terça-feira, 26 de abril de 2016

Depois do Seder.

Já passamos pelo Sêder e nos encontramos em Chol Hamoed, "Dias Intermediários", e em breve, os dois últimos dias da comemoração de Pêssach, a festa de nossa liberdade, e fim: só ano que vem (que seja em Jerusalém, se D’us quiser!). O Sêder, no qual nos reunimos com nossa família e narramos a história do Êxodo: a escravidão dos israelitas no Egito e finalmente sua libertação é o ponto central desta festa única celebrada pela maioria dos judeus em todas as épocas. É um ritual que jamais perdeu seu poder de capturar a imaginação. Não se trata de um mero relato que acompanhamos na Hagadá, sobre os eventos e milagres ocorridos no Êxodo de nossa história, há muito tempo e num lugar distante. Trazemos a história à nossa mesa e contamos e explicamos a nossos filhos, em todas as gerações, colocando ingredientes simbólicos repletos de conteúdo e significado em nossa keará.
Mas o Sêder é apenas o início. Provamos as ervas amargas da escravidão. Bebemos quatro copos do vinho da liberdade. É como se estivéssemos ali. Em lugar algum isso é mais dramaticamente focalizado do que nas palavras de abertura do serviço. "Este é o pão da aflição que nossos ancestrais comeram na terra do Egito." A esta altura, o passado e o presente se juntam num desafio às categorias normais do tempo. O serviço do Sêder não é só recordação, mas principalmente renovação. Tornamo-nos personagens de uma história contínua que começou antes de nascermos e continuará depois de termos deixado de ser. Nesse sentido, Pêssach é a festa na qual a história se torna memória.
O resultado é que a história do Êxodo continuou, no decorrer de sucessivas gerações, a incentivar as pessoas na luta pela liberdade. A outorga da Torá, a chegada a Terra Prometida, o levante do Gueto de Varsóvia, o florescimento de Israel como povo e nação, nossa luta contra a assimilação através do fortalecimento de nossos valores são marcas vivas, passadas e atuais, de nossa liberdade, do direito de não esquecer e revitalizar a memória, manter a chama sempre acesa.
Se devemos prezar a liberdade e guardá-la, devemos lembrar à nova geração esta alternativa: o pão da aflição foi conseguido à base de luta e sofrimento: não com vingança ou ódio, mas simplesmente para saber o que é suficientemente importante para exigir constante vigilância.
Quem tem fome que venha! Junte-se a nós. Seja humilde como a matsá, mas importe-se: seja suficientemente ambicioso para refrescar sua memória. Busque na comunidade aulas de Torá, fale com seu rabino, reuna-se com grupos jovens judaicos e traga mais um amigo, estude em escolas judaicas ou coloque seu filho em uma. Esta é a lição de Pêssach após Pêssach: a memória é o nosso melhor guardião da liberdade.
Fonte: Chabad

domingo, 24 de abril de 2016

Sinagoga Bechorim. SP

    
Pessach. Ano 5.776
      Rebe Manoel.  

  Chag Sameah Pessach!

                                            
Comentário da parasha de Pessach.
Deste Shabat 23/04/2016. 

Nos tempos de Moshe o povo de Israel não estava em fuga porque Hashem falou diretamente a Moshe e pediu para trazer seu povo para adora-lo aos pés do Sinai. Pessach é passagem e liberdade de uma vida de engano para um tempo de plenitude com o Eterno. A liberdade que brotou no sinai é o começo para todos aqueles que ontem, hoje e amanha anseiam por renovação espiritual e comportamental. Pessach é consagração e unidade de todo o povo que se sujeita em temor e amor aquele que vai a frente daqueles que tem a Torah como fonte de suas vidas.















sexta-feira, 22 de abril de 2016

Receita para Pessach.

        Matsá caseira.
Ingredientes:

3 copos de trigo.
1 copo de água.
1/2 copo de óleo.
sal.

Modo de fazer:

Misture todos os ingredientes, faça uma massa homogênea.
Separe em pequenas porções, estique a massa.
Asse em forno, em temperatura alta.
OBS: O tempo total entre preparo/assar não deve ultrapassar 18 minutos.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Mitzvot

CREMAÇÃO - Uma proibição da Torá 
Se alguém de nossa família deixa como pedido antes de sua morte para que seu corpo seja cremado, como devemos proceder? Cumprir sua vontade? O que o judaísmo fala sobre isto? 
RESPOSTA: A cremação é proibida no Judaísmo porque a morte envolve mais que apenas um corpo. Trata-se da alma. Devido ao custo elevado do enterro — caixão, matseivá (lápide), terreno no cemitério, ou movidos simplesmente por um desejo pessoal — muitos judeus estão optando pela cremação. Qual a posição judaica?

O Judaísmo permite apenas o enterro. A fonte para isso é a Torá, onde D’us diz a Adam: "Retornarás ao solo, pois foi do solo que foste feito" (Bereshit 3:19).

O Judaísmo não somente proíbe expressamente a cremação, como insiste num enterro muito simples diretamente no chão.

Com a morte, a alma passa por uma dolorosa separação do corpo, que até então a tinha abrigado. Este processo de separação ocorre conforme vai ocorrendo a decomposição do corpo. Quando o corpo é enterrado, desintegra-se lentamente, fornecendo desta forma um conforto à alma que está se liberando do corpo. Esta decomposição é fundamental, e é por isso que a Lei Judaica proíbe embalsamar ou enterrar em um mausoléu, o que na verdade retardaria este processo fundamental de decomposição.

Além disso, os judeus são sepultados em um caixão de madeira, que se deteriora mais rapidamente. Da mesma forma, a Lei Judaica decreta que o sepultamento seja feito o mais rápido possível depois da morte. (Em Israel, os funerais freqüentemente ocorrem no mesmo dia da morte). Tudo isso é feito para o benefício da alma.

Uma razão pela qual o Judaísmo proíbe a cremação é que a alma sofreria um grande choque, devido à súbita separação artificial do corpo. Como diz o Talmud: "O enterro não é para o bem dos vivos, mas sim para os mortos" (Sanhedrin 47a).

RESSURREIÇÃO: Tradição judaica registra que com o enterro, um único osso na parte posterior do pescoço nunca se decompõe. É a partir deste osso — chamado osso luz — que o corpo humano será reconstruído na futura Era messiânica, quando todos os mortos serão ressuscitados. Com a cremação, aquele osso pode ser destruído, e o processo de ressurreição prejudicado.

Na verdade, alguém que escolhe a cremação age como se não acreditasse na ressurreição. A ressurreição é uma crença fundamental do Judaísmo, como foi expresso na obra clássica de Maimônides em seus Treze Princípios da Fé:

"Creio com plena fé na Ressurreição dos Mortos, que ocorrerá quando for a vontade do Criador."

Fontes:
Beit Yitschak, Yoreh Deah II, 195 (baseado no Talmud — Temurah 34a).
Achiezer III, 72:4 (baseado em devarim 21:23, e Maimônides — Leis do Sanhedrin 15:8)

domingo, 17 de abril de 2016

Quando a angústia lhe afligir

Quando a angústia lhe afligir, quando o desespero tomar conta do seu coração, quando você se sentir perdido, e a dor parecer lhe sufocar. Feche os olhos, tente respirar fundo e deixe o seu coração lhe guiar através do amor de D,us. Não há dor que não passe, não há desespero que a esperança não leve, não há situação que a fé não salve. Se D,us lhe apresentou um desafio na vida é porque Ele sabe que você vai ser capaz de superar, e vai aprender uma importante lição na vida. Tenha a certeza que D,us jamais permitiria que você passasse por tamanha provação se Ele não soubesse que você seria capaz de ultrapassar. As dores e cicatrizes podem ficarem marcadas em sua alma, mas os ensinamentos de D,us também estarão cravados na sua alma. Não há crescimento sem sofrimento, não há sabedoria sem dor. Resigne-se diante da vontade do Senhor, reconcilia-se com a sua dor, com a sua vida, com os seus caminhos, e entregue os seus passos a D,us. Ele saberá lhe guiar. Tenha paz e paciência!
Shalom!  Shalom!

A paciência

A paciência é uma virtude preciosa, mais comum nas pessoas maduras. Se o provocarem com palavras, seja paciente, releve e responda com inteligência e humildade. Segure sua língua, fale menos, pois, como nossos sábios ensinam, se uma palavra vale uma moeda de ouro, o silêncio, ou o controle da fala, vale duas.
Fonte: Kolel Rio - Ética Diária

A lenda do Quatro

Em virtude de quatro motivos os Israelitas foram libertados do Egito: Eles não mudaram seu nome. Não mudaram seu idioma. Não revelaram seus segredos e não aboliram o Brit Milá.
A lenda enfatiza que em milhares de anos de história Judaica, o povo manteve seu nome - Am Israel; seu idioma - o hebraico; não revelou seus segredos e preservaram a mitzvá do Brit Milá.
· A Lenda dos Quatro Meses
Em uma lenda bem conhecida que aparece no Midrash Raba (Bemidbar Raba, 3), Rabino Akiva conta que o D'us, tirou os Israelitas de Egito no mês apropriado para o êxodo.
Ele não os tirou em Tamuz - por causa do tempo quente e seco. Ele não os tirou em Tevet - por causa do tempo frio. Ele não os tirou em Tishrei - por causa das chuvas. Mas Ele os tirou em Nisan - porque cai na primavera, e o clima é bom para viajar.
· Quatro Modos de Comer a Matzá da Mitzvá
Comer a matzá para fazer a brachá do "hamotzi". Comer a matzá para fazer a brachá de "achilat matzá". Comer matzá com o maror em memória de Hillel, pois como se diz: "... pão não fermentado e ervas amargas devem ser comidos " (Bamidbar 9:11). Comer a matzá do Afikoman.
· Há Quatro Tipos de Comidas no Prato do Seder
Karpas, Maror, Matzá, Maror entre duas Matzot (em memória de Hillel)
· Quatro Bênçãos
A brachá (benção) - (bore pri ha'adamá) sobre o karpás; a brachá hamotzi lechem min ha'aretz sobre a matzá e a brachá para comer juntos a matzá e o maror.

Fonte: Central Pedagógica da Agência Judaica para Israel

O silêncio de D,us

O silêncio de D,us grita mais alto em nossos ouvidos do que o ruído da tempestade. Não é fácil lidar com o silêncio de D,us. Não é fácil gritar por socorro e escutar apenas o silêncio. Não é fácil orar por vários anos e a resposta não chegar. Muitas vezes, D,us lida conosco por meio do silêncio. Foi assim com Jó. Depois de perder seus bens, filhos e saúde, Jó ainda enfrentou a revolta da mulher e a incompreensão dos amigos. Jó ergueu aos céus dezesseis vezes a mesma pergunta: Por que? Por que? Por que? A única resposta que recebeu foi o total silêncio de D,us. Jó expôs sua queixa trinta e quatro vezes. Ouviu como resposta apenas o silêncio. Quando Dus falou com ele, não respondeu sequer uma de suas perguntas. Ao contrário, fez-lhe setenta perguntas, revelando sua majestade e poder. D,us restaurou a sorte de Jó e deu-lhe tudo em dobre e ainda uma vida longeva. Jó viu os filhos dos filhos até a quarta geração. Quando D,us fica em silêncio é porque ele está trabalhando em nosso favor e não contra nós. Ele está preparando algo melhor e maior para nossa vida. Quando D,us fica em silêncio ele continua sendo nosso Pai onipotente, amoroso e bom!

Heroísmo em Pêssach

Por : Rabino Jonathan Sacks
A história de Pêssach é uma das mais conhecidas. Tem sido contada por mais de três mil anos. O que mais me fascina, entretanto, é um aspecto poucas vezes mencionado. Pergunte a qualquer pessoa, judeu ou não-judeu, quem é o herói humano do Êxodo, e a resposta certamente será: Moshê, o libertador, profeta e lutador pela justiça.
Porém a Torá conta uma história mais complexa e inesperada. Juntamente com Moshê - tornando sua missão, até mesmo sua vida, possíveis - estão outras seis figuras, todas mulheres. Estranho como possa parecer, os heróis do êxodo são heroínas.
Quem foram elas? A primeira foi Yocheved, esposa de Amram, e mãe das três pessoas que tornar-se-iam os grandes líderes dos israelitas, Miriam, Aharon e o próprio Moshê. Foi Yocheved que, no auge da perseguição egípcia, teve a coragem de ter um filho, escondê-lo por três meses, e então arquitetar um plano para dar-lhe uma chance de ser resgatado. Sabemos muito pouco sobre Yocheved. Em sua primeira aparição na Torá, não é nomeada. Mesmo assim, lendo a narrativa, não temos dúvidas sobre sua bravura e presença de espírito. Não foi por acaso que seus filhos tornaram-se todos líderes.
A segunda foi Miriam, filha de Yocheved e irmã de Moshê. Foi ela quem vigiou o bebê enquanto o cestinho flutuava rio abaixo, e quem se aproximou da filha do faraó com a sugestão de que ele fosse amamentado em meio a seu próprio povo. Uma vez mais o texto bíblico pinta um retrato da jovem Miriam como uma figura de invulgar coragem e presença de espírito. A tradição rabínica vai mais além. Em um notável midrash, lemos como a jovem Miriam enfrentou o pai, Amram, e persuadiu-o a mudar de ideia. Informado sobre o decreto dizendo que cada bebê judeu do sexo masculino seria afogado no rio, Amram conclamou os israelitas a divorciarem-se, para que não mais houvesse crianças. Havia uma certa lógica nisso. Seria certo trazer crianças ao mundo, se havia 50% de chance de que fossem assassinadas logo ao nascer?
Mesmo assim Miriam, diz a tradição, queixou-se a ele: "Seu decreto," disse ela, "é pior que o do faraó. O dele afeta apenas os meninos; o seu afeta a todos os bebês. O decreto dele priva as crianças da vida neste mundo; o seu os privará da vida até no mundo vindouro." Amram cedeu, e como resultado, nasceu Moshê. A implicação da história é clara - Miriam tinha mais fé que seu pai.
A terceira, e de certo modo a mais intrigante, é a filha do faraó, que a tradição chama de Batya. Foi ela quem teve a coragem de resgatar uma criança israelita e criá-la como sua, no próprio palácio onde seu pai tramava a destruição do povo judeu. Podemos imaginar uma filha de Hitler, Eichmann ou Stalin fazendo o mesmo? Existe algo ao mesmo tempo heróico e gracioso sobre essa figura apenas esboçada, a mulher que deu nome a Moshê.
A quarta faz sua aparição mais tarde na narrativa. Tsipóra, a mulher de Moshê. Filha de um sacerdote medianita, mesmo assim está determinada a acompanhar Moshê em sua missão no Egito, apesar de não ter razão alguma para colocar em risco sua vida em uma aventura tão delicada. Em uma passagem profundamente enigmática, é ela quem salva a vida de Moshê ao realizar a circuncisão em seu filho. Temos sobre ela a impressão de ser uma figura de tremenda determinação que, no momento crucial, entendeu melhor que o próprio Moshê a vontade de D'us.
Deixei para o final as figuras que aparecem primeiro, porque são elas que mais fizeram para alargar os horizontes morais da humanidade. Refiro-me às duas parteiras, Shifrá e Puá, que frustraram a primeira tentativa do faraó de cometer genocídio. Instruídas a matar as crianças israelitas na hora do nascimento, elas "temeram a D'us e não fizeram aquilo que o rei do Egito lhes ordenara fazer; deixaram os meninos viver."
Intimadas e acusadas de desobediência, enganaram o faraó inventando uma engenhosa história: as mulheres judias, disseram elas, são fortes, e deram à luz antes que chegássemos. Escaparam do castigo e salvaram vidas.
A importância desta história é que trata-se do primeiro exemplo que conheço de uma das maiores contribuições do Judaísmo à civilização; a ideia de que há limites morais para o poder. Existem instruções que não devem ser obedecidas. São crimes contra a humanidade, que não podem ser desculpados sob a alegação de que "eu estava apenas cumprindo ordens."
Este conceito, geralmente conhecido como 'desobediência civil,' é comumente atribuído ao escritor americano do século XIX Henry David Thoreau, e penetrou na consciência internacional após o Holocausto e os Julgamentos de Nuremberg. Sua verdadeira origem, entretanto, remonta a milhares de anos antes, nas ações de duas mulheres, Shifrá e Puá. Com sua coragem não declarada, mereceram um incomparável tributo entre os heróis da vida moral. Elas nos ensinaram a primazia da consciência sobre o conformismo, da lei da justiça sobre a lei do país.
Neste Pêssach, contemos a história das mulheres cuja fé, coragem e recursos morais tornaram possível o êxodo. "Foi por causa de mulheres justas," disseram os sábios, "que nossos ancestrais foram redimidos do Egito." Sua memória ainda tem o poder de trazer-nos inspiração.

Por Rabino Jonathan Sacks
Lord Rabino Jonathan Sacks, antigo Rabino Chefe da Grã-Bretanha e da Comunidade Britânica, além de famoso escritor e palestrante sobre Chassidismo. É fundador e diretor do Meaningful Life Center (Centro para uma Vida Significativa).


Fonte: Thais Soltanovitch Druker

D’us Ordena aos Judeus que Celebrem Pêssach Todos os Anos

D’us disse a Moshê que ordenara a Bnei Yisrael: "Todos os anos, Bnei Yisrael guardará a festividade de Pêssach durante sete dias. O primeiro e o sétimo dias serão Yom Tov. Os cinco dias intermediários serão chol hamoed.* Durante este período não poderão comer chamets (massa levedada) e suas casas deverão estar limpas de todo chamets. "

Na primeira noite de Pêssach, a mitsvá é comer matsá e relatar na Hagadá Yetsiat Mitsraim, e como D’us nos tirou do Egito. Todo pai judeu deve contá-la a seus filhos, para que os milagres do Êxodo do Egito jamais sejam esquecidos.

Na verdade, desde que fomos liberados do Egito os pais têm relatado aos filhos sobre Yetsiat Mitsraim. Sentados em torno da mesa do Sêder, rodeados de filhos atentos, os pais relatam com todos os detalhes e os milagres .

* Fora de Erets Yisrael, agregamos um dia adicional a cada Yom Tov (festividade). Observamos os dias de Yom Tov, quatro dias de chol hamoed, e outros dois dias de Yom Tov.

O que acontece na noite do seder

Durante a noite do Seder, quando a família se senta em torno da mesa e relata sobre Yetsiat Mitsraim, D’us reúne todos os anjos do céu e lhes diz: "Vamos escutar como Meus filhos contam sobre a redenção do Egito." Todos os anjos se reúnem e escutam. Os anjos sentem-se felizes porque quando os judeus foram libertados do Egito foi como se D’us tivesse também sido redimido. (Quando Bnei YIsrael sofre, é como se D’us também sofresse). Os anjos também começam a louvar D’us pelos milagres que fez durante Yetsiat Mitsraim. Exclamam: "Olha como é santo o povo que D’us tem sobre a terra!"

A Torá chama a noite do Seder de "A noite protegida", pois D’us distinguiu essa noite como noite de milagres para os tsadikim de todas as gerações. Que milagres?

Alguns dos que ocorreram na primeira noite de Pêssach são:

Avraham lutou contra os quatro reis que haviam feito Lot prisioneiro e ganhou a guerra.
Durante a época do rei Chizkiyahu, o anjo de D’us matou o exército dos assírios que estavam em guerra contra os judeus. Isto aconteceu na primeira noite de Pêssach.
Daniel foi jogado à jaula dos leões e salvo durante esta noite.
Durante a noite de Pêssach, o rei Achashverosh não conseguia dormir. Fez com que lessem seu diário, e assim a história de Purim teve um final feliz.
No futuro, durante esta noite D’us fará milagres por intermédio de Eliyahu e Mashiach, ao final de nosso exílio.


Fonte: Thais Soltanovitch Druker