terça-feira, 26 de maio de 2015

Defeito de Mulher

Quando Deus fez a mulher, já estava nas horas extras de seu sexto dia de trabalho.
Um anjo apareceu e perguntou:
- Senhor, por que gastas tanto tempo com esta criatura?
E o Senhor respondeu:
- Você viu a 'Folha de Especificações' para ela?
- Ela deve ser completamente flexível, porém não será de plástico, deve ter mais de 200 partes móveis, todas arredondadas e macias e deve ser capaz de funcionar com uma dieta rígida, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho raspado até um coração ferido'
O anjo se maravilhou com os requisitos e indagou curioso:
- E este é somente o modelo Standard?
E ponderou:
- Senhor, é muito trabalho para um só dia, espere até amanhã para terminá-la.
E o senhor retrucou:
Não. Estou muito perto de terminar e esta criação é a favorita de Meu próprio coração. Ela se cura sozinha, quando está doente; e pode trabalhar 18 horas por dia.
O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.
- Porém a fizeste tão suave Senhor!
E Deus disse:
- É suave, porém, a fiz também forte. Não tens idéia do que pode aguentar ou conseguir.
- Será capaz de pensar? - perguntou o anjo.
Deus respondeu:
- Não somente será capaz de pensar, mas também de raciocinar e negociar, mesmo que pareça ser desligada ela prestará atenção em tudo o que for importante.
Então, notando algo, o anjo estendeu a mão e tocou a pálpebra da mulher...
- Senhor, parece que este modelo tem um vazamento... Eu Te disse que estavas colocando muitas coisas nela.
- Isso não é nenhum vazamento... . É uma lágrima - corrigiu o Senhor.
- Para que serve a lágrima?' - perguntou o anjo.
E Deus disse:
- As lágrimas são sua maneira de expressar seu amor, sua alegria, sua sorte, suas penas, seu desengano, sua solidão, seu sofrimento e seu orgulho.
Isto impressionou muito ao anjo.
- És um gênio, Senhor. Pensaste em tudo. A mulher é verdadeiramente maravilhosa.
- Sim, ela é!
- A mulher tem forças que maravilham os homens.
- Agüentam dificuldades, carregam grandes cargas físicas e emocionais, porém, têm amor e sorte.
- Sorriem, quando querem gritar.
- Cantam, quando querem chorar.
- Choram, quando estão felizes e riem, quando estão nervosas.
- Lutam pelo que acreditam.
- Enfrentam a injustiça.
- Não aceitam 'não' como resposta, quando elas acreditam que haja uma solução melhor.
- Privam-se, para que sua família possa ter algo.
- Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir sozinha.
- Amam incondicionalmente.
- Seu coração se despedaça, quando morre uma amiga, mas são ainda mais fortes quando pensam que já não há mais forças.
Porém, há um defeito que não consegui corrigir:..
-É que às vezes elas se esquecem o quanto valem !! 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Os anjos no Judaísmo místico.

Poucos sabem, mas todo o conhecimento disponível sobre anjos provém da Cabala, a mais antiga sabedoria de nosso planeta. Uma sabedoria milenar, que contem os maiores segredos sobre os mistérios do universo e que se baseia em um conceito primordial: a Luz. A Cabala explica que a satisfação de todos os nossos desejos pode ser encontrada nesta infinita substância, denominada Luz. É ela que dá origem a tudo que existe no universo. Ela explica ainda que toda a Luz que existe no universo provém de um ponto inicial, e que entre esse ponto e tudo que se manifesta aqui no mundo físico existem camadas intermediárias. Isso hoje é comprovado também pela física quântica. Os anjos são energias que se situam nessas camadas intermediárias, entre Deus e o homem. Tanto que a palavra original na língua hebraica pra anjos é malachim, que significa também mensageiro. E isso explica a principal função de um anjo: ser um agente transportador, que leva a luz de um plano a outro, trazendo a nós a luz emanada por Deus, em suas diferentes formas. Por exemplo, o tema afetivo em sua vida é regido por um anjo. Se você vem sofrendo por questões ligadas a área afetiva, é momento de injetar luz neste aspecto de sua vida. Agir de forma reativa, seja pelo lamento, seja por guardar uma mágoa, seja tentando resolver o problema a qualquer custo, pouco vai adiantar. É preciso injetar luz nesta sua “estação”. Os Cabalistas fazem isso há milênios, através da conexão com os anjos. Para cada aspecto da existência humana há um anjo relacionado e juntos eles formam os 72 anjos da Cabala. Você pode invocar os anjos da Cabala, escolhendo, de acordo com as suas necessidades, a sintonia com o anjo mais adequado ao momento atual de sua vida. Pode também estudar sobre o anjo de seu nascimento. Uma energia que lhe acompanha por toda a sua vida e que lhe ajudará a entender a sua missão nesta existência. Repare que falo em invocar os anjos e não evocar. Há uma grande diferença entre esses dois métodos. O processo de evocação sugere que você vá pedir algo a um anjo, para que ele lhe traga aquilo que você precisa. Como cabalista não recomendo esta prática, até porque se você tiver que pedir algo à alguém peça diretamente para Deus, aquele que a tudo emana. Já a invocação é algo que acontece a partir de dentro de você. Quando através de uma meditação, uma vocalização, uma ação, você desenvolve uma sintonia com a energia daquele anjo e assim abre espaço para receber aquela energia para a sua vida. Além de ser algo muito mais coerente, esta é a ferramenta que pode lhe trazer um verdadeiro crescimento espiritual. Luiz Gomes Hohenzoller.

SHABAT SHALOM.

Qual navio que, numa noite de neblina, navega entre os rochedos ameaçadores de um mar revolto, buscando a luz de um farol que o possa orientar, o homem procura um caminho que o conduza a um mundo diferente do atual, em que haja paz, compreensão, amizade e um espírito de ajuda mútua entre todos os seres humanos e as sociedades das quais fazem parte.
Bíblia Hebraica. SHABAT SHALOM.

VAMOS NOS PREPARAR PARA O SHABAT E PARA SHAVUOT.


Descanse estes ossos cansados- recupere seu sono, cubra sua família e amigos de amor. Tenha uma longa conversa com seu(sua) esposo(a)/ filhos/parentes/amigos...com aqueles que você praticamente ignorou durante toda a semana. Ponha para fora todas as inquietações e preocupações mundanas da semana de trabalho fazendo uma pequena oração por qualquer coisa ou por tudo. Refresque-se com algum vinho ( do Kiddush). Faça três deliciosas refeições de Shabat ( e saboreie a refeição). Vista sua melhor roupa sem se preocupar com as cinzas e a fumaça. Clareie sua mente. Desfrute o dia. Cante bem alto até cansar seus pulmões. Saboreie um bom livro – Judaico- sem interrupção, ou dê uma olhadela na parashá da semana quando ninguém estiver olhando. Passe a conhecer melhor alguém realmente muito importante.
 – você.

Luiz Gomes Hohenzoller

BENDIZ.......

..... Aquele que bendiz o Santíssimo atrai vida da Fonte da vida a este mundo de baixo. Ademais, aquele que pronúncia a bênção recebe uma parte dela para si mesmo, e aquele que diz Amém a ela também e abençoado. E a bênção se estende por todos os mundos e até desce as regiões inferiores, onde assim se anuncia: aqui esta o dom enviado ao Santíssimo por fulano de tal ! .. Um supremo juiz jaz oculto na bênção: Bendito seja Tu oh Senhor, nosso Deus!, uma vez que se designa a Fonte suprema, que da luz a todos os mundos ... a Fonte cuja as águas não cessam de fluir. ......

Rabi Shimon ben Yochai. ZOHAR.


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Uma pequena cerimônia, cheia de significado...

A liturgia da Havdalah marca a separação entre o Shabat e os demais dias da semana... Ao longo de 25 horas, desde o aparecimento da primeira estrela da sexta feira até o surgimento das tres primeiras do sábado à noite, não acendemos fogo...
O fogo é o símbolo maior do Trabalho... todo tipo de trabalho, em algum estágio de seu processo, faz uso do fogo para se realizar.
Da mesma forma como ascendemos as duas velas de Shabat para marcar o o nosso último trabalho realizado antes do shabat começar... tbm ascendemos a vela de seis pavios trançados, lembrando os seis dias da semana, como nosso primeiro trabalho realizado na semana...
Embora,astronomicamente o shabat termine com o anoitecer, todo judeu deve lembrar de que é a cerimônia da separação (Havdalah) é quem o autoriza para o início de sua vida comum e a realização de seus trabalhos seculares...
No proximo shabat, lembre-se disso...
SHALOM LEKULAM

Tehilin (salmos)143:8...

Faze-me ouvir do teu amor leal pela manhã,
pois em ti confio.
Mostra-me o caminho que devo seguir,
pois a ti elevo a minha alma.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Calendário Hebrew

Maio 2015   Iyyar 5775 / Sivan 5775
DomingoSegundaTerçaQuartaQuintaSextaShabbat
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Pesah sheni
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Lag B'Omer
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Yom Yerushalayim
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1
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3
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23
5
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Shavuot
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Shavuot (d)
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11
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31
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domingo, 17 de maio de 2015

As velas de Shabat

 Disse D’us: "Minha Vela (aTorá ) está na tua mão e a tua vela (a alma) está na Minha Mão; portanto, guarde a Minha Vela para que Eu guarde a tua vela."
Algo extraordinário acontece cada vez que você acende as velas em homenagem ao Shabat… você se sente vinculada a seu povo. É um costume que advém desde os tempos bíblicos. A Matriarca Sara acendeu uma lamparina que ardeu miraculosamente de Shabat a Shabat; a Matriarca Rivca recitou a bênção sobre a mesma lamparina, desde seus três anos de idade. É esta tradição de 3700 anos que as mulheres judias observam, ao saudar a chegada da Rainha Shabat, trazendo mais luz ao mundo.
Que este ato possa iluminar e inspirar uma futura paz eterna para o mundo e para todo o povo de Israel.
O dia que serve como fonte de bênção, uma preparação e inspiração para os seis dias de trabalho da semana, é naturalmente o Shabat. Desde que a base da vida judaica é a vida do lar; e o alicerce do lar é a mulher, é bem apropriado que a inauguração do Shabat tenha sido entregue em suas mãos, pelo acender das velas que introduzem no ambiente da casa a santidade do Shabat.
Luz versus escuridão
Que resposta deu o povo judeu às adversidades no transcurso da História?
Os Salmos descrevem a reação ao cativeiro da Babilônia com as palavras poéticas: "Nas margens dos rios da Babilônia sentamos e choramos ao recordar Tsiyon. " Mas, esta descrição é interpretada pela maioria das pessoas erroneamente, pois as grandes academias de estudo e as elevadas conquistas filosóficas alcançadas na Babilônia não chegaram a ser superadas nem mesmo em épocas de prosperidade. Assim sendo não apenas houve choros nessa terra estranha, mas também foi criada uma obra monumental, o Talmud Babilônico.
Este cenário repetiu-se diversas vezes durante a história. Quanto maior era o problema, mais intensa era a reação espiritual que provocava.
Visitando uma boa biblioteca judaica pode-se tomar cada obra clássica e classificá-la segundo o período de obscuridade a que pertencia; pois oportunamente, ela serviu para iluminar as trevas da época.
Esta então é a resposta judaica: lutar contra a escuridão com a arma mais efetiva: a luz. Pois "Uma pequena luz afasta muitas trevas."
O LubavitcherRebe, Rabi Menachem Mendel Schnersohn incentivou esta gloriosa corrente, guiando sua geração com paciência e perseverança para que enfrentasse os desafios da nossa o que deu início a uma série de campanhas, entre as quais o acendimento das velas de Shabat (além da colocação de tefilin, mezuzá, etc) a fim de atingir o bem sucedido método de acréscimo no campo espiritual.
Quando no mundo aumentam a corrupção e a indiferença, nós, como judeus, respondemos, intensificando nossa fé e compromisso com D’us. A mitsvá (preceito) na qual este aspecto está enfatizado é a do acender das velas de Shabat. O Lubavitcher Rebe disse: "Estando o mundo tão submerso na obscuridade e confusão, é imperativo que a mulher judia o ilumine com esta sagrada luz."
Antigamente
O primeiro Shabat trouxe ao Universo uma atmosfera de repouso e santidade, a qual reaparece no mundo (e em cada ser) semanalmente por meio das velas de Shabat. O ato do acendimento das velas está intimamente relacionado com as Matriarcas. Enquanto Sara viveu, suas velas de Shabat milagrosamente ardiam de uma sexta-feira até a seguinte e outros milagres ocorriam: sempre havia uma bênção na massa do pão e uma nuvem Divina pairava continuamente sobre sua tenda.
Com o seu falecimento, tudo isto cessou. "E Yitschac a trouxe para dentro da tenda de sua mãe Sara e ele a tomou e ela (Rivca) se tornou sua mulher; e ele a amou e consolou-se da morte de sua mãe"(Gênesis XXIV:67). Rashi comenta: "E ele a trouxe para a tenda e ela era como Sara, sua mãe! Pois, enquanto Sara viveu suas luzes de Shabat miraculosamente ardiam na tenda de uma sexta-feira até a seguinte, sempre havia uma bênção (aumento milagroso) na massa do pão e uma nuvem Divina pairava continuamente sobre a tenda. Desde a sua morte, tudo isso cessou.
Porém quando Rivca veio, reapareceu de novo." Yitschac viu o reaparecimento dos milagres por mérito de Rivca e foi então que decidiu tomá-la como esposa. Obviamente, nossa mãe Rivca acendia as velas de Shabat mesmo antes de se casar.
Comentam nossos sábios que naquele tempo Rivca tinha somente três anos de idade! É verdade que era muito mais madura, intelectual e fisicamente do que uma menina comum daquela idade. Mas isto não alterava o seu status na perspectiva da lei da Torá, halachicamente, ela era considerada menor. Porém fazia absoluta questão de acender suas próprias velas.
Para nós a diretriz é clara. Não só as meninas solteiras acima da idade de Bat-Mitsvá (de doze anos para cima) devem acender as velas do Shabat, mas também meninas pequenas, a partir dos três anos de idade, devem ser educadas e treinadas na mitsvá de Nerot Shabat — mesmo quando a mãe ou outro membro adulto da casa já esteja acendendo as velas.
Em nossos dias
Num recinto mal-iluminado, uma só lâmpada a mais pode acrescentar luz suficiente; mas quando um lugar está em total escuridão, mais luzes se tornam necessárias. Em gerações passadas, nossos lares estavam repletos de luzes da Torá. Idéias estranhas "da rua" não penetravam e mesmo o mundo exterior não era tão escuro. Mas na licenciosa sociedade de hoje, prevalece um tenebroso negrume moral e idéias estranhas encontraram o caminho para introduzir-se dentro do lar judaico. A reação deve ser o aumento de intensidade na iluminação daTorá.
Toda mulher ou moça judia é chamada "uma filha de Sara, Rivca, Rachel e Léa". Toda menina herda esse poder maravilhoso de iluminar o mundo e seu lar com o acendimento das velas de Shabat. É verdade que a luz que Sara e Rivca acendiam durava milagrosamente e emitia um brilho visível durante a semana toda; mas, espiritualmente, o efeito das crianças acendendo velas hoje é o mesmo.
Assim que a menina já consegue compreender a idéia de Shabat e dizer a benção (com cerca de três anos) seus pais devem presenteá-la com um castiçal e ensiná-la a acender uma vela a cada Shabat. Ela deve acender a sua vela antes da mãe, para que ela possa ajudá-la, se necessário. A menina também pode ser encorajada a colocar algumas moedas na caixinha de Tsedacá, antes de acender a vela, o que ensina a virtude de repartir.
Neste momento, com a família reunida, a mulher oferece uma oração silenciosa ou verbal por seu marido e filhos.
É verdade que a luz que Sara e Rivca acendiam, durava fisicamente e emitia um brilho visível durante a semana toda; mas o efeito interior das crianças de hoje acendendo as velas de Shabat é o mesmo. Embora não possamos vê-lo com os nossos olhos de carne e osso, as velas de Shabat acesas pela pequenina filha judia de nossa época enchem o lar de luz espiritualmente durante a semana inteira.
Um momento oportuno
A hora do acendimento das velas sempre foi um momento muito especial. Através das gerações, a mulher judia elegeu este momento para recitar uma oração pessoal, pedindo saúde, bem-estar físico e espiritual para sua família.
Que luz guiou a sua intuição ao relacionar os pedidos e preces com este momento? O grande cabalista Rabi Yitschac Lúria, conhecido como Arizal, escreveu que as preces da mulher são singularmente bem recebidas por D’us, nesta hora especial.
Novamente compreendemos porque as mulheres piedosas de todas as épocas, cuidaram tão escrupulosamente desta mitsvá. Seus candelabros lhes eram mais preciosos que as jóias e se asseguravam de preparar-se em tempo para a hora de receber o Shabat: a casa estava impecável, os alimentos de Shabat antecipadamente prontos, a mesa arrumada com belos talheres e louças e toda a família vestida com suas melhores roupas. Cada aspecto colaborava para que a luminosidade do Shabat fosse perfeita. Este brilho que iluminou os lares judaicos de semana a semana através dos anos, continua perpetuando e recordando-nos a futura Redenção, como expressaram nossos sábios: "Se cuidarem do acender das velas de Shabat , terão o mérito de ver as luzes de Tsiyon na Redenção do povo judeu."
O motivo das duas velas
Cada Mitsvá da Torá é comparada a uma vela: "Ki Ner Mitsvá Vetorá Or" ("Uma Mitsvá é uma vela e a Torá é luz"). Cada Mitsvá cria uma luz espiritual e a luz, ou sua chama, elevando-se, aproxima a pessoa da Divindade. A chama é comparada à alma; da mesma forma que uma chama sempre direciona-se para cima, a alma quer conectar-se com D’us.
Esta mensagem de luz, símbolo universal de claridade, visão, conhecimento e verdade, encontra-se intimamente ligada à mensagem do Shabat. O primeiro Shabat trouxe ao universo uma atmosfera de repouso e santidade, que reaparece no mundo e em cada ser semanalmente no momento de acender as velas, quando a mulher traz o Shabat para dentro de seu lar.
No mínimo duas velas são acesas correspondendo às duas expressões "Zachor" e "Shamor" que são mencionadas nos Dez Mandamentos.
"Zachor" - "Recorda o dia de Shabat para santificá-lo" (Êxodo XX:8), refere-se à observância do Shabat como acender as velas, o recitar do Kidush (a santificação com o vinho), a refeição festiva, vestir-se com roupas especiais, orar, ouvir a leitura da Torá na sinagoga, aprender e discutir passagens da Torá.
"Shamor" - "Guarda o dia de Shabat para santificá-lo" (Deut. V:12), refere-se a abster-se de qualquer categoria de trabalho (Melachá) inadequado a este dia especial.
As luzes simbolizam alegria e serenidade que distinguem o Shabat.
A mitsvá é cumprida acendendo velas somente num ambiente, de preferência no local da refeição, uma vez que a principal mitsvá das velas é iluminar a mesa, para que haja prazer e alegria. Também há uma grande segulá em observar as velas acesas na hora de recitar o kidush.
Shamor implica em privar-se das atividades proibidas, enquanto que Zachor recorda o cumprimento dos nobres costumes de Shabat : o acendimento das velas, o Kidush, a comida especial, as roupas elegantes em honra ao sétimo dia, as preces e o estudo da Torá. Ao observar estes preceitos, obtemos uma verdadeira elevação espiritual.
A mulher: luz e alicerce do lar
Superficialmente, a razão porque a mitsvá de Shabat eYom Tov foi entregue à mulher é para "trazer de volta" a luz que Chava (Eva) diminuiu ao afetar adversamente a "luz do mundo" incorporada em Adam. Entretanto, o Zôhar explica que o significado interior, o motivo profundo porque foi confiada à mulher essa mitsvá vital, é devido ao seu valor precioso. A prerrogativa do acender das velas de Shabat é uma insígnia de honra para a mulher, indicando que o Onipotente a escolheu, deu a ela o mérito e a investiu com os poderes de… "dar à luz e criar filhos imbuídos de santidade que serão uma luz para o mundo," que o iluminarão ao incorporarem a luz da Torá e das mitsvot em sua vida cotidiana.
…"aumentar a paz na terra," intensificar e avolumar a paz e a felicidade no mundo inteiro, a partir de Shalom Bayit, a tranqüilidade e paz no lar, resultantes das luzes de Shabat. e…"garantir à sua família longos dias;" por meio das velas de Shabat que ela acende, se torna merecedora da bênção de anos prolongados, plenos de bondade e vitalidade para si mesma, para seu marido, seus filhos e filhos dos seus filhos.
O acendimento das velas
O momento indicado de acender as velas de Shabat é 20 minutos antes do pôr-do-sol (em certas comunidades, 18 minutos).
É proibido acender as velas depois deste horário, pois fazê-lo seria profanar o Shabat. Portanto, caso a pessoa esteja ausente ou tenha esquecido, não deverá acendê-las nesta semana.
Observar o horário do pôr-do-sol que varia de cidade para cidade. 

Verifique o horário correto de sua localidade acessando o seguinte
 link de nosso site:

http://www.chabad.org.br/datas/calendario/velas.html


Acendem-se as velas toda sexta-feira em honra ao Shabat e na véspera das seguintes Festas judaicas: dois dias de Rosh Hashaná, Yom Kipur, os dois primeiros dias de Sucot, Shemini Atseret, Simchat Torá, os dois primeiros e os dois últimos dias de Pêssach, e os dois dias de Shavuot.
Ao acender as velas de Yom Tov, após seu início, uma chama pré-existente deve ser utilizada, uma vez que em Yom Tov é proibido criar um fogo novo (riscar um fósforo, acender um isqueiro ou ativar um acendedor automático); entretanto, é permitido transferir o fogo a partir de uma chama continuamente acesa desde antes do princípio da festa. As velas de Yom Tov (quando a Festa não coincidir com sexta-feira à noite) devem, à princípio, ser acesas no horário; porém podem ser acesas após o pôr-do-sol a partir de uma chama pré-existente.
Quando Yom Tov coincide com sexta-feira à noite, obrigatoriamente as velas devem ser acesas antes do horário indicado, igual às velas de Shabat.
Se a primeira noite de Yom Tov cair em motsaê Shabat (sábado à noite) e sempre na segunda noite de Yom Tov, as velas devem ser acesas apenas após o completo anoitecer, respeitando as leis de Yom Tov.
As velas da segunda noite de Yom Tov (quando não coincide com sexta-feira à noite) devem ser acesas, obrigatoriamente, após o pôr-do-sol. Neste caso é usado somente fogo de uma chama pré-existente.
Local apropriado para o acendimento
As velas devem ser colocadas no recinto onde a família faz a refeição de Shabat, para evidenciar que foram acesas em sua honra. Elas não devem ser acesas em um lugar e depois transportadas para outro.
As velas devem ter um tamanho mínimo que permita estarem acesas pelo menos até o final da refeição de Shabat.
Após acesas as velas, é proibido mover os candelabros até o final do Shabat; esta é a razão pela qual a maioria das mulheres prefere acendê-las próxima à mesa, mas sob um balcão, mesa auxiliar, aparador, etc.
Antes de acender as velas na véspera de Shabat (para quem as acende sobre a mesa), é conveniente colocar sobre esta mesa as chalot (pães de Shabat).
Quem acende as velas
Esta obrigação recai principalmente sobre a mulher. Ela deve acender as velas com alegria, pois pelo mérito desta mitsvá terá filhos iluminados pela Torá e tementes a D'us, o que trará paz ao mundo, e proporcionará a seu marido vida longa.
Se o homem vive só, deve acender as velas pronunciando a devida benção.
Há um costume citado no Talmud, que o marido também pode participar desta importante mitsvá, auxiliando na preparação das velas, queimando antes os pavios, facilitando seu acendimento posterior. Porém, no dia de Yom Tov isto não pode ser feito, uma vez que não é permitido apagar as velas.
Caso haja várias mulheres na casa, cada uma delas deve acender suas próprias velas no mesmo local e recitar a bênção devida, desde que o façam em candelabros separados..
Como já mencionado acima, meninas com mais de 3 anos também devem acender uma vela.
Número de velas
As mulheres casadas devem acender pelo menos duas velas referentes a "zachor" (lembra) e "shamor" (guarda) – as duas expressões usadas por D'us ao proclamar a santidade do Shabat nos Dez Mandamentos.
Em algumas comunidades costuma-se acender uma vela a mais para cada filho. Por exemplo, uma mãe com três filhos acenderá cinco velas. Uma das razões deste costume é que a luz simboliza a neshamá (alma) e para cada alma acrescenta-se uma nova chama.
Meninas e moças solteiras devem acender uma só vela.
O procedimento e costumes
Acende(m)-se a(s) vela(s). Solta-se o fósforo aceso para que se apague sozinho (uma vez que o Shabat já foi recebido): o palito não é jogado e sim depositado cuidadosamente para que se extinga por si só.
Em Yom Tov também não é permitido grudar as velas, esquentando a cera na base. As velas podem ser encaixadas com ajuda de pedaços de papel-alumínio, cortados na véspera.
Logo em seguida cobrem-se os olhos com ambas as mãos para não fitá-las.
Recita-se a benção.
Descobrem-se os olhos e ao ver a chama, desfruta-se do brilho e do calor das velas.
Este procedimento deve ser seguido tanto com as velas de Shabat quanto com as de Yom Tov.
Se uma vela se apagar não é permitido reacendê-la no Shabat. Deve-se reacendê-la após o completo término de Shabat e/ou Yom Tov.
A razão pela qual a benção deve ser dita depois e não antes do acender das velas é que se a oração fôr pronunciada antes, parecerá que a mulher já "inaugurou" o Shabat. Neste caso não lhe seria permitido acender as velas, uma vez que é proibido acender fogo no Shabat.
Ao acender a(s) vela(s), faz-se um movimento circular com as mãos em volta das velas, e em seguida cobrem-se os olhos com as mãos. Recita-se a bênção. Descobrem-se os olhos e mira-se as chamas.
Refletimos sobre a alegria em receber o Shabat e agradecemos por todas as bênçãos e pelo mérito de podermos cumprir a vontade do Criador.
A mulher (ou menina) acende as velas e estende as mãos sobre elas num movimento circular em direção a si mesma por três vezes para indicar a aceitação da santidade do Shabat. Em seguida, cobre os olhos com as mãos, recita a bênção abaixo e então descobre os olhos para fitar as luzes.
A bênção na véspera de Shabat
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Shabat côdesh.
Bendito és Tu, ó Eterno, nosso D'us, Rei do Universo,que nos santificou com Seus mandamentos, e nos ordenou acender a vela do santo Shabat.
As bênçãos na véspera de Yom Tov
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner shel Yom Tov (coincidindo com a véspera de Shabat, termina-se: lehadlic ner shel Shabat veshel Yom Tov).
Bendito és Tu, ó Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que nos santificou com Seus mandamentos e nos ordenou acender a vela de Yom Tov (coincidindo com a véspera de Shabat, termina-se: acender a vela de Shabat e de Yom Tov).
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, she- he-cheyánu vekiyemánu vehiguiánu lizman hazê.
Bendito és Tu, ó Eterno, nosso D'us, Rei do Universo, que nos deu vida, nos manteve e nos fez chegar até a presente época.

Corpo e alma

Esse estudo estar presente no Zohar... Corpo e alma são duas entidades separadas que se combinam. O corpo tem desejos materiais como comer e dormir. A alma quer mais plenitude, mais sabedoria, quer evoluir. O Zohar diz que quando dormimos a alma deixa o corpo. Só 1/60 da alma fica no corpo.
A alma é infinita e ilimitada. O corpo representa uma limitação. O Zohar descreve a alma como prisioneira na prisão que é o corpo, porque o corpo limita a alma. O Zohar diz que a alma precisa sair da limitação e ir para um lugar onde espaço e tempo não existem. A alma precisa se libertar da limitação dos 5 sentidos e ser recarregada com energia espiritual pura. É isto que acontece durante o sono. Quando estamos dormindo não temos controle do corpo, não decidimos o que fazer. O Zohar diz que alma se liberta e recebe sua alimentação do mundo infinito. A alma fica aberta para todo tipo de alimentação espiritual que nos permite prosseguir em nosso caminho. Os sonhos são mensagens que a alma recebe dos mundos superiores. Através dos sonhos, podemos receber orientação e respostas. Uma dica cabalística simples é fazer uma pergunta antes de dormir. Mas é recomendável fazer uma pergunta bem específica. Quer dizer, não pergunte "quem é minha alma gêmea", mas sim "fulano de tal é minha alma gêmea"? E fique aberto para qualquer resposta, mesmo se não for a que você deseja.

Fonte: Alma e vida segundo o Zohar. Rab Ibrahim walrmam.

sábado, 16 de maio de 2015

A visão da kabalah sobre o Amor.

O casamento é um conceito bastante bizarro. Deve ter sido idéia de D'us. Quem mais poderia pensar num pano estrambótico de juntar dois opostos e colocá-los sob o mesmo teto para compartilhar uma vida? E quem mais poderia inventar uma instituição tão linda e poderosa como o casamento? É extravagante – mas funciona. É exatamente sua extravagância que faz do casamento uma experiência que não se deve perder. Um dos aspectos mais empolgantes do casamento é a descoberta das profundas diferenças entre homens e mulheres, e aprender como eles se complementam. Estas diferenças não são apenas biológicas. Em todo nível do nosso ser – intelectual, emocional, psicológico e espiritual – homens e mulheres parecem ter vindo de diferentes planetas. Não precisamos ser casados para perceber isso. Vemos isso em nossos pais, irmãos, em nossos amigos. Mas somente no casamento você começa a avaliar e apreciar essas diferenças. Aquilo de que você zombava na sua irmã pode achar lindo na sua esposa; e as coisas que fizeram do seu irmão um garotinho mimado podem transformar seu marido no homem que você ama. Mas devemos perguntar: o que nos torna diferentes? É apenas o condicionamento social que faz de um homem um homem e de uma mulher uma mulher, ou nascemos ambos dessa maneira? A masculinidade é um hormônio, um sentimento, ou a maneira pela qual os homens são educados? As mulheres são treinadas para serem femininas ou elas sabem fazer isso de maneira inata? Há muitas teorias sobre o tema dos gêneros. Nas obras do misticismo judaico, ou Cabalá, a questão é tratada de maneira extensa. A abordagem da Cabalá é tanto singular quanto revolucionária. Afirma que a fonte da identidade macho/fêmea está além da natureza e da criação. É nossa própria alma, Homens e mulheres têm raízes de alma totalmente diferentes, e é por isso que são diferentes. Em termos cabalistas, a alma dos homens vem do mundo de Divina transcendência; a alma das mulheres vem do mundo de Divina imanência. Transcendência é a qualidade Divina de estar além; imanência é a igualmente qualidade Divina de estar presente. Estes são os aspectos macho e fêmea do Divino, e estão refletidos no homem e na mulher respectivamente aqui no âmbito humano. Embora cada indivíduo seja único e nem todos se encaixem em definições simplificadas, num sentido geral há uma clara distinção entre posturas espirituais masculinas e femininas. Suas diversas fontes de alma se traduzem em duas pessoas muito diferentes. Talvez isso possa ser expressado assim: Os homens são almas mais removidas; são programados para fornecer a direção no relacionamento. As mulheres são almas mais envolvidas; elas têm a capacidade de realização no casamento. Isso se torna claro quando contrastamos e analisamos as respectivas naturezas de homens e mulheres. Existem determinadas situações nas quais este contraste se torna ainda mais óbvio e exagerado. Vejamos alguns exemplos:Sobre o casamento, Raquel reclama que Dani não parece tão empolgado. Quando se trata de escolher o cardápio, Dani diz a Raquel que ela pode decidir sozinha – ele realmente não se importa se a salada é servida com molho francês ou italiano. O esquema de cores fica totalmente a cargo dela, ele concordará com qualquer coisa que ela goste, mesmo que seja malva (ele nem sabe bem que cor é esta). Raquel se apressa para ver como ficaram os convites, e Dani nem se incomoda de olhar para eles. Quando ela os mostra ao marido, ele nem percebe a marca d'água no papel que mostra seus nomes em caligrafia. Qualquer menção sobre o casamento e ela é dominada pelo entusiasmo, enquanto ele ainda nem comprou um terno. Dani não pode evitar isso. Não é que ele não esteja empolgado – ele está, à sua maneira. Mas Dani é um homem. Ele está empolgado por se casar, mas para ele casar nada tem a ver com cardápio ou decoração. É um evento – os detalhes não o interessam. Mas para Raquel, cada detalhe do casamento o torna um evento. Em cada detalhe está o selo da sua personalidade. Ela está envolvida. Ele está removido. Outro exemplo: Adam e Miriam acabaram de assistir a uma palestra de auto-ajuda. O orador falou durante uma hora e meia sugerindo estratégias para melhorar a vida deles. Miriam está inspirada, pronta para começar a implementar grandes mudanças em sua vida. Adam ainda está se perguntando quanto o orador recebe por participante. Quando lhe perguntam o que achou do discurso, ele responde com palavras como "interessante", "bem apresentado", "divertido" – todas avaliações impessoais e distantes. Miriam pode ou não mudar sua vida, mas ela certamente pensou a respeito. Para Adam, as idéias foram boas, mas seria preciso tempo e grande esforço para ele entender que aquelas idéias podem se aplicar também a ele. Adam está removido. Miriam está envolvida. Yonathan e Tammy estão lendo juntos esse mesmo artigo. Só de olhar para o rosto de Tammy pode-se ver exatamente o que ela está sentindo. Está furiosa. Todas essas generalizações e declarações doces sobre homens e mulheres. Eu não me encaixo nesses estereótipos! Após três parágrafos ela se afasta. "Não consigo ler essa droga", diz ela. Yonathan, não escutando sua explosão nem percebendo sua partida, continua lendo. Seu rosto quase não mostra reação – ele apenas ergue levemente as sobrancelhas. Termina o artigo, nem sequer percebendo que este parágrafo foi escrito sobre ele, e segue adiante para olhar os anúncios, Talvez tenha concordado com o artigo, talvez não. Você teria de perguntar a ele para descobrir. Yonathan está removido. Tammy está envolvida. Tammy está certa. Não nos encaixamos todos nesses moldes. Na verdade, cada um tem elementos dos dois gêneros – nosso lado masculino e feminino. Mas de maneira geral, há uma atitude feminina e uma masculina. O homem é removido e distante. A mulher é envolvida e presente. Não há nada de errado com qualquer uma das atitudes. Cada qual tem vantagens e desvantagens. Às vezes é bom ser removido. Quando se trata de ver as coisas em contexto e fazer julgamentos, o distanciamento e a objetividade são essenciais. Você apenas consegue ver as coisas como elas são quando permanece fora delas; se estiver envolvido não pode mais ver o quadro geral. Esta é a força da alma masculina – a distância que proporciona a objetividade. Porém a objetividade também tem seu lado negativo. Você não chegará a lugar nenhum se permanecer à margem da vida, como um espectador. Estar vivo significa se envolver, e para isso é preciso sair do mundo da teoria e imergir no momento. É aí que entra o elemento feminino. É o seu senso de envolvimento e presença que dá cor e personalidade à vida. É a mulher que torna a vida real e vibrante, que leva as coisas do analítico ao experimental, da teoria à prática. O casamento é a suprema parceria entre os dois mundos de imanência e transcendência. Quando cada parceiro aprende a partilhar sua perspectiva única enquanto avalia e se conecta com a perspectiva paralela do outro, marido e mulher se tornam um equilíbrio perfeito de universos complementares. O homem guia a mulher, a mulher leva o homem. O homem dá a perspectiva, a mulher dá a experiência. Um sem o outro é um quadro incompleto. Juntos, eles formam uma unidade que tem o melhor dos dois mundos. Com essa definição de masculino e feminino podemos entender duas antigas tradições judaicas. Nos dias antes do casamento, é costume o noivo ser chamado à Torá na sinagoga, e a noiva imergir no micvê. Na superfície estas duas atividades parecem estar a mundos de distância. Recitar bênçãos sobre um Rolo de Torá e mergulhar numa piscina ritual dificilmente se assemelham. Por que práticas tão diferentes para homem e mulher? Talvez uma resposta seja que estes atos são uma forma de os noivos se conectarem a suas respectivas fontes espirituais, de enfatizar e nutrir as contribuições únicas que cada parte levará ao futuro casamento. O homem deve prover direção e estabilidade ao casamento, portanto ele se conecta à suprema fonte de direção e estabilidade – a Torá. A mulher deve trazer vitalidade e experiência à união, portanto imerge nas águas da vida. O dele é um ato teórico – uma leitura. O dela é um ato de total envolvimento – uma imersão. Ele se conectou com a fonte de transcendência; ela, à fonte da imanência. Não é um feito pequeno unir homem e mulher – dois opostos tão diversos como céu e terra, mente e coração, teoria e prática. Nós nos preparamos ao mergulhar primeiro em nossas respectivas fontes espirituais – as sagradas palavras da Torá e as águas sagradas do micvê. Na chupá, a canópia de luz Divina funde juntas as nossas almas como se fossem uma. Então, após o casamento, temos uma vida inteira para aprender como trabalhar juntos e descobrir as maravilhas e belezas dos dois mundos se tornando um só. Uma idéia bem louca. Bastante boa, também.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Sabedoria.

                                                                                                   Sabedoria é grátis, mas é também a coisa mais cara que existe, porque, na maioria das vezes, nós a adquirimos por meio de nossas falhas, desapontamentos e mesmo dores. É esta a razão pela qual tentamos partilhar nossa sabedoria, de modo a que outras pessoas não paguem por ela o preço que nós já pagamos.

Eis algumas coisas que o judaísmo me ensinou a respeito da vida e que desejo compartilhar:

    Nunca tente ser esperto. Procure sempre ser sábio.
    Respeite os outros mesmo que sejam desrespeitosos com você.
    Nunca busque publicidade para o que você faz. se você a merece, a receberá. Do contrário, você será criticado. De toda forma, atos meritórios nunca precisam despertar para si a atenção de quem quer que seja.
    Quando você faz o bem aos outros, na realidade, serão beneficiados você, sua consciência e seu autorespeito. A maior recompensa em dar alguma coisa é a oportunidade de fazê-lo.
    Não busque atalhos no que você fizer. não há êxito sem esforço, nem realizações sem um trabalho árduo.
    Mantenha-se distante dos que buscam honrarias. seja respeitoso, mas lembre que a nenhum de nós cabe a função de ser um espelho para aqueles que, acima de tudo, amam a si mesmos.
    Em tudo o que fizer, tenha em mente que Deus vê tudo o que fazemos. não existe a possibilidade de enganar ao eterno. Quando tentamos enganar a outros, geralmente somos nós mesmos os únicos que se deixam enganar.
    Seja muito ponderado ao julgar o outro. se ele estiver errado, Deus o julgará. se errarmos no julgamento é a nós que ele irá julgar.
    Mais valioso que o amor que recebemos é aquele que damos.
    Dizia-se de um famoso líder religioso, que ele levava Deus tão a sério, que nunca sentiu necessidade de se levar a sério. eis um objetivo que vale a pena buscar alcançar.
    Saiba usar bem o seu tempo. a vida é curta – muito curta! – para ser desperdiçada com televisão, jogos de computador e e-mails desnecessários; curta demais para ser esbanjada com mexericos e inveja daquilo que os outros possuem; curta demais para ser preenchida com sentimentos de raiva e indignação e curta demais para perder tempo criticando os outros. “ensina-nos a usar os nossos dias a fim de conseguir um coração sábio”, diz o salmo. Cada dia em que você fez alguma coisa boa para alguém não foi um dia desperdiçado.
    Haverá muita coisa em sua vida que poderá lhe trazer mágoas. As pessoas podem, às vezes, ser indiferentes, cruéis, grosseiras, ofensivas, arrogantes, ásperas, destrutivas, insensíveis e rudes. isto é um problema delas, não seu. seu problema é como lhes responder. Certa dama disse uma vez: “ninguém pode fazê-lo sentir-se inferior sem a sua permissão.” o mesmo se aplica às outras emoções negativas. não reaja. não responda. não sinta raiva ou, se a sentir, espere ela passar e então continue a sua vida. não conceda aos outros uma vitória sobre seu estado emocional. Perdoe ou, se não conseguir perdoar, esqueça.
    Se você tentou e falhou, não se sinta mal. Deus perdoa as nossas falhas, desde que as reconheçamos como falhas – e isto nos poupa da autodecepção de tentar enxergá-las como sucessos. nenhuma pessoa mereceu alcançar sucesso sem algumas falhas no caminho. o grande poeta escreveu também maus poemas; os grandes pintores fizeram quadros destoantes; nem todas as sinfonias de Mozart são obras-primas. se lhe falta a coragem para falhar, certamente lhe falta a coragem para alcançar o sucesso.
    Busque sempre a amizade daqueles que são fortes naquilo que você é fraco. nenhum de nós possui todas as virtudes. Até mesmo Moisés precisava de aarão. o trabalho de um time, uma parceria, a colaboração com outros que possuem dons ou pontos de vista diferentes dos nossos produz sempre um resultado melhor do que o que pode se conseguir trabalhando sozinho.
    Se você quer escutar a voz de Deus, crie momentos de silêncio em sua alma.
    Se algo está errado, não busque um culpado. Procure saber como pode ajudar a consertar o erro.
    Lembre-se sempre de que é você quem cria a atmosfera à sua volta. se você quer que os outros sorriam, sorria você primeiro. se você quer que os outros sejam generosos, seja você o primeiro. se quiser que os outros o respeitem, saiba respeitar os outros. a maneira como o mundo nos trata é um reflexo da maneira com que o tratamos.
    Seja paciente. Às vezes o mundo é mais lento que você. espere que ele te alcance, porque se você estiver do lado certo, eventualmente ele te alcançará.
    Nunca mantenha seu ouvido tão próximo da terra que você não consiga escutar o que uma pessoa honesta tenha a dizer.
    Nunca se preocupe quando outras pessoas disserem que você está sendo idealista demais. só idealistas conseguem transformar o mundo. e você vai querer viver sua vida sem contribuir para o mundo se tornar melhor?
    Seja correto e honesto e faça sempre o que você disse que ia fazer. não há realmente outra forma de viver.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Pavê de morango.

Ingredientes
1 pacote de bolacha maizena ou bolacha champagne
1 lata de leite condensado
1 caixinha de creme de leite
1 lata de leite com
2 gemas peneiradas
1 colher de sopa de farinha de trigo ou maisena
2 xícaras de chá de morango
1 colher de chá de baunilha
Morango e chantilly para decorar

Modo de preparo

Em uma panela, coloque o leite condensado, o leite (reserve um pouco para dissolver o trigo), as gemas peneiradas levemente batidas, a baunilha e a farinha misturada no leite reservado
Mexa até engrossar (engrossou em 15 minutinhos, mas não pode parar de mexer)
Desligue o fogo e junte o creme de leite com o soro
Se necessário, bata o creme no liquidificador para desmanchar possíveis bolinhas que se formam no creme
Em um refratário, coloque na seguinte ordem uma camada de bolacha (passe as bolachas no leite com açúcar rapidamente), uma camada de morangos picados, metade do creme
Repita as camadas terminando com o creme
Decore a seu gosto, com morangos e chantilly

terça-feira, 5 de maio de 2015

Tenda de Sarah

Seios que si tornaram cachos de vinha!
Bendito seja YHWH, que deu como herança às mulheres, a 
"Tenda de Sarah". Lugar da mulher sábia, preciosa, linda,
 perfumada. Uma joia rara para seu marido.
SHIR HASHIRIM – CÂNTICO DOS CÂNTICOS 7
"8 Eu disse, eu subirei à eytz (árvore) da palmeira, eu pegarei nas
extremidades dos seus ramos; agora também, teus seios
tornar-se-ão como os cachos da vinha, e o aroma do teu
nariz como maçãs;
9 E o paladar da Tua boca é como o melhor vinho, para
meu Amado, que faz com que eu mova meus lábios e
meus dentes.
10 Eu sou do meu Amado, e Seu desejo se dirige a mim."

Casamento Judaico


Sem dúvida, o casamento cristão é oriundo do casamento judaico. O casamento judaico é mais tradicional e há muitos rituais com embasamento judeu e histórias do povo israelita.

O casamento judaico é uma grande festa. Os judeus celebram com muita alegria. O casamento é muito centrado na religião. Os noivos fazem jejum, orações, e praticam o tsedacá, que podemos associar à atos de caridade.

Para o judeu o casamento é a renovação com Deus e purifica o homem.

A escolha da noiva

A escolha da noiva (Shidduchin) é feita pelos pais do noivo. Pode ser desde criança. Os judeus são muito restritivos e preferem que o casamento seja entre pessoas de mesma religião.

O povo judeu é muito ligado ao seu passado e tradições. O grande personagem sobre casamento judeu é Abraão, com seu filho Isaque, que apaixonado por Rebeca escolheu para ser sua esposa.

O casamento judeu possui o Ketubah, que podemos considerar como um contrato, com obrigações pré-nupciais. O noivo normalmente dá muitos presentes à noiva.

A cerimônia de noivado é o anúncio do casamento e é uma grande festa.

Cerimônia

Nissuin é o nome dado para a cerimônia de casamento. A cerimônia só começa quando o pai da noiva decidir. Esta tradição por esperar a noiva permaneceu no Cristianismo. A cerimônia não tem hora certa para começar. É feita uma grande procissão, onde com som de chifre de carneiro, os convidados anunciam a presença do noivo nas regiões da noiva. Desta forma a noiva sabe quando o noivo está indo para a cerimônia e a partir daí decidem quando ela deve ir de encontro ao noivo.

Votos do Noivo: "Com este anel você está casada comigo, de acordo com a Lei de Moisés e de Israel"

O cântico da Ketubah é o termo que deve ser assinado pelos noivos e suas testemunhas.

A ordem de entrada do casamento judeu é semelhante ao cristão, pois aquele deu origem ao casamento cristão.

Quebra das Taças

A quebra das taças representa a tradição judaica. Serve como um momento de reflexão, onde é feito uma conotação à vida em casal, que pode haver momentos difíceis, também há uma conotação espiritual a respeito da queda do templo.

Para a consumação do casamento o noivo deve aguardar o período de festas. Pode durar até 07 dias, com comes e bebes, sendo a bebida tradicional o vinho.

O israelita não ama pra casar, mas, casa para amar?

Como é isso?
O casamento é uma parceria de idéias, onde um preenche os pensamentos do outro. São duas realidades diferentes que si misturam. O homem governa a mulher, a mulher conduz o homem. PERFEIÇÃO, o melhor das duas partes para um só cominho, a felicidade.
No casamento israelita, dias antes da cerimônia, é costume o noivo ser chamado à ler Torah, e a noiva faz imersão no mikveh.
Isso demonstra a diferença do masculino e do feminino, opostos que si completam, ler a Torah e realizar um banho ritual, são atos muito diferentes. Homens são diferentes de mulheres, mas, si conectam, pois, ler a Torah é uma pratica que governa o homem a ir mikvah, realizar a mikveh conduz a mulher a Torah.
O homem é responsável pelo governo do casamento, a mostrar o caminho – a Torah.
A mulher é a vitalidade da união, a inspiração, imerge às águas da vida.
Ler a Torah é uma ação intelectual uma teoria – uma leitura.
A Mikvah é uma ação prática – uma imersão. O homem si liga ao místico, a alma, a fonte da espiritualidade; a mulher, à fonte da realidade, da vida.
Unir homem e mulher – dois seres tão diferentes como teoria e prática, céu e terra, mente e coração.
O homem é o cabeça da mulher, a mulher é o coração do homem.
Josenvert Gedeoli

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Podemos mudar nossa personalidade?

"E vocês contarão para si mesmos… a partir do dia em que levaram a oferenda do Omer, sete semanas completas serão; até a manhã da sétima semana vocês contarão cinquenta dias, e proclamarão aquele mesmo dia uma festa sagrada – a porção dessa semana da Torá (Vayicrá 23:15)."

Estamos agora no período de quarenta e nove dias entre Pêssach e Shavuot, que é marcado por uma intensa jornada rumo ao refinamento emocional. Cada um dos 49 dias corresponde a um aspecto de nossos atributos emocionais multiplicados por sete (49), como explicado em detalhes com exercícios diários em meu livro, O Guia Espiritual para a Contagem do Omer. O Dia Um se concentra em refinar o “amor dentro do amor”, Dia Dois – disciplina com amor, e assim por diante.

Sempre que abordamos o tema de auto-refinamento e crescimento pessoal, devemos fazer a grande pergunta: Podemos de fato mudar nossas personalidades?

Os animais, por exemplo, não trabalham em si mesmos e seus relacionamentos. Eles são aquilo que são, controlados pelos instintos inerentes e ponto final. Animais não vão a terapias, não tomam Prozac e simplesmente levam a vida de acordo com seus mecanismos embutidos.

Certo, podemos treinar um animal para saltar através de arcos e realizar outros truques, mas não podemos alterar fundamentalmente seus padrões naturais, como o Dr. Moreau tragicamente descobriu.

A famosa parábola do proverbial gato leva aonde pretendo chegar. Dois filósofos estavam discutindo se animais podem ser treinados e mudados para se comportar como seres humanos. O primeiro pensador apontou para um gato que estava sendo treinado para ser garçon num restaurante de luxo. Vestido com fraque, o felino servia os clientes caminhando sobre duas patas, com o focinho e os bigodes elegantemente apontando para cima. O segundo filósofo tirou uma bolsa e abriu-a, libertando vários ratos que correram em diferentes direções. O gato de smoking de repente parou o que estava fazendo, ficou de quatro para perseguir os ratos, deixando o vinho e o jantar espalhados sobre o piso de madeira polida, e o filósofo coçando a própria cabeça…

Então que esperança temos de tentar mudar nossas tendências naturais – uma causa aparentemente perdida? Quantas pessoas você realmente conheceu que mudaram de personalidade?

Pode-se usar o argumento de que não podemos realmente mudar nosso ser essencial, mas podemos mudar nosso comportamento. Aquilo que se espera das pessoas civilizadas não é que transformem o próprio interior, mas que vivam de acordo com uma lei comum que dita o respeito mútuo: as :luzes verdes” e “luzes vermelhas” impostas que nos permitem coexistir. Felizmente, a fachada de disciplina comportamental manterá a fera interior sob controle, com apenas umas poucas anomalias no formato de monstros criminosos colocados atrás das grades. O medo do castigo, neste sistema, é o fator determinante para deter seres humanos de voltarem ao seu estado de egoísmo natural. Porém deixadas à vontade, as pessoas naturalmente voltarão às suas raízes primitivas: feras lutando para sobreviver a todo custo. Não é um quadro muito bonito, mas temos uma alternativa?

Agora vamos às boas notícias.

Toda presunção é baseada em nossa premissa inicial. Toda teoria é definida por seus axiomas. A razão pela qual presumimos que não podemos mudar nossa personalidade é porque nossa impressão inicial é que tudo neste universo não muda realmente em qualquer maneira fundamental. Os minerais continuam minerais, os vegetais serão sempre vegetais e os leopardos não “perdem suas pintas”.

A existência, como a vivenciamos num nível sensorial, é um lugar estático. Sim, as coisas se movem, mas elas não mudam fundamentalmente suas personalidades naturais e não transcendem seus limites inerentes. O sol nasce a cada manhã e se põe à noite, Então surge a lua e depois se põe. A lua passa pelo seu ciclo lunar consistentemente a cada mês. Toda parte da “natureza” é como um relógio previsível seguindo um programa imutável e pré-estabelecido. Então assim como uma pedra, um árvore e um animal permanecem todos da maneira que sempre foram, por que deveríamos presumir que um ser humano é diferente?

Baseada nessa premissa, que a existência é estática, a impossibilidade de mudar a personalidade de alguém parece tão inevitável como o fato de que um cordeiro jamais se comportará como um lobo.

Na verdade, a existência como a conhecemos é pior que estática; está morrendo. Tudo que experimentamos, até a matéria física, está no processo de erosão. A vida, em particular, é mortal. Todos e tudo envelhece e morre.

No entanto tudo isso está baseado na premissa da existência “como a conhecemos”. Há uma outra premissa – que incomoda toda a teoria de uma existência imutável. Essa premissa é colocada pela Torá. Como um verdadeiro projeto a Torá não descreve sintomas, mas causas. Não define a existência pela maneira que nós humanos a vemos a olho nu, mas pelo seu real caráter interior. Quando olhamos para uma estrutura vemos sua camada externa; é o corpo. Quando olhamos para o seu projeto, vemos sua engenharia interior: é a alma.

A Torá, que define as coisas como realmente são, começa descrevendo o homem – não como um esqueleto com 1,70m de altura, não como uma criatura com inteligência e sentimentos, não como um ser que nasce e morre. O que então é o homem? A primeira coisa que aprendemos é que o ser humano não é humano mas “divino”, criado à Divina imagem.” No âmago de cada um de nós há um “ser Divino”.

Essa declaração muda todo o quadro. Se fôssemos meras pesonalidades humanas então nossa pesonalidade não poderia mudar, assim como a terra não pode se tornar água nem se transformar em céu.

Sem entrar nos intrincados significados da “Imagem Divina”, a diferença básica entre humano e Divino é a diferença entre morte e vida. O Divino é dinâmico. O humano é estático. O Divino está vivo. O humano está morto.

Veja, o fato de que o universo físico age e erode nos diz que desde o início está em processo fundamental de morte. Na Lei da Torá há uma questão sobre o que pode ser categorizado “mayim chayim”, águas vivas. Se uma fonte viva fosse secar em sete anos, a lei dira que mesmo enquanto a fonte está “viva” durante os sete anos não pode ser chamada de “viva”, porque sua morte é inevitável. Se algo terminará por morrer. está realmente vivo, para começo de conversa?

A eternidade, em outras palavras, não é descoberta ao fim “da estrada”, mas no início. A eternidade é qualitativamente, não quantitativamente, diferente do efêmero, assim como a infinidade é qualitativamente tão equidistante do número um como é de um trilhão. Podemos não saber muito sobre o Divino, mas uma coisa não é humana (ou seja, como definimos o termo). O divino é uma fonte de energia constante fluindo da Essência de tudo. É dinâmico e vivo, e sempre aberto a mudanças.

A declarar que o ser humano é feito à imagem Divina, somos obrigados a repensar a própria natureza de nosso ser. Em vez de tentar encaixar nossos “conceitos” espirituais em termos humanos, devemos encaixar nossos parâmatros humanos em um contexto “Divino”. Como alguns pensadores notaram: “Não somos seres humanos numa jornada espiritual; somos seres espirituais numa jornada humana”.

De fato, o Divino nos conclama a repensar a própria natureza da existência em si. Não apenas a humana, mas o universo todo, por baixo da superficie, está pulsando com energia Divina vibrante e dinâmica. Ao nos vermos como Divinos podemos começar a olhar para o universo de uma maneira nova e então reconhecer nossa capacidade de mudar a existência como um todo.

Sempre fiquei intrigado pela declaração de alguns ateístas franceses de que se “D'us não existisse teríamos de criá-Lo.” Além do tom sacrílego dessa declaração, ele encerra uma profunda verdade: se nos permitirmos ver a vida como nada mais que mortal, então estamos fadados à morte de todas as coisas mortais. Com efeito, transformar todas as nossas opções de vida, todos os nossos sacrifícios, todos os nossos comprometimentos, em causas que vão morrer – morrer juntamente conosco.

Nossa única fonte de esperança – que infunde todos os nossos comprometimentos com eterno significado – é nossa conexão com o Divino.

Como disse certa vez um sobrevivente do Holocausto: “Depois do Holocausto não temos outra opção exceto acreditar em D'us, porque não podemos mais acreditar no homem…”

As implicações de mudança de personalidade devido à nossa natureza Divina (em vez de humana) são abrangentes e revolucionárias. Criam um padrão infinitamente mais elevado daquilo que podemos esperar de nós mesmos e dos outros. Isso nos motiva a chegar a lugares que jamais consideramos imagináveis. Acima de tudo, nos dá o poder de mudar nossa própria natureza – mesmo que esteja profundamente entranhada em nossos genes e personalidades, devido à hereditariedade ou ao treinamento.
E então, você pode mudar sua personalidade?
Não se for uma personalidade humana.
Sim, se for Divina.

POR SIMON JACOBSON

sábado, 2 de maio de 2015

Bolo de fubá cremoso deliquidificador.


Ingredientes:

2 xícaras de açúcar
1 1/2 xícara de fubá
1 1/2 colher de farinha
2 colheres de manteiga
1 colher de fermento em pó
4 ovos
3 copos de leite
5 colheres de (sopa) de queijo parmesão
2 colheres (sopa) de requeijão cremoso

Modo de Preparo:

Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata bem até que se forme uma massa bem homogênea.
Unte uma forma e leve o mesmo ao forno até dourar bem.
Bom Apetite