERNO compensou a sua fidelidade dando-lhe um novo marido, Boaz, um bom homem, reto e piedoso que alcançou uma certa riqueza, e pode, então, sustentar Rute e Noemi; além disso, Rute e Boaz tornaram-se os bisavós de David, o rei de Israel!!
Já no livro de Ester, a historia é sobre uma mulher fiel em circunstancias bastante adversas; uma jovem judia exilada na Babilônia, Ester, com sua beleza, atraiu a atenção de Assuero e tornou-se rainha; contudo, mesmo como tal, ela devia prestar atenção, ser cuidadosa para não desagradar o seu marido, ser expulsa ou ser morta!!
Num determinado momento, porem, ela arriscou tudo isso, a fim de salvar o seu povo, os judeus, de uma destruição em massa; embora inicialmente amedrontada por arriscar a sua própria vida, ela finalmente decidiu:
“E assim irei ter com o rei, ainda que não é segundo a lei; e, parecendo, pereço” (Ester 4:16);
Ester tinha uma fé vigorosa e corajosa!! Apesar de Rute e Ester serem os únicos livros com nomes femininos, existem muitas outras historias de mulheres importantes nas Escrituras, veja os relatos sobre Raabe [em Josué 2; e Débora) em Juízes 4-5]!!!
Por muitas razões, a maioria dos protagonistas das Escrituras são homens, mas as mulheres tiveram uma participação vital na historia judaica, da mesma forma como participa ate hoje no reino Espiritual;
Que o ETERNO nos permita sermos igual a essas mulheres, com caráter inabalável, personalidade marcante, fidelidade e temor ao Rei do Universo; essa é a mensagem que deixo para todos vocês (bye: Jehh Avigayil Beruriah) Shalom!!!!
Copiado do Facebook: Jehh Avigayil Beruriah
Êshet Cháyil, A Mulher Virtuosa
O poema descreve a esposa perfeita, de confiança do marido, caridosa para com os pobres e gentil para com todos, o marido e os filhos louvando-a como fonte de sua felicidade. Sua meta na vida é valorizar o crescimento do marido e dos filhos no conhecimento das Leis do ETERNO e nas boas ações.
Quem pode encontrar uma mulher virtuosa? Seu valor excede em muito o das jóias.
O coração de seu esposo confia nela, benefício não lhe há de faltar.
Ela o trata com bondade, nunca com maldade, todos os dias de sua vida.
Ela procura lã e linho e trabalha de bom grado com suas mãos.
Ela é como os navios mercantes; traz seu alimento de longe.
Levanta-se enquanto ainda é noite, alimenta seu lar e estabelece as tarefas para suas criadas.
Ela avalia um campo e o adquire; de seu lucro planta um vinhedo. Ela cinge seus lombos com a força e dobra os braços.
Ela está ciente de que seu empreendimento é proveitoso; sua lâmpada não se apaga à noite.
Ela põe suas mãos sobre o fuso, e suas palmas empunham a roca [de fiar].
Ela oferece sua mão ao pobre, e estende suas mãos ao necessitado.
Ela não teme por seu lar durante o frio, pois toda sua família está vestida [e aquecida] com lã escarlate.
Ela faz sua própria tapeçaria; suas vestes são de fino linho e púrpura. Seu marido é famoso nos portais, quando ele senta-se com os anciãos da terra.
Ela fabrica roupa branca e [a] vende, ela provê cinturões aos mercadores.
Força e dignidade são seus trajes; ela olha sorridente para o futuro.
Abre sua boca com sabedoria e o ensinamento da bondade está sobre sua língua.
Ela observa a conduta de seu lar e não come o pão da ociosidade.
Seus filhos levantam-se e a aclamam; seu marido a enaltece [dizendo]: “muitas filhas têm feito obras meritórias, porém tu superaste a todas elas!
O encanto é enganoso e a beleza nada vale; uma mulher temente a D’us é a que deve ser louvada.
Elogiem-na por suas realizações, e que suas obras louvem-na nos portões.” Provérbios 31:10-31
João diz que aquele que afirma: “Eu o conheço”, e não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso e a verdade não está nele (1 João 2,4), pois de tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a D-us, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Eclesiastes 12:13
Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca (Yeshua, o Messias) Apocalipse 3:15-16

Lashon Ha'rah

Lashon Hará ( Lingua mal) Fofoca... traz lepra na alma de quem fala e de quem ouve...
Cuidado com a Lashon Ha'rah, a justiça do Eterno vem....as pessoas que usam a língua pra Lashon Ha'rah, são cheias de lepras, não uma lepra física mas suas almas estão leprosas...
"A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno. Porque toda a natureza, tanto de bestas feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana; Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a D'us, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de D'us. De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim".Tg 3,6-10
Lashon Hará (em hebraico לשון הרע) é um termo judaico para 'fofoca', 'calúnia' ou mesmo difamação para com alguma pessoa seja contra um judeu ou contra um não-judeu. Maimônides, em seu comentário sobre Pirkei Avot (Ética dos Pais) Condena tanto o lashon hará como qualquer outro ato que venha a quebrar uma lei da halachá, a lei judaica.
Lashon hará é uma observação negativa verdadeira sobre outra pessoa. A Torá nos proíbe de fazer tal declaração ou de dar ouvidos a ela. Nossos sábios nos ensinam que um judeu que fala lashon hará peca tão gravemente como um assassino, um adúltero ou um idólatra. Na época do Bet Hamicdash um judeu que falasse lashon hará era punido com tsaráat."

O QUE ESTÁ POR TRÁS DO CARNAVAL?

Já parou para pensar no que está por trás desta festa com o nome Carnaval? 
E sua origem?

Já observou quantos comerciais desta festa já começa antes mesmo da festa do Natal pelas TVs, rádios e etc...?
A palavra carnaval é originária do latim, carnis levale, cujo significado é retirar a carne. O significado está relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos.
Segundo os historiadores estudiosos desta festa, a Igreja Católica buscou então enquadrar tais comemorações. A partir do século VIII, com a criação da quaresma, tais festas passaram a ser realizadas nos dias anteriores ao período religioso. A Igreja pretendia, dessa forma, manter uma data para as pessoas cometerem seus excessos, antes do período da severidade religiosa.
As associações entre o carnaval e as orgias podem ainda se relacionar às festas de origem greco-romana, como os bacanais (festas dionisíacas, para os gregos). Seriam festas dedicadas ao deus do vinho, Baco (ou Dionísio, para os gregos), marcadas pela embriaguez e pela entrega aos prazeres da carne.
Portanto, a Igreja Católica a fim de enquadrar uma festa pagã com um revestimento espiritual, ela insere neste cenário para amenizar a devassidão dos foliões praticados durante a festa, a 4ª feira de cinzas, numa tentativa de aliviar a consciência dos pecadores, associando suas práticas animalescas, das orgias, bacanais, e outros ao patamar de cinzas.
As cinzas dão um sensação boa aos pecadores, pois a falsa sensação que suas ações assim como os seus pecados, como num passe de mágica, se tornaram em cinzas, portanto, sem efeito para serem condenados.
Assim, os devotos romanos, após se enfastiarem bem de todos os tipos de prazeres mundanos, iniciavam na 4ª feira de cinzas, os 40 dias de rigor religioso, para se purificarem, que culminava na semana santa para a páscoa romana.
Então, assim sendo, Roma instituiu que a Páscoa ocorresse entre 1 e 7 dias depois da 1º lua cheia eclesiástica depois de 21 de março. Assim, a data de lua nova será cerca de 44 dias antes da "lua cheia eclesiástica" ou seja entre cerca de 3 dias antes ou depois do Carnaval.
Atualmente, as pessoas com suas mentes e consciências cauterizadas por uma ANOMIA (desprezo pela Palavra de Deus e sua LEI (Torah - instrução), generaliza todo este comportamento execrável, considerando que tudo não passa de tradições de manifestações culturais e gêneros musicais.
A verdade, nua e crua, é que estamos entrando em mais um período muito desfavorável espiritualmente, onde teremos que conviver com muitos foliões se arrastando pelas ruas, dando espaço e nutrindo sua alma animal com os desejos de todo o tipo de carnalidade!
Outras considerações importantes:
Folião vem da palavra que significa: Foles, ou seja alguém que está vazio ou com a cabeça cheia de ar.
Lembre-se que em Física um balão vazio ou cheio de ar frio desce em queda livre, pois não consegue subir. O ar quente sobe, enquanto o ar frio desce.
E perceba também, que Ruach, significa sopro, porém, o sopro na palavra é comparado ao fogo, portanto ar quente.
Procuremos o ar quente do Ruach Kadosh (Espírito do Altíssimo) afim de que tenhamos forças para subirmos, nos elevando espiritualmente e assim termos forças para vencermos a alma animal.
Atente-se para a importância da celebração da Lua Nova - ROSH CHODESH ( o antídoto para vacinar a sua alma animal)
Perceba o cuidado de Hashem por nos, em nos dar a instrução em sua Torah e estabelecer nossas festas baseadas na Lua nova. 
Confira: Nm 28:11 e 14, e Isaias 66:23, Esdras 3:5; Sh’muel Alef (I Samuel) 20:5, 18, 24, Divre HaYamin Bet (2 Crônicas) 2:4
Rav Shaul (Paulo), faz uma menção do Festival da Lua Nova em Kolosim (Colossenses) 2:16-17:
Neste feriadão, não dê espaço para sua alma animal e se prepare com a leitura do Salmo 28.
A ti clamarei, ó Senhor, Rocha minha; não emudeças para comigo; não aconteça, calando-te tu para comigo, que eu fique semelhante aos que descem ao abismo.
Ouve a voz das minhas súplicas, quando a ti clamar, quando levantar as minhas mãos para o teu santo oráculo.
Não me arrastes com os ímpios e com os que praticam a iniqüidade; que falam de paz ao seu próximo, mas têm mal nos seus corações.
Dá-lhes segundo as suas obras e segundo a malícia dos seus esforços; dá-lhes conforme a obra das suas mãos; torna-lhes a sua recompensa.
Porquanto não atentam às obras do Senhor, nem à obra das suas mãos; pois que ele os derrubará e não os reedificará.
Bendito seja o Senhor, porque ouviu a voz das minhas súplicas.
O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração, e fui socorrido; assim o meu coração salta de prazer, e com o meu canto o louvarei.
O Senhor é a força do seu povo; também é a força salvadora do seu ungido.
Salva o teu povo, e abençoa a tua herança; e apascenta-os e exalta-os para sempre.
Salmos 28:1-9

O Vidente de Lublin.



( Que todos possam ter paciência e com os olhos sem nenhuma kelipá ler e entender o que está por trás das codificações, trata-se do nosso mashiach ben yosef contado pelos sábios do nosso povo...Baruch HaShem!!)

O Vidente de Lublin
Todos sabemos que, desde a época da destruição do templo, não houve Chevrá Kadishá(sociedade de homens e mulheres judeus dedicados que executam as preparações dos corpos dos mortos de acordo com a halachá) semelhante a de Lublin. O Reb de Lublin dizia a seu respeito que tinha a alma do profeta Elias.Só não possuia a profecia de fato porque vivia fora da terra de Israel. Ele tinha 5 mil chassidim , todos de inspiração divina. possuia milhares e milhares de outros chassidim que eram judeus simples.
Quando o Reb conhecido como vidente Lublin( por enxergar além do físico)
precisava de um barbeiro, ficava com muito medo de que um judeu impuro pudesse tocar na sua abençoada cabeça e isso lhe doesse como fogo, como se alguém lhe estivesse queimando.
Na véspera de uma festividade judaica, quando o Vidente de Lublin precisava cortar o cabelo, todos os barbeiros iam ao micvê, recitavam os salmos e faziam teshuvá . inacreditável. E cada um deles ansiava pelo privilégio de executar o trabalho, de tocar na cabeça do Reb.
Um dia, na véspera de uma festividade judaica, disse o Vidente-preciso cortar o cabelo.
Todos os barbeiros foram ao micvê, choraram e fizeram teshuvá.No entanto, toda vez que um deles entrava no aposento do Vidente de Lublin e tocava em sua cabeça, parecia-lhe que estava pegando fogo.Exclamava:-tragam-me outro barbeiro é preciso.
O que podia fazer? Foram a rua procurar um barbeiro. De repente viram uma espécie de hippie-como se diz atualmente- simpático, de cabelo cumprido.Percebia-se que ele não era lá grande coisa....Com certeza não tinha vindo do micvê.Ao seu lado, estava escrito um cartaz: Barbeiro ambulante-Pratico curas.
Você está disposto a cortar o cabelo do nosso mestre sagrado?-Perguntaram-lhe.
-Naturalmente porque não?!
Era óbivio que se tratava de um judeu simples e humilde, porém,aparentemente, um judeu íntegro, " integro entre seus contemporâneos"
O Vidente de Lublin era uma espécie de Mashiach.No momento exato em que o barbeiro entrou em seu aposento, foi visível que ele se deleitou de prazer.O tempo todo glorificava Hacadosh Baruch Hu toda vez que o barbeiro tocava em com seus dedos em sua cabeça.
Terminado o trabalho, o Rebe o abençoou.E os chassidim quiseram saber quem ele era.Acompanharam-no a uma taverna deram 4 copos de vinho e para afastar toda e qualquer improbabilidade, deram-lhe novamente otros 4 copos de vinho, até ele ficar um pouco embriagado.E então, perguntaram-lhe:- Caro barbeiro quem é você?
Ele abriu a camisa, e todos viram nas suas costas cicatrizes terríveis. Era quase insuportável olhar.
De onde são essas cicatrizes? - perguntaram.
E ele lhes contou:
- Vocês sabem, eu perambulo de cidade em cidade, de aldeia em aldeia.Moro na rua.Uma vez cheguei a uma aldeia distante e vi um judeu sendo preso pela polícia.Sua mulher e sete filhos choravam copiosamente.Alguma coisa tinha acontecido, alguém tinha roubado ou matado e, naturalmente naqueles dias, acusavamo primeiro judeu com que se deparassem.
Ele foi condenado a cem chibatadas. Sou médico, eu sei.Olhei para aquele judeu e percebi que depois de vinte e cinco chibatadas, ele morreria.Pensei: "Não tenho mulher, não tenho filhos".Aproximei-me dos policiais e disse: "Vocês estão enganados, não foi ele, fui eu quem fez isso".Eles imediatamente pediram desculpas pelo equívoco.
O barbeiro prosseguiu:
Levaram-me preso, e começaram a bater em mim com força.Infelizmente, eu não sabia que também não era muito corajoso.Quando cheguei a chibatada quarenta e nove, percebi que iria morrer....E disse: "Senhor do Universo, heiliguer tate in himl(Sagrado Pai nos Céus), não é por mim, não é por mim que recebo estas chibatadas.Recebo chibatadas somente em honra a Ti....Não conheço aquele judeu.Fiz o que fiz em honra do Povo de Isarael.
Fiz isso para salvar um judeu que tem filhos, para que sobreviva.
Senhor do Universo, tem compaixão de mim, para que eu não morra". De alguma forma fiquei vivo.Estas são as cicatrizes.................
O povo de Israel é abençoado duplamente:pela santificação do Vidente de Lublin e pela santificação do barbeiro, que se dispôs a receber chibatadas em lugar de outro judeu.....( LIVRO DOS TSADIKIM DO NOSSO POVO)

Para entenderem como surgiu a religião cristã!


Fatos sobre o que está por trás do sistema religioso romano que todos deveriam saber! 
(Pesquisa :por Lincoln Rodrigues)
# 19 Fatos Sobre o Concílio de Nicéia! Algumas informações de como sucedeu, até a decisão e surgimento do novo "deus" (19* Item) do Império Romano! Ps* As informações são todas CRISTÃS e com fontes bibliográficas ao lado entre parênteses.


1* - A maioria dos escritores cristãos da atualidade suprimiu a verdade sobre o desenvolvimento do cristianismo e ocultaram os esforços de Constantino para conter o caráter vergonhoso dos presbíteros que agora são chamados "Pais da Igreja" ( Catholic Encyclopedia, Farley ed., vol. xiv, pp. 370-1).
- Constantino falando a respeito dos "Pais da Igreja":
2* - Eles foram "enlouquecidos",disse ele (Life of Constantine, attributed to eusebius Pamphilius of Caesarea, c. 335, vol. iii p.171; The Nicene and Post-Nicene Fathers, cited as N&PNF, attributed to St.Ambrose, Rev. Prof. Roberts, DD, and Principal James Donaldson, LLD, editors, 1891, vol. iv, p.467).
3* - Registros antigos revelam a verdadeira natureza dos presbíteros, e a pouca consideração em que foram realizados os concílios, foi sutilmente reprimida por modernos historiadores da igreja (The Dictionary of Classical Mythology, Religion, Literature and Art, Oskar Seyffert, Gramercy, New York, 1995, pp. 544-5).
4* - Na realidade, eles foram: "os companheiros mais rústicos, ensinando estranhos paradoxos. Eles declararam abertamente que ninguem, estava apto a ouvir seus discursos,pois eram ignorantes e incultos, divulgando nas praças, feiras e mercados..." (Contra Celsum [ "Against Celsus"], Origen of Alexandria, c.251, BK I, p. lxvii. Bk III, p. xliv).
5* - Grupos de presbíteros tinham criado "muitos deuses e muitos senhores" (I Cor.8:5), e numerosas seitas religiosas existiam, cada um com diferentes doutrinas ( Gal 1:6 ).
6* - Grupos de presbíteros entraram em confronto sobre os atributos de seus vários deuses e "criaram vários altares" para competir com outros grupos (Optatus of Milevis, 1:15, 19, early century).
7* - Do ponto de vista de Constantino, havia várias facções e ele começou a desenvolver uma religião abrangente durante um período de confusão. Em uma época de ignorância crassa, com nove décimos dos povos da europa analfabetos, isso foi apenas um dos problemas de Constantino ( Catholic Encyclopedia, Pecci ed., vol. iii, p. 299, passim).
8* - Simplesmente, não havia nenhuma religião cristã no tempo de Constantino, e a Igreja reconhece que o conto de uma "conversão" e "batismo" é "inteiramente lendário". ( Catholic Encyclopedia, Farley ed., vol. xiv, pp. 370-1).
9* - Constantino "nunca adquiriu um conhecimento teológico sólido" e "dependia fortemente de seus assessores em questões religiosas" ( Catholic Encyclopedia, New Edition, vol. xii, p. 576, passim).
10* - De acordo com Eusébio (260-339),Constantino observou que entre os Presbíteros havia facções "brigas e era necessário estabelecer um estado mais religioso", mas ele não conseguia trazer um acordo entre as facções (Life of Constantine, op. cit., pp. 26-8).Seus conselheiros avisaram que as religiões dos presbíteros tinham que ser "destituídas com fundamentos" e precisava estabelecer uma de forma oficial (ibid.).Contantino viu nesse sistema confuso de dogmas fragmentado a oportunidade de criar uma nova religião e que se ligasse ao estado,neutro em termos de conceito, e para protegê-lo por lei. Quando conquistou o Oriente em 324, enviou o seu conselheiro religioso espanhol, Osius de Córdoba, a Alexandria com cartas para vários bispos exortando-os a fazer as pazes entre si.
11* - A missão falhou e Constantino, provavelmente por sugestão de Osius, em seguida, emitiu um decreto ordenando a todos os presbíteros e seus subordinados que viessem a cidade de Nicéia, na província romana da Bitínia, na Ásia Menor."
12* - Eles foram instruídos a trazer com eles os testemunhos que discursavam para a multidão "em códice" para proteção durante a longa viagem, e entregá-los a Constantino no momento da chegada em Nicéia ( The Catholic Dictionary, Addis and Arnold, 1917, "Council of Nicaea" entry). Seus escritos totalizaram "ao todo, 2.231 pergaminhos e contos lendários de deuses e salvadores, bem como um relatório das doutrinas discursadas por eles" ( Life of Constantine, op. cit., vol. ii, p. 73; N&PNF, op. cit., vol. i, p.518).
>>> O Primeiro Concílio de Nicéia e os registros desaparecidos:
13* - Assim, o primeiro encontro na história eclesiástica foi convocado e hoje é conhecido como o Concílio de Nicéia. Foi um evento bizarro que forneceu muitos detalhes sobre o pensamento clerical desde o início e apresentava uma imagem clara do clima intelectual vigente na época. Foi nessa reunião que o cristianismo nasceu, e as decisões tomadas no momento é que são difíceis de calcular.
14* - Cerca de quatro anos antes de presidir o conselho, Constantino havia sido iniciado na ordem religiosa do Sol Invictus, um dos dois cultos de prosperidade que consideravam o Sol como o único Deus Supremo (o outro foi o Mitraísmo). Por causa de sua adoração ao Sol, ele instruiu Eusébio a convocar a primeira das três sessões no solstício de verão, 21 de junho de 325 ( Catholic Encyclopedia, New Edition, vol. i, p. 792; Ecclesiastical History, Bishop Louis Dupin, Paris, 1686, vol. i, p. 598).
15* - De acordo com registros Eusébio "ocupou a primeira cadeira á direita do imperador e proferiu o discurso inaugural, em nome do imperador" ( Catholic Encyclopedia, Fearley ed., vol. v, pp. 619-620). Não houve presbíteros britânicos no conselho, mas muitos delegados gregos e também, "setenta bispos do Oriente", outros representam a África e Ásia e pequenos números de outras áreas (Ecclesiastical History, ibid.).
16*- Foi nessa assembléia e com tantas ramificações representadas, que um total de 318 "bispos, sacerdotes, diáconos, subdiáconos, e exorcistas" se reuniram para debater e decidir um sistema de crenças unificado, que englobava apenas um deus (An Apology for Christianity, op. cit.)
17* - Por esta altura, uma enorme variedade de "textos discutíveis" ( Catholic Encyclopedia, New Edition, Gospel and Gospels) circulava entre os presbíteros e eles apoiavam uma grande variedade de deuses e deusas orientais e ocidentais: Jupiter,Baal,Tor, Apolo, Aries, Taurus, Minerva, Mitra, Theos, Ati, Indra, Hermes, Tamuz, Iao, Saturno, Máximo etc (God's Book of Eskra, anon ., ch. xLviii, paragraph 36).
18* - A intenção de Constantino, em Nicéia foi a criação de um deus totalmente novo para o seu império, que uniria todas as religiões sob uma divindade, Os Presbíteros foram convidados para debater e decidir quem seria o novo deus. Os delegados discutiram entre si, expressando motivos pessoais para a inclusão de determinados escritos que promovessem os traços mais delicados de sua própria divindade especial.
Ao longo da reunião, alguns uivavam e o debate se tornava mais acalorado, e os nomes dos 53 deuses foram apresentados para discussão (God's Book of Eskra, Prof. S.L.MacGuire's translation, Salisbury, 1922, chapter xlviii, paragraphs 36,41).
19* - Constantino era o espírito dominante em Nicéia e ele finalmente decidiu por um novo deus para eles. Ele determinou que o nome do grande deus druida, Hesus, deveria ser juntado com o deus Oriental Krishna (Krishna que em Sânscrito é Cristo),e, assim, Hesus Krishna seria o nome oficial do novo deus romano. A votação foi realizada e ambas as divindades se tornaram um Deus. Um novo deus foi proclamado e "oficialmente" ratificado por Constantino (Acta Concilii Nicaeni, 1618).

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Pavê de chocolate branco



Ingredientes:

1 lata de leite condensado
3 vezes a mesma medida (da lata) de leite
1/2 xícara (chá) de amido de milho
2 tabletes de chocolate branco (200g cada)
1 lata de creme de leite (sem soro)
2 pacotes de biscoito champanhe

Modo de Preparo:

Em uma panela, coloque o leite condensado, o leite e o amido de milho
Leve ao fogo, mexendo sempre até engrossar
Retire do fogo e acrescente um tablete de chocolate
Mexa bem até o chocolate derreter e se incorporar ao creme
Quando esfriar, misture o creme de leite e reserve
Umedeça os biscoitos no leite restante e forre o fundo de um recipiente refratário retangular (aproximadamente 22 x 35 cm)
Despeje metade do creme e ponha outra camada de biscoitos
Espalhe a outra metade do creme e cubra com o outro tablete de chocolate branco ralado no ralo grosso
Leve à geladeira por cerca de 3 horas

Bolo cremoso de fubá

Ingredientes:

2 xícaras (chá) de leite
1 lata de leite condensado
3 ovos
1 e ½ xícaras (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de fubá pré-cozido
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de manteiga (30 g)
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 xícara (chá) de queijo minas meia cura ralado
1 pitada de sal

Modo de Preparo:

Num liquidificador, coloque leite, leite condensado, ovos, açúcar, fubá, farinha de trigo manteiga, queijo parmesão ralado e pitada de sal e bata bem até formar uma mistura homogênea.
Acrescente o fermento em pó, bata até misturar.
Coloque a mistura em uma assadeira untada e enfarinhada e leve ao forno médio pré-aquecido por aproximadamente 50 minutos.
Retire do forno e deixe esfriar.
Sirva em seguida.

Pizza de Liquidificador Fácil.


Ingredientes:

1 xícara de chá de água
1 ovo
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de açúcar
1 colher sopa de margarina
1 e 1/2 xícara de chá de farinha de trigo
1 colher sobremesa de fermento em pó
1/2 lata de molho de tomate
Sugestão de Recheio:
250g de muçarela ralada grossa
2 tomates fatiados
Azeitona picada
Orégano a gosto

Modo de Preparo:

No liquidificador bata a água, o ovo, o sal, o açúcar, a margarina, a farinha de trigo e o fermento em pó até que tudo se misture.
Despeje em assadeira para pizza, untada com margarina leve ao forno pré-aquecido por cerca de 20 minutos
Retire do forno e espalhe o molho de tomate
Cubra com a muçarela ralada, as fatias de tomate e orégano a gosto.
Leve novamente ao forno até derreter a muçarela.

Bom apetite.  

Brigadeiro Recheado

Ingredientes:

3 latas de leite condensado
2 colheres de chocolate em pó
3 colheres (café) de margarina
1 caixa de morango frescos
Chocolate granulado


Modo de Preparo:

Brigadeiro Branco:

Abra 1 lata de leite condensado, despeje 

na panela, coloque 1 colher de margarina, leve ao fogo baixo,mexendo sem parar até engrossar
Despeje em uma vasilha e leve para gelar

Brigadeiro Escuro:

Abra as outras 2 latas de leite condensado, despeje na mesma panela (não precisa lavar), acrescente o chocolate em pó e o restante da margarina
Leve ao fogo baixo, mexendo sem parar até engrossar
Despeje em outra vasilha e leve para gelar por 6 horas, ou da noite para o dia
Para enrolar, as mãos devem estar molhadas, lave os morangos, retire as folhinhas, embrulhe o morango no brigadeiro branco, em seguida no brigadeiro de chocolate, passe no granulado e coloque em forminhas
Se você tiver freezer, não precisa deixar na geladeira por um dia, basta deixar no freezer por mais ou menos 2 horas, pois ele tem que estar firme para enrolar
Sempre que a mão secar, molhe-a novamente pois assim não gruda

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

honrar a esposa.

No judaismo, a mulher é de grande valor, e é mandamento honrar a esposa. Dependendo da condição financeira, é costume o marido presentear a mulher em dias festivos; é bom o homem ajudar a mulher com as tarefas domésticas e cuidado com as crianças quando possível. Esses são alguns exemplos que na vida cotidiana a mulher não é reprimida, mas sim cuidada, protegida e amada. 
Na espiritualidade não é diferente! Contrário ao que muitos pensam (que a mulher é espiritualmente inferior ao homem), a mulher possui espiritualidade mais elevada que o homem, e portanto está isenta de certos mandamentoa (tais como tsitsit, tefilin, etc), pois sua ligação com sua Fonte Suprema é nata, e por isso deve se fortalecer em sua tefilá pedindo pelo bem estar de sua família, especialmente no acendidento das velas de shabat.
Por ter a espiritualidade elevada, a mulher é bastante cobrada no quesito discrição, devendo portar-se com dignidade e decência, evitando a autoprofanação.
No Tanach e Talmud encontramos diversos relatos de mulheres fortes e eruditas que, embora desempenhassem certas funcões, não sufocaram a femininidade. Como Deborá (Juízes 4) que, mesmo sendo juíza, profetiza e guereira, não abriu mão de se casar. Também temos grandes profetizas, como Miryam, Sarah (nossa matriarca) e Huldá (uma das entradas do Templo foi nomeada em homenaegm a esta profetiza, os portões de Huldá); no talmud encontramos Beruriah, de quem se fala que ela conseguia compreender centenas de halachot.
O fato de não haverem "rabinas" e "mestras" de Torá vem do fato de que tais atividades exigem muito tempo de quem as faz; se mulheres se ocuparem de tais atividades, acabarão negligenciando os mandamentos pertinentes à mulher e suas obrigações concernente ao cuidado com a família. Tanto o homem como a mulher possuem suas obrigações inalienáveis e foram feitos de forma a cumprirem tais obrigações - se o homem abandona suas obrigações para fazer as atividades que não lhe competem e/ou a mulher abandona suas obrigações para fazer as obrigações masculinas, acabam por se prejudicar, não conseguindo se desenvolver e revelar a centelha Divina que lhe caberia revelar.
Desejo a todos um Shabat repleto de simcha e berachot

terça-feira, 21 de julho de 2015

PRECES PELA MANHÃ, TARDE E NOITE

para iniciantes... 
De manhã:

1. Recite o MODE ANI LEFANECHA, logo no inicio de qualquer Sidur.
2. Logo após, lave as mãos como se fazia no Beit Hamikdash, despejando água de uma caneca três vezes em cada mão alternadamente.
3. Daí recite as BENÇÃOS DA MANHÃ (BRACHOT HABOKER), também no começo do Sidur, que são 13 rezinhas uma atras da outra, que começam agradecendo a HaShem por fazer o galo distinguir entre o dia e a noite.
4. Então você fala o Shema Israel, só a frase principal.
5. E conclui com o Aleinu Leshabeach, que está no final de cada oração do dia.

Note que eu pulei a reza da AMIDÁ que é a principal para você que está começando.

De tarde:

1. A reza é curtinha então aconselho a fazer a AMIDÁ, que é a principal reza do Sidur e tem 18 rezas. Procure no índice segundo TEFILAT MINCHÁ.
2. Ela começa com BARUCH ATA HASHEM ELOHEINU VE ELOHEI AVOTEINU, ELOHEI AVRAHAM, ELOHEI ITZCHAK VE ELOHEI YAACOV.
3. Termina com OSSE SHALOM BIMROMAV, HU YASSE SHALOM ALEINU etc.
4. A gente reza a AMIDÁ em pé e quase em silêncio, como que sussurrando.
5. Depois que aprender bem a AMIDÁ, inclua na manhã e à noite também.

De noite:

1. A gente fala o SHEMA ISRAEL seguido de VEAHAVTA ET HASHEM ELOHEICHA, como está logo abaixo nesta mesma pagina.
2. Quem estiver mais treinado pode até chegar na palavra EMET. São três trechos no total e está em qualquer Sidur. Procure no índice como TEFILÁ ARVIT.
Isto aqui foi só um micro-Sidur, para você começar a se familiarizar com a reza e se sentir dentro do esquema quando estiver no Shil.
Rezar em Hebraico é o nível espiritual mais elevado, mas você pode rezar em Português se sentir que isto te dá mais KAVANÁ (sentimento e intenção na reza)

O SHEMÁ

Recitamos uma vez antes de deitar-se e uma vez pela manhã:

SHEMÁ ISRAEL, ADONÁI ELOHÊINU, ADONÁI ECHAD
(Ouça Israel, HaShem é nosso Deus, HaShem é Uno)

Logo após recitar o Shemá dizemos baixinho:

Baruch Shem Kevod Malchutó Leolam Vaêd
(Bendito Seja o Nome de Sua Majestade para todo o sempre)

Ve ahavta et Ado-nai Elo-heicha bechol levavechá, uvechol nafshechá uvechol meodecha, vehaiú hadevarim ha'ele asher anochi metzavechá haiôm al levavecha, veshinantam lebanecha vedibarta bam, beshivtecha, bevetecha uvelechtecha baderech uveshochvecha ubekumecha, ukshartam le'ot al iadêcha ve haiu letotafót bein einêcha uchtavtam al mezuzot beitecha uvishearecha.
(E você amará a HaShem teu D-us com todo o teu coração, com todo o teu espirito e com todas as tuas posses, e estas serão as palavras que estou te ordenando hoje ao seu coração e você as ensinará a teus filhos para que eles as repitam e você as recitará no descanso de sua casa e quando estiver a caminho e quando se deitar e quando se levantar e as atará como sinal nos seus braços e como indicativos entre os teus olhos e as escreverá nos umbrais das suas portas).

A astrologia pode prever nosso futuro?

Resposta:
No Talmud várias vezes é citado que "os observadores de estrelas" previam o futuro, influenciando a vida das pessoas.
Os comentaristas da Torá nos ensinam que ainda no Egito, quando o povo de Israel era escravo, os astrólogos já tinham prestígio. Desde os primórdios, os sábios, judeus e não-judeus, já sabiam que os astros não se encontram "jogados" no cosmo; cada um possui seu lugar e motivo para ali estar e influenciam, de certa forma, o comportamento dos habitantes na Terra.
A verdade é que o Criador do Universo e de todos os astros estabeleceu e organizou-os de forma a demonstrar apenas qual é a situação nos mundos superiores e, de vez em quando, até indicam os planos para o futuro, num âmbito superior, ou seja, apenas prestam um serviço de informação àqueles que conseguem entendê-los.
Vários povos idólatras entretanto, supervalorizavam os astros acreditando em seu poder de influenciar e mudar a vida das pessoas. Por isso, os adoravam, oferecendo-lhes sacrifícios e oferendas, reproduzindo suas imagens em estátuas. No entanto, ao usarmos a lógica, entendemos que um amontoado de pedras não tem condições de escolher seu caminho e fixar sua própria elipse, quanto menos influenciar e decidir sobre a vida de seres humanos.
Podemos comparar este assunto a um escultor que esculpe uma bela obra de arte usando uma simples machadinha. Ao observar a escultura jamais diríamos: "Quão inteligente é a machadinha que fez a escultura." Semelhantemente, os astros são apenas "instrumentos" na mão do Criador para indicar Sua vontade.
O Talmud declara: "En mazal leyisrael", "Não existem signos para o povo de Israel". Isto significa que o programa "escrito" nas estrelas e nos astros não, obrigatoriamente, fixa nosso destino, nem de forma geral, nem particular.
O mazal (sorte) da pessoa está ligado a data de seu aniversário judaico, ocasião em que torna-se mais forte e reluz a partir do nível supra consciente da raiz de sua alma, até a consciência de sua alma. O mazal lhe dá força para utilizar ao máximo seu poder de livre arbítrio.
Em seu livro Etz Chaim, o Arizal explica que a astrologia atinge apenas um determinado nível das doze constelações ou signos da astrologia, mas que há muitos níveis acima deste. O mais elevado de todos os níveis são as doze permutações do nome de D'us, Havaya (Tetragrama); o nível a que está conectado o povo judeu. Por estar conectado a este nível, eles têm o poder de recriar (o nome Havaya significa "criação contínua").
Encontramos no Talmud várias histórias que relatam que astrólogos prediziam que certa desgraça ocorreria com tal pessoa e, através de um bom ato ou oração, burlaram tal profecia. Nem sempre as interpretações dos astrólogos são verdadeiras, pois podem se enganar.
Consta no Talmud que os astrólogos "viram" que Moshê (Moisés) seria castigado na água, por isso o Faraó decretou que todo menino judeu que nascesse deveria ser jogado às águas do Nilo. Na realidade, Moshê foi impedido de entrar em Israel, 120 anos depois, por ter batido na pedra para extrair água, e não falado conforme ordenado por D'us. Este foi o sinal dos astros que não foi compreendido. Previram também que haveria sangue e morte para o povo de Israel no deserto. Antes de entrar em Israel, o povo todo submeteu-se à circuncisão e foi este o sangue que as estrelas revelaram.
O Talmud conta que astrólogos disseram a determinada mãe que seu filho seria ladrão. Ela perguntou aos sábios como deveria agir. Responderam que deveria sempre cobrir a cabeça do menino para que tivesse temor a D'us. E assim o fez. Certa vez, a kipá (solidéu) voou de sua cabeça e o menino imediatamente subiu numa árvore, numa propriedade de estranhos, e apanhou um fruto. No entanto, quando cresceu, se transformou num grande sábio.
Destes e outros fatos podemos depreender o que os sábios nos disseram: "Estamos acima de tais predições."

Mulheres na Torah - As maravilhas do Criador.

Existe uma Torá exterior – uma história de homens e mulheres, de guerras e maravilhas. E existe uma Torá oculta, segundo antigas tradições, na qual cada palavra revela sabedoria, beleza e luz insondáveis.
Por fora, as mulheres da Torá parecem desempenhar apenas um papel coadjuvante num drama dominado pelos homens. Vista de dentro, emerge uma história de homens manipulados por mulheres potentes e criados com valores femininos. Uma história que revela a qualidade interior da feminilidade que transcende a mente do homem.
Este é o segredo das palavras da sabedoria de Shelomô HaMelech, Rei Salomão: "Uma mulher de valor é a coroa do seu marido." Assim como a coroa fica acima e além da cabeça. também a luz interior da feminilidade possui uma qualidade essencial, num local que a mente não pode atingir.
1 – Chava (Eva)
"Então Adam chamou sua mulher de Chava, pois ela era a mãe de toda a vida." (Bereshit 3:20)
Ela era o outro lado da imagem de D'us. Pois D'us não é apenas uma luz ilimitada, além de todas as coisas. D'us é algo que está aqui agora, dentro de todas as coisas, concedendo-lhes vida, para serem o que quer que sejam. Em sua fonte acima, ela é a "Shechiná" – a Divina Presença que Habita no Interior.
Foi isso que levou a terrena Chava a comer o fruto: este anseio de estar dentro, de experimentar o sabor da vida, de estar imersa nela. Com isso ela transgrediu – levou-se do âmbito do Divino a um mundo onde tudo que é real é o aqui e agora, onde não há ponto de vantagem a partir do qual discernir o bem do mal, nenhuma luz para distinguir o fruto de sua casca. E ela levou consigo a Shechiná e aprisionou-a também, para que se seguisse a devastação em todo o cosmos.
Porém o desejo por trás de sua transgressão era que o yen sagrado da Shechiná permeasse todas as coisas. E no final, ela conseguirá, e a vida interior também será Divina.
Enquanto o drama desse universo permanece incompleto, a Shechiná está silenciosa, não canta. Vemos o mundo que Ela vitaliza, mas não escutamos sua voz dentro dele. Na mente de todas as pessoas, ela desempenha um papel secundário – pois seu marido conquista e domina, enquanto ela, dizem, somente fornece vida e nutrição. Esta é a opinião de um mundo imaturo.
Há um tempo ainda por vir, quando o segredo da Luz Interior será revelado. Então a Mãe da Vida cantará em voz alta, sem fronteiras.
2 – Sarah
"Tudo que Sarah lhe disser," disse D'us a Avraham, "escute." (Bereshit 21:12)
A primeira a curar a ferida feita por Chava foi Sarah. Ela desceu ao covil da cobra, ao palácio do Faraó. Ela resistiu à sedução dele e afastou-se. Enquanto vivia dentro, ela permaneceu ligada ao Alto.
Foi Avraham quem possibilitou que Sarah o fizesse. Porém o próprio Avraham não era capaz de tal coisa. Este é o papel de um homem – ativar a força que se encontra adormecida numa mulher. Sem uma mulher, um homem não tem vínculo com a Shechiná. Sem um homem, a mulher não pode ser a Shechiná. Uma vez que haja um homem, a mulher se torna tudo.
Sarah é a incorporação do poder cósmico de purificação e cura das almas. Aquilo que Chava confundiu e misturou, Sarah separa e refina; onde Chava entrou nas trevas, Sarah acende a luz. Sua obra continua em cada geração. Enquanto a alma de Avraham atrai almas e as mantém próximas da Infinita Luz, a alma de Sarah discerne as manchas que devem ser limpas e os detritos que devem ser rejeitados. Quando qualquer alma ou centelha de luz é curada e devolvida à sua fonte, você saberá que ali passou o toque de Sarah.
3 – Rivka
"Beba… e eu tirarei água também para seus camelos." (Bereshit 24:17-18)
Com essas palavras, Rivka comprometeu-se com Yitschac e se tornou mãe de duas grandes nações. Não apenas pelo seu ato de dar, mas pela sua prontidão, porque ela buscou toda oportunidade de fazer o bem, buscando-a com alegria e deleite, com toda sua alma e todo seu ser.
E ela implantou isso dentro de nós, como nosso legado. Precisamos apenas despertá-lo e encontraremos a Rivka interior.
Há poucas histórias tão detalhadas na Torá como a narrativa da união de Rivka e Yitschac – ela é contada e recontada três vezes. Pois nessa narrativa está o nascimento do nosso povo e nosso propósito. Ela encerra o segredo interior para o qual o cosmos foi criado: a fusão dos opostos, o paradoxo e a beleza da vida. Para isso, estamos aqui – para unir céu e terra. E na união de Homem e Mulher todas essas se encontram.
E quem é o casamenteiro neste drama cósmico? É o humilde servo de Avraham, que fala ao Amo do universo com a sinceridade do seu coração, que está obcecado com sua missão e com ela se deleita a cada passo. É todo e cada um de nós.
4 – Rachel e Leah
Uma voz é ouvida lá no alto, lamentando-se, chorando amargamente.
Rachel chora por seus filhos
Ela se recusa a ser consolada
Pois eles se foram.
"Não chora mais," diz D'us a ela. "Refreia as lágrimas dos teus olhos."
"Pois tua obra tem sua recompensa e teus filhos voltarão."
Yirmiyáhu 31:14)
Rachel é a incorporação da Shechiná quando Ela desce para cuidar dos Seus filhos, até viajar a jornada do exílio com eles, e assim ela assegura que eles voltarão.
Sua irmã, Leah, também é nossa mãe, a Shechiná. Porém ela é o mundo transcendente, oculto; aquelas coisas escondidas da mente Divina profunda demais para os homens entenderem. Ela é a esfera da realeza quando se eleva para receber em silente meditação.
Rachel é o mundo de palavras e ações reveladas. Ela tinha a beleza que Yaacov podia notar e desejar. Porém Leah foi elevada demais, muito além de todas as coisas, e assim Yaacov não pôde se apegar a ela da mesma maneira.
Porém é de Leah que descendem quase todos da nação judaica.
5 - Serach
Quando os filhos de Yaacov voltaram para casa com as notícias sobre Yossef, temiam que seu pai não acreditasse neles. Então Serach, filha de Asher, tocou sua harpa e ficou do lado de fora da tenda de Yaacov. Ela compôs uma melodia sobre Yossef e suas viagens, concluindo cada uma com o coro "… E Yossef ainda vive."
"Sim!" exclamou finalmente seu avô, "Yossef ainda vive!"
E então seus filhos puderam falar com ele.
Por isso, Yaacov abençoou Serach com vida. Ela ainda estava viva para mostrar a Moshê onde ficava o túmulo de Yossef. Ainda estava viva, uma mulher sábia que salvou a cidade de Abel nos tempos do rei David. E ela ainda vive, pois foi uma das poucas pessoas a entrar viva no Paraíso.
Se a Shechiná é um diamante e cada mulher uma faceta diferente, então Serach é a centelha de esperança que reluz em cada uma e emana lá de dentro. A centelha que nunca se afasta, que permanece acima e além mesmo quando a Shechiná que a contém afunda. Uma centelha duradoura que todos os rios do exílio não podem levar embora, e que oceanos de lágrimas não podem extinguir. Serach vive, ela vive no Paraíso, e portanto o paraíso vive dentro de nós.
6 - Miriam
Uma menina fica de pé em meio aos juncos na margem do rio, parada e calma, observando de longe. Ela é a guardiã da promessa, de tudo que seu povo ansiou, e ela não permitirá que aquela promessa saia da sua visão.
Seu nome é Miriam e Miriam significa amarga, pois é a amargura que a impele, toda a amargura nascida do duro destino de seu povo. Somente sua visão pode mitigar aquela dor ardente, e ela sozinha sustenta seu pulsar. É uma visão poderosa, que transformará o amargo em doce, as trevas do exílio na reluzente luz da liberdade.
Em seu mérito, fomos redimidos da escravidão, e pelo mérito das mulheres de fé hoje, o mundo inteiro será redimido de sua escuridão.
7 - Devorah
"Eles deixaram de morar em cidades sem muralhas em Israel, deixaram até que eu, Devorah, surgisse; surgi como uma mãe em Israel." (Shofetim 5:7)
Na pacífica sombra de uma antiga palmeira nas colinas de Efraim, ali você encontrará uma mulher sábia, uma profetisa a quem todos em Israel acorriam em busca de conselho, orientação e esperança.
Ela convocou Barak, um poderoso guerreiro, instruindo-o a guerrear contra os opressores de seu povo. Porém Barak insistiu que não iria, a menos que Devorah fosse com ele, e por isso ela zombou dele.
Devorah não via grandeza em imitar os atributos da masculinidade – lutar, vencer e conquistar – mas sim em ser uma mãe em Israel, que dá vida, nutrindo seu povo com bondade e fé.
8 - Ruth
"Aonde tu fores, eu irei. Onde habitares, eu habitarei. Teu povo é meu povo e teu D'us é meu D'us." (Ruth 1:16)
Ela é o paradigma daquelas antigas almas que descobriam estar perdidas e ansiavam voltar para casa. Elas devem batalhar numa jornada ascendente, permeada de sacrifício e desafio ao longo de caminhos tortuosos e até bizarros, mas somente porque o pacote é tão precioso e sua entrega tão vital.
Neste caso, foi uma centelha da pura santidade perdida desde Avraham, destinada a aflorar como o bisneto de Ruth, David, o redentor de Israel. E, muitos milênios depois como o redentor definitivo.
9 - Batsheva
Existem almas que viajam numa estrada de veludo durante toda a vida, encontrando seu parceiro e seu lar em seu destino, como se tudo ocorresse segundo um roteiro cósmico ordenado. Outros viajam por um labirinto de passagens obscuras, batendo a cabeça contra as paredes em repetidos erros, às vezes conseguindo abrir uma ou outra passagem secreta rumo ao desconhecido.
Segundo a antiga sabedoria, este é o único caminho no qual as almas mais elevadas podem ser espremidas em nosso mundo estreitamente atado, onde as forças das trevas detém tanta influência. E foi assim que da união de Batsheva e David, uma união forjada no escândalo e na desgraça, um filho, Shelomô, nasceu, para construir o Templo, um portal para a Luz Infinita em Jerusalém.
10 - Esther
"Então vou procurar o rei, contrariando o protocolo. E se eu perecer, perecerei." (Esther, 4:16) Uma mulher de segredos, de mistérios, ocultando sua verdadeira identidade sob muitas vestes – até que chegou a hora. Uma mulher como a estrela matutina – naquele local impossível onde a noite se torna tão escura que somente lhe resta revelar a alvorada.
Ela foi alguém que ousou penetrar na câmara mais recôndita do mal, elevando Haman, seu príncipe, ao pináculo da glória – somente para que ele pudesse fabricar sua própria queda.
Quando ela arrancou a máscara e sua luz interior resplandeceu, a fachada da intriga palaciana de sorte e coincidência abriu-se como uma cortina, revelando maravilhas e milagres nos bastidores. Dessa maneira, Esther contém a redenção definitiva, pois ela uniu o milagre ao mundano, ela descobriu a luz ilimitada dentro de uma nuvem escura.
Última Palavra
Das almas mais elevadas e esclarecidas, muitas tiveram esposas mais notáveis que eles próprios e filhas ainda mais notáveis que os filhos. Assim foi com Avraham, Yitschac e Yaacov. Assim foi com Rabi Akiva e Rabi Meir. Assim foi com grandes mestres da Cabalá.
Isso porque estes grandes homens, em sua vida pessoal, já estavam sentindo o sabor do Mundo Vindouro. Naquela época, a qualidade da feminilidade se agigantará sobre o homem.
Por: Tzvi Freeman